{"id":28951,"date":"2016-05-25T00:00:00","date_gmt":"2016-05-25T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/na-catequese-papa-francisco-fala-da-oracao-como-fonte-de-misericordia\/"},"modified":"2016-05-25T00:00:00","modified_gmt":"2016-05-25T03:00:00","slug":"na-catequese-papa-francisco-fala-da-oracao-como-fonte-de-misericordia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/na-catequese-papa-francisco-fala-da-oracao-como-fonte-de-misericordia\/","title":{"rendered":"Na catequese, papa Francisco fala da ora\u00e7\u00e3o como fonte de miseric\u00f3rdia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Ao final da audi\u00eancia geral, foi\u00a0recordado o Dia Internacional das Crian\u00e7as Desaparecidas<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica. A ora\u00e7\u00e3o ajuda a conservar a f\u00e9 em Deus e a nos entregar a Ele mesmo quando n\u00e3o compreendemos a sua vontade. Nisto, Jesus, que rezava tanto, \u00e9 um exemplo para n\u00f3s\u201d, explicou o papa Francisco, na catequese, desta quarta-feira, 25 de maio, no Vaticano.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os fi\u00e9is, reunidos na Pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro, acompanharam a medita\u00e7\u00e3o do papa a respeito do valor da ora\u00e7\u00e3o como fonte de miseric\u00f3rdia. Inspirado na par\u00e1bola da vi\u00fava, retratada no Evangelho de Lucas (18,1-8), Francisco recordou que, no final, a perseveran\u00e7a da vi\u00fava prevaleceu at\u00e9 mesmo sobre a iniquidade de um juiz inescrupuloso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA necessidade de rezar sempre, sem jamais esmorecer. Portanto, n\u00e3o se trata de rezar \u00e0s vezes, quando \u2018estou a fim\u2019. N\u00e3o, Jesus diz que \u00e9 preciso rezar sempre, sem cessar\u201d, disse\u00a0o papa.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao final da audi\u00eancia geral, Francisco recordou o Dia Internacional das Crian\u00e7as Desaparecidas, celebrado, hoje, 25. Na ocasi\u00e3o, alertou ser um dever de todos proteger as crian\u00e7as, sobretudo aquelas expostas a um elevado risco de explora\u00e7\u00e3o, tr\u00e1fico e condutas desviantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cFa\u00e7o votos de que as autoridades civis e religiosas possam despertar e sensibilizar as consci\u00eancias, para evitar a indiferen\u00e7a diante da vulnerabilidade de crian\u00e7as s\u00f3s, exploradas e afastadas de suas fam\u00edlias e de seu contexto social, crian\u00e7as que n\u00e3o podem crescer serenamente e olhar com esperan\u00e7a para o futuro\u201d, finalizou o papa.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify\">Confira a \u00edntegra da catequese:<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify\">Caros irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A par\u00e1bola evang\u00e9lica que acabamos de ouvir (cfr Lc 18,1-8) cont\u00e9m um ensinamento importante: \u00abA necessidade de rezar sempre, sem jamais se cansar\u00bb (v. 1). Portanto, n\u00e3o se trata apenas de rezar algumas vezes, quando sinto vontade. N\u00e3o, Jesus diz que \u00e9 preciso \u00abrezar sempre, sem jamais se cansar\u00bb. E apresenta o exemplo da vi\u00fava e do juiz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O juiz \u00e9 um personagem poderoso, chamado a emitir senten\u00e7as baseadas na Lei de Mois\u00e9s. Por isso a tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica recomendava que os ju\u00edzes fossem pessoas tementes a Deus, dignas de f\u00e9, imparciais e incorrupt\u00edveis (cfr Ex 18,21). Ao contr\u00e1rio, este juiz \u00abn\u00e3o temia a Deus, nem respeitava homem algum\u00bb (v. 2). Era um juiz in\u00edquo, sem escr\u00fapulos, que n\u00e3o observava a Lei mas fazia o que queria, segundo seu interesse. A ele se dirige uma vi\u00fava para ter justi\u00e7a. As vi\u00favas, junto com os \u00f3rf\u00e3os e os estrangeiros, eram as categorias mais fr\u00e1geis da sociedade. Os direitos assegurados a eles pela Lei podiam ser pisados com facilidade porque, sendo pessoas sozinhas e sem defesa, dificilmente recebiam apoio: uma vi\u00fava, ali, sozinha, ningu\u00e9m a defendia, podiam ignor\u00e1-la, n\u00e3o eram justos com ela. Assim tamb\u00e9m o \u00f3rf\u00e3o, assim o estrangeiro, o migrante: naquele tempo era muito forte esta problem\u00e1tica. Diante da indiferen\u00e7a do juiz, a vi\u00fava recorre \u00e0 sua \u00fanica arma: continuar insistentemente a importun\u00e1-lo, apresentando-lhe seu pedido de justi\u00e7a. E justamente com esta perseveran\u00e7a alcan\u00e7a o objetivo. O juiz, de fato, em um certo ponto a escuta, n\u00e3o porque \u00e9 movido por miseric\u00f3rdia, nem porque a consci\u00eancia o imp\u00f5e; simplesmente admite: \u00abMas esta vi\u00fava j\u00e1 est\u00e1 me importunando. Vou fazer-lhe justi\u00e7a, para que ela n\u00e3o venha, por fim, a me agredir!