{"id":258984,"date":"2021-02-10T12:03:09","date_gmt":"2021-02-10T15:03:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=258984"},"modified":"2021-02-10T12:03:38","modified_gmt":"2021-02-10T15:03:38","slug":"a-educacao-catolica-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-educacao-catolica-3\/","title":{"rendered":"A educa\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Dom <span class=\"marksrntsoznt\" data-markjs=\"true\" data-ogac=\"\" data-ogab=\"\" data-ogsc=\"\" data-ogsb=\"\">A<\/span>ntonio de\u00a0<span class=\"marksrntsoznt\" data-markjs=\"true\" data-ogac=\"\" data-ogab=\"\" data-ogsc=\"\" data-ogsb=\"\">A<\/span>ssis Ribeiro<\/strong><\/span><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000;\">Bispo\u00a0<span class=\"marksrntsoznt\" data-markjs=\"true\" data-ogac=\"\" data-ogab=\"\" data-ogsc=\"\" data-ogsb=\"\">A<\/span>uxiliar de Bel\u00e9m do Par<span class=\"marksrntsoznt\" data-markjs=\"true\" data-ogac=\"\" data-ogab=\"\" data-ogsc=\"\" data-ogsb=\"\">\u00e1 (PA)<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>A educa\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica: <\/strong><strong>educar a dimens\u00e3o emocional, religiosa, vocacional e profissional (parte 6)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a apresenta\u00e7\u00e3o destas quatro dimens\u00f5es queremos concluir nossa reflex\u00e3o sobre a educa\u00e7\u00e3o integral como uma das caracter\u00edsticas fundamentais da educa\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Na verdade, todas essas marcas constituem a base antropol\u00f3gica da educa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o s\u00e3o v\u00e1lidas simplesmente para a educa\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo e qualquer sistema de educa\u00e7\u00e3o deveria naturalmente levar em contra a identidade do ser humano. Mas, bem sabemos, que nem sempre isso acontece porque os interesses que est\u00e3o por tr\u00e1s condicionam negativamente a miss\u00e3o educativa.<\/p>\n<p><strong>A dimens\u00e3o emocional<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquele que \u00e9 educado \u00e9 um ser que sente emo\u00e7\u00f5es e tem consci\u00eancia disso. A consci\u00eancia das emo\u00e7\u00f5es \u00e9 uma das mais bonitas caracter\u00edsticas do ser humano. As nossas emo\u00e7\u00f5es exercem uma profunda press\u00e3o e influ\u00eancia sobre o teor das nossas atitudes. A palavra\u00a0\u201c<em>emo\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>, de origem latina, \u201cex movere\u201d, significa &#8220;mover para fora&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o sensa\u00e7\u00f5es que nos levam a manifestar-nos, a reagir, a expressar um determinado modo dependendo daquilo que estamos sentindo. Portanto, trata-se de um fen\u00f4meno a ser gerido com muita aten\u00e7\u00e3o porque influenciam as nossas atitudes tanto positivamente, quanto negativamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o vivemos sem emo\u00e7\u00f5es! A nossa vida perderia seu sabor se perd\u00eassemos a capacidade de vivenci\u00e1-las. Sentimos, dependendo das circunst\u00e2ncias, uma enorme experi\u00eancia de sentimentos positivos que nos alimentam e estimulam, tais como: afei\u00e7\u00e3o, alegria, \u00e2nimo, ardor, atra\u00e7\u00e3o, calma, compaix\u00e3o, confian\u00e7a, coragem, entusiasmo, fasc\u00ednio, meiguice, otimismo, ousadia, paix\u00e3o, prazer, pudor, simpatia, ternura etc. Mas, nossos sentimentos s\u00e3o mais complexos ainda; n\u00e3o sentimos somente o teor positivo e estimulante, mas tamb\u00e9m destrutivo e mal\u00e9fico das nossas emo\u00e7\u00f5es, como por exemplo: agita\u00e7\u00e3o, agressividade, amargura, ansiedade, antipatia, arrog\u00e2ncia, cansa\u00e7o, chatea\u00e7\u00e3o, ci\u00fame, des\u00e2nimo, desespero, desgosto, desprezo, emburramento, estresse, frieza, horror, insatisfa\u00e7\u00e3o, intoler\u00e2ncia, inseguran\u00e7a, inveja, irrita\u00e7\u00e3o, medo, melancolia, nojo, obceca\u00e7\u00e3o, orgulho, p\u00e2nico, preconceito, pregui\u00e7a, raiva, rancor, ressentimento, t\u00e9dio, tristeza etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis a\u00ed a import\u00e2ncia da necessidade da educa\u00e7\u00e3o emocional para que a pessoa \u00e0 