{"id":29916,"date":"2018-04-16T00:00:00","date_gmt":"2018-04-16T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/bispos-falam-sobre-os-desafios-da-igreja-no-oiapoque-e-no-chui\/"},"modified":"2018-04-16T00:00:00","modified_gmt":"2018-04-16T03:00:00","slug":"bispos-falam-sobre-os-desafios-da-igreja-no-oiapoque-e-no-chui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/bispos-falam-sobre-os-desafios-da-igreja-no-oiapoque-e-no-chui\/","title":{"rendered":"Bispos falam sobre os desafios da Igreja no Oiapoque (AP) e no Chu\u00ed (RS)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Os desafios da Igreja nas regi\u00f5es mais extremas do Pa\u00eds foi o terceiro Meeting Point da 56\u00aa Assembleia Geral da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP).\u00a0Para falar sobre o assunto foram convidados dom Pedro Jos\u00e9 Conti, bispo de Macap\u00e1 (AP), e dom Ricardo Hoepers, bispo de Rio Grande (RS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #800000\"><strong>Macap\u00e1<\/strong><\/span> \u2013 Dom Pedro falou sobre a realidade do Oiapoque, munic\u00edpio do extremo norte do Brasil, na divisa com a Guiana Francesa. O primeiro grande desafio para a a\u00e7\u00e3o pastoral na regi\u00e3o \u00e9 a dist\u00e2ncia. H\u00e1 600km de Macap\u00e1, cerca de 100km da estrada n\u00e3o \u00e9 pavimentada, dificultando o acesso de carro sobretudo no per\u00edodo de chuvas. Na fronteira entre os dois pa\u00edses, existe uma ponte. No entanto, o acesso dos brasileiros para o pa\u00eds vizinho \u00e9 restrito, uma vez que se trata de territ\u00f3rio europeu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os problemas elencados pelo bispo, est\u00e3o os garimpos, muitos dos quais clandestinos, e todo o impacto socioambiental decorrente. Dom Pedro tamb\u00e9m chamou a aten\u00e7\u00e3o para o desafio do tr\u00e1fico humano, tema que foi destaque na Campanha da Fraternidade de 2014, e a prostitui\u00e7\u00e3o de mulheres e menores de idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cPor mais que tenham se intensificado as pesquisas sobre essa quest\u00e3o, \u00e9 muito dif\u00edcil entender o que acontece e, sobretudo como acontece o tr\u00e1fico humano. Por isso, acaba sendo muito dif\u00edcil intervir\u201d, afirmou dom Pedro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo o bispo, a amplitude da fronteira dificulta o controle do tr\u00e1fico. \u201c\u00c9 s\u00f3 pegar um barquinho em uma hora estrat\u00e9gica e d\u00e1 para chegar na Guiana Francesa e, por caminhos, \u00e9 mais f\u00e1cil chegar em Suriname\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desde 2015, existe uma inciativa de um sacerdote do Pontif\u00edcio Instituto das Miss\u00f5es Exteriores no Brasil (PIME) desenvolveu um trabalho chamado \u201cMiss\u00e3o nas Fronteiras\u201d realizado por um grupo de volunt\u00e1rios leigos e religiosas que se empenham na preven\u00e7\u00e3o, oferecendo para as adolescentes atividades como croch\u00ea, pintura e artesanato, podendo ser at\u00e9 fonte de renda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O trabalho junto aos povos ind\u00edgenas tamb\u00e9m \u00e9 prioridade pastoral na regi\u00e3o do Oiapoque, com destaque para os mission\u00e1rios do Verbo Divino (verbitas). \u201cHoje n\u00f3s trabalhamos mais na linha de promover os povos ind\u00edgenas para que eles mesmos sejam agentes e pastoral. Eles mesmos t\u00eam que ser os protagonistas da sua pr\u00f3pria evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou dom Pedro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A pastoral pode contar com poucas pessoas, pelo fato de a cidade de fronteira ter uma grande mobilidade. \u201cSentimos falta de agentes de pastoral qualificados. Sinto que, como diocese, precisamos estar mais pr\u00f3ximos em todos os sentidos, mas, devido \u00e0 dist\u00e2ncia, dificuldades de transporte e mesmo o custo dessa pastoral, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #800000\"><strong>Rio Grande<\/strong> <\/span>\u2013 Ao falar sobre a realidade do munic\u00edpio do Chu\u00ed, no extremo sul do Pa\u00eds, dom Ricardo chamou a aten\u00e7\u00e3o para o fato de essa ser a cidade com o maior \u00edndice de pessoas que se declaram sem religi\u00e3o no censo do IBGE de 2010, ou seja, 54% da popula\u00e7\u00e3o, enquanto apenas 26% s\u00e3o cat\u00f3licos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cEm primeiro lugar, precisamos ir ao encontro desses cat\u00f3licos que n\u00e3o sabemos onde estamos e, por pouca presen\u00e7a nossa, acabaram se afastando. Como nosso clero n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grande, pedimos ajuda a outras diocese e a Diocese de Ponta Grossa ofereceu um sacerdote para fazer uma miss\u00e3o no Chu\u00ed. Tamb\u00e9m contamos com o apoio das irm\u00e3s carlistas\u201d, relatou o bispo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesse sentido, o desafio atual da Diocese de Rio grande \u00e9 fazer um processo de evangeliza\u00e7\u00e3o com um projeto de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e da recupera\u00e7\u00e3o dos cat\u00f3licos. \u201cVamos atuar primeiro com os nossos, e depois vamos expandir para um bom di\u00e1logo inter-religioso e ecum\u00eanico\u201d, disse dom Ricardo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O pr\u00f3ximo Meeting Point acontece nesta ter\u00e7a-feira, \u00e0s 9h, com Dom M\u00e1rio Ant\u00f4nio, bispo de Boa Vista (RR), sobre a atua\u00e7\u00e3o da Igreja no Brasil sobre a situa\u00e7\u00e3o dos imigrantes venezuelanos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os desafios da Igreja nas regi\u00f5es mais extremas do pa\u00eds foi tema do terceiro Meeting Point da 56\u00aa AG da CNBB, em Aparecida (SP).\u00a0Para falar sobre o assunto foram convidados dom Pedro Jos\u00e9 Conti, bispo de Macap\u00e1 (AP), e dom Ricardo Hoepers, bispo de Rio Grande (RS)<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":29917,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[879,745,744],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/29916"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=29916"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/29916\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/29917"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=29916"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=29916"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=29916"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}