{"id":30176,"date":"2018-05-04T00:00:00","date_gmt":"2018-05-04T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-cnbb-esclarecimentos\/"},"modified":"2018-05-04T00:00:00","modified_gmt":"2018-05-04T03:00:00","slug":"a-cnbb-esclarecimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-cnbb-esclarecimentos\/","title":{"rendered":"A CNBB: ESCLARECIMENTOS"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: right\">Dom Fernando Ar\u00eaas Rifan<br \/>\nBispo da Administra\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Pessoal S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney<\/h4>\n<h5 style=\"text-align: right\"><em>\u201cO Esp\u00edrito Santo instituiu os Bispos para governar a Igreja de Deus\u201d<\/em><br \/>\n<em>(S\u00e3o Paulo, em Atos 20,28)<\/em><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify\">A respeito da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), t\u00eam surgido ultimamente entre os cat\u00f3licos muitos questionamentos, alguns, justificados pela retid\u00e3o e merecedores de explica\u00e7\u00e3o, outros, agressivos, carentes de esp\u00edrito cat\u00f3lico e respeito, que perdem assim toda a credibilidade. Reunida recentemente em sua 56\u00aa Assembleia Geral (56\u00aa AG), a pr\u00f3pria CNBB fez diversos pronunciamentos, que cito entre aspas, procurando elucidar algumas d\u00favidas, \u00e0s quais acrescento algumas elucida\u00e7\u00f5es, dirigidas aos cat\u00f3licos de boa vontade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><u>O QUE N\u00c3O \u00c9 A CNBB: <\/u><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma Confer\u00eancia Episcopal, como a CNBB, n\u00e3o faz parte da hierarquia da Igreja como tal, que \u00e9 formada pelo Papa e pelos Bispos em comunh\u00e3o com ele. A Confer\u00eancia, institui\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica, n\u00e3o existe para anular o poder dos Bispos, institui\u00e7\u00e3o divina. N\u00e3o confundir Confer\u00eancia Episcopal com o Episcopado ou Col\u00e9gio dos Bispos, sucessor do Col\u00e9gio Apost\u00f3lico, de institui\u00e7\u00e3o divina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Confer\u00eancia Episcopal n\u00e3o tem poder hier\u00e1rquico sobre os Bispos. Quem tem poder sobre eles \u00e9 o Papa, que se comunica com eles atrav\u00e9s da Nunciatura Apost\u00f3lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Papa em\u00e9rito Bento XVI, quando Cardeal, falou sobre um dos \u201cefeitos paradoxais do p\u00f3s-conc\u00edlio\u201d: \u201cA decidida retomada (no Conc\u00edlio) do papel do Bispo, na realidade, enfraqueceu-se um pouco, ou corre at\u00e9 mesmo o risco de ser sufocada pela inser\u00e7\u00e3o dos prelados em confer\u00eancias episcopais sempre mais organizadas, com estruturas burocr\u00e1ticas frequentemente pesadas. No entanto, n\u00e3o devemos esquecer que as confer\u00eancias episcopais&#8230; n\u00e3o fazem parte da estrutura indispens\u00e1vel da Igreja, assim como querida por Cristo: t\u00eam somente uma fun\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, concreta\u201d. \u00c9, ali\u00e1s, continua, o que confirma o Direito Can\u00f4nico, que fixa os \u00e2mbitos de autoridade das Confer\u00eancias, que \u201cn\u00e3o podem agir validamente em nome de todos os bispos, a menos que todos e cada um dos bispos tenham dado o seu consentimento\u201d, e quando n\u00e3o se trate de \u201cmat\u00e9rias sobre as quais haja disposto o direito universal ou o estabele\u00e7a um especial mandato da S\u00e9 Apost\u00f3lica\u201d. E recorda o C\u00f3digo e o Conc\u00edlio: \u201co Bispo \u00e9 o aut\u00eantico doutor e mestre da F\u00e9 para os fi\u00e9is confiados aos seus cuidados\u201d. \u201cNenhuma Confer\u00eancia Episcopal tem, enquanto tal, uma miss\u00e3o de ensino: seus documentos n\u00e3o t\u00eam valor espec\u00edfico, mas o valor do consenso que lhes \u00e9 atribu\u00eddo pelos bispos individualmente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cO grupo dos bispos unidos nas Confer\u00eancias depende, na pr\u00e1tica, para as decis\u00f5es, de outros grupos, de comiss\u00f5es espec\u00edficas, que elaboram roteiros preparat\u00f3rios. Acontece, al\u00e9m