{"id":28323,"date":"2012-10-26T00:00:00","date_gmt":"2012-10-26T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/convidados-puderam-se-pronunciar-durante-o-sinodo-2\/"},"modified":"2012-10-26T00:00:00","modified_gmt":"2012-10-26T02:00:00","slug":"convidados-puderam-se-pronunciar-durante-o-sinodo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/convidados-puderam-se-pronunciar-durante-o-sinodo-2\/","title":{"rendered":"Convidados puderam se pronunciar durante o S\u00ednodo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Auditores s\u00e3o aquelas pessoas convidadas para o S\u00ednodo como ouvintes. Padres, religiosos e leigos. Elas puderam acompanhar as discuss\u00f5es dos bispos e, na primeira fase do encontro, puderam tamb\u00e9m apresentar suas interven\u00e7\u00f5es na Sala Sinodal e por escrito. Nesta sexta-feira, 26 de outubro, o jornal do Vaticano publica algumas de suas interven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Leia alguns trechos dessas contribui\u00e7\u00f5es dos auditores traduzidos, livremente, pelo assessor de imprensa da CNBB que est\u00e1 em Roma.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Padre Jes\u00fas Higueras Esteban<\/strong>, p\u00e1roco de Santa Maria de Can\u00e1, em Madri, Espanha, tratou do <strong>sentido positivo da par\u00f3quia<\/strong>: \u201cH\u00e1 muitos s\u00e9culos, a par\u00f3quia \u00e9 o espa\u00e7o natural no qual \u00e9 anunciado o Evangelho, mas nos tempos atuais, diante da realidade dos novos movimentos, inspirados pelo Esp\u00edrito Santo, parece, particularmente na Europa, que a par\u00f3quia tenha se tornado a sede daquilo que poder\u00edamos chamar de \u2018cristianismo de preceitos\u2019. \u00c9 necess\u00e1rio afirmar o sentido positivo da par\u00f3quia em nossos tempos para realizarmos a nova evangeliza\u00e7\u00e3o e, por isso, na perspectiva de uma pastoral da sa\u00fade, podemos recordar alguns aspectos essenciais. Antes de tudo, \u00e9 indispens\u00e1vel recuperar a \u2018seriedade eucar\u00edstica\u201d, porque, com demasiada frequ\u00eancia, a celebra\u00e7\u00e3o da santa missa e a adora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica n\u00e3o recebe os devidos cuidados, deixando-as ao arb\u00edtrio de uma pretensa criatividade lit\u00fargica que enche de desgosto os nossos fi\u00e9is. \u00c9 tempo de retomar o \u2018ars celebrandi\u2019 proposto pelo Magist\u00e9rio da Igreja. Em segundo lugar, a par\u00f3quia deve ser o espa\u00e7o natural no qual os fi\u00e9is tenham a possibilidade de viver o sacramento da penit\u00eancia de modo habitual. \u00c9 indispens\u00e1vel que n\u00f3s, os sacerdotes, ofere\u00e7amos aos fi\u00e9is a possibilidade de encontrar a miseric\u00f3rdia divina, destacando a utilidade da par\u00f3quia para a dire\u00e7\u00e3o espiritual. Al\u00e9m disso, a par\u00f3quia \u00e9 o primeiro lugar no qual as pessoas que s\u00e3o visitadas pela morte e de qualquer tipo de dor sejam acolhidas com afeto e esperan\u00e7a. Em terceiro lugar, devemos perder o medo de construir nas nossas par\u00f3quias a comunh\u00e3o eclesial que existe na Igreja universal. A par\u00f3quia \u00e9 a casa de todos e existe para todos. As dioceses, os movimentos, a vida consagrada e todas as outras realidades eclesiais podem unir seus esfor\u00e7os na par\u00f3quia. Devemos ter uma aten\u00e7\u00e3o especial com os sacerdotes que, frequentemente, se encontram sozinhos e perplexos diante do mundo e diante de fi\u00e9is que colocam em quest\u00e3o a pr\u00f3pria identidade deles. Devemos criar espa\u00e7os nos quais os sacerdotes se sintam amados e acompanhados na sua busca de santidade pessoal. Somos evangelizadores que devemos ser