{"id":27178,"date":"2012-01-04T00:00:00","date_gmt":"2012-01-04T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/mensagem-do-papa-bento-xvi-para-o-dia-mundial-dos-enfermos-2012-2\/"},"modified":"2012-01-04T00:00:00","modified_gmt":"2012-01-04T02:00:00","slug":"mensagem-do-papa-bento-xvi-para-o-dia-mundial-dos-enfermos-2012-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/mensagem-do-papa-bento-xvi-para-o-dia-mundial-dos-enfermos-2012-2\/","title":{"rendered":"Mensagem do papa Bento XVI para o Dia Mundial dos Enfermos 2012"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Foi publicada ontem, 3, a Mensagem do papa Bento XVI para o Dia Mundial do Enfermo 2012, dia 11 de fevereiro pr\u00f3ximo, data em que a Igreja celebra em seu calend\u00e1rio lit\u00fargico Nossa Senhora de Lourdes. O documento tem como tema &#8220;Levanta-te e vai; a tua f\u00e9 te salvou!&#8221;, extra\u00eddo do Evangelho segundo S\u00e3o Lucas (17, 19).<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cOs doentes e os que sofrem encontrem na f\u00e9 uma \u00e2ncora segura\u201d, \u00e9 o desejo do Santo Padre que em sua Mensagem para o Dia Mundial do Enfermo ressalta que &#8220;quem cr\u00ea jamais est\u00e1 sozinho&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O papa dirige-se com palavras de particular proximidade aos doentes e aos sacerdotes, que d\u00e3o assist\u00eancia espiritual nos hospitais, chamados a se sentirem &#8220;verdadeiros ministros dos enfermos&#8221;. O Sumo Pont\u00edfice reitera que, a exemplo de Cristo, os fi\u00e9is s\u00e3o chamados a acolher toda vida humana, particularmente se \u201cfr\u00e1gil e enferma&#8221;, e a curvar-se &#8220;sobre os sofrimentos materiais e espirituais do homem para cur\u00e1-los&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Bento XVI destaca tamb\u00e9m os &#8220;Sacramentos de Cura&#8221;, ou seja, da Penit\u00eancia e da Reconcilia\u00e7\u00e3o e sobre o Sacramento dos Enfermos, que alcan\u00e7am seu natural cumprimento na Comunh\u00e3o Eucar\u00edstica. \u201cSacramentos que iluminam o bin\u00f4mio entre sa\u00fade f\u00edsica e renova\u00e7\u00e3o das dilacera\u00e7\u00f5es da alma&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cQuem na doen\u00e7a invoca o Senhor certo de que o Seu amor jamais o abandona e de que tamb\u00e9m jamais falta o amor da Igreja. No Sacramento da Penit\u00eancia, na medicina da confiss\u00e3o, a experi\u00eancia do pecado n\u00e3o degenera em desespero, mas encontra o amor que perdoa e transforma&#8221;, escreve o papa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por isso, o momento do sofrimento ao inv\u00e9s de ser motivo de desespero, pode &#8220;transformar-se tempo de gra\u00e7a para voltar-se para si mesmo, repensar a pr\u00f3pria vida e nos pr\u00f3prios erros, como o filho pr\u00f3digo\u201d, diz um trecho do texto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Depois, faz votos de que seja valorizado o Sacramento da Un\u00e7\u00e3o dos Enfermos, que n\u00e3o deve ser considerado &#8220;quase um sacramento menor em rela\u00e7\u00e3o aos outros&#8221;. Pelo contr\u00e1rio, reitera o Pont\u00edfice, este Sacramento &#8220;merece hoje uma maior considera\u00e7\u00e3o, quer na reflex\u00e3o teol\u00f3gica, quer na a\u00e7\u00e3o pastoral para com os doentes&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por fim, a mensagem evidencia a import\u00e2ncia da Eucaristia. \u201cRecebida no momento da doen\u00e7a contribui de modo singular para realizar tal transforma\u00e7\u00e3o associando o enfermo \u00e0 oferta que Jesus fez de si mesmo ao Pai para a salva\u00e7\u00e3o de todos&#8221;.