{"id":264336,"date":"2021-05-26T11:32:13","date_gmt":"2021-05-26T14:32:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=264336"},"modified":"2021-05-28T15:35:48","modified_gmt":"2021-05-28T18:35:48","slug":"a-trindade-como-misterio-em-si-e-para-a-salvacao-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-trindade-como-misterio-em-si-e-para-a-salvacao-humana\/","title":{"rendered":"A Trindade como mist\u00e9rio em si e para a salva\u00e7\u00e3o humana"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Vital Corbellini<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Marab\u00e1 (PA)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ap\u00f3s a P\u00e1scoa e Pentecostes, a Igreja celebrar\u00e1 o mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade. Glorificamos a Deus Uno e Trino pelas suas maravilhas dadas ao ser humano. O Mist\u00e9rio Trinit\u00e1rio \u00e9 envolvente em si mesmo, ultrapassando todo o ser vivo, e tamb\u00e9m nos \u00e9 dado para a nossa salva\u00e7\u00e3o. Tudo prov\u00e9m do Pai, passa pelo Filho e se completa no Esp\u00edrito Santo. N\u00e3o se trata de tr\u00eas deuses, mas \u00e9 um \u00fanico Deus em tr\u00eas pessoas. N\u00e3o h\u00e1 duvidas que desde o in\u00edcio, os crist\u00e3os se distinguiram dos judeus e pag\u00e3os pela f\u00e9 na Sant\u00edssima Trindade, pois aqueles eram batizados em nome do Pai e do Filho e do Esp\u00edrito Santo (cfr. <em>Mt<\/em> 28,19). Esta f\u00e9 batismal teve as suas ra\u00edzes na experi\u00eancia pascal das comunidades primitivas na pessoa de Jesus de Nazar\u00e9, que unido ao Pai e ao Esp\u00edrito Santo, falava em nome de seu Pai, fez a sua vontade e morreu para a salva\u00e7\u00e3o da humanidade<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. A seguir, apresentamos uma vis\u00e3o do mist\u00e9rio da Trindade Santa a partir dos primeiros escritores crist\u00e3os, os padres da Igreja, do mist\u00e9rio em si, \u00fanico e como \u00e9 dado para a nossa salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bendito seja Deus pela hora do mart\u00edrio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 S\u00e3o Policarpo, bispo de Esmirna, s\u00e9culo segundo, proferiu uma ora\u00e7\u00e3o \u00e0 Sant\u00edssima Trindade antes de seu mart\u00edrio, bendizendo a Deus Pai por t\u00ea-lo julgado digno daquele momento e de tomar parte entre os m\u00e1rtires, e do c\u00e1lice de Cristo, para a ressurrei\u00e7\u00e3o da vida eterna da alma e do corpo, na incorruptibilidade do Esp\u00edrito Santo<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. A f\u00e9 na Sant\u00edssima Trindade estava presente desde o in\u00edcio do cristianismo, nos seguidores e seguidoras do Senhor Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A liturgia dominical<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 S\u00e3o Justino de Roma, m\u00e1rtir no s\u00e9culo segundo, afirmou \u00e0s autoridades, a todos os seus fi\u00e9is, aos catec\u00famenos, \u00e0s pessoas que eram preparadas para receberem os sacramentos da inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 vida crist\u00e3, que na liturgia dominical, ap\u00f3s as exorta\u00e7\u00f5es sobre as coisas de Deus e a necessidade de socorrer aos necessitados, os crist\u00e3os bendiziam por tudo aquilo que comiam ao Criador de todas as coisas, por meio de seu Filho Jesus Cristo e do Esp\u00edrito Santo<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os artigos da f\u00e9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Santo Irineu de Lyon, bispo do segundo e terceiro s\u00e9culos, ressaltou a f\u00e9 crist\u00e3 em seus artigos proferidos na comunidade. Deus Pai \u00e9 professado como incriado, invis\u00edvel, \u00fanico Deus, criador do universo. Este \u00e9 o primeiro artigo de f\u00e9. O segundo referia-se ao Verbo de Deus, Filho de Deus, Jesus Cristo, nosso Senhor, que apareceu aos profetas segundo a economia disposta pelo Pai. Por meio Dele, foi criado o universo. Ele se fez homem entre os homens para destruir a morte, para manifestar a vida, restabelecer a comunh\u00e3o entre Deus e os seres humanos e, no fim dos tempos, vir\u00e1 para o julgamento e recapitular todas as coisas. O terceiro artigo referia-se ao Esp\u00edrito Santo, cujo poder foi predito pelos profetas e os padres foram instru\u00eddos em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo Esp\u00edrito, que no fim dos