disso, que a busca de um ponto comum entre as v\u00e1rias tend\u00eancias e o esfor\u00e7o de media\u00e7\u00e3o d\u00e3o lugar, muitas vezes, a documentos nivelados por baixo, em que as posi\u00e7\u00f5es precisas s\u00e3o atenuadas\u201d. E ele recorda que, em seu pa\u00eds, existia uma Confer\u00eancia Episcopal j\u00e1 nos anos 30: \u201cPois bem, os textos realmente vigorosos contra o nazismo foram os que vieram individualmente de prelados corajosos. Os da Confer\u00eancia, no entanto, pareciam um tanto abrandados, fracos demais com rela\u00e7\u00e3o ao que a trag\u00e9dia exigia\u201d (Ratzinger, <em>A F\u00e9 em crise<\/em>, IV).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Portanto, n\u00e3o se pode nem se deve atribuir \u00e0 CNBB responsabilidade e poderes que ela n\u00e3o tem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><u>ENT\u00c3O, O QUE \u00c9 A CNBB? QUE IDEIA DEVEMOS FAZER DELA? <\/u><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA Confer\u00eancia dos Bispos, organismo permanente, \u00e9 a reuni\u00e3o dos Bispos de uma na\u00e7\u00e3o&#8230;, que exercem conjuntamente certas fun\u00e7\u00f5es pastorais em favor dos fi\u00e9is do seu territ\u00f3rio, a fim de promover o maior bem que a Igreja proporciona aos homens, principalmente em formas e modalidades de apostolado devidamente adaptadas \u00e0s circunst\u00e2ncias de tempo e lugar, de acordo com o Direito\u201d (C.D.C. c\u00e2non 447). Por isso, por ser uma obra da Igreja, merece o nosso especial respeito e considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o permanente que congrega os Bispos da Igreja Cat\u00f3lica no Pa\u00eds&#8230;; nela, conjuntamente, eles exercem fun\u00e7\u00f5es pastorais e dinamizam a miss\u00e3o evangelizadora&#8230; . Respeitadas a compet\u00eancia e responsabilidade de cada membro, quanto \u00e0 Igreja universal e \u00e0 pr\u00f3pria Igreja particular, cabe \u00e0 CNBB, como express\u00e3o peculiar do afeto colegial, fomentar a comunh\u00e3o entre os membros&#8230;, ajudar os Bispos no seu minist\u00e9rio para o benef\u00edcio de todo o povo de Deus, concretizar o afeto colegial e facilitar o relacionamento de seus membros, sendo espa\u00e7o de di\u00e1logo, ajuda fraterna e de encorajamento rec\u00edproco&#8230;., estudar assuntos de interesse comum, promover a a\u00e7\u00e3o evangelizadora, exercer o magist\u00e9rio doutrinal e a atividade legislativa, segundo as normas do direito&#8230;, representar o Episcopado brasileiro junto a outras inst\u00e2ncias, inclusive a civil\u201d (Estatutos art. 1\u00ba e 2\u00ba).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A natureza das confer\u00eancias episcopais foi exposta na Carta Apost\u00f3lica <em>Apostolos suos<\/em>, de S. Jo\u00e3o Paulo II, onde cita o decreto <em>Christus Dominus<\/em> do Conc\u00edlio Vaticano II, que considera \u201cmuito conveniente que, em todo o mundo, os Bispos da mesma na\u00e7\u00e3o ou regi\u00e3o se re\u00fanam periodicamente em assembleia, para que, da comunica\u00e7\u00e3o de pareceres e experi\u00eancias, e da troca de opini\u00f5es, resulte uma santa colabora\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os para bem comum das Igrejas\u201d. Ensina ele que \u201ca uni\u00e3o colegial do Episcopado manifesta a natureza da Igreja&#8230; Assim como a Igreja \u00e9 una e universal, assim tamb\u00e9m o Episcopado \u00e9 uno e indiviso, sendo t\u00e3o extenso como a comunidade vis\u00edvel da Igreja e constituindo a express\u00e3o da sua rica variedade. Princ\u00edpio e fundamento vis\u00edvel dessa unidade \u00e9 o Romano Pont\u00edfice, cabe\u00e7a do corpo episcopal\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cN\u00f3s, Bispos da Igreja Cat\u00f3lica, sucessores dos Ap\u00f3stolos, estamos unidos entre n\u00f3s por uma fraternidade sacramental e em comunh\u00e3o com o sucessor de Pedro; isso nos constitui um col\u00e9gio a servi\u00e7o da Igreja (cf. <em>Christus Dominus<\/em>, 3). O nosso afeto colegial se concretiza tamb\u00e9m nas Confer\u00eancias Episcopais, express\u00e3o da catolicidade e unidade da Igreja. O Conc\u00edlio Vaticano II, na <em>Lumen Gentium<\/em>, 23, atribui o surgimento das Confer\u00eancias \u00e0 Divina Provid\u00eancia e, no decreto <em>Christus Dominus<\/em>, 37, determina que sejam estabelecidas em todos os pa\u00edses em que est\u00e1 presente a Igreja\u201d (56\u00aa AG &#8211; Mensagem ao Povo de Deus).