{"id":254828,"date":"2020-11-01T08:37:58","date_gmt":"2020-11-01T11:37:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=254828"},"modified":"2020-11-03T14:38:42","modified_gmt":"2020-11-03T17:38:42","slug":"dogma-da-assuncao-de-nossa-senhora-70-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dogma-da-assuncao-de-nossa-senhora-70-anos\/","title":{"rendered":"Dogma da Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora: 70 anos!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Cardeal Orani Jo\u00e3o Tempesta, O. Cist.<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo Metropolitano de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro (RJ)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 1\u00ba de novembro de 1950, o Papa Pio XII, pela Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Munificentissimus Deus<\/em> (Deus munificent\u00edssimo), proclamou o dogma da assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora ao c\u00e9u em corpo e alma. Eis a raz\u00e3o de refletirmos, de modo um tanto teol\u00f3gico-catequ\u00e9tico, sobre t\u00e3o importante acontecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faz-se oportuno, antes do mais, esclarecer o que \u00e9 um dogma de f\u00e9 e como se chega \u00e0 sua elabora\u00e7\u00e3o final. Pois bem: \u00e9 dogma de f\u00e9 \u2013 a t\u00edtulo gen\u00e9rico \u2013 tudo aquilo que o Magist\u00e9rio da Igreja, de modo ordin\u00e1rio e costumeiro, proclama como verdade revelada por Deus e que, enquanto cat\u00f3licos, aceitamos na Profiss\u00e3o de F\u00e9 ou no Credo. Ao lado desse magist\u00e9rio ordin\u00e1rio, h\u00e1 o magist\u00e9rio extraordin\u00e1rio, que \u00e9 exercido por um Conc\u00edlio Ecum\u00eanico (universal) ou pelo Papa, doutor supremo da Igreja, com uma declara\u00e7\u00e3o ex cathedra (a partir da cadeira) ao definir uma verdade de f\u00e9 e proclam\u00e1-la solenemente. Um exemplo desse tipo de proclama\u00e7\u00e3o, que obriga a todos os fi\u00e9is, se deu com Pio XII, em 1950, ao definir solenemente, a pedido do Povo de Deus, o dogma da Assun\u00e7\u00e3o de Maria ao c\u00e9u em corpo e alma (cf. Dicion\u00e1rio de Teologia: conceitos fundamentais da Teologia atual, vol. I, S\u00e3o Paulo: Loyola, 1970, p. 439-440).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, importa dizer \u2013 em contr\u00e1rio do que, \u00e0s vezes, se fala, de modo infundado \u2013 que a Igreja n\u00e3o cria ou inventa novos dogmas, pois ela n\u00e3o est\u00e1 acima, mas a servi\u00e7o da Palavra de Deus (cf. Dei Verbum, 10; Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica n. 85-87). Da\u00ed, para proclamar solenemente um dogma, faz-se necess\u00e1rio que 1) exista fundamento b\u00edblico, expl\u00edcito ou impl\u00edcito, para a cren\u00e7a em quest\u00e3o e 2) tal cren\u00e7a seja difundida em \u00e2mbito geral e universal, ou seja, que a ampla maioria dos cat\u00f3licos em todo o mundo a professe como sendo uma verdade certa de f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o item 1, temos os textos b\u00edblicos que tratam da gl\u00f3ria de Maria. Ei-los: o Sl 44,10.14-16 que diz: \u201cEntre as tuas amadas est\u00e3o as filhas do rei; \u00e0 tua direita uma dama, ornada com ouro de Ofir. Com muitas j\u00f3ias cravejadas de ouro. Vestida com brocados, a filha do rei \u00e9 levada para dentro, at\u00e9 o rei, com s\u00e9quito de virgens. Introduzem as companheiras a ela destinadas, e com j\u00fabilo e alegria elas entram no pal\u00e1cio do rei\u201d. Tamb\u00e9m Ct 3,6 no qual se l\u00ea: \u201cQue \u00e9 aquilo que sobe do deserto como colunas de fuma\u00e7a perfumada como incense e mirra, e perfumes dos mercadores?