{"id":30481,"date":"2018-05-29T00:00:00","date_gmt":"2018-05-29T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-eucaristia-e-jesus\/"},"modified":"2018-05-29T00:00:00","modified_gmt":"2018-05-29T03:00:00","slug":"a-eucaristia-e-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-eucaristia-e-jesus\/","title":{"rendered":"A Eucaristia \u00e9 Jesus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Pedro Brito Guimar\u00e3es<br \/>\n<\/strong><strong>Arcebispo de Palmas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>\u201cPossamos, \u00f3 Deus Onipotente, saciar-nos do p\u00e3o celeste e inebriar-nos do vinho sagrado, para que sejamos transformados naquele que agora recebemos\u201d <\/em><em>(Ora\u00e7\u00e3o p\u00f3s-comunh\u00e3o do 27\u00ba DTC).<\/em><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um dia desse, num encontro com catequizandos, uma crian\u00e7a me parou e me perguntou: <em>\u201cpor que a eucaristia \u00e9 t\u00e3o importante?<\/em> \u201cImportante\u201d talvez n\u00e3o seja a palavra mais adequada para definir a eucaristia. Mas pergunta de crian\u00e7a precisa sempre ser considerada, afinal, <em>\u201co perfeito louvor \u00e9 dado pelos l\u00e1bios dos pequeninos\u201d<\/em> (Sl 8,3). O que ent\u00e3o lhe respondi? &#8211; <em>\u201cA eucaristia \u00e9 Jesus. A eucaristia \u00e9 importante porque Jesus \u00e9 importante<\/em>. A eucaristia nasce de uma pessoa: Jesus; nasce de um corpo doado e de um sangue derramado: o corpo e o sangue de Jesus; nasce de um apostolado e de uma miss\u00e3o: o apostolado e a miss\u00e3o de Jesus. Por isto, para entender a eucaristia \u00e9 preciso entender quem \u00e9 Jesus Cristo. A eucaristia \u00e9 Jesus, sua pessoa, sua vida, sua miss\u00e3o, seu corpo e seu sangue, doado e derramado por n\u00f3s. A eucaristia \u00e9 <em>\u201ccristofania\u201d<\/em>: <em>\u00e9 e fala de Cristo.<\/em> O lugar, portanto, da eucaristia \u00e9 na cristologia. Na sacrament\u00e1ria, a eucaristia \u00e9 o \u00fanico sacramento que teologicamente pode ser definido assim. De fato, foi Jesus mesmo que assim se autodefiniu: <em>\u201cEu sou o p\u00e3o da vida\u201d<\/em> (Jo 6,51). <em>\u201cIsto \u00e9 meu corpo; isto \u00e9 meu sangue\u201d (Mc 14,22-23)<\/em>. E para concretizar ainda mais o realismo desta sua autodefini\u00e7\u00e3o, Paulo pergunta: <em>\u201co c\u00e1lice da b\u00ean\u00e7\u00e3o, que bebemos, n\u00e3o \u00e9 a comunh\u00e3o do sangue de Cristo? E o p\u00e3o que partimos, n\u00e3o \u00e9 a comunh\u00e3o do Corpo de Cristo?\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A eucaristia \u00e9 <em>\u201c<\/em><em>o mist\u00e9rio da f\u00e9\u201d, \u201c<\/em><em>o t\u00e3o sublime sacramento\u201d, e o \u201cs<\/em><em>acramento de piedade,\u00a0sinal de unidade e\u00a0v\u00ednculo de caridade\u201d<\/em> (Santo Agostinho). <strong><em>\u201cCrer em Cristo significa querer a unidade; e querer a unidade significa querer a Igreja; e querer a Igreja significa querer a comunh\u00e3o da gra\u00e7a que corresponde ao des\u00edgnio do Pai, desde toda a eternidade\u201d<\/em><\/strong><strong> (<\/strong><em>Dom Jos\u00e9 Luis Lacunza, bispo de David, Panam\u00e1). <\/em>Por isto, n\u00e3o se deve dizer, como comumente se diz, na piedade popular: \u201c<em>gra\u00e7as e louvores se deem a todo momento, ao Sant\u00edssimo e \u2018<u>dign\u00edssimo<\/u>\u2019 Sacramento\u201d. <\/em>Embora Jesus seja digno de honra e de louvor, neste caso, n\u00e3o se trata da sua dignidade, mas da sua divindade. Ele \u00e9 divino, mais ainda Divin\u00edssimo. O correto ent\u00e3o \u00e9 dizer: \u201c<em>ao Sant\u00edssimo e Divin\u00edssimo Sacramento\u201d<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Fa\u00e7o meu o testamento eucar\u00edstico de Don Tonino Bello: <em>\u201cquando a igreja me pedir qualquer coisa, espero n\u00e3o ter nada para lhe dar, al\u00e9m disto: nem dinheiro nem prest\u00edgio e nem poder. Somente \u00e1gua, vinho e p\u00e3o. Esta \u00e9 a triologia de uma exist\u00eancia reduzida ao essencial\u201d.<\/em> E fa\u00e7o tamb\u00e9m meu o testamento eucar\u00edstico de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, o papa da miss\u00e3o e da eucaristia: <em>\u201cpude celebrar a santa missa em capelas situadas em caminhos de montanhas, nas margens dos lagos, \u00e0 beira do mar; celebrei-a em altares constru\u00eddos nos est\u00e1dios, nas pra\u00e7as das cidades (&#8230;) Este cen\u00e1rio t\u00e3o variado das minhas celebra\u00e7\u00f5es eucar\u00edsticas faz-me experimentar intensamente o seu car\u00e1ter universal e, por assim dizer, c\u00f3smico. Sim, c\u00f3smico! Porque mesmo quando tem lugar no pequeno altar duma igreja de aldeia, a eucaristia \u00e9 sempre celebrada, de certo modo, sobre o altar do mundo. Une o c\u00e9u e a terra. Abra\u00e7a e impregna toda a cria\u00e7\u00e3o. Assim, Ele, o sumo e eterno Sacerdote, entrando com o sangue da sua cruz no santu\u00e1rio eterno, devolve ao Criador e Pai toda cria\u00e7\u00e3o redimida (&#8230;) Verdadeiramente este \u00e9 o mysterium fidei que se realiza na eucaristia: o mundo sa\u00eddo das m\u00e3os de Deus criador volta a Ele por Cristo\u201d. <\/em>Por fim, que na Festa de Corpus Christi, por meio de uma vida reduzida ao essencial, possamos dizer o que disseram os m\u00e1rtires de Abitene: <em>\u201csem eucaristia n\u00e3o podemos viver\u201d<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Pedro Brito Guimar\u00e3es Arcebispo de Palmas \u201cPossamos, \u00f3 Deus Onipotente, saciar-nos do p\u00e3o celeste e inebriar-nos do vinho sagrado, para que sejamos transformados naquele que agora recebemos\u201d (Ora\u00e7\u00e3o p\u00f3s-comunh\u00e3o do 27\u00ba DTC).\u00a0 Um dia desse, num encontro com catequizandos, uma crian\u00e7a me parou e me perguntou: \u201cpor que a eucaristia \u00e9 t\u00e3o importante? \u201cImportante\u201d &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-eucaristia-e-jesus\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">A Eucaristia \u00e9 Jesus<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":39,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/30481"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/39"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=30481"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/30481\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=30481"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=30481"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=30481"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}