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O respeito devido aos Bispos, sucessores dos Ap\u00f3stolos, se estende tamb\u00e9m, de certa maneira, \u00e0 Confer\u00eancia dos Bispos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No dia da ordena\u00e7\u00e3o dos Bispos, foi dirigida ao povo de Deus essa exorta\u00e7\u00e3o: \u201cDeveis honr\u00e1-lo como ministro de Cristo e dispensador dos mist\u00e9rios de Deus&#8230; Lembrai-vos das palavras de Cristo aos Ap\u00f3stolos: \u201cquem vos ouve, a mim ouve; quem vos despreza, a mim despreza, e quem me despreza, despreza aquele que me enviou\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><u>A CNBB \u00c9 UM GRUPO IDEOL\u00d3GICO, UMA ONG, FAVOR\u00c1VEL A ALGUM PARTIDO POL\u00cdTICO?<\/u><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o. \u201cA CNBB n\u00e3o se identifica com nenhuma ideologia ou partido pol\u00edtico. As ideologias levam a dois erros nocivos: por um lado, transformar o cristianismo numa esp\u00e9cie de ONG, sem levar em conta a gra\u00e7a e a uni\u00e3o interior com Cristo; por outro, viver entregue ao intimismo, suspeitando do compromisso social dos outros e considerando-o superficial e mundano (cf. <em>Gaudete et Exsultate<\/em>, n. 100-101)\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA Igreja fundada por Cristo \u00e9 mist\u00e9rio de comunh\u00e3o: \u201cpovo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Esp\u00edrito Santo\u201d (S\u00e3o Cipriano). Como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela (cf. Ef 5,25), assim devemos am\u00e1-la e por ela nos doar. Por isso, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel compreender a Igreja simplesmente a partir de categorias sociol\u00f3gicas, pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas, pois ela \u00e9, na hist\u00f3ria, o povo de Deus, o corpo de Cristo, e o templo do Esp\u00edrito Santo\u201d (56\u00aa AG &#8211; Mensagem ao Povo de Deus).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><u>POR QUE A CNBB TEM MENSAGENS POL\u00cdTICAS E SOCIAIS?<\/u><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA Igreja n\u00e3o pode nem deve tomar nas suas pr\u00f3prias m\u00e3os a batalha pol\u00edtica&#8230; n\u00e3o pode nem deve se colocar no lugar do Estado. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o pode nem deve ficar \u00e0 margem na luta pela justi\u00e7a. Deve inserir-se nela pela via da argumenta\u00e7\u00e3o racional e deve despertar as for\u00e7as espirituais, sem as quais a justi\u00e7a&#8230; n\u00e3o poder\u00e1 firmar-se nem prosperar\u201d (Papa Bento XVI, <em>Deus caritas est<\/em>, n. 28).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cEm sua miss\u00e3o evangelizadora, a CNBB vem servindo \u00e0 sociedade brasileira, pautando sua atua\u00e7\u00e3o pelo Evangelho e pelo Magist\u00e9rio, particularmente pela <u>Doutrina Social da Igreja<\/u>. \u201cA f\u00e9 age pela caridade\u201d (Gl 5,6); por isso, a Igreja, a partir de Jesus Cristo, que revela o mist\u00e9rio do homem, promove o humanismo integral e solid\u00e1rio em <u>defesa da vida, desde a concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 o fim natural<\/u>. Igualmente, a op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres \u00e9 uma marca distintiva da hist\u00f3ria desta Confer\u00eancia. O Papa Bento XVI afirmou que \u201ca op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres est\u00e1 impl\u00edcita na f\u00e9 cristol\u00f3gica naquele Deus que se fez pobre por n\u00f3s, para enriquecer-nos com a sua pobreza\u201d. \u00c9 a partir de Jesus Cristo que a Igreja se dedica aos pobres e marginalizados, pois neles ela toca a pr\u00f3pria carne sofredora de Cristo, como exorta o Papa Francisco\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cAo assumir posicionamentos pastorais em quest\u00f5es sociais, econ\u00f4micas e pol\u00edticas, a CNBB o faz por exig\u00eancia do Evangelho. A Igreja reivindica sempre a liberdade, a que tem direito, para pronunciar o seu ju\u00edzo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salva\u00e7\u00e3o humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76). Isso nos compromete profeticamente. N\u00e3o podemos nos calar quando a vida \u00e9 amea\u00e7ada, os direitos desrespeitados, a justi\u00e7a corrompida e a viol\u00eancia instaurada. Se, por este motivo, formos perseguidos, nos configuraremos a Jesus Cristo, vivendo a bem-aventuran\u00e7a da persegui\u00e7\u00e3o (Mt 5,11)\u201d (56\u00aa AG &#8211; Mensagem ao Povo de Deus).