{"id":28941,"date":"2016-05-13T00:00:00","date_gmt":"2016-05-13T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/vem-espirito-santo-vem-2\/"},"modified":"2016-05-13T00:00:00","modified_gmt":"2016-05-13T03:00:00","slug":"vem-espirito-santo-vem-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/vem-espirito-santo-vem-2\/","title":{"rendered":"Vem, Esp\u00edrito Santo, Vem!"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: right\">Dom Caetano Ferrari<br \/>Bispo de Bauru<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesta solenidade de Pentecostes a Igreja toda celebra o Esp\u00edrito Santo derramado sobre seus filhos e filhas, e a Igreja diocesana de Bauru celebra, jubilosamente, o seu Divino Padroeiro.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ent\u00e3o, hoje, como povo de Deus, em festa, elevamos nossos cora\u00e7\u00f5es e mentes, suplicando: \u201cVem, Esp\u00edrito Santo, vem renovar a face da terra, fazer novas todas as coisas. Vem, pai dos pobres, consolo que acalma, doce al\u00edvio. Vem, descanso no labor, remanso na afli\u00e7\u00e3o, aragem no calor. Vem, luz bendita, encher o \u00edntimo de n\u00f3s. Vem, luz que acode, fazer o bem. \u00a0Vem lavar ao sujo, regar ao seco, curar o doente. Vem dobrar o que \u00e9 duro, guiar no escuro, aquecer o frio. \u00a0Vem conceder \u00e0 vossa Igreja vossos sete dons. Vem dar em pr\u00eamio ao forte uma santa morte, alegria eterna. Am\u00e9m!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Evangelho da Missa &#8211; Jo 20, 19-23 &#8211; conta que Jesus entra misteriosamente no lugar onde os disc\u00edpulos se encontram, estando fechadas as portas por medo dos judeus, sauda-os com a paz e mostra-lhes as m\u00e3os e o lado perfurados. De novo repete a sauda\u00e7\u00e3o: \u201cA paz esteja convosco\u201d. E prossegue falando: \u201cComo o Pai me enviou, tamb\u00e9m Eu vos envio. E depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: \u2018Recebei o Esp\u00edrito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes ser\u00e3o perdoados; a quem n\u00e3o os perdoardes, eles lhes ser\u00e3o retidos\u201d.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Venho dizendo aqui que da nossa santa Igreja Cat\u00f3lica s\u00f3 se pode falar bem, por in\u00fameros motivos, inclusive, pelo conjunto de sua s\u00e1bia doutrina em mat\u00e9ria de f\u00e9 e moral. E que precisamos trazer \u00e0 agenda do nosso cotidiano os ensinamentos cl\u00e1ssicos do Catecismo, os quais a modernidade iluminista p\u00f3s-crist\u00e3 relativiza, despreza e rejeita, em nome da ci\u00eancia, da t\u00e9cnica, da raz\u00e3o, do progresso, da emancipa\u00e7\u00e3o do homem que quer ser respeitado no direito de pensar e decidir, livremente, sobre o que fazer da vida e na vida. Neste aspecto todos concordam, e inclusive ningu\u00e9m duvida que a liberdade \u00e9 um direito fundamental. No entanto, n\u00e3o se pode ignorar que a liberdade tenha limites quando diante da verdade, da moral, da \u00e9tica, das leis. Ainda que num mundo de incertezas a f\u00e9 crist\u00e3 com as suas exig\u00eancias e verdades deva ser aplicada com miseric\u00f3rdia, sobretudo aos \u201cferidos\u201d da sociedade, como pede o Papa Francisco, jamais se dispensar\u00e1 de que seja pregada e, quando o for, nunca ser\u00e1 demais.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ainda nesta semana li do fil\u00f3sofo brasileiro de origem judaica, do qual falei no domingo passado que aprecio, essa defini\u00e7\u00e3o, com vi\u00e9s de deboche: \u201cO relativismo \u00e9 o seguinte: a verdade depende do ponto de vista, do momento hist\u00f3rico, do contexto geogr\u00e1fico, dos traumas psicol\u00f3gicos de cada um, da vontade do fregu\u00eas, enfim, da cultura\u201d. Que digo eu? Legal, n\u00e3o? Gente desse tipo pensa e fala, por exemplo, assim: N\u00e3o \u00e9 verdade que fam\u00edlia \u00e9 rela\u00e7\u00e3o entre homem e mulher que se amam para gerar e criar vida; n\u00e3o \u00e9 verdade que desde a fecunda\u00e7\u00e3o haja vida humana, que \u00e9 um dado biol\u00f3gico, nem pessoa, que \u00e9 um conceito jur\u00eddico, nem alma, que \u00e9 uma cren\u00e7a dos cat\u00f3licos. A conclus\u00e3o voc\u00ea sabe: rela\u00e7\u00e3o homoafetiva seria tamb\u00e9m fam\u00edlia e o aborto seria tamb\u00e9m legal. Basta a gente mudar os conceitos que a gente mudaria a realidade e, por conseguinte, a verdade, num passo de m\u00e1gica. Isso \u00e9 que \u00e9 ci\u00eancia e sabedoria!!!