evangelizados e que possamos propor, com alegria, a pr\u00f3pria voca\u00e7\u00e3o pessoal e cada caminho de santidade na Igreja. Enfim, temos a necessidade de par\u00f3quias marianas porque a familiaridade (dimestichezza)com a M\u00e3e de Deus \u00e9 atraente para o homem que procura a beleza da humanidade redimida\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p> <strong> <\/strong> <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Ir. Immacolata Fukasawa<\/strong>, do Jap\u00e3o, \u00e9 Superiora Geral das Ancelle do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus e tratou de <strong>quatro desafios para as religiosas<\/strong>: \u201cEu nasci no Jap\u00e3o, um pa\u00eds n\u00e3o-crist\u00e3o, e l\u00e1 eu recebi a gra\u00e7a do batismo e a voca\u00e7\u00e3o religiosa. O meu cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 pleno de alegria por crer e anunciar a minha f\u00e9 em Jesus Cristo. Agora, como religiosa de vida apost\u00f3lica, de que modo realizarei a nova evangeliza\u00e7\u00e3o? Pensando nessa pergunta me vem \u00e0 mente os quatro desafios que reafirmamos em nosso Cap\u00edtulo Geral. Primeiro desafio: deixar que o carisma se torne em n\u00f3s religiosas, uma paix\u00e3o, que transforme em abra\u00e7o compadecido voltado para cada dor e que encoraje \u00e0 vida. Segundo desafio: viver mais radicalmente a nossa consagra\u00e7\u00e3o. Terceiro desafio: ser mulheres geradoras de comunh\u00e3o. Quarto desafio: aproximar dos jovens. Hoje somos chamadas a viver esses desafios da nova evangeliza\u00e7\u00e3o sobre a base da nossa consagra\u00e7\u00e3o. O modo que temos para super\u00e1-los depender\u00e1 da novidade e da for\u00e7a com que vamos fazer as coisas. Isto nos exorta a deixar-nos transformar por Deus, de modo a viver com humildade, com paix\u00e3o e com dinamismo a nossa voca\u00e7\u00e3o na Igreja\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Ewa Kusz<\/strong>, da Pol\u00f4nia, presidente da Confer\u00eancia Mundial dos Institutos Seculares, entregou \u00e0 Secretaria do S\u00ednodo um texto sobre\u00a0 <strong>a procura de Deus nos encontros de cada dia<\/strong>: \u201cA minha voca\u00e7\u00e3o, como aquela de outros membros dos institutos seculares, nos mostra que o mundo \u00e9 o lugar onde se vive a nossa voca\u00e7\u00e3o com toda a sua riqueza, as suas dificuldades, a sua dramaticidade e tamb\u00e9m as suas feridas. A nossa tarefa de leigos, tamb\u00e9m de leigos consagrados a Deus, n\u00e3o constitu\u00edda por uma particular atividade pastoral ou de evangeliza\u00e7\u00e3o. A natureza da nossa voca\u00e7\u00e3o consiste em procurar Deus em todos os acontecimentos de uma jornada, em cada encontro com os outros. Se trata, simplesmente, de viver o evangelho no cotidiano. Isto n\u00e3o seria particularmente impressionante nem eficaz para o p\u00fablico em geral. Nem \u00e9 adaptado para ser amplificado pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Na minha vida, vejo que n\u00e3o \u00e9 simples porque, muitas vezes, seria mais f\u00e1cil anunciar Evangelho em alta voz do que vivenci\u00e1-lo. No meu trabalho, no ambiente que me circunda, encontro pessoas feridas que t\u00eam fome de amor, que guardam ressentimentos ou indiferen\u00e7a diante de Deus. Encontro pessoas que desejam a plenitude, o amor, a beleza e a harmonia procurando em diferentes lugares. \u00a0Infelizmente, raramente na Igreja. \u00c0s vezes, a experi\u00eancia que essas pessoas t\u00eam na Igreja, no encontro que tiveram com \u2018pessoas da Igreja\u2019, por diversas raz\u00f5es, foram feridas. Aquilo que eu e outros membros dos institutos seculares podemos fazer por estas pessoas \u00e9 oferecer a nossa simples presen\u00e7a, abertura para o encontro, ajuda quando \u00e9 esperada. