{"id":257477,"date":"2021-01-12T11:03:07","date_gmt":"2021-01-12T14:03:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=257477"},"modified":"2021-01-12T11:03:37","modified_gmt":"2021-01-12T14:03:37","slug":"nossa-volta-as-celebracoes-liturgicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/nossa-volta-as-celebracoes-liturgicas\/","title":{"rendered":"Nossa volta \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli <\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caros diocesanos. O tempo da pandemia causou profundas mudan\u00e7as, n\u00e3o s\u00f3 nas din\u00e2micas sociais, familiares, econ\u00f4micas, formativas e de trabalho, mas tamb\u00e9m na vida de nossas comunidades crist\u00e3s, sobretudo na dimens\u00e3o lit\u00fargica. Gra\u00e7as a Deus, novos tempos, lentamente, se vislumbram e a realidade nos permite voltar com maior frequ\u00eancia para participar da vida e miss\u00e3o em nossas comunidades. Como prometemos, hoje vamos apresentar alguns aspectos que o setor da Liturgia da Santa S\u00e9 emitiu em setembro passado, atrav\u00e9s de Carta do Cardeal Sarah, aprovada pelo Papa Francisco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na introdu\u00e7\u00e3o do texto o autor mostra que j\u00e1 os primeiros crist\u00e3os valorizavam muito os seus encontros lit\u00fargicos, inicialmente realizados nas casas e depois em templos, reconhecendo-os como casa de Deus e casa dos fi\u00e9is, onde pudessem reconhecer-se como comunidade de Deus, povo convocado para o culto e constitu\u00eddo em assembleia santa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O distanciamento social da pandemia nos afastou temporariamente de nossas igrejas e celebra\u00e7\u00f5es, o que nos fez sentir o quanto s\u00e3o importantes em nossa vida crist\u00e3. A carta afirma: \u201c<em>Logo, por\u00e9m, que as circunst\u00e2ncias o permitam, \u00e9 necess\u00e1rio e urgente retomar a normalidade da vida crist\u00e3, que tem o edif\u00edcio igreja como casa e a celebra\u00e7\u00e3o da liturgia, particularmente da Eucaristia, como o \u2018cume para o qual tende a a\u00e7\u00e3o da Igreja e, simultaneamente, a fonte de onde promana toda a sua for\u00e7a\u2019<\/em>\u201d (SC 10). Inspirando-se em m\u00e1rtires da Abit\u00ednia (s\u00e9c. IV), a carta resume:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>\u201c<em>N\u00e3o podemos viver, ser crist\u00e3os, realizar em pleno a nossa humanidade e os desejos de bem e de felicidade que o nosso cora\u00e7\u00e3o acalenta, sem a Palavra do Senhor, que na celebra\u00e7\u00e3o ganha corpo e se torna palavra viva, pronunciada por Deus para quem abre hoje o cora\u00e7\u00e3o para a escuta;<\/em><\/li>\n<li><em>N\u00e3o podemos viver como crist\u00e3os sem participar no sacrif\u00edcio da Cruz em que o Senhor Jesus se d\u00e1 sem reservas para salvar, com a sua morte, a pessoa humana que estava morta por causa do pecado; o Redentor associa a si a humanidade e a reconduz ao Pai; no abra\u00e7o do Crucifixo encontra luz e conforto todo humano sofrimento;<\/em><\/li>\n<li><em>N\u00e3o podemos viver sem o banquete da Eucaristia, mesa do Senhor, \u00e0 qual somos convidados como filhos e irm\u00e3os para receber o pr\u00f3prio Cristo Ressuscitado, presente em corpo, sangue, alma e divindade como P\u00e3o do c\u00e9u que nos sustenta nas alegrias e nas canseiras da peregrina\u00e7\u00e3o terrena;<\/em><\/li>\n<li><em>N\u00e3o podemos viver sem a comunidade crist\u00e3, a fam\u00edlia do Senhor: precisamos encontrar os irm\u00e3os que partilham a filia\u00e7\u00e3o de Deus, a fraternidade de Cristo, a voca\u00e7\u00e3o e a procura da santidade e da salva\u00e7\u00e3o&#8230;;<\/em><\/li>\n<li><em>N\u00e3o podemos viver sem a casa do Senhor, que \u00e9 a nossa casa, sem os lugares santos onde nascemos para a f\u00e9, onde descobrimos a presen\u00e7a providente do Senhor e descobrimos o seu abra\u00e7o misericordioso que levanta quem caiu, onde consagramos a nossa voca\u00e7\u00e3o no seguimento religioso ou no matrim\u00f4nio, onde suplicamos e agradecemos, exultamos e choramos, onde confiamos ao Pai os nossos entes queridos que completaram a sua peregrina\u00e7\u00e3o terrena;<\/em><\/li>\n<li><em>N\u00e3o podemos viver sem o dia do Senhor, sem o Domingo que d\u00e1 luz e sentido ao suceder-se dos dias do trabalho e das responsabilidades familiares e sociais<\/em>\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este contato f\u00edsico com o Senhor, conclui a carta, \u00e9 vital, indispens\u00e1vel, insubstitu\u00edvel. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio que todos os que podem retomem o seu lugar na assembleia dos irm\u00e3os, redescubram a insubstitu\u00edvel preciosidade e beleza da celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul (RS) \u00a0 Caros diocesanos. O tempo da pandemia causou profundas mudan\u00e7as, n\u00e3o s\u00f3 nas din\u00e2micas sociais, familiares, econ\u00f4micas, formativas e de trabalho, mas tamb\u00e9m na vida de nossas comunidades crist\u00e3s, sobretudo na dimens\u00e3o lit\u00fargica. 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