{"id":295607,"date":"2021-06-09T10:31:37","date_gmt":"2021-06-09T13:31:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=295607"},"modified":"2021-06-09T10:31:37","modified_gmt":"2021-06-09T13:31:37","slug":"pastoral-afro-brasileira-desafios-na-educacao-contra-o-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/pastoral-afro-brasileira-desafios-na-educacao-contra-o-racismo\/","title":{"rendered":"Pastoral Afro-brasileira: desafios na educa\u00e7\u00e3o contra o racismo"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i><strong>\u201cNa faculdade me incomodava o fato de terem poucos negros, mas eu sofri preconceito no ensino m\u00e9dio e fundamental, principalmente.\u201d<\/strong> \u2013<\/i>\u00a0Aparecida de F\u00e1tima Gomes dos Santos<i>.<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta reportagem a professora Aparecida de F\u00e1tima Gomes dos Santos revela que o preconceito est\u00e1 presente nas escolas e conta um pouco de sua experi\u00eancia ao ingressar na Faculdade para cursar Bacharelado em Geografia. E compartilha um pouco de sua vida e a luta pela igualdade racial e contra o preconceito. E luta pelo respeito \u00e0 dignidade do negro na Pastoral Afro-brasileira que est\u00e1 iniciando atividades na Diocese de Campos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>\u201cO maior desafio \u00e9 aceitar que, infelizmente, o racismo existe e est\u00e1 dentro das escolas e muitas vezes est\u00e1 &#8220;escondido&#8221; nas falas, nas brincadeiras &#8220;sem querer&#8221; at\u00e9 nos pr\u00f3prios livros. \u00a0Como educadora, j\u00e1 presenciei o racismo entre alunos, entre professor e aluno, entre pai de aluno e professor&#8230;Quando acontece algum ato ou fala racista entre os alunos na minha sala, sempre paro a aula e tento explicar e resolver a situa\u00e7\u00e3o, que infelizmente \u00e9 vista como &#8220;brincadeira\u201d. \u00c9 necess\u00e1rio criar um ambiente onde o negro se veja pertencente ao meio escolar: contar hist\u00f3rias com personagens negros, autores negros, falar da cultura negra em geral para que o aluno negro tamb\u00e9m se veja como protagonista\u201d,\u00a0<\/i>relata a educadora.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<figure>\n<p><figure id=\"attachment_295617\" aria-describedby=\"caption-attachment-295617\" style=\"width: 393px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-295617\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Aparecida-de-Fatima-Pastoral-Afro.jpeg\" alt=\"\" width=\"393\" height=\"221\" srcset=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Aparecida-de-Fatima-Pastoral-Afro.jpeg 750w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Aparecida-de-Fatima-Pastoral-Afro-300x169.jpeg 300w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Aparecida-de-Fatima-Pastoral-Afro-500x281.jpeg 500w\" sizes=\"(max-width: 393px) 100vw, 393px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-295617\" class=\"wp-caption-text\"><em>Aparecida de F\u00e1tima. Foto: repdodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\"><span style=\"font-size: 16px;\">Os desafios de ser negra num ambiente com maioria de brancos. Essa experiencia ela confidencia que a incomodava muito. E conta que j\u00e1 sofreu preconceito desde o ensino m\u00e9dio e fundamental.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>\u201cEu tive um professor que usava muito a express\u00e3o &#8220;nego associada \u00e0 algo negativo: Ex: &#8220;a prova \u00e9 semana que vem mas nego n\u00e3o quer estudar&#8221;, &#8220;nego vem para aula e fica de brincadeira&#8221;&#8230;Era h\u00e1bito essa linguagem dele. Isso me incomodava muito. Um dia eu resolvi dar um basta nisso. Ele falou essa express\u00e3o e eu dei um soco na minha mesa e falei: Negro n\u00e3o! Branco! Pois eu sou negra e estou estudando! Cada ano era um apelido racista, uma vez colocaram um fio de cabelo loiro no meu cabelo: para nascer um cabelo bom. Infelizmente na \u00e9poca mesmo se eu faltasse com as professoras, isso era visto como &#8220;brincadeira\u201d,<\/i>\u00a0conta Aparecida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<i>Sempre ou\u00e7o os seguintes coment\u00e1rios dos alunos quando estou falando da cultura africana \u201cisso \u00e9 coisa do dem\u00f4nio professora\u201d e eu paro tudo e explico a eles, ent\u00e3o voc\u00eas podem ira ao cinema ver Ladr\u00e3o de Raios, cujo o ator branco faz o personagem do filho de Posseidom, Deus dos Mares, mas eu n\u00e3o posso falar de Iemanj\u00e1 que para a Umbanda \u00e9 a Rainha do Mar, mostro a contradi\u00e7\u00e3o e que o que est\u00e1 por tr\u00e1s dessa contradi\u00e7\u00e3o \u00e9 o racismo\u201d &#8211; Sabrina Luz, professora da Rede Municipal de Maca\u00e9.