<br \/>\nDa\u00ed, a exorta\u00e7\u00e3o a toda a comunidade eclesial e, em particular, \u00e0s par\u00f3quias, a fim de que estejam atentas em assegurar aos doentes e anci\u00e3os a possibilidade de receberem com frequ\u00eancia a Comunh\u00e3o Eucar\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Leia a \u00edntegra da Mensagem do papa para o Dia Mundial do Enfermo 2012:<\/p>\n<div style=\"text-align: center\"><strong>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s,<\/strong><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Por ocasi\u00e3o do Dia Mundial do enfermo, que celebraremos no pr\u00f3ximo dia 11 de fevereiro de 2012, mem\u00f3ria da beata Virgem de Lourdes, desejo renovar a minha proximidade espiritual a todos os enfermos que se encontram nos locais de reabilita\u00e7\u00e3o e s\u00e3o acolhidos nas fam\u00edlias, exprimindo a cada um a solicitude e afeto de toda a Igreja. Na colhida generosa e amorosa de toda vida humana, sobretudo daquela fraca e e doente, o crist\u00e3o exprime um aspecto importante do pr\u00f3prio testemunho evang\u00e9lico, sob o exemplo de Cristo, que inclinou-se sobre os sofrimentos materiais e espirituais do homem para cur\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Neste ano, que constitui a prepara\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima do solene Dia Mundial do enfermo que se celebrar\u00e1 na Alemanha no dia 11 de fevereiro de 2013 e que se deter\u00e1 sobre a emblem\u00e1tica figura evang\u00e9lica do samaritano (Lc 10, 29-37), gostaria de destacar os Sacramentos da Cura, isto \u00e9, o sacramentos da penit\u00eancia e da reconcilia\u00e7\u00e3o e da un\u00e7\u00e3o dos enfermos, que possuem seus naturais cumprimentos na comunh\u00e3o eucar\u00edstica.<\/p>\n<p>O encontro de Jesus com os dez leprosos, narrado no Evangelho de S\u00e3o Lucas (Lc 17, 11-19), em particular as palavras que o Senhor dirige a um deles: \u201cLevanta-te e vai; a tua f\u00e9 te salvou!\u201d (v.19), ajudam a tomar consci\u00eancia da import\u00e2ncia da f\u00e9 daqueles que, agravados pelo sofrimento e pela doen\u00e7a, se aproximam do Senhor. No encontro com Ele podem experimentar realmente que quem cr\u00ea n\u00e3o est\u00e1 nunca sozinho. Deus, de fato, no seu Filho, n\u00e3o nos abandona em nossas ang\u00fastias e sofrimentos, mas nos \u00e9 pr\u00f3ximo, nos ajuda a leva-los e deseja curar no profundo o nosso cora\u00e7\u00e3o (Mc 2, 1-12).<\/p>\n<p>A f\u00e9 daquele \u00fanico leproso que, vendo-se curado, cheio de admira\u00e7\u00e3o e alegria, diferente dos outros, retorna imediatamente a Jesus para manifestar o pr\u00f3prio reconhecimento, demonstra que a sa\u00fade reconquistada \u00e9 sinal de algo mais precioso que a simples cura f\u00edsica, \u00e9 sinal da salva\u00e7\u00e3o que Deus nos doa atrav\u00e9s de Cristo; a mesma encontra express\u00e3o nas palavras de Jesus: a tua f\u00e9 te salvou. Quem, no pr\u00f3prio sofrimento e doen\u00e7a invoca o Senhor \u00e9 certo que o Seu Amor n\u00e3o nos abandona nunca, e que tamb\u00e9m o amor da Igreja, prolongamento no tempo da sua obra salv\u00edfica, n\u00e3o deixa de ser manifestado. A cura f\u00edsica, express\u00e3o da salva\u00e7\u00e3o mais profunda, revela assim a import\u00e2ncia que o homem na sua integralidade de alma e corpo representa para o Senhor. Todo Sacramento exprime e atua a proximidade de Deus, o qual, em modo absolutamente gratuito nos toca por meio das realidades materiais, que Ele assume ao seu servi\u00e7o, fazendo disso instrumentos