{"id":30354,"date":"2018-05-21T00:00:00","date_gmt":"2018-05-21T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dom-jaime-deus-um-pai-com-entranhas-de-mae\/"},"modified":"2018-05-21T00:00:00","modified_gmt":"2018-05-21T03:00:00","slug":"dom-jaime-deus-um-pai-com-entranhas-de-mae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dom-jaime-deus-um-pai-com-entranhas-de-mae\/","title":{"rendered":"Dom Jaime faz uma an\u00e1lise do amor de m\u00e3e e afirma que Deus \u00e9 um Pai com entranhas de m\u00e3e"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Em recente artigo, o arcebispo metropolitano de Natal (RN), dom Jaime Vieira Rocha, refletiu sobre o \u201cDia das M\u00e3es\u201d, celebrado, este ano, no dia 13 de maio. Mesma data em que se celebra o dia de Nossa Senhora de F\u00e1tima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No texto, dom Jaime faz rever\u00eancia e agradece a todas as m\u00e3es, mulheres que s\u00e3o guerreiras, destemidas, transmissoras de carinho e de ternura. Ele diz ainda que \u00e9 preciso amar este ser que doa a vida, que se sacrifica, que suporta as dores, que manifesta suas preocupa\u00e7\u00f5es e que reza constantemente para que o futuro dos filhos seja um futuro promissor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E o bispo continua, neste sentido, como n\u00e3o rezar pelas m\u00e3es que sofrem desprezo, abandono ou que se sentem desanimadas ou cansadas por tudo o que sofrem pelos filhos. N\u00f3s o faremos, sobretudo, na celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, onde adoraremos e louvaremos o Pai bondoso e cheio de compaix\u00e3o, Deus que nas m\u00e3es faz traduzir a sua ternura por toda criatura: \u201cQual m\u00e3e que acaricia os filhos assim vou dar-vos carinho, em Jerusal\u00e9m \u00e9 que sereis acariciados\u201d (Is 66,13).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esse amor de m\u00e3e \u00e9 citado por dom Jaime em v\u00e1rias passagens do Antigo testamento onde o amor de Deus \u00e9 comparado ao amor de uma m\u00e3e no texto de Isa\u00edas. Em outro momento, o bispo cita que \u00e9 poss\u00edvel encontrar outro trecho, no mesmo livro do Profeta, onde se v\u00ea que o amor de Deus pelo seu povo supera o amor de m\u00e3e, quando esse n\u00e3o existe: \u201cSi\u00e3o vinha dizendo: \u2018O Senhor me abandonou, o Senhor esqueceu-se de mim!\u2019 Acaso uma mulher esquece o seu nen\u00e9m, ou o amor ao filho de suas entranhas? Mesmo que alguma se esque\u00e7a, eu de ti jamais me esquecerei!\u201d (Is 49,14-15; cf. Sl 27,10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O bispo relata ainda que indiretamente, Deus \u00e9 chamado de m\u00e3e por Mois\u00e9s quando manifesta sua queixa ao Senhor: \u201cAcaso fui eu quem concebeu ou deu \u00e0 luz este povo, para que me digas: \u2018Carrega-o no colo, como se fosse uma bab\u00e1 a levar uma crian\u00e7a, at\u00e9 \u00e0 terra que prometestes a seus pais?\u2019\u201d (Nm 11,12). No c\u00e2ntico de Mois\u00e9s, reportado em Dt 32, outra vez a compara\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e, usando a imagem da \u00e1guia: \u201cQual \u00e1guia que desperta a ninhada, esvoa\u00e7ando sobre os filhotes, tamb\u00e9m Ele estendeu as asas e o apanhou e sobre suas penas o carregou\u201d (Dt 32,11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dom Jaime assegura que essa imagem de Deus onde ternura e carinho s\u00e3o seus atributos n\u00e3o devem causar estranheza, pelo contr\u00e1rio, a pr\u00f3pria experi\u00eancia da m\u00e3e que temos atesta que Deus \u00e9 Pai, mas com entranhas de m\u00e3e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O arcebispo de natal ressalta que mesmo sendo conscientes de que o nosso falar sobre Deus \u00e9 por analogia, isto \u00e9, os termos s\u00e3o sempre pobres ou insuficientes, podemos unir ternura materna e amor divino (cf. Sl 27,10; Jr 31,15-20; aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0s figuras tanto do pai como da m\u00e3e. Poss\u00edveis tra\u00e7os femininos encontramos em Dt 32,18; J\u00f3 38,8). Podemos citar aqui aquelas palavras t\u00e3o doces do Papa Jo\u00e3o Paulo I, na famosa alocu\u00e7\u00e3o do Angelus do dia 10 de setembro de 1978: \u201cTamb\u00e9m n\u00f3s, que nos encontramos aqui, temos os mesmos sentimentos; somos objeto, da parte de Deus, dum amor que n\u00e3o se apaga. Sabemos que tem os olhos sempre abertos para nos ver, mesmo quando parece que \u00e9 de noite. Ele \u00e9 pap\u00e1; mais ainda, \u00e9 m\u00e3e\u201d. \u00c9 claro, isso n\u00e3o significa que vamos agora chamar Deus de \u201cM\u00e3e\u201d ao inv\u00e9s de \u201cPai\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 importante deixar claro, diz dom Jaime, que quando chamamos Deus de \u201cPai\u201d, estamos seguindo o exemplo de Jesus e precisamos entrar em seu cora\u00e7\u00e3o. Para Jesus, Deus Pai significa que Ele \u00e9 amor, sempre amor: \u201cEu te amo com amor eterno; por isso, guardo por ti tanta ternura\u201d (Jr 31,3), ou ainda: \u201cMesmo que as serras mudem de lugar, ou que as montanhas balancem, meu amor para contigo nunca vai mudar, minha alian\u00e7a perfeita nunca h\u00e1 de vacilar \u2013 diz o Senhor, o teu apaixonado\u201d (Is 54,10)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dom Jaime finaliza o texto, lembrando que Nossa Senhora foi a escolhida para ser a M\u00e3e do Senhor Jesus, modelo de mulher crente, obediente \u00e0 Palavra de Deus e que, na liberdade, aceita o plano divino, que \u00e9 sempre o de tornar o homem e a mulher felizes, porque libertos da escravid\u00e3o do pecado. Em Maria, a Virgem de Nazar\u00e9, Deus realiza e concretiza o seu desejo de comunh\u00e3o e de amizade com o ser humano, sempre manifestando-lhes ternura e compaix\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Maria, Deus realiza e concretiza o seu desejo de comunh\u00e3o e amizade com o ser humano, sempre manifestando-lhes ternura e compaix\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":30355,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[841],"tags":[1022],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/30354"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=30354"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/30354\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/30355"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=30354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=30354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=30354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}