\u201d ou Ap 12,1 que narra: \u201cUm sinal grandioso apareceu no c\u00e9u: uma Mulher vestida de sol, tendo a lua sob os p\u00e9s e sobre a cabe\u00e7a uma coroa de doze estrelas\u201d. Com rela\u00e7\u00e3o a este \u00faltimo texto, a nota b da B\u00edblia de Jerusal\u00e9m comenta que essa \u201cMulher\u201d relembra aquela de Gn 3,15-16; no entanto, lembra ainda a Igreja, povo santo dos tempos messi\u00e2nicos em luta contra o\u00a0mal. \u201c\u00c9 poss\u00edvel que Jo\u00e3o pense tamb\u00e9m em Maria, a nova Eva, a filha de Si\u00e3o, que deu nascimento ao Messias (cf. Jo 19,25)\u201d. H\u00e1 tamb\u00e9m textos que falam da assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora ao c\u00e9u por ser isenta do pecado original: assim, Gn 3,15, ao prever a vit\u00f3ria da Mulher e sua descend\u00eancia (o Protoevangelho); e \u2013 como comentam os estudiosos \u2013 aplicam-se tamb\u00e9m \u00e0 Virgem Maria todos os textos de S\u00e3o Paulo a demonstrarem a ressurrei\u00e7\u00e3o corporal dos seres humanos, tendo o Senhor Jesus por modelo primeiro (cf. Rm 5-6; 1Tm 1,1 e, sobretudo, 1Cor 15,21-26;54-57). A diferen\u00e7a, no entanto, da Virgem Maria para conosco \u00e9 que n\u00f3s esperamos essa ressurrei\u00e7\u00e3o em corpo glorioso no \u00faltimo dia (cf. Jo 6,44; 1Cor 15,22s; 1Ts 4,16s), ao passo que Nossa Senhora j\u00e1 foi, de modo singular, assunta ao c\u00e9u em corpo e alma (cf. Munificentissimus Deus n. 4-6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o item 2 vale a pena ler com vagar o que o Papa Pio XII apresenta na Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Munificentissimus Deus n. 12-37, pois sustentam a f\u00e9 da Igreja inteira, desde antiqu\u00edssima data, na assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora ao c\u00e9u em corpo e alma. Eis a regra do sensus fidei (senso da f\u00e9) conforme ensina S\u00e3o Vicente de Lerins (\u2020 450) ao escrever: \u201c\u00c9 pois, sumamente necess\u00e1rio, ante as m\u00faltiplas e arrevesadas tortuosidades do erro, que a interpreta\u00e7\u00e3o dos Profetas e dos Ap\u00f3stolos se fa\u00e7a seguindo a pauta do sentir cat\u00f3lico. Na Igreja Cat\u00f3lica, deve-se ter maior cuidado para manter aquilo em que se cr\u00ea em todas as partes, sempre e por todos. Isto \u00e9 o verdadeiro e propriamente cat\u00f3lico, segundo a ideia de universalidade que se encerra na pr\u00f3pria etimologia da palavra. Mas isto se conseguir\u00e1 se n\u00f3s seguimos a universalidade, a antiguidade e o consenso geral. Seguiremos a universalidade se confessamos como verdadeira e \u00fanica f\u00e9 a que a Igreja inteira professa em todo o mundo; a antiguidade, se n\u00e3o nos separamos de nenhuma forma dos sentimentos que notoriamente proclamaram nossos santos predecessores e pais; o consenso geral, por \u00faltimo, se, nesta mesma antiguidade, abra\u00e7amos as defini\u00e7\u00f5es e as doutrinas de todos, ou de quase todos, os Bispos e Mestres\u201d (Commonitorium, 2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, Pio XII seguiu essa s\u00e1bia norma ao considerar os pedidos de defini\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica que chegavam \u00e0 Santa S\u00e9 (cf. Munificentissimus Deus n. 7-10) e ao consultar o episcopado do mundo todo por meio enc\u00edclica Deiparae Virginis Mariae, de 1\u00ba de maio de 1946, na qual colocava aos bispos a seguinte consulta: \u201c[&#8230;] V\u00f3s, vener\u00e1veis irm\u00e3os, na vossa ex\u00edmia sabedoria e prud\u00eancia, julgais que a assun\u00e7\u00e3o corp\u00f3rea da sant\u00edssima Virgem pode ser proposta e definida como dogma de f\u00e9, e se desejais que o seja, tanto v\u00f3s como o vosso clero e fi\u00e9is\u201d (idem n. 11 e 41). Das 1181 respostas recebidas, 1169 \u2013 a esmagadora maioria, portanto \u2013, era totalmente favor\u00e1vel \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do dogma da assun\u00e7\u00e3o da Virgem Maria ao c\u00e9u em corpo e alma (cf. Justo Collantes. La fe de la Iglesia Cat\u00f3lica:\u00a0las ideas y los hombres en los documentos doctrinales del Magisterio. 