<\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"embed-container\"><iframe id=\"870094475\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wWTNqzmYdhs?wmode=opaque&amp;rel=0&amp;autohide=1&amp;showinfo=0&amp;wmode=transparent&amp;modestbranding=1&amp;enablejsapi=1&amp;origin=https:\/\/www.vaticannews.va&amp;start=&amp;end=\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-gtm-yt-inspected-7781034_9=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<div class=\"article__innerTitle\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Uma luta: desafios e a coragem de construir uma nova sociedade<\/h2>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i><strong>\u201cA hist\u00f3ria geralmente \u00e9 contada pelos vencedores. N\u00f3s queremos recontar essa hist\u00f3ria.\u201d<\/strong>\u00a0<\/i>Sabrina Luz, professora de Geografia da Rede Municipal de Maca\u00e9.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabrina Luz, Professora de Geografia da Rede Municipal de Maca\u00e9 revela o cen\u00e1rio de racismo e preconceito e aposta na educa\u00e7\u00e3o para superar todos esses problemas que continua existindo no Brasil, um pa\u00eds multirracial. Esse racismo cotidiano na sociedade adentra as escolas. \u00c9 comum os xingamentos racistas entre os alunos, como macaco, macumbeiro (de forma pejorativa) ou express\u00f5es como lista negra, a coisa da preta etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>\u201cO sistema capitalista tem na sua fase inicial o per\u00edodo mercantilista, marcado pela explora\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias e do tr\u00e1fico negreiro, o Brasil foi o pa\u00eds das Am\u00e9ricas que mais recebeu pessoas escravizadas trazidas da \u00c1frica e o Estado do Rio de Janeiro foi o principal porto de escravos do pa\u00eds. Vivemos o nosso holocausto, quando milh\u00f5es de ind\u00edgenas foram massacrados pelos europeus, como o caso dos Goytacazes, ind\u00edgenas que viviam aqui, na regi\u00e3o Norte Fluminense. Os portugueses n\u00e3o conseguiram em um primeiro momento dominar esses bravos guerreiros e de forma cruel utilizaram o v\u00edrus de var\u00edola contra esse povo, uma guerra biol\u00f3gica que gerou a extin\u00e7\u00e3o desta etnia\u201d,\u00a0<\/i>ressalta Sabrina.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<div class=\"photo_embed--Title\">\n<figure id=\"attachment_295618\" aria-describedby=\"caption-attachment-295618\" style=\"width: 435px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-295618\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sabrina-Luz-Pastoral-Afro.jpeg\" alt=\"\" width=\"435\" height=\"245\" srcset=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sabrina-Luz-Pastoral-Afro.jpeg 750w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sabrina-Luz-Pastoral-Afro-300x169.jpeg 300w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sabrina-Luz-Pastoral-Afro-500x281.jpeg 500w\" sizes=\"(max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-295618\" class=\"wp-caption-text\"><em>Sabrina Luz. Foto: reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A professora destaca a necessidade dos alunos conhecerem a hist\u00f3ria da ra\u00e7a negra t\u00e3o presente na sociedade. Uma luta por criar uma nova sociedade que haja respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 preciso falar da luta e ousadia dos que lutaram pela liberdade, com a inclus\u00e3o no curr\u00edculo das nossas escolas da hist\u00f3ria e da cultura dos Goytacazes, Aimor\u00e9s, Guarus e tantas outras etnias ind\u00edgenas que aqui viveram, e pesquisar mais sobre os quilombos que existiram na regi\u00e3o, como o Quilombo Serra do Mar, o Quilombo Carucango e tantos outros, negros fugidos que organizaram sociedades livres, igualit\u00e1rias onde viviam negros, ind\u00edgenas e brancos pobres. \u00c9 preciso valorizar a cultura t\u00e3o linda, para que tenhamos orgulho da ancestralidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>\u201cMuitas pessoas, por\u00e9m n\u00e3o conhecem a hist\u00f3ria da escravid\u00e3o e atualmente temos um governo negacionista, conservador que defende inclusive que a escravid\u00e3o foi boa para o escravo. No nosso pa\u00eds foi orquestrada a pol\u00edtica de estado, de embranquecimento do povo brasileiro, negando a terra aos negros e dando continuidade ao massacre ind\u00edgena e a destrui\u00e7\u00e3o das nossas florestas. At\u00e9 hoje o nosso povo negro sofre com a pol\u00edtica de exterm\u00ednio e encarceramento em massa, no ano de 2020, 78% dos mortos pela pol\u00edcia foram negros, informa\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. O racismo \u00e9 brutal, tira a vida inclusive de nossas crian\u00e7as como nos casos da Agatha F\u00e9lix e Jo\u00e3o Pedro no Rio de Janeiro\u201d,\u00a0<\/i>pontua Sabrina.