tempos, renovar\u00e1 os seres humanos para Deus<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Unidade na Trindade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tertuliano, padre africano no segundo e no terceiro s\u00e9culos, afirmou a unidade na trindade. Ele se op\u00f4s \u00e0 Praxeas, o qual afirmava que o sofrimento n\u00e3o foi dado para o Filho, mas para o Pai, uma vez que para ele se o Pai est\u00e1 no Filho e o Filho est\u00e1 no Pai, quem sofreu foi o Pai e n\u00e3o o Filho. Tertuliano dir\u00e1 que a paix\u00e3o foi assumida pela segunda pessoa, Jesus Cristo. Por isso, Tertuliano afirmou a unidade em Deus, a qual \u00e9 dada em tr\u00eas pessoas: Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo. \u00c9 a unidade na subst\u00e2ncia, de modo que h\u00e1 um s\u00f3 Deus, mas n\u00e3o uma \u00fanica Pessoa, no Pai, no Filho e no Esp\u00edrito Santo. Tertuliano afirmou que as tr\u00eas Pessoas, o Pai, o Filho e o Esp\u00edrito Santo n\u00e3o podem ser vistas na condi\u00e7\u00e3o, mas em grau; n\u00e3o em subst\u00e2ncia, mas em forma; n\u00e3o em poder, mas em aspecto, em uma subst\u00e2ncia, uma condi\u00e7\u00e3o e um poder, enquanto que Ele \u00e9 um Deus, de onde estes graus, formas e aspectos s\u00e3o reconhecidos, sob o nome de Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus, como mist\u00e9rio incompreens\u00edvel<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Or\u00edgenes, padre dos s\u00e9culos segundo e terceiro, afirmou Deus como mist\u00e9rio. Deus \u00e9 incompreens\u00edvel e inating\u00edvel pelo conhecimento. Se existe alguma coisa que se compreende a respeito de Deus, devemos acreditar que Deus est\u00e1 de muitas maneiras para al\u00e9m daquilo que podemos julgar a seu respeito. Deus ultrapassa todas as coisas na beleza e em excel\u00eancia, de modo indiz\u00edvel e inapreens\u00edvel. Sua natureza n\u00e3o pode de modo algum ser captada nem pela mais pura e l\u00edmpida intelig\u00eancia humana<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma s\u00f3 divindade e unicidade das pessoas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santo Ambr\u00f3sio, bispo de Mil\u00e3o no s\u00e9culo quatro, asseverou que h\u00e1 uma s\u00f3 divindade e unicidade das pessoas, dizendo que o Pai \u00e9 um, o Filho \u00e9 um e o Esp\u00edrito Santo \u00e9 um. S\u00e3o importantes as caracter\u00edsticas das Pessoas divinas, porque o Pai n\u00e3o \u00e9 o Filho e o Filho n\u00e3o \u00e9 o Pai e o Esp\u00edrito Santo n\u00e3o \u00e9 o Pai e nem o Filho, de modo que uma Pessoa \u00e9 o Pai, a outra \u00e9 o Filho e uma outra \u00e9 o Esp\u00edrito Santo. A grandeza da subst\u00e2ncia divina se estende sem medida. A Trindade n\u00e3o conhece limites, pois n\u00e3o h\u00e1 fronteiras, nem pode ser medida, n\u00e3o h\u00e1 dimens\u00f5es, porque nenhum espa\u00e7o pode circunscrev\u00ea-la, nenhum pensamento abra\u00e7\u00e1-la, nenhum c\u00e1lculo avali\u00e1-la, nenhuma \u00e9poca modific\u00e1-la<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A exist\u00eancia do \u00fanico Deus, Salvador<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santo Atan\u00e1sio, bispo de Alexandria, no s\u00e9culo quarto, teve presente contra os pag\u00e3os e contra os arianos, a exist\u00eancia de um s\u00f3 Deus, pois n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel imaginar a exist\u00eancia de outro deus, sen\u00e3o o verdadeiro Deus, Pai do Cristo e dele prov\u00e9m o Esp\u00edrito Santo. O Senhor Jesus mesmo confirmou as palavras de Mois\u00e9s, que o Senhor Deus \u00e9 \u00fanico (cfr. <em>Mc<\/em> 12,29; cfr. <em>Dt<\/em> 6,4) e tamb\u00e9m se encontra outra afirma\u00e7\u00e3o dada pelo Senhor que rendia gl\u00f3ria ao Pai, Senhor do c\u00e9u e da terra (cfr. <em>Mt<\/em> 11,25; <em>Lc<\/em> 10,21). Assim, a f\u00e9 crist\u00e3 afirma a n\u00e3o exist\u00eancia de outro deus, mas somente de um \u00fanico Deus, que \u00e9 Senhor do c\u00e9u e da terra<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A f\u00e9 na Trindade a partir da palavra de Deus<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santo Hil\u00e1rio, bispo de Poitiers, no s\u00e9culo quarto, insistiu contra os arianos, que negavam a divindade do Verbo, na sua preexist\u00eancia, que a nossa f\u00e9 em Deus Uno e Trino nos \u00e9 ofertada tamb\u00e9m pela Palavra de Deus. A f\u00e9 dos f\u00e9is e a