{"id":27081,"date":"2011-04-21T00:00:00","date_gmt":"2011-04-21T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/bento-xvi-triduo-pascal-e-momento-de-graca-para-cada-cristao-2\/"},"modified":"2011-04-21T00:00:00","modified_gmt":"2011-04-21T03:00:00","slug":"bento-xvi-triduo-pascal-e-momento-de-graca-para-cada-cristao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/bento-xvi-triduo-pascal-e-momento-de-graca-para-cada-cristao-2\/","title":{"rendered":"Bento XVI: tr\u00edduo pascal \u00e9 momento de gra\u00e7a para cada crist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A Igreja celebra, a partir de hoje, o Tr\u00edduo Pascal, que \u00e9 a celebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o, Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. Na audi\u00eancia de ontem, 20, o papa Bento XVI exortou os fi\u00e9is, reunidos na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro, a participarem do tr\u00edduo pascal.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cEu vos exorto a acolher este mist\u00e9rio de salva\u00e7\u00e3o, a participar intensamente do tr\u00edduo pascal, cume de todo o ano lit\u00fargico e momento de gra\u00e7a particular para cada crist\u00e3o; convido-vos a buscar nesses dias o recolhimento e a ora\u00e7\u00e3o, para poder aproximar-vos mais profundamente desta fonte de gra\u00e7a\u201d, disse o papa.<\/p>\n<p>Leia, abaixo, a \u00edntegra da mensagem do papa.<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">J\u00e1 chegamos ao cora\u00e7\u00e3o da Semana Santa, cumprimento do caminho quaresmal. Amanh\u00e3 entraremos no tr\u00edduo pascal, os tr\u00eas dias santos em que a Igreja comemora o mist\u00e9rio da paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. O Filho de Deus, depois de ter se feito homem em obedi\u00eancia ao Pai, chegando a ser em tudo igual a n\u00f3s, exceto no pecado (cf. HB 4, 15), aceitou cumprir sua vontade at\u00e9 o final, enfrentar por amor a n\u00f3s a paix\u00e3o e a cruz, para tornar-nos part\u00edcipes da sua ressurrei\u00e7\u00e3o, para que n&#8217;Ele e por Ele possamos viver para sempre no consolo e na paz. Eu vos exorto, portanto, a acolher este mist\u00e9rio de salva\u00e7\u00e3o, a participar intensamente do tr\u00edduo pascal, cume de todo o ano lit\u00fargico e momento de gra\u00e7a particular para cada crist\u00e3o; convido-vos a buscar nesses dias o recolhimento e a ora\u00e7\u00e3o, para poder aproximar-vos mais profundamente desta fonte de gra\u00e7a. A prop\u00f3sito disso, diante das iminentes festividades, cada crist\u00e3o \u00e9 convidado a celebrar o sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o, momento especial de ades\u00e3o \u00e0 morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, para poder participar com maior fruto da Santa P\u00e1scoa.<\/p>\n<p>A Quinta-Feira Santa \u00e9 o dia em que se faz mem\u00f3ria da institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia e do Sacerd\u00f3cio ministerial. Pela manh\u00e3, cada comunidade diocesana, reunida na igreja catedral ao redor do bispo, celebra a Missa crismal, na qual s\u00e3o aben\u00e7oados o santo crisma, o \u00f3leo dos catec\u00famenos e o \u00f3leo dos enfermos. A partir do tr\u00edduo pascal e durante todo o ano lit\u00fargico, estes \u00f3leos ser\u00e3o utilizados para os sacramentos do Batismo, da Confirma\u00e7\u00e3o, das Ordena\u00e7\u00f5es sacerdotais e episcopais e da Un\u00e7\u00e3o dos Enfermos; nisso se manifesta como a salva\u00e7\u00e3o, transmitida pelos sinais sacramentais, brota