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os que acham legal falar mal da Igreja Cat\u00f3lica apontam para os pecados dos cat\u00f3licos praticados ao longo dos tempos. Todos n\u00f3s sabemos desses pecados, dos males humanos operados pelos crist\u00e3os. A Igreja enquanto feita de homens \u00e9 pecadora e n\u00e3o nega, mas enquanto divina, \u00e9 corpo m\u00edstico santo pela gra\u00e7a de Deus. Para n\u00e3o mais pecar nem ser acusada de pecadora a Igreja n\u00e3o faz como esses &#8220;inteligentinhos&#8221; querem fazer que \u00e9 negar o pecado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Voltando ao nosso fil\u00f3sofo, que nem \u00e9 cat\u00f3lico, n\u00e3o \u00e9 que li dele uma extraordin\u00e1ria defesa da Igreja Cat\u00f3lica, n\u00e3o s\u00f3 por causa do Papa Francisco, que \u00e9 uma unanimidade, mas por causa da sua tradicional doutrina e moral! Ele at\u00e9 satiriza os tais dos \u201cinteligentinhos\u201d ou \u201cdoces relativistas\u201d, como costuma cham\u00e1-los, por seus preconceitos contra a Igreja, os quais, segundo diz, gostam de atribuir \u00e0 Igreja a pecha de opressora, machista, medieval&#8230; Segundo diz \u201cA maioria das pessoas quer apenas comprar, divertir-se, ter uma autoestima alta, gozar livremente, n\u00e3o sentir culpa alguma; enfim, ter uma vida moral de crian\u00e7a de dez anos de idade\u201d. Conclus\u00e3o: A contemporaneidade n\u00e3o gosta da Igreja Cat\u00f3lica, porque ela trata as pessoas como gente grande a quem ministra o conte\u00fado s\u00f3lido de toda a verdade da f\u00e9 e da moral, que \u00e9 de sua miss\u00e3o faz\u00ea-lo, sem se importar em agradar o seu eleitorado. Defendendo a Igreja, ele arremata dizendo que n\u00e3o se pode negar \u201co enorme papel civilizador da Igreja e do cristianismo como um todo no mundo\u201d. De fato, voc\u00ea h\u00e1 de concordar, a Igreja Cat\u00f3lica n\u00e3o prima por fazer campanhas populistas e marqueteiras de evangeliza\u00e7\u00e3o acomodando a sua mensagem ao gosto da plateia.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pois, o Ap\u00f3stolo j\u00e1 dizia que a f\u00e9 crist\u00e3 \u00e9 paradoxal. Na cruz de Cristo, que \u00e9 loucura na perspectiva da sabedoria do mundo, revela-se o poder de Deus at\u00e9 onde os olhos alcan\u00e7am a sabedoria divina. Este \u00e9 o segredo da P\u00e1scoa de Cristo, a vit\u00f3ria que surge de uma derrota absurda. Nem por isso a prega\u00e7\u00e3o do n\u00facleo paradoxal do Evangelho deve ser acomodada para agradar. Por isso, explica ele que recebeu de Jesus mesmo a miss\u00e3o \u201cpara anunciar o Evangelho, sem recorrer \u00e0 sabedoria da linguagem, a fim de que n\u00e3o se torne in\u00fatil a cruz de Cristo. Com efeito, a linguagem da cruz \u00e9 loucura para aqueles que se perdem, mas para aqueles que se salvam, para n\u00f3s, \u00e9 poder de Deus\u201d (1Cor 1, 17-18).\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Caetano FerrariBispo de Bauru \u00a0 Nesta solenidade de Pentecostes a Igreja toda celebra o Esp\u00edrito Santo derramado sobre seus filhos e filhas, e a Igreja diocesana de Bauru celebra, jubilosamente, o seu Divino Padroeiro.\u00a0 Ent\u00e3o, hoje, como povo de Deus, em festa, elevamos nossos cora\u00e7\u00f5es e mentes, suplicando: \u201cVem, Esp\u00edrito Santo, vem renovar a &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/vem-espirito-santo-vem-2\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Vem, Esp\u00edrito Santo, Vem!<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[784],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/28941"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=28941"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/28941\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=28941"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=28941"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=28941"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}