{"id":30519,"date":"2018-06-04T00:00:00","date_gmt":"2018-06-04T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/artigo-do-arcebispo-de-passo-fundo-fala-sobre-jeitinho-brasileiro\/"},"modified":"2018-06-04T00:00:00","modified_gmt":"2018-06-04T03:00:00","slug":"artigo-do-arcebispo-de-passo-fundo-fala-sobre-jeitinho-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/artigo-do-arcebispo-de-passo-fundo-fala-sobre-jeitinho-brasileiro\/","title":{"rendered":"Artigo do arcebispo de Passo Fundo fala sobre \u201cjeitinho brasileiro\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A primeira edi\u00e7\u00e3o do livro <strong>\u201cCr\u00edtica da Raz\u00e3o Tupiniquim\u201d <\/strong>do professor Roberto Gomes chegou ao p\u00fablico em 1977. Segundo o arcebispo de Passo Fundo (RS), dom Rodolfo Lu\u00eds Weber, o projeto do livro \u00e9 pensar a \u201cRaz\u00e3o Brasileira\u201d, isto \u00e9 \u201cpensar o que se \u00e9, como se \u00e9\u201d. Dom Lu\u00eds Weber aponta que, desde a primeira edi\u00e7\u00e3o do livro at\u00e9 hoje, houve altera\u00e7\u00f5es no modo de pensar brasileiro, por\u00e9m muitas das institui\u00e7\u00f5es permanecem atuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O livro foi inclusive o ponto de partida para o arcebispo escrever o artigo intitulado \u201cA gente d\u00e1 um jeito\u201d, baseado no mito da conc\u00f3rdia do brasileiro de que tudo \u201cse d\u00e1 um jeito\u201d. No texto, o bispo afirma que a sociedade tem leis e normas que regulamentam a conviv\u00eancia e o funcionamento social, mas que isso soa como formalismo, legalismo: \u201cEu sei que esta \u00e9 a regra, mas n\u00e3o d\u00e1 para dar um jeito\u201d? \u201cSeu guarda, eu sei que infringi a norma de tr\u00e2nsito, mas porque me multar\u201d?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Destes pequenos jeitos, dom Lu\u00eds Weber afirma que se chega aos milion\u00e1rios que resultam em grandes corrup\u00e7\u00f5es. \u201cAs normas s\u00e3o estas, mas para mim ou para aquele grupo s\u00e3o diferentes\u201d, diz em um trecho. O arcebispo tamb\u00e9m comenta que hoje em dia temos in\u00fameras regras de fiscaliza\u00e7\u00e3o, seja por legisla\u00e7\u00e3o ou norma interna, nos processos licitat\u00f3rios com objetivo de prevenir desvios. Ele cita ainda que v\u00e1rios tribunais analisam os contratos e seu cumprimento e que m\u00faltiplos documentos s\u00e3o exigidos. \u201cCom todo o aparato burocr\u00e1tico, a corrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o diminuiu\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em seu artigo, dom Lu\u00eds Weber concorda com o que diz o professor Roberto Gomes em seu livro &#8211; de que o \u201cjeitinho brasileiro\u201d traz efeitos colaterais s\u00e9rios. Um deles seria a desconfian\u00e7a. \u201cQuem est\u00e1 falando comigo est\u00e1 sendo transparente? \u00c9 isto mesmo que quer dizer?\u201d, diz em um trecho.<\/p>\n<p>\u201cDa desconfian\u00e7a nasce a burocracia\u201d, afirma o bispo. Para ele, m\u00faltiplas exig\u00eancias, muitas descabidas, acrescidas de morosidade, para impedir a transgress\u00e3o da regra, para controlar o jeitinho. \u201cPara provar que \u2018eu sou eu\u2019 preciso de uma s\u00e9rie de documentos, repetidos, carimbados para dizer a mesma coisa. Constantemente \u00e9 preciso provar a minha veracidade e que sou eu mesmo\u201d, garante no artigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cOuvimos com frequ\u00eancia as pessoas reconhecerem que temos muitas e boas leis. Se fossem cumpridas a vida seria mais f\u00e1cil e tudo funcionaria melhor. O cumprimento das leis, portanto, n\u00e3o pode ser compreendido como formalismo ou legalismo. Seu cumprimento \u00e9 o respeito aos valores fundamentais da sociedade. O jeito \u00e9 uma maneira marota de desrespeito aos valores maiores\u201d, finaliza o bispo no artigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Lu\u00eds Weber afirma que o \u201cjeitinho brasileiro\u201d traz efeitos colaterais s\u00e9rios<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":30520,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[841],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/30519"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=30519"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/30519\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/30520"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=30519"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=30519"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=30519"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}