precisamente do mist\u00e9rio pascal de Cristo; de fato, somos redimidos com sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o e, mediante os sacramentos, temos acesso a essa fonte salv\u00edfica. Durante a Missa crismal, amanh\u00e3, acontece a renova\u00e7\u00e3o das promessas sacerdotais. No mundo inteiro, cada sacerdote renova os compromissos que assumiu no dia da sua ordena\u00e7\u00e3o, para ser totalmente consagrado a Cristo no exerc\u00edcio do sagrado minist\u00e9rio ao servi\u00e7o dos irm\u00e3os. Acompanhemos nossos sacerdotes com a nossa ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na tarde da Sexta-Feira Santa, come\u00e7a efetivamente o tr\u00edduo pascal, com a mem\u00f3ria da \u00daltima Ceia, na qual Jesus instituiu o memorial da sua P\u00e1scoa, dando cumprimento ao rito pascal judaico. Segundo a tradi\u00e7\u00e3o, toda fam\u00edlia judaica, reunida \u00e0 mesa na festa da P\u00e1scoa, come o cordeiro assado, fazendo mem\u00f3ria da liberta\u00e7\u00e3o dos israelitas da escravid\u00e3o do Egito; assim, no cen\u00e1culo, consciente da sua morte iminente, Jesus, verdadeiro Cordeiro pascal, oferece a si mesmo pela nossa salva\u00e7\u00e3o (cf. 1 Cor 5, 7). Pronunciando a b\u00ean\u00e7\u00e3o sobre o p\u00e3o e o vinho, Ele antecipa o sacrif\u00edcio da cruz e manifesta a inten\u00e7\u00e3o de perpetuar sua presen\u00e7a no meio dos seus disc\u00edpulos: sob as esp\u00e9cies do p\u00e3o e do vinho, Ele se faz presente de modo real, com seu corpo entregue e com seu sangue derramado. Durante a \u00daltima Ceia, os ap\u00f3stolos s\u00e3o constitu\u00eddos ministros desse sacramento de salva\u00e7\u00e3o; Jesus lava seus p\u00e9s (cf. Jo 13, 1-25), convidando-os a amar-se uns aos outros como Ele os amou, dando a vida por eles. Repetindo este gesto na liturgia, tamb\u00e9m n\u00f3s somos chamados a dar testemunho do nosso Redentor com nossos atos.<\/p>\n<p>A Quinta-Feira Santa, finalmente, termina com a adora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, em recorda\u00e7\u00e3o da agonia do Senhor no horto de Gets\u00eamani. Deixando o cen\u00e1culo, Ele se retirou para rezar, sozinho, na presen\u00e7a do Pai. Nesse momento de comunh\u00e3o profunda, os Evangelhos narram que Jesus experimentou uma grande ang\u00fastia, um sofrimento tal, que o fez suar sangue (cf. Mt 26, 38). Consciente da sua iminente morte na cruz, Ele sente uma grande ang\u00fastia e a proximidade da morte. Nesta situa\u00e7\u00e3o, aparece tamb\u00e9m um elemento de grande import\u00e2ncia para toda a Igreja. Jesus diz aos seus: ficai aqui e vigiai; e este apelo \u00e0 vigil\u00e2ncia se refere de modo preciso a este momento de ang\u00fastia, de amea\u00e7a, no qual chegar\u00e1 o traidor, mas concerne tamb\u00e9m a toda a hist\u00f3ria da Igreja. <\/p>\n<p>\u00c9 uma mensagem permanente para todos os tempos, porque a sonol\u00eancia dos disc\u00edpulos n\u00e3o era s\u00f3 o problema daquele momento, mas o grande problema de toda a hist\u00f3ria. A quest\u00e3o \u00e9 em que consiste essa sonol\u00eancia dos disc\u00edpulos, em que consistiria a vigil\u00e2ncia \u00e0 qual o Senhor nos convida. Eu diria que a sonol\u00eancia dos disc\u00edpulos ao longo da hist\u00f3ria \u00e9 uma certa insensibilidade da alma com rela\u00e7\u00e3o ao poder do mal, uma insensibilidade no que diz respeito a todo o mal no mundo. N\u00f3s n\u00e3o queremos nos deixar turbar demais por essas coisas, queremos esquec\u00ea-las: pensamos que talvez n\u00e3o sejam t\u00e3o graves e as esquecemos. E