{"id":279123,"date":"2021-06-01T09:35:03","date_gmt":"2021-06-01T12:35:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=279123"},"modified":"2021-06-01T09:36:31","modified_gmt":"2021-06-01T12:36:31","slug":"a-celebracao-dos-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-celebracao-dos-santos\/","title":{"rendered":"A celebra\u00e7\u00e3o dos santos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli<br \/>\nBispo de Santa Cruz do Sul (RS)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caros Diocesanos. J\u00e1 nos \u00e9 bem familiar que o m\u00eas de junho \u00e9 dedicado a celebra\u00e7\u00f5es de diversos santos que a piedade popular consagrou com festejos bem caracter\u00edsticos, sobretudo em torno de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, nosso padroeiro diocesano. Conv\u00e9m conhecermos a origem do culto aos santos e santas, seu verdadeiro sentido, no passado e hoje, para desenvolvermos a verdadeira santidade tamb\u00e9m em nossa vida. Dedicaremos as mensagens desse m\u00eas a esta finalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria do <em>Culto dos Santos<\/em> \u00e9 cheia de surpresas, em suas diversas fases evolutivas e \u00e9 fascinante a busca do caminho da santidade que tantos irm\u00e3os e irm\u00e3s nossos empreenderam, atrav\u00e9s dos s\u00e9culos do cristianismo, e que tamb\u00e9m n\u00f3s trilhamos, tentando seguir o mesmo Senhor, fonte de toda santidade, iluminados pelo exemplo, pela comunh\u00e3o e pela intercess\u00e3o dos que nos precederam na f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fato de n\u00e3o encontrarmos culto dos santos no primeiro s\u00e9culo da vida da Igreja, certamente, nos surpreende. Chama aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m que essa venera\u00e7\u00e3o comece muito timidamente nos s\u00e9culos sucessivos; inicialmente, s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o aos m\u00e1rtires. A Igreja nascente tinha seu centro celebrativo direcionado totalmente para o Mist\u00e9rio Pascal de Cristo, sobretudo pela eucaristia. O culto era cristoc\u00eantrico. Al\u00e9m do mais, a influ\u00eancia do monote\u00edsmo judaico, que n\u00e3o apresentava diretamente culto a santos, fazia-se ainda notar fortemente nos alvores do cristianismo. Mas, aos poucos, o testemunho de algumas pessoas chama tanta aten\u00e7\u00e3o pela sua vida e sua morte, semelhantes \u00e0 de Jesus Cristo, que elas come\u00e7am a ser consideradas como <em>santas<\/em>, pela proximidade da vida e morte daquele que \u00e9 <em>o Santo<\/em>. Os primeiros sinais de culto a santo surgem com S. Policarpo (s\u00e9c. II), idoso que deu testemunho p\u00fablico de f\u00e9, sendo queimado vivo e apunhalado, e com S. Cipriano (s\u00e9c. III), exilado e decapitado. O mart\u00edrio \u00e9 considerado imita\u00e7\u00e3o de Cristo, tornando o culto do m\u00e1rtir um louvor a Deus, pois nele a santidade divina resplandece; seus ossos s\u00e3o recolhidos como rel\u00edquias e venerados. Lembram o exemplo do <em>m\u00e1rtir<\/em> (testemunha de Cristo); n\u00e3o se constituem em objetos de prod\u00edgios milagrosos; as rel\u00edquias se tornam motivo de reuni\u00e3o para celebra\u00e7\u00e3o do nascimento do m\u00e1rtir para a vida eterna e de coragem para os fi\u00e9is que v\u00e3o combater no futuro. Assim surge lentamente o culto dos santos e santas que, no in\u00edcio, \u00e9 estritamente local: a comunidade se re\u00fane para celebrar os seus m\u00e1rtires, onde est\u00e3o os restos mortais ou onde aconteceu o mart\u00edrio. Este culto, realizado no anivers\u00e1rio de natal\u00edcio para a vida eterna (\u201c<em>dies natalis\u201d<\/em>), tem caracter\u00edsticas crist\u00e3s pr\u00f3prias: \u00e9 alegre, com ar de vit\u00f3ria, cheio de esperan\u00e7a e adquire continuidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 o s\u00e9c. III somente os m\u00e1rtires recebem o t\u00edtulo de santos ou santas, mas n\u00e3o tardou a venera\u00e7\u00e3o pelos <em>Confessores<\/em>: aqueles que sofreram mart\u00edrio indireto por causa de sua confiss\u00e3o p\u00fablica da f\u00e9, sendo torturados, encarcerados, exilados. Junto a eles, foram tamb\u00e9m considerados <em>Santos Confessores<\/em> os que sofreram um <em>mart\u00edrio cotidiano<\/em>, pelo modo exemplar de professar a f\u00e9 e de viver intensamente o evangelho. Entre os santos do \u201c<em>cotidianum martirium<\/em>\u201d est\u00e3o muitos monges, ascetas e virgens que, em vida austera, de penit\u00eancia, de luta contra o dem\u00f4nio, de inteira doa\u00e7\u00e3o, viviam um verdadeiro mart\u00edrio espiritual. Eles se tornaram testemunhas her\u00f3icas de vida crist\u00e3. Mesmo com uma consider\u00e1vel amplia\u00e7\u00e3o do conceito de mart\u00edrio, a id\u00e9ia-chave da santidade crist\u00e3 permanece ligada \u00e0 perfeita assimila\u00e7\u00e3o ao Cristo morto e ressuscitado, na doa\u00e7\u00e3o da sua vida. O culto dos santos passou por diversos alargamentos: de m\u00e1rtires a confessores, de local a universal, atrav\u00e9s dos livros e pela translada\u00e7\u00e3o de rel\u00edquias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul (RS) &nbsp; Caros Diocesanos. 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