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><u>MAS BISPOS DA CNBB TOMAM \u00c0S VEZES POSI\u00c7\u00d5ES E ATITUDES N\u00c3O CONDIZENTES COM A DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA!<\/u><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA Confer\u00eancia Episcopal, como institui\u00e7\u00e3o colegiada, n\u00e3o pode ser responsabilizada por palavras ou a\u00e7\u00f5es isoladas que n\u00e3o estejam em sintonia com a f\u00e9 da Igreja, sua liturgia e doutrina social, mesmo quando realizadas por eclesi\u00e1sticos\u201d (56\u00aa AG &#8211; Mensagem ao Povo de Deus).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O mesmo se diga dos organismos ou institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o episcopais, vinculadas \u00e0 CNBB para lhe prestar colabora\u00e7\u00e3o espec\u00edfica: essas institui\u00e7\u00f5es \u201cpodem pronunciar-se ou agir t\u00e3o somente em nome pr\u00f3prio, n\u00e3o em nome da CNBB, sempre em conson\u00e2ncia com eventuais pronunciamentos da CNBB\u201d (Estatutos art. 12 \u00a72\u00ba).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><u>E O QUE DIZ A CNBB SOBRE OS ABUSOS LIT\u00daRGICOS QUE ACONTECEM EM V\u00c1RIAS IGREJAS DO BRASIL?<\/u><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dom Armando Bucciol, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral de Liturgia da CNBB, falando em nome da Confer\u00eancia, explicou: \u201cAntes de tudo, o que mais precisa a respeito da liturgia \u00e9 entender seu sentido teol\u00f3gico e espiritual para torna-la momento forte, marcante e transformador na vida do crist\u00e3o\u201d, refor\u00e7ando que quem viver a liturgia iluminado pela presen\u00e7a e for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo n\u00e3o precisa procurar express\u00f5es do que ele chamou de \u201c<u>criatividade selvagem<\/u>\u201d. \u201c<u>Ningu\u00e9m \u00e9 dono da liturgia, mas seu servidor<\/u>\u201d. \u201cBastar viver com intensidade e autenticidade a nobre beleza do rito liturgia latina que n\u00f3s celebramos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No pronunciamento oficial da Comiss\u00e3o para a Liturgia &#8211; \u201cReflex\u00f5es e orienta\u00e7\u00f5es sobre Liturgia e Evangeliza\u00e7\u00e3o, com o objetivo de tornar as nossas celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas \u2018simultaneamente a meta para a qual se encaminha a a\u00e7\u00e3o da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua for\u00e7a\u2019 (SC 10) e verdadeiros momentos de evangeliza\u00e7\u00e3o e aut\u00eanticas experi\u00eancias de encontro com Jesus Cristo\u201d &#8211; declarou:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA Evangeliza\u00e7\u00e3o consiste em propor caminhos para que as pessoas se encontrem com Jesus Cristo, morto e ressuscitado, e participem do evento da P\u00e1scoa do Senhor. Ser Igreja e estar na Igreja \u00e9 poss\u00edvel somente por ele e para ele&#8230; A express\u00e3o consagrada na SC 9, \u2018liturgia \u00e1pice e fonte da vida crist\u00e3\u2019, n\u00e3o \u00e9 ret\u00f3rica nem modismo, mas afirma\u00e7\u00e3o basilar que n\u00e3o permite que a liturgia seja instrumentalizada ou banalizada. Liturgia n\u00e3o \u00e9 \u2018m\u00eddia\u2019, n\u00e3o est\u00e1 a servi\u00e7o de outra realidade que n\u00e3o seja o Mist\u00e9rio Pascal que fundamenta a nossa f\u00e9&#8230; A sagrada liturgia n\u00e3o esgota toda a a\u00e7\u00e3o da Igreja, porque os homens, antes de poderem participar na liturgia, precisam ouvir o apelo \u00e0 f\u00e9 e \u00e0 convers\u00e3o\u201d (SC 9).