{"id":259697,"date":"2021-02-25T11:42:45","date_gmt":"2021-02-25T14:42:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=259697"},"modified":"2021-02-25T11:43:54","modified_gmt":"2021-02-25T14:43:54","slug":"a-evangelizacao-no-mundo-urbano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-evangelizacao-no-mundo-urbano\/","title":{"rendered":"A evangeliza\u00e7\u00e3o no mundo urbano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Jaime Vieira Rocha<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo de Natal (RN)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prezados leitores\/as,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Desde algumas d\u00e9cadas \u00e9 constante, entre n\u00f3s, a reflex\u00e3o sobre a pastoral urbana e seus desafios para a a\u00e7\u00e3o evangelizadora. Todos s\u00e3o un\u00e2nimes em reconhecer que a realidade urbana p\u00f5e para esta a\u00e7\u00e3o desafios que s\u00e3o completamente diversos dos que encontramos no mundo rural. Antes de enfrent\u00e1-los \u00e9 necess\u00e1rio conhecer, estudar, refletir sobre eles, para que haja uma a\u00e7\u00e3o evangelizadora eficaz, que conduza o homem e a mulher, que vivem nesta realidade, a uma viv\u00eancia da f\u00e9 e do testemunho crist\u00e3o. Antes de pensarmos no modo de viver da sociedade urbana com a sua mobilidade, com seus condom\u00ednios fechados, \u00e9 urgente partir do que \u00e9 essencial para a vida da Igreja e sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Antes de tudo, \u00e9 preciso acabar com o pensamento retr\u00f3grado, mas \u00e0s vezes presente em grupos religiosos conservadores, de que a realidade urbana com seu modo pr\u00f3prio de ser, com a sua vida comercial, industrial, financeira e cultural s\u00e3o empecilhos \u00e0 viv\u00eancia da f\u00e9 e do compromisso com Cristo e sua Igreja. De fato, h\u00e1 alguns anos era costume pensar que para viver a f\u00e9 ou para ser santo, o que \u00e9 a mesma coisa, era necess\u00e1rio fugir do mundo. E a realidade urbana parece ser a imagem do mundo secularizado, distante do sagrado, ou mais envolvido com as coisas do mundo do que com as coisas de Deus. Nada mais contr\u00e1rio ao sentido da miss\u00e3o e da natureza da Igreja. Em segundo lugar, devemos reconhecer que existe, n\u00e3o s\u00f3 na mente dos cat\u00f3licos, mas tamb\u00e9m no ambiente extra-eclesial, certa ignor\u00e2ncia quanto ao pensamento da Igreja que modela, ilumina e possibilita a vis\u00e3o equilibrada e correta sobre a rela\u00e7\u00e3o Igreja e mundo, f\u00e9 e compromisso social, sagrado e profano, Deus e mundo. E estes s\u00e3o temas complexos que exigem uma reflex\u00e3o bem mais aprofundada e que tomariam muito tempo. Por\u00e9m \u00e9 preciso reconhecer: necessitamos dedicar sempre mais tempo a estas tem\u00e1ticas, pois elas s\u00e3o de import\u00e2ncia capital para a a\u00e7\u00e3o evangelizadora. N\u00f3s partimos desta vis\u00e3o para fundamentar a nossa a\u00e7\u00e3o: \u201cos homens e as mulheres s\u00e3o destinat\u00e1rios de nossa evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d. N\u00e3o podemos deixar de evangelizar. Enquanto existir um homem ou uma mulher, em qualquer tipo de sociedade em que viver, ser\u00e1 preciso evangelizar. E, ai de n\u00f3s se n\u00e3o o fizermos como afirma S\u00e3o Paulo (cf.1Cor 9,16). E n\u00e3o seria diferente para o mundo urbano. \u00c9 preciso evangelizar. E quando dizemos \u201cevangelizar\u201d n\u00e3o estamos nos referindo ao modo antigo de an\u00fancio, que na maioria das vezes era carregado de medo, de uma vis\u00e3o errada de Deus castigador e que poderia levar ao inferno, pois tudo era pecado Evangelizar quer dizer anunciar a boa not\u00edcia para o homem e a mulher. Ningu\u00e9m est\u00e1 impedido de receber este an\u00fancio. Nenhuma realidade social est\u00e1 impossibilitada de receb\u00ea-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Talvez, devamos come\u00e7ar, pois se trata do elemento primordial, com o reconhecimento de que a rela\u00e7\u00e3o Deus e mundo, Igreja e mundo, n\u00e3o pode ser vista em termos antag\u00f4nicos, mesmo que tenhamos que reconhecer que s\u00e3o realidades diferentes. Mas, poder\u00edamos dizer: precisamente porque s\u00e3o diferentes. A diferen\u00e7a existente entre Deus e o mundo n\u00e3o significa que Ele [Deus] seja contr\u00e1rio ao mundo. O mundo \u00e9 diferente de Deus porque Deus \u00e9 o criador do mundo. O mundo surge de sua palavra criadora. E o livro do Genesis afirma que o que Deus criou \u00e9 bom (cf. Gn 1, 10.18.21.25). E mais, quando Deus criou o homem e a mulher \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a (Gn 1,26-27), diz que \u201ctudo era muito bom\u201d (Gn 1,31). Esta bondade da cria\u00e7\u00e3o e a voca\u00e7\u00e3o e o destino do homem e da mulher foram realidades bem presentes na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o realizada por Deus e atestada na B\u00edblia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jaime Vieira Rocha Arcebispo de Natal (RN) &nbsp; Prezados leitores\/as, \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Desde algumas d\u00e9cadas \u00e9 constante, entre n\u00f3s, a reflex\u00e3o sobre a pastoral urbana e seus desafios para a a\u00e7\u00e3o evangelizadora. Todos s\u00e3o un\u00e2nimes em reconhecer que a realidade urbana p\u00f5e para esta a\u00e7\u00e3o desafios que s\u00e3o completamente diversos dos que encontramos no mundo &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-evangelizacao-no-mundo-urbano\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">A evangeliza\u00e7\u00e3o no mundo urbano<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/259697"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=259697"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/259697\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=259697"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=259697"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=259697"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}