n\u00e3o \u00e9 somente a insensibilidade em rela\u00e7\u00e3o ao mal, enquanto dever\u00edamos velar para fazer o bem, para lutar pela for\u00e7a do bem. \u00c9 insensibilidade no que se refere a Deus: esta \u00e9 a nossa verdadeira sonol\u00eancia; esta insensibilidade diante da presen\u00e7a de Deus que nos torna insens\u00edveis tamb\u00e9m diante do mal. N\u00e3o escutamos Deus &#8211; isso nos incomodaria &#8211; e assim n\u00e3o escutamos, naturalmente, tampouco a for\u00e7a do mal, e permanecemos no caminho da nossa comodidade. A adora\u00e7\u00e3o noturna da Quinta-Feira Santa, o estar vigilantes com o Senhor, deveria ser precisamente o momento de fazer-nos refletir sobre a sonol\u00eancia dos disc\u00edpulos, dos defensores de Jesus, dos ap\u00f3stolos, de n\u00f3s, que n\u00e3o vemos, n\u00e3o queremos ver toda a for\u00e7a do mal, n\u00e3o queremos entrar em sua paix\u00e3o pelo bem, pela presen\u00e7a de Deus no mundo, pelo amor ao pr\u00f3ximo e a Deus.<\/p>\n<p>Depois, o Senhor come\u00e7a a rezar. Os tr\u00eas ap\u00f3stolos &#8211; Pedro, Tiago, Jo\u00e3o &#8211; dormem, mas de repente acordam e escutam o refr\u00e3o desta ora\u00e7\u00e3o do Senhor: &#8220;N\u00e3o se fa\u00e7a a minha vontade, mas a tua&#8221;. O que \u00e9 essa vontade &#8220;minha&#8221; e o que \u00e9 essa vontade &#8220;tua&#8221;, das quais fala o Senhor? A &#8220;minha&#8221; vontade \u00e9 que &#8220;n\u00e3o deveria morrer&#8221;, que se afaste dele esse c\u00e1lice do sofrimento: \u00e9 a vontade humana, da natureza humana, e Cristo sente, com toda a consci\u00eancia do seu ser, a vida, o abismo da morte, o terror do nada, essa amea\u00e7a do sofrimento. E Ele mais que n\u00f3s, que temos essa avers\u00e3o natural \u00e0 morte, esse medo natural da morte; ainda mais que n\u00f3s, Ele sente o abismo do mal. Ele sente, com a morte, tamb\u00e9m todo o sofrimento da humanidade. Sente que tudo isso \u00e9 o c\u00e1lice que ele tem de beber, que deve fazer-se beber a si mesmo, aceitar o mal do mundo, tudo o que \u00e9 terr\u00edvel, a avers\u00e3o a Deus, todo o pecado. E podemos compreender que Jesus, com a sua alma humana, estivesse aterrorizado diante desta realidade, que percebe em toda a sua crueldade: &#8220;minha&#8221; vontade seria n\u00e3o beber o c\u00e1lice, mas a &#8220;minha&#8221; vontade est\u00e1 subordinada \u00e0 &#8220;tua&#8221; vontade, \u00e0 vontade de Deus, \u00e0 vontade do Pai, que \u00e9 tamb\u00e9m a verdadeira vontade do Filho. Assim, Jesus transforma, nesta ora\u00e7\u00e3o, a avers\u00e3o natural, a avers\u00e3o ao c\u00e1lice, \u00e0 sua miss\u00e3o de morrer por n\u00f3s. Transforma esta vontade natural sua em vontade de Deus, em um &#8220;sim&#8221; \u00e0 vontade de Deus. O homem, por si mesmo, est\u00e1 tentado a opor-se \u00e0 vontade de Deus, de ter a inten\u00e7\u00e3o de seguir sua pr\u00f3pria vontade, de sentir-se livre somente se for aut\u00f4nomo; op\u00f5e sua pr\u00f3pria autonomia \u00e0 heteronomia de seguir a vontade de Deus. <\/p>\n<p>Este \u00e9 todo o drama da humanidade. Mas, na verdade, esta autonomia \u00e9 err\u00f4nea e este entrar na vontade de Deus n\u00e3o \u00e9 uma oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa, n\u00e3o \u00e9 uma escravid\u00e3o que violenta a minha vontade, mas \u00e9 entrar na verdade e no amor, no bem. E Jesus atrai a nossa vontade, que se op\u00f5e \u00e0 vontade de Deus, que busca a autonomia, atrai essa vontade ao alto, \u00e0 vontade de Deus. Este \u00e9 o drama da nossa reden\u00e7\u00e3o, que