{"id":262887,"date":"2021-04-27T11:17:54","date_gmt":"2021-04-27T14:17:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=262887"},"modified":"2021-04-27T11:18:20","modified_gmt":"2021-04-27T14:18:20","slug":"pascoa-novos-caminhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/pascoa-novos-caminhos\/","title":{"rendered":"P\u00e1scoa &#8211; Novos Caminhos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli <\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caros diocesanos. Continuamos no Tempo Pascal, que indica novos caminhos a seguir, a partir da morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, especialmente neste tempo da pandemia. J\u00e1 apontamos em outras mensagens que, em meio aos sofrimentos e apreens\u00f5es do covid-19, h\u00e1 tamb\u00e9m aprendizagens e experi\u00eancias que indicam para novos caminhos, apontam para os valores essenciais e contribuem para renovar o pr\u00f3prio sentido da vida. Esses podem ser verdadeiros sinais de gra\u00e7a, de vida nova ou sinais de P\u00e1scoa entre n\u00f3s. Hoje apresentaremos a s\u00edntese de algumas aprendizagens que um sacerdote refletiu com seus fi\u00e9is numa homilia, depois de passar pela experi\u00eancia dos graves efeitos do coronav\u00edrus, no final de 2020. Compartilhou, em s\u00edntese, o presb\u00edtero convalescente:<\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\">Quando enfermos, damo-nos conta que somos radicalmente humanos: fr\u00e1geis, fracos, vulner\u00e1veis, sujeitos a doen\u00e7as, mortais. No hospital podemos ouvir ou sentir pr\u00f3xima a palavra \u201c<em>morte<\/em>\u201d. Ningu\u00e9m deseja ouvi-la, sobretudo, nestas condi\u00e7\u00f5es. N\u00e3o somos sobre-humanos, mas mortais. A vida desfalece facilmente. Aqui entendemos um pouco o que significa que Deus se fez carne, se fez humano para estar conosco;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Na enfermidade grave, aprendemos que na vida h\u00e1 valores essenciais e h\u00e1 outros que n\u00e3o o s\u00e3o. H\u00e1 coisas que valem a pena e outras n\u00e3o importam ou importam pouco, s\u00e3o secund\u00e1rias, passageiras, acidentais. O essencial \u00e9 a vida, a sa\u00fade, os bons amigos, a fam\u00edlia, a f\u00e9. O resto \u00e9 insignificante, absolutamente nada, tamb\u00e9m o dinheiro. Nem um multimilion\u00e1rio pode comprar um minuto de vida;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Nos momentos de crise, como na doen\u00e7a grave, se tornam importantes as pessoas que amamos; caem as apar\u00eancias, os interesses, as necessidades. Destaca-se o cora\u00e7\u00e3o, o qual sabe amar com capacidade extraordin\u00e1ria. Gestos de afeto, de aten\u00e7\u00e3o, de cuidado, tornam-se rem\u00e9dio. Manifesta\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia, da comunidade, dos amigos tamb\u00e9m curam. Ali est\u00e1 o cora\u00e7\u00e3o, o amor, a salva\u00e7\u00e3o que necessitamos. Junto com o tratamento deve estar o cora\u00e7\u00e3o, o amor;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Nas situa\u00e7\u00f5es de crise as explica\u00e7\u00f5es, a l\u00f3gica, os sistemas, os discursos cedem seu lugar. S\u00f3 permanece o \u201c<em>estar<\/em>\u201d. O que serve \u00e9 uma palavra discreta, uma l\u00e1grima, uma ora\u00e7\u00e3o, uma promessa, um gesto de amor, um sofrimento compartilhado. Coisas muito simples. O que serve \u00e9 algu\u00e9m presente, nada mais;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Na enfermidade grave s\u00f3 Deus basta. Sem f\u00e9 nada tem sentido e nada podemos. Se n\u00e3o cremos, j\u00e1 morremos. Quando tudo est\u00e1 perdido, somente Algu\u00e9m (letra mai\u00fascula) fica e pode consolar: Aquele que \u00e9 Pai-Abb\u00e1, com cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e. Deus age em todos e atrav\u00e9s de todos. Deus manifesta-se como medicina, como tratamento, como m\u00e9dico, como terapia. O amor e a ora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o medicina;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Para o enfermo tudo pode ser adiado, cancelado. Somente o viver n\u00e3o pode ser interrompido. E se vive no presente. Por isso, vivamos hoje. N\u00e3o sabemos se haver\u00e1 amanh\u00e3. E n\u00e3o basta sobreviver de forma med\u00edocre. Amanh\u00e3, o doente pode ser voc\u00ea;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Quando enfermos, tudo parece perder o valor. Por que dinheiro, apar\u00eancias, t\u00edtulos, cargos, quando estamos desnudos no leito de hospital, totalmente dependentes? Por que tanta soberba? No leito da enfermidade, nada parece servir, apenas tentar viver;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Recuperar a sa\u00fade \u00e9 receber a gra\u00e7a de nova oportunidade que Deus concede. \u00c9 novo caminho: Ressurrei\u00e7\u00e3o. Deus pode tirar a vida da morte. Saibamos aproveitar o <em>kair\u00f3s<\/em>, o tempo de Deus. Aprendamos a viver com olhos abertos e cora\u00e7\u00e3o palpitante. Isso se pode aprender, quando passamos pela doen\u00e7a.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul (RS) \u00a0 Caros diocesanos. Continuamos no Tempo Pascal, que indica novos caminhos a seguir, a partir da morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, especialmente neste tempo da pandemia. 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