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cUm dos sinais mais eloquentes da manifesta\u00e7\u00e3o do sagrado ser\u00e3o as comunidades reunidas em ora\u00e7\u00e3o, para celebrar a Liturgia e para louvar e agradecer ao Senhor. O Papa Bento XVI reconheceu que \u2018a melhor catequese sobre a Eucaristia \u00e9 a pr\u00f3pria Eucaristia bem celebrada. Por sua natureza, a liturgia possui uma efic\u00e1cia pedag\u00f3gica pr\u00f3pria para introduzir os fi\u00e9is no conhecimento do mist\u00e9rio celebrado\u2019 (<em>Sacramentum Caritatis<\/em>, 64)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cNas Diretrizes Gerais da A\u00e7\u00e3o Evangelizadora da Igreja no Brasil, escreve-se que vivemos envolvidos num \u2018mundanismo sob vestes espirituais e pastorais\u2019, com \u2018celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas que tentem mais \u00e0 exalta\u00e7\u00e3o da subjetividade do que \u00e0 comunh\u00e3o com o Mist\u00e9rio&#8230; \u00a0Por isso, n\u00f3s pastores&#8230; devemos avaliar, com sabedoria e compet\u00eancia, e discernir se os ritos que se celebram em nossas comunidades \u2013 e o modo como s\u00e3o celebrados \u2013 facilitam ou dificultam a Evangeliza\u00e7\u00e3o&#8230; N\u00e3o podemos supor que o povo seja ainda profundamente crist\u00e3o (se \u00e9 que tenha sido no passado). Por\u00e9m, recusamos acreditar que o \u2018rem\u00e9dio\u2019 consista em enfeitar \u2013 para n\u00e3o dizer mascarar &#8211;\u00a0 as celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas para torna-las mais charmosas e chamativas&#8230;\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cO caminho mais seguro \u00e9 &#8230; tornar as nossas celebra\u00e7\u00f5es dignas, bonitas, coerentes e fi\u00e9is ao esp\u00edrito da liturgia\u201d (Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral para a Liturgia\u00a0 &#8211; pronunciamento na 56\u00aa AG 2018).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><u>E A ACUSA\u00c7\u00c3O DE QUE A CNBB ESTARIA FAVORECENDO O ABORTO?<\/u><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A posi\u00e7\u00e3o da CNBB quanto ao aborto \u00e9 clar\u00edssima, a mesma do Magist\u00e9rio da Igreja, j\u00e1 manifestada em diversas e numerosas ocasi\u00f5es. Por exemplo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">NOTA DA CNBB PELA VIDA CONTRA O ABORTO &#8211; \u201cN\u00e3o matar\u00e1s, mediante o aborto, o fruto do seu seio\u201d (<em>Didaqu\u00ea<\/em>, s\u00e9culo I). \u201cA Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, atrav\u00e9s da sua Presid\u00eancia, reitera sua posi\u00e7\u00e3o em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 a morte natural. Condena, assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cO direito \u00e0 vida \u00e9 incondicional. Deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condi\u00e7\u00e3o em que se encontre a pessoa humana. O direito \u00e0 vida permanece, na sua totalidade, para o idoso fragilizado, para o doente em fase terminal, para a pessoa com defici\u00eancia, para a crian\u00e7a que acaba de nascer e tamb\u00e9m para aquela que ainda n\u00e3o nasceu&#8230;.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA defesa incondicional da vida, fundamentada na raz\u00e3o e na natureza da pessoa humana, encontra o seu sentido mais profundo e a sua comprova\u00e7\u00e3o \u00e0 luz da f\u00e9&#8230;\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cNeste tempo de grave crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica, a CNBB tem se empenhado na defesa dos mais vulner\u00e1veis da sociedade, particularmente dos empobrecidos. A vida do nascituro est\u00e1 entre as mais indefesas e necessitadas de prote\u00e7\u00e3o. Com o mesmo \u00edmpeto e compromisso \u00e9tico-crist\u00e3o, repudiamos atitudes antidemocr\u00e1ticas que, atropelando o Congresso Nacional, exigem do Supremo Tribunal Federal-STF uma fun\u00e7\u00e3o que n\u00e3o lhe cabe, que \u00e9 legislar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cO direito \u00e0 vida \u00e9 o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido. Ele \u00e9 um direito intr\u00ednseco \u00e0 condi\u00e7\u00e3o humana e n\u00e3o uma concess\u00e3o do Estado. Os Poderes da Rep\u00fablica t\u00eam obriga\u00e7\u00e3o de garanti-lo e defend\u00ea-lo. O Projeto de Lei 478\/2007 \u2013 \u201cEstatuto do Nascituro\u201d, em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional, que garante o direito \u00e0 vida desde a concep\u00e7\u00e3o, deve ser urgentemente apreciado, aprovado e aplicado.