confiss\u00e3o do Pai e do Filho e do Esp\u00edrito Santo correspondem \u00e0s doutrinas evang\u00e9licas e apost\u00f3licas, de modo que n\u00e3o se aceita algo em comum com os hereges, porque eles rejeitam a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. A busca pela verdade deve ser constante nos fieis e nos pastores, para perceber nos hereges as senten\u00e7as contra a f\u00e9 apost\u00f3lica por n\u00f3s professada, como iludem os simples ouvintes, como corrompem a for\u00e7a das divinas palavras<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. Para isso, era preciso afirmar a f\u00e9 em Deus \u00fanico e trino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mist\u00e9rio de Deus ultrapassa a realidade humana<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Bas\u00edlio, bispo de Cesar\u00e9ia, no s\u00e9culo quarto, falou de Deus como mist\u00e9rio que ultrapassa o pensamento humano. N\u00e3o se deve abranger a Deus por conceitos corporais porque ele n\u00e3o \u00e9 circunscrito na mente humana. A pessoa de f\u00e9 afirma que o racioc\u00ednio humano jamais atingir\u00e1 o infinito. \u00c9 preciso refletir sobre Deus de acordo com sua pot\u00eancia, simplicidade de natureza, estando em toda a parte e ultrapassando a tudo. \u00c9 intang\u00edvel, invis\u00edvel e foge \u00e0 percep\u00e7\u00e3o humana. Nada acontece em Deus de modo id\u00eantico ao que sucede conosco. Este mist\u00e9rio t\u00e3o grande e infinito fez o ser humano a sua imagem e semelhan\u00e7a (cfr. <em>Gn<\/em> 1,28)<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A natureza da Sant\u00edssima Trindade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mesrop Mashtots, monge arm\u00eanio, no s\u00e9culo quinto, teve presente a natureza e atividade da Sant\u00edssima Trindade. \u00danica \u00e9 a natureza, a ess\u00eancia da Sant\u00edssima Trindade, pois de nenhuma outra ess\u00eancia essa deduz o seu ser. O Pai possui em si o primeiro princ\u00edpio do Filho incriado e do Esp\u00edrito: \u00e9 Deus e criador de todo o criado vis\u00edvel e invis\u00edvel. Ele \u00e9 dito princ\u00edpio porque gera o Filho e \u00e9 a fonte do Esp\u00edrito Santo. N\u00e3o h\u00e1 outro criador fora da \u00fanica Sant\u00edssima Trindade, de sua soberania onipotente. Quando Deus falou, tudo se constituiu e as coisas existiram (cfr. <em>Sl<\/em> 148,5). Ele tudo governa no c\u00e9u e sobre a terra com a sua provid\u00eancia e a sua infinita sabedoria. Ele \u00e9 amor, \u00e9 rico de miseric\u00f3rdia, de bondade nas manifesta\u00e7\u00f5es da sua gra\u00e7a. Penetra todo o saber e toda sabedoria; o seu ser \u00e9 sem princ\u00edpio, conhece os pensamentos dos cora\u00e7\u00f5es. A f\u00e9 crist\u00e3 manifesta a \u00fanica natureza e divindade do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Uma ess\u00eancia e tr\u00eas pessoas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santo Agostinho, bispo de Hipona nos s\u00e9culos quatro e cinco, afirmou que h\u00e1 tr\u00eas pessoas na Trindade e uma s\u00f3 ess\u00eancia e um s\u00f3 Deus. N\u00e3o existe nada dessa mesma ess\u00eancia fora da Trindade. Segundo Santo Agostinho, n\u00f3s dizemos tr\u00eas pessoas com a mesma ess\u00eancia ou tr\u00eas pessoas com uma s\u00f3 ess\u00eancia. Se na realidade humana pode-se dizer que tr\u00eas homens s\u00e3o feitos da mesma natureza e \u00fanica natureza, na ess\u00eancia da Trindade, n\u00e3o pode existir de forma alguma outra pessoa sen\u00e3o da mesma ess\u00eancia. Em Deus, o Pai, o Filho e o Esp\u00edrito Santo juntos n\u00e3o s\u00e3o uma ess\u00eancia maior que o Pai s\u00f3 ou o Filho s\u00f3, mas as pessoas s\u00e3o iguais a cada uma dentre eles em particular. Dessa forma, Santo Agostinho levava as pessoas a crer no Pai, no Filho e no Esp\u00edrito Santo como um s\u00f3 e \u00fanico Deus, grande, onipotente, bom, justo, misericordioso, criador de todas as coisas vis\u00edveis e invis\u00edveis e tudo o que se possa dizer conforme a intelig\u00eancia humana<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Santo Agostinho disp\u00f4s no final de sua obra maravilhosa sobre uma ora\u00e7\u00e3o \u00e0 Trindade, na qual se enumera considera\u00e7\u00f5es importantes. Ele menciona a f\u00e9 em Deus Uno e Trino, no Senhor Deus, Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo. Tudo isso \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 ordem