do encontro entre n\u00f3s e Ele mesmo (Homilia Santa Missa do Crisma, 1 de abril de 2010). \u201cA unidade entre cria\u00e7\u00e3o e reden\u00e7\u00e3o se tornam vis\u00edveis. Os Sacramentos s\u00e3o express\u00e3o da corporeidade da nossa f\u00e9 que abra\u00e7a corpo e alma, o homem inteiro\u201d (Homilia Santa Missa do Crisma, 21 de abril de 2011)<\/p>\n<p>A miss\u00e3o principal da Igreja \u00e9 certamente o an\u00fancio do Reino de Deus, &#8216;mas exatamente esse an\u00fancio deve ser um processo de cura&#8217;, enfaixar as chagas dos cora\u00e7\u00f5es partidos (Is61,1), segundo o encargo confiado por Jesus aos seus disc\u00edpulos. (Luc 9, 1-2; Mt 10,1.5-14; Mc 6, 7-13. O bin\u00f4mio entre sa\u00fade f\u00edsica e renova\u00e7\u00e3o das dilacera\u00e7\u00f5es da alma nos ajuda, portanto, a compreender melhor os Sacramentos da cura.<\/p>\n<p>O\u00a0 Sacramento da Penit\u00eancia j\u00e1 esteve por diversas vezes no centro das reflex\u00f5es dos Pastores da Igreja, exatamente por causa da grande import\u00e2ncia no caminho da vida crist\u00e3, a partir do momento que todo o valor da Penitencia consiste no restituir-nos \u00e0 gra\u00e7a de Deus unindo-nos a Ele em \u00edntima e grande amizade (Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, 1468). A Igreja, continuando o an\u00fancio do perd\u00e3o e da reconcilia\u00e7\u00e3o ressoado por Jesus, n\u00e3o cessa de convidar a humanidade inteira a converter-se e a crer no Evangelho. Esse \u00e9 o apelo do ap\u00f3stolo Paulo: \u201cEm nome de Cristo, sejamos embaixadores: atrav\u00e9s de n\u00f3s \u00e9 o pr\u00f3prio Deus que exorta. Vos suplicamos em nome de Cristo: deixai-vos reconciliar com Deus (2Cor 5,20). Jesus, na sua vida, anuncia e torna presente a miseric\u00f3rdia do Pai. Ele veio n\u00e3o para condenar, mas para perdoar e salvar, para dar esperan\u00e7a tamb\u00e9m na escurid\u00e3o mais profunda do sofrimento e do pecado, para doar a vida eterna; assim no Sacramento da Penit\u00eancia, no rem\u00e9dio da confiss\u00e3o, a experi\u00eancia do pecado n\u00e3o degenera em desespero, mas encontra o Amor que perdoa e transforma (Jo\u00e3o Paulo II, na Exorta\u00e7\u00e3o Apost. P\u00f3s Sinodal reconcilia\u00e7\u00e3o e Penit\u00eancia, 31)<\/p>\n<p>Deus, rico em miseric\u00f3rdia (Ef 2,4), como o pai na par\u00e1bola evang\u00e9lica (Lc 15, 11-32), n\u00e3o fecha o cora\u00e7\u00e3o a nenhum dos seus filhos, mas os espera, os procura, os atinge onde a rejei\u00e7\u00e3o da comunh\u00e3o aprisiona no isolamento e no desespero, pode transformar-se assim em tempo de gra\u00e7a para entrar em si mesmos, e como o filho prodigo da par\u00e1bola, repensar na pr\u00f3pria vida, reconhecendo os erros e faltas, sentir a saudade do abra\u00e7o do Pai e repercorrer o caminho em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sua Casa. Ele, no seu grande amor, sempre olha nossa exist\u00eancia e nos espera para oferecer a cada filho que volta para Ele, o dom da plena reconcilia\u00e7\u00e3o e da alegria.<\/p>\n<p>Pela leitura dos Evangelhos, emerge clamaramente como jesus tenha mostrado particular aten\u00e7\u00e3o aos enfermos. Ele n\u00e3o somente inviou os disc\u00edpulos a curar-lhes as feridas (Mt 10, 8; Luc 9,2; 10,9), mas tamb\u00e9m instituiu para eles um sacramento espec\u00edfico: a Un\u00e7\u00e3o dos Enfermos. A carta a Tiago, atesta a presen\u00e7a desse gesto sacramental j\u00e1 na primeira comunidade crist\u00e3 (5, 14-16): com a Un\u00e7\u00e3o dos enfermos, acompanhada pela ora\u00e7\u00e3o dos presb\u00edteros, toda a Igreja recomenda os enfermos ao Senhor sofredor e glorificado, a fim que alivie suas penas e os salve, e ainda os exorta a unirem-se espiritualmente \u00e0 paix\u00e3o e \u00e0 morte de Cristo, para contribuir ao bem do Povo de Deus.