3\u00aa ed. Madri: BAC, 1986, p. 302). Para Dom Pedro Carlos Cipollini, meu irm\u00e3o no episcopado, bispo de Santo Andr\u00e9, SP, esse tipo de consulta aos bispos \u2013 como tamb\u00e9m Pio IX fizera antes de proclamar o dogma da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o de Maria, em 1854 \u2013, \u00e9 \u201cuma esp\u00e9cie de Conc\u00edlio por escrito\u201d (O dogma da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o: Ela apareceu cheia de gra\u00e7a. Bras\u00edlia: CNBB, 2017, p. 23). Serve para medir o sensus fidei sobre o assunto na Igreja: \u201cA totalidade dos fi\u00e9is que receberam a un\u00e7\u00e3o do Santo (cf. Jo 2,20.27) n\u00e3o pode enganar-se na f\u00e9; e esta sua propriedade peculiar manifesta-se por meio do sentir sobrenatural da f\u00e9 do povo todo, quando este, \u2018desde os Bispos at\u00e9 ao \u00faltimo dos leigos fi\u00e9is\u2019 (cf. S. Agostinho, De Praed. Sanct. 14, 27: PL 44, 980), manifesta consenso universal em mat\u00e9ria de f\u00e9 e costumes\u201d (Lumen Gentium, 12). Esse sensus fidei \u00e9 \u201cuma \u2018peculiaridade\u2019 de \u2018todo\u2019 o povo de Deus. No contexto, mencionam-se \u2018a totalidade dos fi\u00e9is\u2019, \u2018povo todo\u2019, \u2018bispos e fi\u00e9is leigos\u2019. Portanto, n\u00e3o \u00e9 algo setorial, ou de uma categoria de fi\u00e9is\u201d (Dom Pedro Carlos Cipollini. Os fi\u00e9is tamb\u00e9m sabem: o sentido da f\u00e9 (sensus fidei) na Igreja. Bras\u00edlia: CNBB, 2018, p. 19).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez bem confirmada a f\u00e9 de toda a Igreja, Pio XII proclamou, ent\u00e3o, solenemente o dogma da Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora ao c\u00e9u em corpo e alma: \u201cPelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas s\u00faplicas, e de termos invocado a paz do Esp\u00edrito de verdade, para gl\u00f3ria de Deus onipotente que \u00e0 virgem Maria concedeu a sua especial benevol\u00eancia, para honra do seu Filho, Rei imortal dos s\u00e9culos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da gl\u00f3ria da sua augusta m\u00e3e, e para gozo e j\u00fabilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados ap\u00f3stolos S. Pedro e S. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada M\u00e3e de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma \u00e0 gl\u00f3ria celestial\u201d (Munificentissimus Deus n. 44).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Notemos que a express\u00e3o \u201cfoi assunta\u201d \u00e9 muito precisa no \u00e2mbito l\u00f3gico e teol\u00f3gico, uma vez que s\u00f3 Cristo, nosso Senhor, ascendeu ao c\u00e9u, ao passo que a Virgem Sant\u00edssima foi assunta ou elevada por Deus. Da\u00ed celebrarmos a Ascens\u00e3o (elevar-se por si mesmo) do Senhor e a Assun\u00e7\u00e3o (ser elevada por outro) de Nossa Senhora. Tal eleva\u00e7\u00e3o \u00e9 muito coerente, pois se a M\u00e3e de Deus e nossa n\u00e3o esteve, por especial predile\u00e7\u00e3o divina, sujeita ao pecado, tamb\u00e9m n\u00e3o poderia ficar sob o poder da morte, consequ\u00eancia do pecado (cf. Rm 5,12). V\u00ea-se, com isso, que o dogma da assun\u00e7\u00e3o corporal de Nossa Senhora est\u00e1 estritamente ligado \u00e0 sua Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, conforme dissemos e bem frisa Pio XII ao escrever que \u201ca Igreja sempre reconheceu esta grande liberalidade e a perfeita\u00a0harmonia de gra\u00e7as, e durante o decurso dos s\u00e9culos sempre procurou estud\u00e1-la melhor. Nestes nossos tempos refulgiu com luz mais clara o privil\u00e9gio da assun\u00e7\u00e3o corp\u00f3rea da M\u00e3e de Deus. Esse privil\u00e9gio brilhou