Jesus atrai ao alto a nossa vontade, toda a nossa avers\u00e3o \u00e0 vontade de Deus e nossa avers\u00e3o \u00e0 morte e ao pecado, e a une \u00e0 vontade do Pai: &#8220;N\u00e3o se fa\u00e7a a \u2018minha&#8217; vontade, mas a \u2018tua'&#8221;. Nesta transforma\u00e7\u00e3o do &#8220;n\u00e3o&#8221; em &#8220;sim&#8221;, nesta inser\u00e7\u00e3o da vontade da criatura na vontade do Pai, Ele transforma a humanidade e nos redime. E nos convida a entrar nesse seu movimento: sair do nosso &#8220;n\u00e3o&#8221; e entrar no &#8220;sim&#8221; do Filho. Minha vontade existe, mas a decisiva \u00e9 a vontade do Pai, porque esta \u00e9 a verdade e o amor.<\/p>\n<p>Outro elemento desta ora\u00e7\u00e3o me parece importante. As tr\u00eas testemunhas conservaram &#8211; como aparece na Sagrada Escritura &#8211; a palavra hebraica ou aramaica com a qual o Senhor falou ao Pai, chamando-o de &#8220;Abb\u00e0&#8221;, pai. Mas esta f\u00f3rmula, &#8220;Abb\u00e0&#8221;, \u00e9 uma forma familiar do termo pai, uma forma usada somente na fam\u00edlia, que nunca tinha sido usada para referir-se a Deus. Aqui vemos, na intimidade de Jesus, como Ele fala em fam\u00edlia, fala verdadeiramente como Filho com seu Pai. Vemos o mist\u00e9rio trinit\u00e1rio: o Filho que fala com o Pai e redime a humanidade.<br \/>Mais uma observa\u00e7\u00e3o. A Carta aos Hebreus nos d\u00e1 uma profunda interpreta\u00e7\u00e3o desta ora\u00e7\u00e3o do Senhor, deste drama do Gets\u00eamani. Diz que estas l\u00e1grimas de Jesus, esta ora\u00e7\u00e3o, estes gritos de Jesus, esta ang\u00fastia, tudo isso n\u00e3o \u00e9 simplesmente uma concess\u00e3o \u00e0 fraqueza da carne, como poderia ser dito. Precisamente assim, Ele realiza a tarefa do Sumo Sacerdote, porque o Sumo Sacerdote deve levar o ser humano, com todos os seus problemas e sofrimentos, \u00e0 altura de Deus. E a Carta aos Hebreus diz: com todos estes gritos, l\u00e1grimas, sofrimentos, ora\u00e7\u00f5es, o Senhor levou nossa realidade a Deus (cf. Hb 5, 7ss). E usa esta palavra grega, &#8220;prosferein&#8221;, que \u00e9 o termo t\u00e9cnico para o que o Sumo Sacerdote tem de fazer para oferecer, para elevar suas m\u00e3os ao alto.<br \/>Precisamente neste drama do Gets\u00eamani, no qual parece que a for\u00e7a de Deus j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 presente, Jesus realiza a fun\u00e7\u00e3o do Sumo Sacerdote. E diz, al\u00e9m disso, que neste ato de obedi\u00eancia, isto \u00e9, de conforma\u00e7\u00e3o da vontade natural humana com a vontade de Deus, aperfei\u00e7oa-se como sacerdote. E usa novamente a palavra t\u00e9cnica para ordenar sacerdote. Precisamente assim, converte-se no Sumo Sacerdote da humanidade e abre o c\u00e9u e a porta da ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se refletirmos sobre este drama do Gets\u00eamani, poderemos ver tamb\u00e9m o grande contraste entre Jesus, com sua ang\u00fastia, com seu sofrimento, em compara\u00e7\u00e3o com o grande fil\u00f3sofo S\u00f3crates, que permanece pac\u00edfico, imperturb\u00e1vel diante da morte. E isso parece o ideal. Podemos admirar este fil\u00f3sofo, mas a miss\u00e3o de Jesus era outra. Sua miss\u00e3o n\u00e3o era esta total indiferen\u00e7a e liberdade; sua miss\u00e3o era levar em si mesmo todo o sofrimento, todo o drama humano. E por isso precisamente, esta humilha\u00e7\u00e3o do Gets\u00eamani \u00e9 essencial para a miss\u00e3o do Homem-Deus. Ele leva consigo o nosso sofrimento, nossa pobreza, e os transforma segundo a vontade de Deus. E assim abre as portas do c\u00e9u, abre o c\u00e9u: esta cortina do Sant\u00edssimo, que at\u00e9 agora o homem fechava contra Deus, \u00e9 aberta pelo seu sofrimento e pela sua obedi\u00eancia. Estas s\u00e3o algumas observa\u00e7\u00f5es para a Quinta-Feira Santa, para a nossa celebra\u00e7\u00e3o da Quinta-Feira Santa.