medida que vai crescendo tome consci\u00eancia da necessidade de gerir seus sentimentos canalizando-os a servi\u00e7o do pr\u00f3prio bem e dos outro. Por isso \u00e9 necess\u00e1rio que a educa\u00e7\u00e3o explore o significado da intelig\u00eancia emocional. Pessoas que perdem a cabe\u00e7a facilmente, s\u00e3o explosivas e extremistas, vivem sempre em estado de desequil\u00edbrio tornando-se uma cont\u00ednua amea\u00e7a para si e para os outros. Se houvesse mais educa\u00e7\u00e3o emocional, certamente haveria menos crimes passionais e suic\u00eddios na sociedade. A pessoa virtuosa \u00e9 capaz de servir com paci\u00eancia e delicadeza algu\u00e9m, mesmo vivenciando fortes emo\u00e7\u00f5es negativas. \u00a0A intelig\u00eancia deve gerir as emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>A dimens\u00e3o religiosa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A religiosidade brota a partir da dimens\u00e3o espiritual da pessoa humana. Onde se abafa a dimens\u00e3o espiritual as manifesta\u00e7\u00f5es religiosas s\u00e3o sufocadas e o ser humano fica estrangulado pela opress\u00e3o materialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dimens\u00e3o religiosa se expressa atrav\u00e9s de m\u00faltiplos credos. \u00c9 atrav\u00e9s da religiosidade que o ser humano d\u00e1 sentido para as suas buscas, inquietudes, questionamentos, rela\u00e7\u00e3o com os outros, sacrif\u00edcios pessoais e problemas pelos quais passa. A dimens\u00e3o religiosa \u00e9 motivadora. Educar a dimens\u00e3o \u00e9 despertar para a transcendentalidade, para o culto, para a esperan\u00e7a, para o respeito para com o sentido da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Educar a religiosidade \u00e9 buscar respostas para as mais profundas e inquietantes quest\u00f5es do homem: Quem sou eu? De onde vim? Onde estou? Com quem estou? Qual \u00e9 o sentido da minha exist\u00eancia? Para onde vou? A busca por uma honesta resposta a essas perguntas leva a pessoa a encontrar-se com o mist\u00e9rio da sua exist\u00eancia e assim passar\u00e1 a admitir que h\u00e1 uma fonte de tudo, Deus; um ser regente que tudo mant\u00e9m onde reside o sentido de tudo. Isso o motiva a ser verdadeiro, justo, am\u00e1vel, correto, generoso, fraterno uma vez que reconhecer\u00e1 o outro como seu irm\u00e3o porque tem a mesma origem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num mundo cada vez mais profundamente caracterizado pela pluralidade de credos e cultos, \u00e9 urgente que essa dimens\u00e3o n\u00e3o seja esquecida na educa\u00e7\u00e3o. Onde h\u00e1 neglig\u00eancia para com essa dimens\u00e3o ali crescem problemas como o proselitismo, o doutrinalismo, o fundamentalismo, a intoler\u00e2ncia religiosa, o charlatanismo etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>A dimens\u00e3o vocacional<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da considera\u00e7\u00e3o das nossas origens brota a consci\u00eancia da nossa identidade: quem n\u00f3s somos?! Somos criaturas inteligentes, conscientes, capazes de amar, somos filhos que, geneticamente trazem no pr\u00f3prio ser as mais evidentes e profundas marcas do nosso criador e Pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na quest\u00e3o vocacional reconhecemos um v\u00ednculo indestrut\u00edvel, a nossa criaturalidade. A criaturalidade \u00e9 o reconhecimento do v\u00ednculo com o nosso criador, nossa fonte. Portanto, na quest\u00e3o vocacional, est\u00e1 presente a consci\u00eancia da nossa condi\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia de Deus como criaturas e filhos que nos chama a viver em comunh\u00e3o consigo. Todavia, onde n\u00e3o se admite a dimens\u00e3o espiritual e onde se abafa a religiosidade, em consequ\u00eancia, n\u00e3o haver\u00e1 espa\u00e7o para dimens\u00e3o vocacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0A quest\u00e3o vocacional nos fala de algu\u00e9m que nos chamou \u00e0 vida, nos cumulou de dons (cf. Mt 25,14-31 \u2013 Par\u00e1bola dos talentos) e tem um projeto para cada um de n\u00f3s. Isso tudo pressup\u00f5e a experi\u00eancia da f\u00e9. A felicidade, na sua ess\u00eancia, \u00e9 insepar\u00e1vel da experi\u00eancia da f\u00e9 no Bem Supremo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sentido da vida est\u00e1 atrelado ao reconhecimento das nossas fontes, que \u00e9 o nosso Sumo Bem e, a partir do qual, \u00e9 poss\u00edvel organizar a hierarquia dos valores e a ordem de import\u00e2ncia daquilo que nos edifica e realiza como pessoa. A dimens\u00e3o vocacional nos leva ao compromisso de discernimento sobre o como viver, qual projeto de vida abra\u00e7ar e estado de vida a seguir como forma de realiza\u00e7\u00e3o para pr\u00f3pria exist\u00eancia que vai muito al\u00e9m do sucesso econ\u00f4mico.