\u00a0N\u00e3o compete a nenhuma autoridade p\u00fablica reconhecer seletivamente o direito \u00e0 vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9 in\u00edqua e excludente; \u2018causa horror s\u00f3 o pensar que haja crian\u00e7as que n\u00e3o poder\u00e3o jamais ver a luz, v\u00edtimas do aborto\u2019. S\u00e3o imorais leis que imponham aos profissionais da sa\u00fade a obriga\u00e7\u00e3o de agir contra a sua consci\u00eancia, cooperando, direta ou indiretamente, na pr\u00e1tica do aborto\u201d (11 de abril de 2017).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o cabe, pois, a menor d\u00favida sobre a posi\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria da CNBB com rela\u00e7\u00e3o ao aborto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><u>E A ACUSA\u00c7\u00c3O DE QUE, COM A CAMPANHA DA FRATERNIDADE, A CNBB TERIA AJUDADO UMA ONG ABORTISTA?<\/u><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A Campanha da Fraternidade, que acontece na Quaresma, tem como finalidade unir as exig\u00eancias da convers\u00e3o, da ora\u00e7\u00e3o e da penit\u00eancia com algum projeto social, na inten\u00e7\u00e3o de renovar a vida da Igreja e ajudar a transformar a sociedade, a partir de temas espec\u00edficos, <u>tratados sob a vis\u00e3o crist\u00e3,<\/u> convocando os crist\u00e3os a uma maior participa\u00e7\u00e3o nos sofrimentos de Cristo, vendo-o na pessoa do pr\u00f3ximo, especialmente dos mais necessitados da nossa ajuda.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Da coleta para a Campanha da Fraternidade, feita no Domingo de Ramos, 60% fica nas Dioceses, para as suas pr\u00f3prias obras sociais (Fundo Diocesano de Solidariedade).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">40% desta coleta ajuda a formar o Fundo Nacional de Solidariedade, criado para prestar um servi\u00e7o \u00e0 caridade, financiando projetos beneficentes, que lhe s\u00e3o apresentados, com a recomenda\u00e7\u00e3o de um Bispo, e examinados pelo Conselho Gestor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cO Fundo Nacional de Solidariedade \u00e9 fruto da Campanha da Fraternidade, iniciativa da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que, desde 1964, convida os cat\u00f3licos, no per\u00edodo quaresmal, a refletir e agir sobre a situa\u00e7\u00e3o dos mais pobres e vulner\u00e1veis, \u00e0 luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja&#8230; O gesto de colaborar com a Coleta no Domingo de Ramos foi uma express\u00e3o de sua espiritualidade quaresmal. Assim, sua viv\u00eancia dos valores do Evangelho se materializou em recursos para o financiamento de projetos sociais em nosso pa\u00eds. Queremos, pois, em nome de todos os que ser\u00e3o beneficiados por essa coleta, expressar-lhes nossa gratid\u00e3o, ao mesmo tempo em que nos dispomos a lhes prestar alguns esclarecimentos\u201d (Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) Declara\u00e7\u00e3o feita na 56\u00aa AG da CNBB).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cAnualmente, \u00e9 publicado um edital, com as exig\u00eancias que devem ser observadas por aqueles que apresentam projetos. O edital dos anos anteriores est\u00e1 dispon\u00edvel no site. (fns.cnbb.org.br). Os projetos para o FNS podem ser apresentados por Regionais da CNBB, por Dioceses, Par\u00f3quias, Grupos organizados, Associa\u00e7\u00f5es, Pastorais, Entidades Sociais sem fins lucrativos etc\u201d (Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) Declara\u00e7\u00e3o feita na 56\u00aa AG da CNBB).