<\/p>\n<p>Tal Sacramento nos leva a contemplar o d\u00faplice mist\u00e9rio do Monte das Oliveiras, onde Jesus se encontrou dramaticamente diante da via indicada pelo Pai, aquela da Paix\u00e3o, do supremo ato de Amor, e a acolheu. Naquela hora de prova, Ele \u00e9 o mediador, transportando em si, assumindo em si o sofrimento e a paix\u00e3o do mundo, transformando-a em grito em dire\u00e7\u00e3o a Deus, levando-a diante dos olhos e nas m\u00e3os de Deus, e assim, levando-a realmente ao momento da reden\u00e7\u00e3o (Lectio Divina, Encontro com o Clero de Roma, 18 de fevereiro de 2010). Mas o orto das oliveiras \u00e9 tamb\u00e9m o lugar do qual Ele elevou-se ao Pai, e \u00e9 tamb\u00e9m o lugar da reden\u00e7\u00e3o. Este d\u00faplice Mist\u00e9rio do Monte das Oliveiras \u00e9 tamb\u00e9m sempre ativo no \u00f3leo sacramental da Igreja, sinal da bondade de Deus que nos toca (Homilia, Santa Missa do Crisma, 1 de abril de 2010). Na un\u00e7\u00e3o dos enfermos, a mat\u00e9ria sacramental do \u00f3leo nos vem oferecida, por assim dizer, como rem\u00e9dio de Deus, que agora nos torna certos da sua bondade, nos deve refor\u00e7ar e consolar, mas que, ao mesmo tempo, al\u00e9m do momento da doen\u00e7a, nos traz a cura definitiva, a ressurrei\u00e7\u00e3o (Tiag 5, 14)<\/p>\n<p>Esse Sacramento merece hoje uma maior considera\u00e7\u00e3o, seja na reflex\u00e3o teol\u00f3gica, seja na a\u00e7\u00e3o pastoral junto aos doentes. Valorizando os conte\u00fados da ora\u00e7\u00e3o lit\u00fargica que se adaptam \u00e0s diversas situa\u00e7\u00f5es humanas ligadas \u00e0 doen\u00e7a e n\u00e3o somente quando se est\u00e1 no fim da vida (Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, 1514), a un\u00e7\u00e3o dos enfermos n\u00e3o deve ser tida como um &#8216;sacramento menor&#8217; em rela\u00e7\u00e3o aos outros. A aten\u00e7\u00e3o e o cuidado pastoral em rela\u00e7\u00e3o aos enfermos, se de um lado \u00e9 sinal da ternura de Deus para quem est\u00e1 no sofrimento, por outro lado traz vantagem espiritual tamb\u00e9m aos sacerdotes e \u00e0 toda a comunidade crist\u00e3, na consci\u00eancia que quando algo \u00e9 feito ao mais pequeno, \u00e9 feito ao pr\u00f3prio Jesus (Mat 25,40).<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito dos Sacramentos da Cura, Santo Agostinho afirma: \u201cDeus cura todas as suas enfermidades. N\u00e3o temais portanto: todas as suas enfermidades ser\u00e3o curadas. Tu deves somente permitir que Ele te cure e n\u00e3o deves rejeitar as suas m\u00e3os\u201d (Exposi\u00e7\u00e3o sobre o Salmo 102). Se trata de meios preciosos da Gra\u00e7a de Deus, que ajudam o enfermo a conformar-se sempre mais plenamente com o Mist\u00e9rio da Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. Junto a esses dois sacramentos, gostaria de sublinhar a import\u00e2ncia da Eucaristia. Recebida no momento da doen\u00e7a, contribui em maneira singular, a operar tal transforma\u00e7\u00e3o, associando quem se nutre do Corpo e do Sangue de Jesus \u00e0 oferta que Ele fez de Si mesmo ao Pai para a salva\u00e7\u00e3o de todos. Toda a comunidade eclesial e as comunidades paroquiais em particular, prestem aten\u00e7\u00e3o em assegurar a proximidade com frequ\u00eancia da comunh\u00e3o sacramental a aqueles que, por motivos de sa\u00fade e de idade, n\u00e3o podem chegar aos locais de culto. Em tal modo, a estes irm\u00e3os e