{"id":259248,"date":"2021-02-16T10:29:08","date_gmt":"2021-02-16T13:29:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=259248"},"modified":"2021-02-16T10:29:43","modified_gmt":"2021-02-16T13:29:43","slug":"fratelli-tutti-05","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/fratelli-tutti-05\/","title":{"rendered":"Fratelli Tutti &#8211; 05"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli <\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caros diocesanos. O <em>sexto cap\u00edtulo<\/em> da Carta-enc\u00edclica <em>Fratelli Tutti<\/em> aborda o tema do di\u00e1logo e da amizade social. O Papa Francisco exclama: \u201c<em>P<\/em><em>recisamos dialogar<\/em>\u201d (FT 198). N\u00e3o servem mon\u00f3logos agressivos e interesseiros que avan\u00e7am em paralelo, onde ningu\u00e9m est\u00e1 preocupado com o bem comum, mas com obter vantagens. Tal manifesta\u00e7\u00e3o de poder manipulador pode ser econ\u00f4mico, pol\u00edtico, midi\u00e1tico, religioso ou de qualquer outro g\u00eanero. Por isso, para que uma sociedade tenha futuro, \u00e9 preciso ter maturado um vivo respeito pela verdade da dignidade humana, \u00e0 qual nos submetemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O di\u00e1logo \u00e9 o caminho mais adequado para se chegar a reconhecer aquilo que sempre deve ser afirmado e respeitado como verdade fundamental e que ultrapassa o consenso ocasional, pois h\u00e1 valores est\u00e1veis e transcendentes e nunca negoci\u00e1veis. Afirma o documento: \u201c<em>Se devemos em qualquer situa\u00e7\u00e3o respeitar a dignidade dos outros, isto significa que esta n\u00e3o \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o nem uma suposi\u00e7\u00e3o nossa, mas que existe realmente neles um valor superior \u00e0s coisas materiais e independente das circunst\u00e2ncias e exige um tratamento distinto<\/em>\u201d (FT 213). \u00c9 preciso criar a cultura do di\u00e1logo e do encontro, que busca pontos de contato, lan\u00e7a pontes, projeta algo que envolve a todos. Isto pode tornar-se uma aspira\u00e7\u00e3o e um estilo de vida. O Papa acaba dizendo: \u201c<em>Armemos os nossos filhos com as armas do di\u00e1logo! Ensinemos-lhes a boa batalha do encontro!<\/em>\u201d (FT 217). Poucos encontram tempo e energias dispon\u00edveis para se demorar e tratar bem os outros; para dizer \u201c<em>com licen\u00e7a<\/em>\u201d, \u201c<em>desculpe<\/em>\u201d, \u201c<em>obrigado<\/em>\u201d. Contudo, tamb\u00e9m h\u00e1 pessoas que oferecem um sorriso, dizem uma palavra de est\u00edmulo, possibilitam um espa\u00e7o de escuta no meio de tanta indiferen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <em>s\u00e9timo cap\u00edtulo<\/em> fala dos percursos de um novo encontro para construir o caminho da paz, um trabalho paciente de busca da verdade e da justi\u00e7a. Este percurso para a paz n\u00e3o implica homogeneizar a sociedade, mas permite-nos trabalhar juntos. O Papa prop\u00f5e: \u201c<em>Uma sociedade na qual o valor de estar juntos como seres humanos \u00e9, em \u00faltima an\u00e1lise, mais importante do que qualquer grupo menor, seja ele a fam\u00edlia, a na\u00e7\u00e3o, a etnia ou a cultura<\/em>\u201d (FT 229). Por isso \u00e9 preciso colocar no centro de toda a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, social e econ\u00f4mica, a pessoa humana, a sua sublime dignidade e o respeito pelo bem comum, pois a desigualdade e a falta de desenvolvimento humano integral impedem que se gere a paz. Nos conflitos inevit\u00e1veis, o perd\u00e3o e a reconcilia\u00e7\u00e3o s\u00e3o temas de grande relevo no cristianismo e outras religi\u00f5es; e a bondade n\u00e3o \u00e9 fraqueza, mas verdadeira for\u00e7a, capaz de renunciar \u00e0 vingan\u00e7a. N\u00e3o podemos permitir que as novas gera\u00e7\u00f5es percam a mem\u00f3ria dos horrores que j\u00e1 aconteceram, como bomba at\u00f4mica, as cru\u00e9is persegui\u00e7\u00f5es, o com\u00e9rcio dos escravos e os massacres \u00e9tnicos e tantos outros fatos hist\u00f3ricos que nos fazem envergonhar como seres humanos. \u00c9 preciso lembrar para que n\u00e3o aconte\u00e7am mais no futuro. O Papa explica que o perd\u00e3o n\u00e3o significa esquecimento, mas \u00e9 poss\u00edvel perdoar; a vingan\u00e7a n\u00e3o resolve nada, mas n\u00e3o se pode adotar a impunidade; se queremos um desenvolvimento humano integral aut\u00eantico para todos, \u00e9 preciso continuar incansavelmente no esfor\u00e7o de evitar a guerra entre as na\u00e7\u00f5es e os povos; a plena aplica\u00e7\u00e3o das normas internacionais \u00e9 realmente eficaz; conferiu-se \u00e0 guerra um poder destrutivo incontrol\u00e1vel; a guerra n\u00e3o \u00e9 solu\u00e7\u00e3o: nunca mais a guerra! O Papa diz: \u201c<em>Com o dinheiro usado em armas e noutras despesas militares<a name=\"_ftnref245\"><\/a>, constituamos um Fundo mundial para acabar de vez com a fome e para o desenvolvimento dos pa\u00edses mais pobres<\/em>\u201d (FT 262). E acrescenta: \u201c<em>A pena de morte \u00e9 inadmiss\u00edvel<\/em>\u201d (FT 263).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul (RS) \u00a0 Caros diocesanos. O sexto cap\u00edtulo da Carta-enc\u00edclica Fratelli Tutti aborda o tema do di\u00e1logo e da amizade social. O Papa Francisco exclama: \u201cPrecisamos dialogar\u201d (FT 198). 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