\u00bb (v. 5). Desta par\u00e1bola Jesus tira duas conclus\u00f5es: se a vi\u00fava conseguiu dobrar o juiz desonesto com seus pedidos insistentes, quanto mais Deus, que \u00e9 Pai bom e justo, \u00abn\u00e3o far\u00e1 justi\u00e7a aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele?\u00bb; e al\u00e9m disso, n\u00e3o \u00abvai faz\u00ea-los esperar\u00bb, mas agir\u00e1 \u00abbem depressa\u00bb (vv. 7-8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por isso, Jesus exorta a rezar \u201csem jamais se cansar\u201d. Todos experimentamos momentos de cansa\u00e7o e des\u00e2nimo, principalmente quando nossa ora\u00e7\u00e3o parece ineficaz. Mas Jesus nos garante: diferente do juiz desonesto, Deus ouve prontamente seus filhos, mesmo que isso n\u00e3o signifique que o fa\u00e7a nos tempos e nas maneiras que n\u00f3s queremos. A ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica! Ela ajuda a conservar a f\u00e9 em Deus e a confiar n\u2019Ele mesmo quando n\u00e3o compreendemos a Sua vontade. Neste sentido, o pr\u00f3prio Jesus \u2013 que rezava muito! \u2013 \u00e9 um exemplo para n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Carta aos Hebreus recorda que \u00abEle, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e s\u00faplicas, com forte clamor e l\u00e1grimas, \u00e0quele que tinha poder de salv\u00e1-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua piedosa submiss\u00e3o\u00bb (5,7). \u00c0 primeira vista, esta afirma\u00e7\u00e3o parece improv\u00e1vel, porque Jesus morreu na cruz. A Carta aos Hebreus n\u00e3o erra: Deus verdadeiramente salvou Jesus da morte dando-lhe sobre ela a completa vit\u00f3ria, mas o caminho percorrido para obt\u00ea-la passou atrav\u00e9s da pr\u00f3pria morte! A refer\u00eancia \u00e0 s\u00faplica que Deus ouviu diz respeito \u00e0 ora\u00e7\u00e3o de Jesus no Gets\u00eamani. Tomado por uma ang\u00fastia profunda, Jesus reza ao Pai para que o liberte do c\u00e1lice amargo da paix\u00e3o, mas a sua ora\u00e7\u00e3o \u00e9 permeada pela confian\u00e7a no Pai e se confia sem reservas \u00e0 sua vontade: \u00abPor\u00e9m \u2013 diz Jesus \u2013 n\u00e3o seja feito como eu quero, mas como tu queres\u00bb (Mt 26,39). O objeto da ora\u00e7\u00e3o passa em segundo plano; o que importa antes de tudo \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o com o Pai. \u00c9 isso que a ora\u00e7\u00e3o faz: transforma o desejo e o modela segundo a vontade de Deus, qualquer que seja, porque quem reza aspira antes de tudo a uni\u00e3o com Deus, que \u00e9 Amor misericordioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A par\u00e1bola termina com uma pergunta: \u00abMas o Filho do Homem, quando vier, ser\u00e1 que vai encontrar f\u00e9 sobre a terra?\u00bb (v. 8). E com esta pergunta todos nos colocamos em vigil\u00e2ncia: n\u00e3o devemos desistir da ora\u00e7\u00e3o mesmo que ela n\u00e3o seja correspondida. \u00c9 a ora\u00e7\u00e3o que conserva a f\u00e9, sem ela a f\u00e9 vacila! Pe\u00e7amos ao Senhor uma f\u00e9 que se faz ora\u00e7\u00e3o incessante, perseverante, como aquela da vi\u00fava da par\u00e1bola, uma f\u00e9 que se nutre do desejo da sua vinda. E na ora\u00e7\u00e3o experimentamos a compaix\u00e3o de Deus, que como um Pai vem ao encontro de seus filhos pleno de amor misericordioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">CNBB com informa\u00e7\u00f5es e foto da R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao final da audi\u00eancia geral, foi\u00a0recordado o Dia Internacional das Crian\u00e7as Desaparecidas<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":2316,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[784],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/28951"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=28951"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/28951\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/2316"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=28951"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=28951"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=28951"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}