{"id":29187,"date":"2010-12-15T00:00:00","date_gmt":"2010-12-15T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/campanha-unicef-por-uma-infancia-e-adolescencia-sem-racismo\/"},"modified":"2020-03-11T17:12:24","modified_gmt":"2020-03-11T20:12:24","slug":"campanha-unicef-por-uma-infancia-e-adolescencia-sem-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/campanha-unicef-por-uma-infancia-e-adolescencia-sem-racismo\/","title":{"rendered":"Campanha Unicef por uma inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia sem racismo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">No dia 29 de novembro de 2010 foi lan\u00e7ada no Brasil a campanha motivada pelo Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia e Adolesc\u00eancia (Unicef) que visa o enfrentamento do racismo na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia. Esta Campanha ter\u00e1 aliados nos diferentes segmentos do Estado, das tradi\u00e7\u00f5es religiosas e da sociedade civil em geral. A pastoral afro-brasileira representar\u00e1 a Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta campanha. Segundo o assessor da Pastoral Afro-brasileira, padre Ari Ant\u00f4nio dos Reis, a participa\u00e7\u00e3o de outras Pastorais \u00e9 muito importante e se faz necess\u00e1ria para a erradica\u00e7\u00e3o do racismo no pa\u00eds.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A apresenta\u00e7\u00e3o deste enfoque para a sociedade diz respeito ao enfrentamento necess\u00e1rio da realidade do racismo ainda presente no Brasil. \u201cNosso pa\u00eds \u00e9 marcado pela diversidade, isto compreendido como uma grande riqueza. Contudo, a desigualdade de oportunidades \u00e9 uma realidade explicita e cabe construir a\u00e7\u00f5es concretas na perspectiva da supera\u00e7\u00e3o deste entrave ao desenvolvimento integral das crian\u00e7as e adolescentes ind\u00edgenas e negros\u201d, disse padre Ari.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo dados da Unicef, o racismo contribui para o atendimento deficiente das mulheres negras e ind\u00edgenas gr\u00e1vidas, o que pode afetar a vida da crian\u00e7a em gesta\u00e7\u00e3o e a sua sobreviv\u00eancia nos primeiros anos de vida. O racismo impede o acesso a sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o de qualidade. As taxas de analfabetismo s\u00e3o mais altas entre os adolescentes ind\u00edgenas e negros.  Dos 27 milh\u00f5es de crian\u00e7as que vivem em situa\u00e7\u00e3o de pobreza (45,6%), 17 milh\u00f5es s\u00e3o negras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os adolescentes negros representam o maior percentual de v\u00edtimas de homic\u00eddios nas cidades com mais de 100 mil habitantes (2,6 mais riscos que um adolescente branco). Os dados negativos se estendem ao acesso ao primeiro emprego, ao curso superior, as profiss\u00f5es bem renumeradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As estat\u00edsticas oficiais mostram uma situa\u00e7\u00e3o de desvantagem e exclus\u00e3o que tem reflexos concretos na vida de crian\u00e7as e adolescentes. A crian\u00e7a, ao vivenciar esse cotidiano de desigualdade, tem percep\u00e7\u00e3o de que negros, brancos e ind\u00edgenas ocupam lugares diferentes na sociedade. Por isso, torna-se fundamental uma socializa\u00e7\u00e3o que desconstrua essa percep\u00e7\u00e3o, contribuindo dessa forma para mudar a realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segue abaixo uma sugest\u00e3o concreta que poder\u00e1 ser efetivada nas fam\u00edlias, escolas e demais ambientes onde as crian\u00e7as e adolescentes convivem.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\">10 Maneiras de Contribuir para Uma Inf\u00e2ncia sem Racismo<\/h4>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<ol>\n<li>Eduque seus filhos e filhas para o respeito \u00e0 diferen\u00e7a. Ela est\u00e1 nos tipos de brinquedos, nas l\u00ednguas faladas, nos v\u00e1rios costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, ra\u00e7as e etnias. As diferen\u00e7as enriquecem nosso conhecimento. E o respeito ao pr\u00f3ximo est\u00e1 em primeiro lugar.<\/li>\n<li>Palavras, olhares, piadas e algumas express\u00f5es podem se desrespeitosas com outras pessoas, culturas e tradi\u00e7\u00f5es. Indigne-se, e esteja alerta se isso acontecer!<\/li>\n<li>N\u00e3o classifique o outro pela cor de pele, o essencial voc\u00ea ainda n\u00e3o viu. Lembre-se: racismo \u00e9 crime.<\/li>\n<li>Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, ap\u00f3ie-o. Mostre-lhe que a diferen\u00e7a entre as pessoas \u00e9 legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente.<\/li>\n<li>N\u00e3o deixe de denunciar. Em todos os casos de discrimina\u00e7\u00e3o, voc\u00ea deve buscar defesa junto ao conselho tutelar, \u00e0s ouvidorias dos servi\u00e7os p\u00fablicos, da OAB e nas delegacias de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia.<\/li>\n<li>Proporcione aos seus filhos e filhas a conviv\u00eancia com crian\u00e7as de diferentes ra\u00e7as e etnias. Valorize o comportamento sem preconceito, respeitoso e oriente-os sobre o que precisam melhorar.<\/li>\n<li>Muitas empresas est\u00e3o revendo sua pol\u00edtica de sele\u00e7\u00e3o e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde voc\u00ea trabalha participa tamb\u00e9m dessa agenda. Se n\u00e3o, fale disso com seus colegas e supervisores.<\/li>\n<li>\u00d3rg\u00e3os p\u00fablicos de sa\u00fade e de assist\u00eancia social est\u00e3o trabalhando com rotinas de atendimento sem discrimina\u00e7\u00e3o para fam\u00edlias ind\u00edgenas e negras. Voc\u00ea pode cobrar esta postura dos servi\u00e7os de sa\u00fade e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.<\/li>\n<li>As escolas s\u00e3o grandes espa\u00e7os de aprendizagem. Em muitas escolas no pa\u00eds, as crian\u00e7as e adolescentes est\u00e3o aprendendo sobre a hist\u00f3ria e a cultura dos povos ind\u00edgenas e da popula\u00e7\u00e3o negra; e sobre como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a adotar tamb\u00e9m essa postura.<\/li>\n<li>Participe dessa Campanha e contribua para uma inf\u00e2ncia sem Racismo. Acesse o site www.unicef.org.br ou siga o UNICEF no Twitter: @unicefbrasil e acompanhe o tema da redu\u00e7\u00e3o do impacto do racismo na inf\u00e2ncia e na adolesc\u00eancia. Divulgue para os seus amigos! Valorizar as diferen\u00e7as na inf\u00e2ncia \u00e9 cultivar igualdades!<\/li>\n<\/ol>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Confira o v\u00eddeo. Mais informa\u00e7\u00f5es acesse o site <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.unicef.org.br\" rel=\"noopener noreferrer\">www.unicef.org.br<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 29 de novembro de 2010 foi lan\u00e7ada no Brasil a campanha motivada pelo Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia e Adolesc\u00eancia (Unicef) que visa o enfrentamento do racismo na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia. Esta Campanha ter\u00e1 aliados nos diferentes segmentos do Estado, das tradi\u00e7\u00f5es religiosas e da sociedade civil em geral. 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