{"id":258438,"date":"2021-02-02T10:46:00","date_gmt":"2021-02-02T13:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=258438"},"modified":"2021-02-02T10:46:31","modified_gmt":"2021-02-02T13:46:31","slug":"fratelli-tutti-03","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/fratelli-tutti-03\/","title":{"rendered":"Fratelli Tutti &#8211; 03"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli <\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caros diocesanos. No <em>terceiro cap\u00edtulo<\/em> da Carta-Enc\u00edclica <em>Fratelli Tutti<\/em> (Todos Irm\u00e3os), o Papa Francisco faz um apelo para <em>pensar e gerar um mundo aberto<\/em>, pois o ser humano, mesmo sendo \u00fanico e irrepet\u00edvel, s\u00f3 pode atingir a plenitude no dom de si mesmo aos outros. A vida subsiste onde h\u00e1 v\u00ednculo, comunh\u00e3o, fraternidade; e vale tamb\u00e9m o contr\u00e1rio: n\u00e3o h\u00e1 vida quando se tem a pretens\u00e3o de pertencer apenas a si mesmo e de viver como ilhas: nestas atitudes prevalece a morte. O amor cria v\u00ednculos e amplia a exist\u00eancia e por isso nunca deve ser colocado em risco, pois o maior perigo \u00e9 n\u00e3o amar; ele abre-nos aos outros e nos faz crescer e enriquecer a vida. Por isso n\u00e3o nos compreendemos sem uma teia mais ampla de rela\u00e7\u00f5es e que fazem nascer aquela amizade social (que n\u00e3o exclui ningu\u00e9m) e a fraternidade aberta a todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Disse-nos Jesus: \u201c<em>V\u00f3s sois todos irm\u00e3os<\/em>\u201d (Mt 23, 8). E o Papa afirma: \u201c<em>Independentemente da diversidade das etnias, das sociedades e das culturas, vemos semeada a voca\u00e7\u00e3o a formar uma comunidade feita de irm\u00e3os que se acolhem mutuamente e cuidam uns dos outros<\/em>\u201d (FT 96). Em consequ\u00eancia, o termo \u201c<em>pr\u00f3ximo<\/em>\u201d perde todo o significado quando substitu\u00eddo apenas pela palavra \u201c<em>s\u00f3cio<\/em>\u201d, aquele que \u00e9 associado para determinados interesses, criando um mundo fechado: \u201c<em>A mera soma dos interesses individuais n\u00e3o \u00e9 capaz de gerar um mundo melhor para toda a humanidade<\/em>\u201d (FT 105). O individualismo radical \u00e9 um v\u00edrus que ilude. Faz-nos crer que, acumulando ambi\u00e7\u00f5es e seguran\u00e7as individuais, podemos construir o bem comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O documento insiste que todo ser humano tem direito de viver com dignidade e desenvolver-se integralmente, e nenhum pa\u00eds lhe pode negar este direito fundamental, pois a sua dignidade imensa de pessoa humana se baseia no valor do seu ser. Temos o dever de garantir que cada pessoa viva com dignidade e disponha de adequadas oportunidades para o seu desenvolvimento integral. Sem estes princ\u00edpios elementares, n\u00e3o h\u00e1 futuro para a fraternidade nem para a sobreviv\u00eancia da humanidade. Afirma ainda o pont\u00edfice: \u201c<em>Enquanto o nosso sistema econ\u00f4mico-social ainda produzir uma s\u00f3 v\u00edtima que seja e enquanto houver uma pessoa descartada, n\u00e3o poder\u00e1 haver a festa da fraternidade universal<\/em>\u201d (FT 110). A destrui\u00e7\u00e3o do fundamento da vida social acaba por colocar-nos uns contra os outros na <a name=\"_ftnref86\"><\/a>defesa dos pr\u00f3prios interesses. Por isso, o Papa convida a todos: \u201c<em>Voltemos a promover o bem, para n\u00f3s mesmos e para toda a humanidade, e assim caminharemos juntos para um crescimento genu\u00edno e integral<\/em>\u201d (FT 113). O documento papal alerta para a forma\u00e7\u00e3o destes valores na fam\u00edlia, na escola e nos meios de comunica\u00e7\u00e3o: \u201c<em>Os valores da liberdade, respeito m\u00fatuo e solidariedade podem ser transmitidos desde a mais tenra idade<\/em>\u201d (FT 114).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cap\u00edtulo terceiro ainda lembra que a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 nunca reconheceu como absoluto ou intoc\u00e1vel o direito \u00e0 propriedade privada, e sempre salientou a sua fun\u00e7\u00e3o social. O princ\u00edpio do uso comum dos bens criados para todos \u00e9 o primeiro princ\u00edpio de toda a ordem \u00e9tico-social. Por isso afirma o Papa: \u201c<em>O desenvolvimento n\u00e3o deve orientar-se para a acumula\u00e7\u00e3o sempre maior de poucos<\/em>\u201d (FT 122). E conclui o documento: \u201c<em>\u00c9 poss\u00edvel desejar um planeta que garanta terra, teto e trabalho para todos. Este \u00e9 o verdadeiro caminho da paz, e n\u00e3o a estrat\u00e9gia insensata e m\u00edope de semear medo e desconfian\u00e7a perante amea\u00e7as externas<\/em>\u201d (FT 127).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul (RS) Caros diocesanos. 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