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Neste ano, por exemplo, a 56\u00aa Assembleia Geral da CNBB aprovou a proposta de destinar a Diocese de Roraima 40% dos recursos do FNS, para os trabalhos que envolvem a acolhida dos refugiados venezuelanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Sobre o projeto aprovado para a ABONG:<\/strong> \u201c<u>Dentre os 237 projetos<\/u> aprovados com os recursos da Campanha da Fraternidade de 2017, <u>um deles<\/u> foi apresentado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o Governamentais \u2013 ABONG. Essa entidade re\u00fane organiza\u00e7\u00f5es da Sociedade Civil, sem fins lucrativos, para o fortalecimento da base associativa. Em nome de cerca de cem organiza\u00e7\u00f5es \u2013 dentre as quais, v\u00e1rias ligadas \u00e0 Igreja -, a ABONG pediu recursos para a realiza\u00e7\u00e3o do <u>V Encontro dessas entidades<\/u>, em S\u00e3o Paulo.\u00a0<strong>Esse Encontro tinha como finalidade \u00fanica e exclusiva discutir o Marco Regulat\u00f3rio das Organiza\u00e7\u00f5es da Sociedade Civil, que \u00e9 uma agenda pol\u00edtica ampla, que tem o objetivo de aperfei\u00e7oar o ambiente jur\u00eddico e institucional relacionado \u00e0s Organiza\u00e7\u00f5es da Sociedade Civil e suas rela\u00e7\u00f5es de parceria com o Estado.<\/strong>\u00a0<strong>Assim, <u>a ajuda dada n\u00e3o se destinou a apoiar projetos movidos por ideais divergentes dos valores da f\u00e9 crist\u00e3 cat\u00f3lica, como por exemplo o aborto.<\/u><\/strong><u>\u00a0<\/u>Temos no arquivo do FNS a presta\u00e7\u00e3o de contas do evento em quest\u00e3o, bem como todas as notas fiscais, fotografias e a lista de presen\u00e7a do evento\u201d (Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) (Declara\u00e7\u00e3o feita na 56\u00aa AG da CNBB).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como qualquer um pode ser enganado ao dar esmolas, o FNS reconhece que realmente pode n\u00e3o ter sido boa coisa ajudar essa associa\u00e7\u00e3o, que congrega entidades que, fora da nossa inten\u00e7\u00e3o, podem usar essa ajuda para coisas m\u00e1s, como, no caso, o aborto. Mas a ajuda n\u00e3o foi dada para isso, mas apenas para o Encontro que visou discutir a situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica das entidades afiliadas. Por isso o FNS declara: \u201cComprometemo-nos a analisar mais atentamente os projetos que forem apresentados, bem como a prestar maior aten\u00e7\u00e3o aos objetivos das entidades proponentes. O Regulamento do FNS est\u00e1 sendo revisto e aprimorado para ser apresentado ao Conselho Permanente da CNBB. Reafirmamos nosso compromisso com Jesus Cristo e sua Igreja. Da\u00ed nossa disposi\u00e7\u00e3o de <u>continuar trabalhando de acordo com a Moral Cat\u00f3lica e a Doutrina Social da Igreja<\/u>, para que \u2018todos os povos tenham vida\u2019 (Jo 10,10). Renovamos nossos agradecimentos a todos os que colaboraram com a CF-2018. Cres\u00e7a, cada vez mais, nosso compromisso com os mais necessitados, segundo o crit\u00e9rio apontado por Jesus. A Virgem Maria, M\u00e3e da Caridade, nos ensine a seguir os passos de Jesus no servi\u00e7o ao pr\u00f3ximo\u201d (Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) Declara\u00e7\u00e3o feita na 56\u00aa AG da CNBB).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><u>E SOBRE A IDEOLOGIA DE G\u00caNERO?<\/u><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A CNBB protesta sempre seguir a doutrina cat\u00f3lica e o ensinamento pontif\u00edcio a esse respeito. Al\u00e9m dos dados da ci\u00eancia e da lei natural, a doutrina cat\u00f3lica ensina sobre o nosso dever em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria identidade sexual: \u201cDeus criou o ser humano, homem e mulher, <u>com igual dignidade pessoal<\/u> e inscreveu nele a voca\u00e7\u00e3o do amor e da comunh\u00e3o. Cabe a cada um <u>aceitar a pr\u00f3pria identidade sexual<\/u>, reconhecendo sua import\u00e2ncia para a pessoa toda, <u>a especificidade e a complementaridade<\/u>\u201d (Comp\u00eandio do Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, 487). Com a ideologia de g\u00eanero, \u201cdeixou de ser v\u00e1lido aquilo que se l\u00ea na narra\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o: \u2018Ele os criou homem e mulher\u2019 (<em>Gn<\/em>\u00a01, 27)&#8230; O homem contesta a sua pr\u00f3pria natureza&#8230; E torna-se evidente que, onde Deus \u00e9 negado, dissolve-se