com novo fulgor quando o nosso predecessor de imortal mem\u00f3ria, Pio IX, definiu solenemente o dogma da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o. De fato, esses dois dogmas est\u00e3o estreitamente conexos entre si. Cristo com a pr\u00f3pria morte venceu a morte e o pecado, e todo aquele que pelo batismo de novo \u00e9 gerado, sobrenaturalmente, pela gra\u00e7a, vence tamb\u00e9m o pecado e a morte. Por\u00e9m Deus, por lei ordin\u00e1ria, s\u00f3 conceder\u00e1 aos justos o pleno efeito desta vit\u00f3ria sobre a morte, quando chegar o fim dos tempos. Por esse motivo, os corpos dos justos corrompem-se depois da morte, e s\u00f3 no \u00faltimo dia se juntar\u00e3o com a pr\u00f3pria alma gloriosa. Mas Deus quis excetuar dessa lei geral a bem-aventurada virgem Maria. Por um privil\u00e9gio inteiramente singular ela venceu o pecado com a sua concep\u00e7\u00e3o imaculada; e por esse motivo n\u00e3o foi sujeita \u00e0 lei de permanecer na corrup\u00e7\u00e3o do sepulcro, nem teve de esperar a reden\u00e7\u00e3o do corpo at\u00e9 ao fim dos tempos. Quando se definiu solenemente que a virgem Maria, M\u00e3e de Deus, foi imune desde a sua concep\u00e7\u00e3o de toda a mancha, logo os cora\u00e7\u00f5es dos fi\u00e9is conceberam uma mais viva esperan\u00e7a de que em breve o supremo magist\u00e9rio da Igreja definiria tamb\u00e9m o dogma da assun\u00e7\u00e3o corp\u00f3rea da virgem Maria ao c\u00e9u\u201d (Munificentissimus Deus n. 3-6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A t\u00edtulo pastoral, a defini\u00e7\u00e3o do dogma da assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora ao c\u00e9u em corpo e alma, tem muito a nos dizer. Lembremo-nos de dois aspectos apontados pelo Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, na Audi\u00eancia geral de 09\/07\/1997: 1) a correta exalta\u00e7\u00e3o da mulher: \u201cNa Assun\u00e7\u00e3o da Virgem, podemos ver tamb\u00e9m a vontade divina de promover a mulher. Em analogia a quanto se verificara na origem do g\u00eanero humano e da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, no projeto de Deus o ideal escatol\u00f3gico devia revelar-se n\u00e3o em um indiv\u00edduo, mas num casal. Por isso, na gl\u00f3ria celeste, ao lado de Cristo ressuscitado h\u00e1 uma mulher ressuscitada, Maria: o novo Ad\u00e3o e a nova Eva, prim\u00edcias da ressurrei\u00e7\u00e3o geral dos corpos da humanidade inteira. Sem d\u00favida, a condi\u00e7\u00e3o escatol\u00f3gica de Cristo e a de Maria n\u00e3o devem ser postas no mesmo plano. Maria, nova Eva, recebeu de Cristo, novo Ad\u00e3o, a plenitude de gra\u00e7a e de gl\u00f3ria celeste, tendo sido ressuscitada pelo poder soberano do Filho mediante o Esp\u00edrito Santo\u201d; 2) h\u00e1 um apelo \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da dignidade do corpo humano: \u201ca Assun\u00e7\u00e3o de Maria revela a nobreza e a dignidade do corpo humano. Diante das profana\u00e7\u00f5es e do aviltamento a que a sociedade moderna n\u00e3o raro submete em particular o corpo feminino, o mist\u00e9rio da Assun\u00e7\u00e3o proclama o destino sobrenatural e a dignidade de cada corpo humano, chamado pelo Senhor a tornar-se instrumento de santidade e a participar na Sua gl\u00f3ria. Maria entrou na gl\u00f3ria porque escutou no seu seio virginal e no seu cora\u00e7\u00e3o o Filho de Deus. Olhando\u00a0para ela, o crist\u00e3o aprende a descobrir o valor do pr\u00f3prio corpo e a preserv\u00e1-lo como templo de Deus, na expectativa da ressurrei\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que estes ensinamentos, nesta data t\u00e3o especial, calem fundo nos nossos cora\u00e7\u00f5es!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cardeal Orani Jo\u00e3o Tempesta, O. Cist. 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