{"id":30480,"date":"2018-05-29T00:00:00","date_gmt":"2018-05-29T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/vocacao-dos-cristaos-a-santidade\/"},"modified":"2018-05-29T00:00:00","modified_gmt":"2018-05-29T03:00:00","slug":"vocacao-dos-cristaos-a-santidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/vocacao-dos-cristaos-a-santidade\/","title":{"rendered":"Voca\u00e7\u00e3o dos Crist\u00e3os \u00e0 santidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Alo\u00edsio A. Dilli<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Santa Cruz do Sul\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Caros diocesanos. Junho \u00e9 conhecido na Igreja como o <em>m\u00eas dos santos<\/em>. Motivados tamb\u00e9m por documento do Papa Francisco, desejamos refletir sobre o tema da santidade nas pr\u00f3ximas mensagens. No in\u00edcio da realiza\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio Vaticano II fez-se a pergunta fundamental sobre a identidade da Igreja, surgindo surpreendente resposta, que ecoa at\u00e9 os nossos dias: <em>a Igreja \u00e9 o Povo de Deus<\/em>, formado por todos os estados de vida: clero, consagrados\/as, leigos e leigas, tendo como base comum o batismo. Por isso nos lembra o documento <em>Lumen Gentium<\/em>: \u201c<em>Um \u00e9 o povo eleito de Deus: \u2018um s\u00f3 Senhor, uma s\u00f3 f\u00e9, um s\u00f3 batismo\u2019 (Ef 4, 5). Comum a dignidade dos membros pela regenera\u00e7\u00e3o em Cristo. Comum a gra\u00e7a de filhos. Comum a voca\u00e7\u00e3o \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o&#8230; Todos s\u00e3o chamados \u00e0 santidade e receberam a mesma f\u00e9 pela justi\u00e7a de Deus (2Pdr 1,1)&#8230; Reina, contudo, entre todos verdadeira igualdade quanto \u00e0 dignidade e a\u00e7\u00e3o comum a todos os fi\u00e9is na edifica\u00e7\u00e3o do Corpo de Cristo<\/em>\u201d (LG 32 e 39ss). Com estas palavras conciliares a Igreja afirmava a beleza e a import\u00e2ncia de todas as voca\u00e7\u00f5es, convidadas a participarem da natureza divina, da santidade de Deus (LG 40). O Papa Jo\u00e3o Paulo II, no documento <em>Novo Millenio Ineunte<strong>,<\/strong><\/em> afirma que a santidade \u00e9 \u201c<em>medida alta da vida crist\u00e3 ordin\u00e1ria<\/em>\u201d, e isto vale para todos os batizados, para todos os estados de vida (NMI 30-31).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sabemos que somente Deus \u00e9 totalmente santo. Ele \u00e9 a santidade. Diante dele o resto \u00e9 <em>profano<\/em> (<em>Pro fanum<\/em> = Diante do Santo); mas Deus, no seu infinito amor, quis a pessoa humana participante de sua santidade, criando-a segundo <em>sua imagem e semelhan\u00e7<\/em>a. Assim se estabelece o grande sonho de Deus e a voca\u00e7\u00e3o fundamental do ser humano: tornar-se filho\/a, santo\/a (1Pd 1, 16). A santidade, portanto, entendida como um chamado para identifica\u00e7\u00e3o sempre mais perfeita com Deus \u00e9 o desafio maior de todos n\u00f3s. Estar unido a Deus \u00e9 ser santo; afastar-se dele significa estar no pecado e perder a santidade. Por isso, ap\u00f3s o pecado de Ad\u00e3o e Eva, aconteceu a encarna\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Deus, em Jesus Cristo, para a remiss\u00e3o. Nele a santidade tornou-se novamente poss\u00edvel. O mundo foi recriado pela presen\u00e7a do Santo, que veio habitar entre n\u00f3s (Jo 1, 14). Da parte do ser humano exige-se o ato de f\u00e9, de ades\u00e3o \u00e0 obra redentora. Em meio \u00e0 sua situa\u00e7\u00e3o de santo e de pecador, o ser humano vive um processo cont\u00ednuo de santifica\u00e7\u00e3o; ele vai se identificando com o Cristo e sua P\u00e1scoa, Aquele que amou sem medida, dando a vida por todos. Assim, podemos dizer que o santo n\u00e3o \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o, mas um modelo de um processo normal de vida crist\u00e3. Uma vida crist\u00e3 que tem o desfecho coerente diante da obra da salva\u00e7\u00e3o de Cristo: \u201c<em>A santidade, pois, n\u00e3o \u00e9 um luxo, uma exce\u00e7\u00e3o, um privil\u00e9gio de alguns. \u00c9 uma voca\u00e7\u00e3o de todo crist\u00e3o<\/em>\u201d (A. Burin). Isto \u00e9 motivo de j\u00fabilo, de vit\u00f3ria, de esperan\u00e7a, de louvor a Deus. Portanto, a voca\u00e7\u00e3o \u00e0 santidade n\u00e3o \u00e9 apenas para aqueles\/aquelas que praticam \u201c<em>virtude em grau her\u00f3ico<\/em>\u201d e s\u00e3o elevados aos altares, como modelos e intercessores oficiais, mas para todos os batizados em Cristo. Desta forma o culto dos santos torna-se a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as da Igreja a Deus por ter tornado vis\u00edvel e concreta a maravilha da santidade em in\u00fameros de seus membros, gra\u00e7as \u00e0 sua uni\u00e3o sempre mais plena ao Cristo da P\u00e1scoa. O m\u00e1rtir ou confessor torna-se sinal privilegiado daquele amor que levou Jesus Cristo a dar a pr\u00f3pria vida pelos irm\u00e3os na glorifica\u00e7\u00e3o do Pai. A santidade, portanto, \u00e9 identifica\u00e7\u00e3o a Cristo e n\u00e3o exalta\u00e7\u00e3o de si mesmo, evitando que o culto dos santos se transforme num culto de her\u00f3is.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio A. Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul\u00a0 Caros diocesanos. Junho \u00e9 conhecido na Igreja como o m\u00eas dos santos. Motivados tamb\u00e9m por documento do Papa Francisco, desejamos refletir sobre o tema da santidade nas pr\u00f3ximas mensagens. 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