{"id":30228,"date":"2018-05-09T00:00:00","date_gmt":"2018-05-09T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/formaste-te-me-no-seio-de-minha-mae-sl-13813\/"},"modified":"2018-05-09T00:00:00","modified_gmt":"2018-05-09T03:00:00","slug":"formaste-te-me-no-seio-de-minha-mae-sl-13813","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/formaste-te-me-no-seio-de-minha-mae-sl-13813\/","title":{"rendered":"\u201cFormaste-te me no seio de minha m\u00e3e\u201d (Sl 138,13)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Edney Gouv\u00eaa Mattoso<br \/>\n<\/strong><strong>Bispo de Nova Friburgo (RJ)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Caros amigos, a maternidade \u00e9 dom precioso de Deus e participa\u00e7\u00e3o em sua obra criadora (cf. S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, 12\/03\/1980). Toda nova vida que se forma no seio materno, \u00e9 um projeto de Deus Pai e do seu amor eterno. Antes de ser gerada no ventre, est\u00e1, desde sempre, no cora\u00e7\u00e3o de Deus e por Ele \u00e9 amada (cf. Amoris laetitia, 168).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O dom da maternidade n\u00e3o se resume somente na capacidade procriadora da mulher. Ele \u00e9, antes de tudo, a capacidade de amar gratuitamente e de testemunhar a beleza da vida com a entrega total e di\u00e1ria. \u201cSer m\u00e3e n\u00e3o significa somente colocar um filho no mundo, mas \u00e9 tamb\u00e9m uma escolha de vida (&#8230;) \u00e9 a escolha de dar a vida\u201d (Papa Francisco, 07\/01\/2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Vale a pena lembrar que valorizar a maternidade, n\u00e3o \u00e9 o mesmo que negar \u00e0s mulheres o desenvolvimento profissional e o exerc\u00edcio de todas as suas dimens\u00f5es. Marcar a import\u00e2ncia da mulher no lar, na educa\u00e7\u00e3o dos filhos e na transmiss\u00e3o da f\u00e9, n\u00e3o significa usurpar-lhe o direito e o dever de sua participa\u00e7\u00e3o ativa na sociedade (cf. Documento de Aparecida, 456).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cUma sociedade sem m\u00e3es seria uma sociedade desumana, porque as m\u00e3es sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedica\u00e7\u00e3o, a for\u00e7a moral. As m\u00e3es transmitem, muitas vezes, tamb\u00e9m o sentido mais profundo da pr\u00e1tica religiosa: nas primeiras ora\u00e7\u00f5es, nos primeiros gestos de devo\u00e7\u00e3o que uma crian\u00e7a aprende, \u00e9 inscrito no valor da f\u00e9 na vida de um ser humano\u201d (Papa Francisco, 07\/01\/2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Apesar de todo o seu valor para a constru\u00e7\u00e3o de um mundo novo, a figura da m\u00e3e, denuncia o Santo Padre, \u00e9 pouco escutada e pouco ajudada no dia-a-dia, pouco considerada no seu papel central na sociedade. Para isto, basta refletirmos o que se tornou o Dia das M\u00e3es: uma \u00f3tima oportunidade de mercado, na qual se valoriza o consumo em detrimento do carinho e aten\u00e7\u00e3o. A comemora\u00e7\u00e3o hoje segue a l\u00f3gica do consumo, que procura transformar tudo em objeto de troca, tudo se torna negoci\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A din\u00e2mica pr\u00f3pria da maternidade n\u00e3o condiz com essa l\u00f3gica. A doa\u00e7\u00e3o da vida de uma m\u00e3e por um filho n\u00e3o pode ser mensurada pelas cifras, embrulhos e fitas dos presentes que recebem. A \u00fanica medida capaz de abarcar a grandeza maternal \u00e9 a infinitude da gratuidade do amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Maria \u00e9 o exemplo pleno de M\u00e3e. O mist\u00e9rio de sua maternidade divina cont\u00e9m a medida superabundante daquele dom de gra\u00e7a que cada maternidade humana traz consigo (cf. Bento XVI, 01\/01\/2012). Desde a decis\u00e3o desafiadora de abra\u00e7ar a miss\u00e3o de ser M\u00e3e do Filho de Deus, encerrada na convic\u00e7\u00e3o de seu Sim, a Virgem de Nazar\u00e9 gerou, ensinou, cuidou e amou at\u00e9 o fim. Maria, aos p\u00e9s da cruz, com o cora\u00e7\u00e3o traspassado pela dor de Seu Filho, transbordou-se em amor. E por Ele foi amada at\u00e9 o extremo de sua entrega na cruz, quando a deixou aos cuidados de Jo\u00e3o (cf. Jo 19,27).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por isso, cabe a n\u00f3s filhos e filhas, agradecer a todas as mulheres que exercendo o dom da maternidade fazem deste mundo um lugar melhor, alimentando-nos na f\u00e9, esperan\u00e7a e caridade. \u201cObrigado a ti, mulher-m\u00e3e, que te fazes ventre do ser humano na alegria e no sofrimento de uma experi\u00eancia \u00fanica, que te torna o sorriso de Deus para o novo ser que d\u00e1s a luz, que te faz guia dos seus primeiros passos, amparo do seu crescimento, ponto de refer\u00eancia por todo o caminho da vida\u201d (S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, 29\/06\/1995).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Edney Gouv\u00eaa Mattoso Bispo de Nova Friburgo (RJ) &nbsp; Caros amigos, a maternidade \u00e9 dom precioso de Deus e participa\u00e7\u00e3o em sua obra criadora (cf. S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, 12\/03\/1980). Toda nova vida que se forma no seio materno, \u00e9 um projeto de Deus Pai e do seu amor eterno. 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