{"id":258219,"date":"2021-01-27T11:21:13","date_gmt":"2021-01-27T14:21:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=258219"},"modified":"2021-01-27T11:27:19","modified_gmt":"2021-01-27T14:27:19","slug":"todos-irmaos-parte-v","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/todos-irmaos-parte-v\/","title":{"rendered":"Todos irm\u00e3os \u2013 Parte V"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Adelar Baruffi<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Cruz Alta (RS)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Com o cap\u00edtulo \u201cPercursos de um novo encontro\u201d, o Papa Francisco, na Carta Enc\u00edclica <em>Fratelli Tutti <\/em>(Todos Irm\u00e3os), aponta os caminhos a serem constru\u00eddos para um novo mundo. Faltam \u201cpercursos da paz\u201d e \u201cartes\u00e3os da paz\u201d (FT, n. 225), \u201cprontos a gerar, com inventiva e ousadia, processos de cura e de um novo encontro\u201d (FT, n. 225). Sempre partir da verdade, \u201cnua e crua\u201d (FT, n. 226), pois esta \u00e9 uma companheira da justi\u00e7a e da miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os percursos concretos para a paz partem da verdade, do \u201csentimento basilar de perten\u00e7a\u201d (FT, n. 230), de \u201cver o advers\u00e1rio pol\u00edtico ou o vizinho de casa com os mesmos olhos com que vemos os filhos, esposas, maridos, pais ou m\u00e3es, como seria bom!\u201d (FT, n. 230). Na busca da paz, \u201cos \u00faltimos da sociedade foram ofendidos com generaliza\u00e7\u00f5es injustas. Se \u00e0s vezes os mais pobres e os descartados reagem com atitudes que parecem antissociais, \u00e9 importante compreender que em tais casos, tais rea\u00e7\u00f5es t\u00eam a ver com uma hist\u00f3ria de desprezo e falta de inclus\u00e3o social\u201d (FT, n. 234).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Importante recordar que \u201co perd\u00e3o e a reconcilia\u00e7\u00e3o s\u00e3o temas de grande relevo no cristianismo\u201d (FT, n. 237). \u201cSomos chamados a amar a todos, sem exce\u00e7\u00e3o, mas amar um opressor n\u00e3o significa consentir que continue a ser tal; nem leva-lo a pensar que \u00e9 aceit\u00e1vel o que faz\u201d (FT, n. 241). Por\u00e9m, pelo contr\u00e1rio, amar algu\u00e9m assim \u201c\u00e9 procurar, de v\u00e1rias maneiras, que deixe de oprimir, tirar-lhe o poder que n\u00e3o sabe usar e que o desfigura como ser humano\u201d (FT, n. 241). O di\u00e1logo e as negocia\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes, visto que \u201ca verdadeira reconcilia\u00e7\u00e3o n\u00e3o escapa do conflito, mas alcan\u00e7a-se <em>dentro <\/em>do conflito\u201d (FT, n. 244).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ainda para a constru\u00e7\u00e3o da paz, n\u00e3o se pode exigir uma esp\u00e9cie de perd\u00e3o social. \u201cA reconcilia\u00e7\u00e3o \u00e9 um fato pessoal, e ningu\u00e9m deve imp\u00f4-la ao conjunto duma sociedade, embora a deva promover. [&#8230;] Mas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel decretar uma \u2018reconcilia\u00e7\u00e3o geral\u2019, pretendendo encerrar por decreto as feridas ou cobrir as injusti\u00e7as com um manto de esquecimento\u201d (FT, n. 246). Nunca se deve propor o esquecimento, diz o Papa. Mas, sim, recordar e contar as hist\u00f3rias verdadeiras, pois \u201c\u00e9 muito salutar fazer a mem\u00f3ria do bem\u201d (FT, n. 249). O perd\u00e3o \u00e9 sempre gratuito, sempre. \u201cPode-se perdoar at\u00e9 a quem resiste ao arrependimento e \u00e9 incapaz de pedir perd\u00e3o\u201d (FT, n. 250). Com o perd\u00e3o \u201cbusca-se a justi\u00e7a sem cair no c\u00edrculo da vingan\u00e7a e nem na injusti\u00e7a do esquecimento\u201d (FT, n. 252).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Enfim, o Papa apresenta a guerra e a pena de morte. \u201cToda a guerra deixa o mundo pior do que o encontrou. A guerra \u00e9 um fracasso da pol\u00edtica e da humanidade, uma rendi\u00e7\u00e3o vergonhosa, uma derrota perante as for\u00e7as do mal\u201d (FT, n. 261). Convida a que consideremos as v\u00edtimas da guerra, com o cora\u00e7\u00e3o aberto. Ainda, \u201ccomo o dinheiro usado em armas e noutras despesas militares, constituamos um Fundo mundial, para acabar de vez com a fome e para o desenvolvimento dos pa\u00edses mais pobres\u201d (FT, n. 262). Outro ponto \u00e9 a pena de morte, recordando S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, que \u201ca mesma \u00e9 inadequada no plano moral e j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria no plano penal [&#8230;] Hoje, afirmamos com clareza que a pena de morte \u00e9 inadmiss\u00edvel e a Igreja compromete-se decididamente a propor que seja abolida em todo o mundo\u201d (FT, n. 263). A Igreja, isto \u00e9, todos n\u00f3s cat\u00f3licos, temos uma importante miss\u00e3o neste mundo: construir novos encontros e buscar a paz!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Adelar Baruffi Bispo de Cruz Alta (RS) \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Com o cap\u00edtulo \u201cPercursos de um novo encontro\u201d, o Papa Francisco, na Carta Enc\u00edclica Fratelli Tutti (Todos Irm\u00e3os), aponta os caminhos a serem constru\u00eddos para um novo mundo. 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