{"id":28149,"date":"2011-04-23T00:00:00","date_gmt":"2011-04-23T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-cruz-nos-fala-do-amor-supremo-de-deus-diz-bento-xvi-3\/"},"modified":"2011-04-23T00:00:00","modified_gmt":"2011-04-23T03:00:00","slug":"a-cruz-nos-fala-do-amor-supremo-de-deus-diz-bento-xvi-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-cruz-nos-fala-do-amor-supremo-de-deus-diz-bento-xvi-3\/","title":{"rendered":"A Cruz nos fala do amor supremo de Deus, diz Bento XVI"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">O papa Bento XVI presidiu, ontem, 22, a tradicional via-sacra, no Coliseu, em Roma. Os textos foram escritos pela presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Mosteiros Agostinianos da It\u00e1lia Nossa Senhora do Bom Conselho, Irm\u00e3 Maria Rita Piccione, da Ordem de Santo Agostinho (OSA).<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No final da via-sacra, o papa dirigiu sua palavra aos fi\u00e9is e lembrou o sentido da cruz de Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA Cruz fala-nos do amor supremo de Deus e convida-nos a renovar, hoje, a nossa f\u00e9 na for\u00e7a deste amor, a crer que em cada situa\u00e7\u00e3o da nossa vida, da hist\u00f3ria, do mundo, Deus \u00e9 capaz de vencer a morte, o pecado, o mal, e dar-nos uma vida nova, ressuscitada. Na morte do Filho de Deus na cruz, h\u00e1 o g\u00e9rmen de uma nova esperan\u00e7a de vida, como o gr\u00e3o de trigo que morre no seio da terra\u201d, disse Bento XVI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Leia, abaixo, a mensagem do papa<\/p>\n<p>Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s,<\/p>\n<p>Esta noite, na f\u00e9, acompanhamos Jesus, que percorre o \u00faltimo trecho do seu caminho terreno, o trecho mais doloroso: o do Calv\u00e1rio. Ouvimos o alarido da multid\u00e3o, as palavras da condena\u00e7\u00e3o, o lud\u00edbrio dos soldados, o pranto da Virgem Maria e das outras mulheres. Agora mergulhamos no sil\u00eancio desta noite, no sil\u00eancio da cruz, no sil\u00eancio da morte. \u00c9 um sil\u00eancio que guarda em si o peso do sofrimento do homem rejeitado, oprimido, esmagado, o peso do pecado que desfigura o seu rosto, o peso do mal. Esta noite, no \u00edntimo do nosso cora\u00e7\u00e3o, revivemos o drama de Jesus, carregado com o sofrimento, o mal, o pecado do homem.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" alignleft size-full wp-image-9410\" style=\"float: left\" title=\"Uma multid\u00e3o acompanhou a via-sacra em Roma (Foto: R\u00e1dio Vaticano)\" alt=\"Via-sacra-Roma\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Via-sacra-Roma.jpg\" width=\"300\" height=\"204\" \/>E agora, que resta diante dos nossos olhos? Resta um Crucificado; uma Cruz levantada no G\u00f3lgota, uma Cruz que parece determinar a derrota definitiva d\u2019Aquele que trouxera a luz a quem estava mergulhado na escurid\u00e3o, d\u2019Aquele que falara da for\u00e7a do perd\u00e3o e da miseric\u00f3rdia, que convidara a acreditar no amor infinito de Deus por cada pessoa humana. Desprezado e repelido pelos homens, est\u00e1 diante de n\u00f3s o \u00abhomem de dores, afeito ao sofrimento, como aquele a quem se volta a cara\u00bb (Is 53, 3).<\/p>\n<p>Mas fixemos bem aquele homem crucificado entre a terra e o c\u00e9u, contemplemo-lo com um olhar mais profundo, e descobriremos que a Cruz n\u00e3o \u00e9 o sinal da vit\u00f3ria da morte, do pecado, do mal, mas o sinal luminoso do amor, mais ainda, da imensid\u00e3o do amor de Deus, daquilo que n\u00e3o ter\u00edamos jamais podido pedir, imaginar ou esperar: Deus debru\u00e7ou-Se sobre n\u00f3s, abaixou-Se at\u00e9 chegar ao \u00e2ngulo mais escuro da nossa vida, para nos estender a m\u00e3o e atrair-nos a Si, levar-nos at\u00e9 Ele. A Cruz fala-nos do amor supremo de Deus e convida-nos a renovar, hoje, a nossa f\u00e9 na for\u00e7a deste amor, a crer que em cada situa\u00e7\u00e3o da nossa vida, da hist\u00f3ria, do mundo, Deus \u00e9 capaz de vencer a morte, o pecado, o mal, e dar-nos uma vida nova, ressuscitada. Na morte do Filho de Deus na cruz, h\u00e1 o g\u00e9rmen de uma nova esperan\u00e7a de vida, como o gr\u00e3o de trigo que morre no seio da terra.<\/p>\n<p>Nesta noite carregada de sil\u00eancio, carregada de esperan\u00e7a, ressoa o convite que Deus nos dirige atrav\u00e9s das palavras de Santo Agostinho: \u00abTende f\u00e9! Vireis a Mim e haveis de saborear os bens da minha mesa, como \u00e9 verdade que Eu n\u00e3o recusei saborear os males da vossa mesa&#8230; Prometi-vos a minha vida&#8230; Como antecipa\u00e7\u00e3o, franqueei-vos a minha morte, como que para vos dizer: Convido-vos a participar na minha vida&#8230; \u00c9 uma vida onde ningu\u00e9m morre, uma vida verdadeiramente feliz, que oferece um alimento incorrupt\u00edvel, um alimento que restabelece e nunca acaba. A meta a que vos convido&#8230; \u00e9 a amizade como o Pai e o Esp\u00edrito Santo, \u00e9 a ceia eterna, \u00e9 a comunh\u00e3o comigo &#8230; \u00e9 participar na minha vida\u00bb (cf. Discurso 231, 5).<\/p>\n<p>Fixemos o nosso olhar em Jesus Crucificado e pe\u00e7amos, rezando: Iluminai, Senhor, o nosso cora\u00e7\u00e3o, para Vos podermos seguir pelo caminho da Cruz; fazei morrer em n\u00f3s o \u00abhomem velho\u00bb, ligado ao ego\u00edsmo, ao mal, ao pecado, e tornai-nos \u00abhomens novos\u00bb, mulheres e homens santos, transformados e animados pelo vosso amor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O papa Bento XVI presidiu, ontem, 22, a tradicional via-sacra, no Coliseu, em Roma. Os textos foram escritos pela presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Mosteiros Agostinianos da It\u00e1lia Nossa Senhora do Bom Conselho, Irm\u00e3 Maria Rita Piccione, da Ordem de Santo Agostinho (OSA).<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":26688,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[784],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/28149"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=28149"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/28149\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/26688"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=28149"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=28149"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=28149"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}