<\/p>\n<p><strong>A dimens\u00e3o profissional<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito pr\u00f3xima \u00e0 quest\u00e3o vocacional, est\u00e1 a reflex\u00e3o sobre a profiss\u00e3o. Voca\u00e7\u00e3o e profiss\u00e3o n\u00e3o se confundem. A voca\u00e7\u00e3o est\u00e1 para o estado de vida (casado ou solteiro), para o \u201cser\u201d (identidade) que \u00e9 permanente e din\u00e2mico, mas a profiss\u00e3o est\u00e1 voltada para o \u201cfazer\u201d que pode ser diversificado. Por exemplo, a paternidade ou maternidade \u00e9 voca\u00e7\u00e3o, que \u00e9 compromisso permanente, mas ser motorista, m\u00e9dico, dentista, pedreiro ou advogado \u00e9 ocupa\u00e7\u00e3o que podem variar ou serem acumuladas ao longo da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Educar para a dimens\u00e3o profissional significa o investimento que vai ao encontro das necessidades do \u00absaber fazer\u00bb, para servir com honestidade, compet\u00eancia, sinceridade, efici\u00eancia&#8230; Educar a dimens\u00e3o profissional quer dizer levar os estudantes \u00e0 compreens\u00e3o de que na vida n\u00e3o basta ter um of\u00edcio, trabalhar, ter um emprego, mas \u00e9 necess\u00e1rio aprender a deixar-se orientar por valores. Portanto, \u00e9 preciso no exerc\u00edcio profissional \u00absaber pensar\u00bb, \u00absaber conviver\u00bb, \u00absaber ser\u00bb, \u00absaber discernir\u00bb, \u00absaber escolher\u00bb, \u201csaber obedecer\u201d, \u201csaber respeitar\u201d etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O profissional \u00e9 chamado a trabalhar com maior dignidade; \u00e9 chamado a passar da alegria de ter um emprego para a consci\u00eancia da empregabilidade; a passar da vontade de fazer as coisas, para o cultivo da laboriosidade; enfim, \u00e9 chamado a passar da vis\u00e3o mecanicista pr\u00e9-programada em executar procedimentos para a criatividade de iniciativas e cordialidade nas rela\u00e7\u00f5es com os outros revelando seu senso de responsabilidade social. Profissionais sem senso de coletividade e \u00e9tica profissional se d\u00e3o mal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PARA A REFLEX\u00c3O PESSOAL:<\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\">Quais influ\u00eancias as emo\u00e7\u00f5es exercem em nossa vida?<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">O que \u00e9 a intelig\u00eancia emocional?<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Por que a vida profissional exige muitos saberes?<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Antonio de\u00a0Assis Ribeiro Bispo\u00a0Auxiliar de Bel\u00e9m do Par\u00e1 (PA) &nbsp; &nbsp; A educa\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica: educar a dimens\u00e3o emocional, religiosa, vocacional e profissional (parte 6) Com a apresenta\u00e7\u00e3o destas quatro dimens\u00f5es queremos concluir nossa reflex\u00e3o sobre a educa\u00e7\u00e3o integral como uma das caracter\u00edsticas fundamentais da educa\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Na verdade, todas essas marcas constituem a base &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-educacao-catolica-3\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">A educa\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":79,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/258984"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/79"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=258984"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/258984\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=258984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=258984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=258984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}