tamb\u00e9m a dignidade do homem\u201d (Bento XVI, discurso \u00e0 C\u00faria Romana, 21\/12\/2012). O Papa Francisco tem falado da \u201cbeleza do matrim\u00f4nio\u201d, com a \u201ccomplementaridade homem-mulher, coroa\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o de Deus que \u00e9 desafiada pela ideologia do g\u00eanero\u201d (Disc. aos Bispos porto-riquenhos, 8\/6\/2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quaisquer express\u00f5es que possam soar amb\u00edguas sobre esse ponto devem ser interpretadas segundo a doutrina cat\u00f3lica acima mencionada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><u>QUAL A MENSAGEM DA CNBB AOS FI\u00c9IS LEIGOS, SOBRE A ATITUDE QUE DEVEM TOMAR?<\/u><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cNeste Ano Nacional do Laicato, conclamamos todos os fi\u00e9is a viverem a integralidade da f\u00e9, na comunh\u00e3o eclesial, construindo uma sociedade impregnada dos valores do Reino de Deus. Para isso, a liberdade de express\u00e3o e o di\u00e1logo respons\u00e1vel s\u00e3o indispens\u00e1veis. Devem, por\u00e9m, ser pautados pela verdade, fortaleza, prud\u00eancia, rever\u00eancia e amor \u201cpara com aqueles que, em raz\u00e3o do seu cargo, representam a pessoa de Cristo (LG 37). Para discernir a verdade, \u00e9 preciso examinar aquilo que favorece a comunh\u00e3o e promove o bem e aquilo que, ao inv\u00e9s, tende a isolar, dividir e contrapor\u201d (Papa Francisco, Mensagem para o 52\u00ba dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es de 2018)\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cVivemos um tempo de politiza\u00e7\u00e3o e polariza\u00e7\u00f5es que geram pol\u00eamicas pelas redes sociais e atingem a CNBB. Queremos promover o di\u00e1logo respeitoso, que estimule e fa\u00e7a crescer a nossa comunh\u00e3o na f\u00e9, pois, s\u00f3 permanecendo unidos em Cristo podemos experimentar a alegria de ser disc\u00edpulos mission\u00e1rios\u201d (56\u00aa AG &#8211; Mensagem ao Povo de Deus).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">CONCLUS\u00c3O: \u201cEnquanto Cristo \u2018santo, inocente, imaculado\u2019, n\u00e3o conheceu o pecado, e veio expiar unicamente os pecados do povo, a Igreja, que re\u00fane em seu seio os pecadores, \u00e9 ao mesmo tempo <u>santa, e sempre necessitada de purifica\u00e7\u00e3o<\/u>, sem descanso dedica-se \u00e0 penit\u00eancia e \u00e0 renova\u00e7\u00e3o. A Igreja continua o seu peregrinar entre as persegui\u00e7\u00f5es do mundo e as consola\u00e7\u00f5es de Deus, anunciando a paix\u00e3o e a morte do Senhor, at\u00e9 que ele venha. No poder do Senhor ressuscitado encontra a for\u00e7a para vencer, na paci\u00eancia e na caridade, as pr\u00f3prias afli\u00e7\u00f5es e dificuldades, internas e exteriores, e para revelar ao mundo, com fidelidade, embora entre sombras, o mist\u00e9rio de Cristo, at\u00e9 que no fim dos tempos ele se manifeste na plenitude de sua luz\u201d (<em>Lumen Gentium<\/em>, 8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Fernando Ar\u00eaas Rifan Bispo da Administra\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Pessoal S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney \u201cO Esp\u00edrito Santo instituiu os Bispos para governar a Igreja de Deus\u201d (S\u00e3o Paulo, em Atos 20,28) A respeito da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), t\u00eam surgido ultimamente entre os cat\u00f3licos muitos questionamentos, alguns, justificados pela retid\u00e3o e merecedores de &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-cnbb-esclarecimentos\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">A CNBB: ESCLARECIMENTOS<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":29,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/30176"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/29"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=30176"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/30176\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=30176"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=30176"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=30176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}