irm\u00e3s ser\u00e1 oferecida a possibilidade de refor\u00e7ar o relacionamento com Cristo crucificado e ressuscitado, participando, com a vida oferecida por amor de Cristo, \u00e0 pr\u00f3pria miss\u00e3o da Igreja. Nesta prospectiva, \u00e9 importante que os sacerdotes que prestam suas delicadas obras nos hospitais, nas casas de reabilita\u00e7\u00e3o e junto \u00e0s habita\u00e7\u00f5es do doentes, se sintam verdadeiros ministros dos enfermos, sinal e instrumento da compaix\u00e3o de Cristo, que deve chegar a cada homem marcado pelo sofrimento (Mensagem para a XVIII Dia Mundial dos Doentes, 22 de novembro de 2009).<\/p>\n<p>A conforma\u00e7\u00e3o ao Mist\u00e9rio pascal de Cristo realizada tamb\u00e9m mediante a pr\u00e1tica da Comunh\u00e3o espiritual, assume um significado particular quando a Eucaristia \u00e9 ministrada e acolhida como vi\u00e1tico. Naquele momento da exist\u00eancia ressoam em modo ainda mais incisivo as palavras do Senhor: \u201cQuem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu o ressuscitarei no \u00faltimo dia (Jo 6,54). A Eucaristia, de fato, sobretudo como vi\u00e1tico \u00e9, segundo a defini\u00e7\u00e3o de Santo In\u00e1cio de Antioquia, rem\u00e9dio de imortalidade, ant\u00eddoto contra a morte, sacramento da passagem da morte para a vida, deste mundo ao Pai, que a todos espera na Jerusal\u00e9m celeste.<\/p>\n<p>O tema desta mensagem para a 20\u00aa Dia Mundial do enfermo, \u201cLevanta-te e vai, a tua f\u00e9 te salvou\u201d, olha tamb\u00e9m para o pr\u00f3ximo &#8216;Ano da f\u00e9\u201d que iniciar\u00e1 em 11 de outubro de 2012, ocasi\u00e3o prop\u00edcia e preciosa para redescobrir a for\u00e7a e a beleza da f\u00e9, para aprofundar os conte\u00fados e para testemunh\u00e1-la na vida de cada dia. (Carta Apost\u00f3lica Porta da f\u00e9, 11 de outubro de 2011). Desejo encorajar os doentes e sofredores a encontrar sempre uma \u00e2ncora segura na f\u00e9, alimentada pela escuta da Palavra de Deus, pela ora\u00e7\u00e3o pessoal e pelos Sacramentos, enquanto convido os Pastores a serem sempre mais dispon\u00edveis para as celebra\u00e7\u00f5es aos enfermos. Sob o exemplo do Bom pastor e como guias do rebanho confiado a Eles, os sacerdotes sejam cheios de alegria, atenciosos com os mais fracos, os simples, os pecadores, manifestando a infinita miseric\u00f3rdia de Deus com as palavras seguras da esperan\u00e7a (Santo Agostinho, carta 95)<\/p>\n<p>A todos os que trabalham no mundo da sa\u00fade, como tamb\u00e9m as fam\u00edlias que nos pr\u00f3prios parentes ve\u00eam o rosto sofrido do Senhor Jesus, renovo o meu agradecimento e da Igreja, porque, na compet\u00eancia profissional e no silencio, mesmo sem proferir o nome de Cristo, o manifestam concretamente (Homilia, Santa Missa do Crisma, 21 de abril de 2011)<\/p>\n<p>A Maria, M\u00e3e da Miseric\u00f3rdia e sa\u00fade dos enfermos, elevamos o nosso olhar confiante e a nossa ora\u00e7\u00e3o, \u00e0 sua materna compaix\u00e3o, vivida ao lado do Filho que morria na cruz, acompanhe e sustente a f\u00e9 e a esperan\u00e7a de cada pessoa doente e sofrida no caminho da cura das feridas do corpo de do Espirito.<\/p>\n<p>A todos asseguro a minha recorda\u00e7\u00e3o na ora\u00e7\u00e3o, enquanto dirijo a cada um uma especial ben\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi publicada ontem, 3, a Mensagem do papa Bento XVI para o Dia Mundial do Enfermo 2012, dia 11 de fevereiro pr\u00f3ximo, data em que a Igreja celebra em seu calend\u00e1rio lit\u00fargico Nossa Senhora de Lourdes. 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