<\/p>\n<p>Na Sexta-Feira Santa, faremos mem\u00f3ria da paix\u00e3o e da morte do Senhor; adoraremos Cristo crucificado, participaremos dos seus sofrimentos com a penit\u00eancia e o jejum. Dirigindo o olhar \u00c0quele que foi transpassado (cf. Jo 19, 37), poderemos beber do seu cora\u00e7\u00e3o partido, que mana sangue e \u00e1gua, como de uma fonte; desse cora\u00e7\u00e3o do qual brota o amor de Deus por cada homem, recebemos o seu Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Acompanhemos, portanto, tamb\u00e9m na Sexta-Feira Santa, esse Jesus que sobe at\u00e9 o Calv\u00e1rio; deixemo-nos guiar por Ele at\u00e9 a cruz; recebamos a oferta do seu corpo imaculado. Finalmente, na noite do S\u00e1bado Santo, celebraremos a solene Vig\u00edlia Pascal, na qual nos ser\u00e1 anunciada a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, sua vit\u00f3ria definitiva sobre a morte, que nos convida a ser homens novos. Participando desta santa vig\u00edlia, a noite central de todo o ano lit\u00fargico, faremos mem\u00f3ria do nosso Batismo, no qual tamb\u00e9m n\u00f3s fomos sepultados com Cristo, para poder, com Ele, ressuscitar e participar do banquete do c\u00e9u (cf. Ap 19, 7-9).<\/p>\n<p>Queridos amigos, tentamos compreender o estado emocional com o qual Jesus viveu o momento da prova extrema, para captar o que orientava o seu agir. O crit\u00e9rio que guiou cada escolha de Jesus durante toda a sua vida foi a firme vontade de amar o Pai, de ser um com o Pai, de ser-lhe fiel; esta decis\u00e3o de corresponder ao seu amor o impulsionou a abra\u00e7ar, em toda circunst\u00e2ncia, o projeto do Pai, a fazer seu o des\u00edgnio de amor que lhe foi confiado de recapitular todas as coisas n&#8217;Ele, para reconduzir tudo a Ele. Ao reviver o santo tr\u00edduo, disponhamo-nos a acolher, tamb\u00e9m n\u00f3s, em nossa vida, a vontade de Deus, conscientes de que, na vontade de Deus, ainda que pare\u00e7a dura, em contraste com as nossas inten\u00e7\u00f5es, encontra-se o nosso verdadeiro bem, o caminho da vida. Que a Virgem M\u00e3e nos guie neste itiner\u00e1rio e nos alcance do seu Filho divino a gra\u00e7a de poder empregar a nossa vida, por amor a Jesus, ao servi\u00e7o dos irm\u00e3os. Obrigado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Igreja celebra, a partir de hoje, o Tr\u00edduo Pascal, que \u00e9 a celebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o, Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. Na audi\u00eancia de ontem, 20, o papa Bento XVI exortou os fi\u00e9is, reunidos na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro, a participarem do tr\u00edduo pascal.<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":26448,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[784],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/27081"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=27081"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/27081\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/26448"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=27081"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=27081"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=27081"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}