{"id":30577,"date":"2018-06-06T00:00:00","date_gmt":"2018-06-06T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/greve-palavra-da-igreja\/"},"modified":"2018-06-06T00:00:00","modified_gmt":"2018-06-06T03:00:00","slug":"greve-palavra-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/greve-palavra-da-igreja\/","title":{"rendered":"Greve: Palavra da Igreja"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong><u>Dom Fernando Ar\u00eaas Rifan<br \/>\nBispo da Administra\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Pessoal S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney<\/p>\n<p><\/u><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por ocasi\u00e3o das recentes greves, sobre a sua legitimidade e devidos limites, h\u00e1 que se recordar aos cat\u00f3licos o que a Igreja ensina a respeito: quando houver conflitos e problemas, a solu\u00e7\u00e3o normal \u00e9 a negocia\u00e7\u00e3o e o di\u00e1logo de concilia\u00e7\u00e3o; a greve deve ser o \u00faltimo recurso, um meio extremo, que pode ser leg\u00edtimo e at\u00e9 necess\u00e1rio; mas tem seus limites, que s\u00e3o o bem comum e os servi\u00e7os essenciais assegurados, al\u00e9m de n\u00e3o dever ser usada para uso pol\u00edtico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cAo agirem em prol dos justos direitos dos seus membros, os sindicatos lan\u00e7am m\u00e3o\u00a0<em>tamb\u00e9m do m\u00e9todo da \u2018greve\u2019,\u00a0<\/em>ou seja, da suspens\u00e3o do trabalho, como de uma esp\u00e9cie de \u2018<em>ultimatum<\/em>\u2019 dirigido aos \u00f3rg\u00e3os competentes e, sobretudo, aos fornecedores de trabalho. \u00c9 um modo de proceder que <u>a doutrina social cat\u00f3lica reconhece como leg\u00edtimo<\/u>, observadas as devidas condi\u00e7\u00f5es e nos justos limites. Em rela\u00e7\u00e3o a isto os trabalhadores deveriam ter assegurado\u00a0<em>o direito \u00e0 greve,\u00a0<\/em>sem terem de sofrer san\u00e7\u00f5es penais pessoais por nela participarem. Admitindo que se trata de um meio leg\u00edtimo, deve simultaneamente relevar-se que a greve continua a ser, num certo sentido, <u>um meio extremo<\/u>.\u00a0<em>N\u00e3o se pode abusar dele;\u00a0<\/em>e <u>n\u00e3o se pode abusar dele especialmente para fazer o j<\/u><u>o<\/u><u>go da pol\u00edtica. Al\u00e9m disso, n\u00e3o se pode esquecer nunca que, quando se trata de servi\u00e7os essenciais para a vida da sociedade, estes devem ficar sempre assegurados,<\/u> inclusive, se isso for necess\u00e1rio, mediante apropriadas medidas legais. O abuso da greve pode conduzir <u>\u00e0 paraliza\u00e7\u00e3o da vida s<\/u><u>o<\/u><u>cioecon<\/u><u>\u00f4<\/u><u>mica<\/u>; ora isto \u00e9 <u>contr\u00e1rio \u00e0s exig\u00eancias do<\/u> <u>bem comum<\/u> da sociedade&#8230;\u201d (S. Jo\u00e3o Paulo II, Enc\u00edclica <em>Laborem Exercens<\/em>, n\u00ba 20, 14\/9\/1981).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA sua atividade (dos sindicatos) n\u00e3o est\u00e1&#8230; isenta de dificuldades: pode sobrevir a tenta\u00e7\u00e3o&#8230; de aproveitar uma situa\u00e7\u00e3o de for\u00e7a, para impor, principalmente mediante a greve &#8211; cujo direito, como meio \u00faltimo de defesa permanece, certamente, reconhecido &#8211; condi\u00e7\u00f5es demasiado gravosas para o conjunto da economia ou do corpo social, ou para fazer vingar reivindica\u00e7\u00f5es de ordem nitidamente pol\u00edtica. Quando se trata de servi\u00e7os p\u00fablicos em particular, necess\u00e1rios para a vida cotidiana de toda uma comunidade, dever-se-\u00e1 saber determinar os limites, para al\u00e9m dos quais o preju\u00edzo causado se torna inadmiss\u00edvel\u201d (B. Paulo VI, <em>Octogesima Adveniens,<\/em> 14). \u201cQuando&#8230; surgem conflitos econ\u00f4mico-sociais, devem fazer-se esfor\u00e7os para que se chegue a <u>uma solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica<\/u> dos mesmos. Mas ainda que, antes de mais, se deva recorrer ao sincero di\u00e1logo entre as partes, todavia <u>a greve<\/u> pode ainda constituir, mesmo nas atuais circunst\u00e2ncias, <u>um meio necess\u00e1rio<\/u>, embora extremo, para defender os pr\u00f3prios direitos e alcan\u00e7ar <u>as justas reivindica\u00e7\u00f5es dos trabalhadores.<\/u> Mas procure-se retomar o mais depressa poss\u00edvel o caminho da negocia\u00e7\u00e3o e do di\u00e1logo da concilia\u00e7\u00e3o\u201d (<em>Gaudium et Spes<\/em>, 68).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA\u00a0<em>greve\u00a0<\/em>\u00e9 moralmente leg\u00edtima, quando se apresenta como recurso inevit\u00e1vel, sen\u00e3o mesmo necess\u00e1rio, em vista dum benef\u00edcio proporcionado. Mas torna-se moralmente inaceit\u00e1vel quando acompanhada de viol\u00eancias, ou ainda quando por feita com objetivos n\u00e3o diretamente ligados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de trabalho ou contr\u00e1rios ao bem comum\u201d (Cat da Igreja Cat, n\u00ba 2435).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Fernando Ar\u00eaas Rifan Bispo da Administra\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Pessoal S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney Por ocasi\u00e3o das recentes greves, sobre a sua legitimidade e devidos limites, h\u00e1 que se recordar aos cat\u00f3licos o que a Igreja ensina a respeito: quando houver conflitos e problemas, a solu\u00e7\u00e3o normal \u00e9 a negocia\u00e7\u00e3o e o di\u00e1logo de concilia\u00e7\u00e3o; a &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/greve-palavra-da-igreja\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Greve: Palavra da Igreja<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":29,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/30577"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/29"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=30577"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/30577\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=30577"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=30577"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=30577"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}