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio compet\u00eancia pessoal, ora\u00e7\u00e3o silenciosa e n\u00e3o por \u00faltimo, a proximidade com a pessoa de Jesus Cristo. Se trata, como s\u00edntese, daquilo que o Papa apresentou em sua recente mensagem aos membros dos institutos seculares: \u201cde abra\u00e7ar, com caridade, as feridas do mundo e da Igreja\u201d. Com o tempo essa atitude traz esperan\u00e7a na vida de uma pessoa que antes, fechada na pr\u00f3pria dor, se encontrava diante de um abismo de solid\u00e3o e desespero, sem conseguir ver uma solu\u00e7\u00e3o concreta ou encontrava enormes dificuldades a perdoar aqueles que as prejudicaram\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p> <strong> <\/strong> <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Ir. Alvaro Antonio Rodriguez Echeverria<\/strong>, Superior Geral dos Irm\u00e3os das Escolas Crist\u00e3s, tratou do tema: <strong>ajudar os jovens a sentirem-se amados<\/strong>: \u201cPessoalmente, considero que as novas gera\u00e7\u00f5es, sem distin\u00e7\u00e3o de continentes ou de diferen\u00e7as culturais, devem ser o campo de a\u00e7\u00e3o privilegiado danova evangeliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o como aqueles que recebem passivamente, mas como agentes ativos, recordando a palavra de Jo\u00e3o Paulo II quando afirmava que os jovens s\u00e3o os melhores ap\u00f3stolos para os jovens. A presen\u00e7a deles e a palavra deles no S\u00ednodo provavelmente teria nos permitido de ter uma vis\u00e3o mais lungimirante do futuro. Da nossa parte \u00e9 importante conhecer o mundo deles e realizarmos o esfor\u00e7o de encultura\u00e7\u00e3o. Conhecer suas necessidades, suas ang\u00fastias, suas interroga\u00e7\u00f5es, suas aspira\u00e7\u00f5es e as suas esperan\u00e7as e oferecer a eles o Evangelho que \u00e9 sempre Boa Nova. \u00c9 importante partir da vida porque os jovens se desinteressam da mensagem crist\u00e3 na medida em que ela \u00e9 apresentada ao intelecto deles como ideologia, como algo imposto de fora de modo autorit\u00e1rio ou, dedutivamente, partindo de princ\u00edpios desvinculados com a vida real. Por isso, a nossa tarefa principal \u00e9 ajudar cada jovem a sentir-se amado, apreciado, aben\u00e7oado, importante e necess\u00e1rio para os outros. A nova evangeliza\u00e7\u00e3o para os nossos jovens e para quem os acompanha deve ser chamada a retornar ao Evangelho e a descobrir que o n\u00facleo central da nossa f\u00e9 \u00e9 um encontro pessoal com Jesus Cristo que conduz a uma comunidade de disc\u00edpulos. A nossa miss\u00e3o diante dos jovens \u00e9 aquela de sermos companheiros na busca, humildes guias que ajudam a descobrir o caminho e dar sentido \u00e0 vida. Mais do mestres que ensinam do alto ou ju\u00edzes que julgam e condenam do lado de fora, somos chamados a ser irm\u00e3os e irm\u00e3s que acompanham numa caminhada interior. Os jovens s\u00e3o uma boa not\u00edcia para o mundo, mas devemos nos perguntar como fazer para que a Boa Nova de Jesus seja boa nova para eles. Em uma \u00e9poca como a nossa, na qual os jovens procuram algo a mais e est\u00e3o abertos \u00e0 espiritualidade, devemos educar para o encontro com Deus no pr\u00f3prio \u00edntimo, o que ir\u00e1 preencher o vazio existencial e permitir\u00e1 a eles, como Jesus fez, de ver a realidade, de comoverem-se diante dela e de se engajarem em uma a\u00e7\u00e3o transformadora\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Auditores s\u00e3o aquelas pessoas convidadas para o S\u00ednodo como ouvintes. 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