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"embed-container\">\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"embed-container\"><iframe id=\"872253896\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/A4gkraXfodg?wmode=opaque&amp;rel=0&amp;autohide=1&amp;showinfo=0&amp;wmode=transparent&amp;modestbranding=1&amp;enablejsapi=1&amp;origin=https:\/\/www.vaticannews.va&amp;start=&amp;end=\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-gtm-yt-inspected-7781034_9=\"true\"><\/iframe><\/div>\n<div class=\"article__innerTitle\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Segundo o IBGE, 70% dos alunos das escolas p\u00fablicas praticantes de religi\u00f5es de matriz africana evadem ainda no ensino fundamental. A intoler\u00e2ncia religiosa \u00e9 imensa, principalmente por parte dos setores mais conservadores como os evang\u00e9licos extremistas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>\u201cEu mesma sofri persegui\u00e7\u00e3o e amea\u00e7a de inqu\u00e9rito administrativo quando passei o filme Besouro na escola em Maca\u00e9, um filme bel\u00edssimo que fala sobre a hist\u00f3ria de um capoeirista chamando besouro no Rec\u00f4ncavo Baiano, um her\u00f3i nacional, o filme mostra obviamente os orix\u00e1s que fazem parte da cultura e da resist\u00eancia negra contra a escravid\u00e3o. Muitos dos meus alunos s\u00e3o baianos, acho importante eles conhecerem e se orgulharem de seus ancestrais, e o filme \u00e9 um recurso valioso importante pois mostra a primeira forma de ind\u00fastria no Brasil, os Engenhos de cana-de-a\u00e7\u00facar\u201d,\u00a0<\/i>afirma Sabrina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Defender a escola p\u00fablica laica, democr\u00e1tica, n\u00e3o opressora, socialista para todos, onde todos, educadores e educandos tenham sua cultura e religiosidade respeitadas, onde possam viver como iguais, inclusive os ateus. Defender a escola laica \u00e9 se posicionar diante de tantos conflitos religiosos que s\u00f3 traz guerra, preconceito e morte h\u00e1 s\u00e9culos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>\u201cSem d\u00favida a Lei 11.645\/2008 da obrigatoriedade do ensino da hist\u00f3ria e da cultura afro-ind\u00edgena do Brasil, em todas as escolas e em todos os anos de escolaridade \u00e9 uma conquista important\u00edssima da nossa classe e devemos lutar por ela e implement\u00e1-la nas nossas salas de aula\u201d,\u00a0<\/i>conclui Sabrina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>\u201cN\u00f3s s\u00f3 vamos ter uma educa\u00e7\u00e3o libert\u00e1ria quando quem decidir sobre a escola e a sociedade for a maioria da popula\u00e7\u00e3o, a classe despossuidora e setores oprimidos, negros, mulheres, ind\u00edgenas, todos. Precisamos de uma mudan\u00e7a radical na sociedade, por isso defendo a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade igualit\u00e1ria e socialista, baseada na economia planificada e n\u00e3o no lucro, s\u00f3 assim nos libertaremos de toda forma de opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o, quando a maioria decidir de forma organizada sobre a escola e a vida\u201d,<\/i>\u00a0Sabrina Luz.<\/p>\n<pre><em><b>Ricardo Gomes \u2013 Diocese de Campos para Vatican News<\/b><\/em><\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cria\u00e7\u00e3o da Pastoral Afro-brasileira na Diocese de Campos (RJ) &#8211; Regional Leste 1 da CNBB, inicia com um debate sobre o racismo nas escolas em todos os n\u00edveis educacionais. Aparecida de F\u00e1tima Gomes dos Santos, professora da Rede Municipal de Campos dos Goytacazes e na Educa\u00e7\u00e3o Infantil na Rede Municipal de Maca\u00e9 (RJ) conta de sua experi\u00eancia desde a Faculdade no curso de Licenciatura em Geografia. E destaca o racismo nas escolas<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":295619,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[851,50,787],"tags":[3698,3697,2149,3650],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/295607"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=295607"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/295607\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/295619"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=295607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=295607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=295607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}