{"id":263191,"date":"2021-05-04T11:15:18","date_gmt":"2021-05-04T14:15:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=263191"},"modified":"2021-05-04T11:15:57","modified_gmt":"2021-05-04T14:15:57","slug":"o-arco-de-rosas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-arco-de-rosas\/","title":{"rendered":"O arco de rosas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Caros diocesanos. Muitos de nossos leitores, sobretudo amigos das redes sociais, devem perguntar-se: &#8211; Por que nosso Irm\u00e3o-bispo gosta tanto de flores, fotografando-as e fazendo-as \u2018falar\u2019, expressando as mais diversas situa\u00e7\u00f5es da vida e at\u00e9 do minist\u00e9rio?! Os motivos podem ser muitos, desde o esp\u00edrito da fraternidade universal de S\u00e3o Francisco de Assis at\u00e9 o sempre florido jardim da fam\u00edlia, cultivado com especial carinho pela, hoje falecida, m\u00e3e Ver\u00f4nica. Ao celebrarmos o Dia das M\u00e3es, com saudade, recordamos mam\u00e3e que soube cultivar, com maestria \u00edmpar, como tantas outras m\u00e3es, coloridas e variadas flores, ao redor da casa. Essa cultura herdada dos antepassados faz parte da acolhida aos familiares e demais pessoas no ambiente da casa; tornou-se parte integrante do cultivo do belo, presente na generosa cria\u00e7\u00e3o de Deus; n\u00e3o esquecendo que as flores sempre foram consideradas como express\u00e3o privilegiada da alegria de viver e conviver, proporcionando nobreza aos diversos ambientes da casa e solenizando momentos da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nas imedia\u00e7\u00f5es da celebra\u00e7\u00e3o do Dia das M\u00e3es, cada um de n\u00f3s leva em seu cora\u00e7\u00e3o as mais variadas experi\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quela pessoa especial que nos transmitiu a vida, precioso dom e compromisso. Ao falar em flores e em nossas queridas m\u00e3es, gostaria de partilhar convosco uma experi\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o materna, que ficou marcada na hist\u00f3ria da vida. Nos tempos da adolesc\u00eancia juvenil, quando j\u00e1 estava no semin\u00e1rio franciscano, os irm\u00e3os e eu percebemos que os pais haviam erguido um arco, com vara de ferro de constru\u00e7\u00e3o, pr\u00f3ximo da porta principal da entrada\/sa\u00edda da casa. Junto ao mesmo, a mam\u00e3e Ver\u00f4nica plantou um p\u00e9 de rosa trepadeira, aquela que produz pequenos cachos de flores, cuja cor j\u00e1 se expressa no pr\u00f3prio nome. Com o tempo, a roseira foi crescendo e o arco ficou lindo e florido e todos gostavam de passar por ele. Determinado dia das f\u00e9rias, ao comentarmos a beleza da curvatura florida, a m\u00e3e disse: \u201c<em>Se Deus quiser e o que depender de n\u00f3s, um dia ainda vamos ver um neo-sacerdote passar por este arco de flores<\/em>\u201d. De fato, na fam\u00edlia sempre se rezou pelas voca\u00e7\u00f5es e nunca faltou apoio vocacional em todos os sentidos, seja dos familiares quanto da comunidade e dos formadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os anos se passaram e o arco repetia sua nobre e florida miss\u00e3o, contendo em sua seiva o secreto desejo familiar de um dia ver passar um filho ou irm\u00e3o sacerdote para ser ordenado e presidir sua primeira missa solene na <em>Capela M\u00e3e de Deus<\/em> (Boa Vista \u2013 Po\u00e7o das Antas\/RS), a menos de duzentos metros da casa. Nos dias 01 e 02 de janeiro de 1977 esse sonho se tornaria realidade, com a Ordena\u00e7\u00e3o Presbiteral e Primeira Missa Solene desse que vos escreve ou fala. Mas a hist\u00f3ria e a gra\u00e7a de Deus estavam reservando novas surpresas: em 29 e 30 de dezembro de 1984, aconteceria o mesmo ritual, pela segunda vez, com nosso irm\u00e3o, j\u00e1 falecido, Frei H\u00e9dio Louren\u00e7o Dilli, Ofm, \u201c<em>Flor cedo colhida para o Altar do Senhor<\/em>\u201d (Cf. livro sobre sua vida, com esse t\u00edtulo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Haveria ainda novas emo\u00e7\u00f5es a passar pelo arco florido, tamb\u00e9m vividas pela mam\u00e3e Ver\u00f4nica, como a ordena\u00e7\u00e3o episcopal de seu filho, vosso Irm\u00e3o-bispo, que precisou inclinar-se, uma vez que o arco n\u00e3o previa passagem de mitrados. E por esse arco florido, mam\u00e3e Ver\u00f4nica viu passar, al\u00e9m dos ordenados, 07 filhos noivos para constituir fam\u00edlias e assim tamb\u00e9m as flores serem cultivadas, de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m dos desejos secretos, toda visita, que pelo arco florido passava, era bem-vinda. No Dia das M\u00e3es, oferecemos simbolicamente uma rosa para cada m\u00e3e, viva ou falecida; e junto ao perfume da flor, qual desejo secreto do cora\u00e7\u00e3o, vai nossa b\u00ean\u00e7\u00e3o e nossa prece pelas m\u00e3es e pelas voca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul (RS) &nbsp; \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Caros diocesanos. Muitos de nossos leitores, sobretudo amigos das redes sociais, devem perguntar-se: &#8211; Por que nosso Irm\u00e3o-bispo gosta tanto de flores, fotografando-as e fazendo-as \u2018falar\u2019, expressando as mais diversas situa\u00e7\u00f5es da vida e at\u00e9 do minist\u00e9rio?! 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