do Filho que mandou ir e batizar a todos os povos em nome do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo (cfr. <em>Mt<\/em> 28,19), de modo que o fiel \u00e9 batizado em nome da Trindade. O batismo \u00e9 feito em nome de Deus uno e trino, de modo que Ele n\u00e3o ordenou que os fi\u00e9is fossem batizados em nome de algu\u00e9m que fosse o \u00fanico Deus, feito pelo mist\u00e9rio na Trindade<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O mist\u00e9rio de Deus Uno Trino ultrapassa a mente humana. N\u00f3s adoramos este mist\u00e9rio! Ele mora nos cora\u00e7\u00f5es humanos. Ele \u00e9 oferecido para n\u00f3s e para a nossa salva\u00e7\u00e3o. Somos chamados a viver o mist\u00e9rio em nossas vidas e em cada momento. O mundo ser\u00e1 melhor quando louvar o Deus Uno e Trino, pois a vida estar\u00e1 sobre a morte, o amor sobre o \u00f3dio, porque Deus \u00e9 um s\u00f3, presente no Pai, no Filho e no Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Cfr. Basil Studer, <em>Trinit\u00e0<\/em>. In: <em>Nuovo Dizionario Patristico e di Antichit\u00e0 Cristiane<\/em>, diretto da Angelo Di Berardino. Marietti, Genova-Milano, 2008, pgs. 5467-5468.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Cfr. <em>Mart\u00edrio de S\u00e3o Policarpo<\/em>, 14, 1-2. In: Padres Apost\u00f3licos. Paulus, SP, 1995, pgs. 152-153.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Cfr. <em>I Apologia<\/em>, 67,1-2. In: Justino de Roma. Paulus, SP, 1995, pg. 83.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Cfr. Irineu de Lyon, <em>Demonstra\u00e7\u00e3o da prega\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica<\/em>, 6. Paulus, SP, 2014, pgs. 75-76.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a>Cfr. <em>Contro Prassea<\/em>, 2. CCL 2. Ver tamb\u00e9m: e-cristianismo.com.br\/&#8230;\/tertuliano-contra-praxeas.html?start=2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Cfr. Or\u00edgenes, <em>Tratado sobre os Princ\u00edpios<\/em>, 5. Paulus, SP, 2012, pgs. 62-63.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Cfr. Ambrogio, <em>Commento al Vangelo di san Luca<\/em>, 2, 12-13. In: <em>La teologia dei padri<\/em>, v.<em> 1<\/em>. Citt\u00e0 Nuova Editrice, Roma, 1981, pgs. 38-39.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Cfr. <em>Contra os pag\u00e3os<\/em>, I, 6. In: Santo Atan\u00e1sio. Paulus, SP, 2002, pg 53.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Cfr. Santo Hil\u00e1rio de Poitiers. <em>Tratado sobe a Sant\u00edssima Trindade<\/em> 4,1. Paulus, SP, 2005, pg. 99.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Cfr. <em>A origem do Homem. Primeira Homilia: \u00e0 Imagem<\/em>, 5. In: Bas\u00edlio de Cesar\u00e9ia. Paulus, SP, 1998, pgs. 46-52.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Cfr. Mesrop, armeno, <em>Primo discorso<\/em>. In: <em>La teologia dei padri<\/em>, v.<em> 1<\/em>, pgs. 39-41.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Cfr. Santo Agostinho, <em>A Trindade<\/em>, <em>Livro VII, <\/em>cap\u00edtulos 6,11-12. Paulus, SP, 1994, pgs. 255-256.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Cfr. <em>Idem<\/em>, <em>Livro XV, 51, <\/em>cap\u00edtulo 28, pg. 555.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Vital Corbellini Bispo de Marab\u00e1 (PA) &nbsp; \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ap\u00f3s a P\u00e1scoa e Pentecostes, a Igreja celebrar\u00e1 o mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade. Glorificamos a Deus Uno e Trino pelas suas maravilhas dadas ao ser humano. O Mist\u00e9rio Trinit\u00e1rio \u00e9 envolvente em si mesmo, ultrapassando todo o ser vivo, e tamb\u00e9m nos \u00e9 dado para a &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-trindade-como-misterio-em-si-e-para-a-salvacao-humana\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">A Trindade como mist\u00e9rio em si e para a salva\u00e7\u00e3o humana<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758,1837],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/264336"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=264336"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/264336\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=264336"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=264336"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=264336"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}