{"id":30594,"date":"2018-06-07T00:00:00","date_gmt":"2018-06-07T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dia-dos-namorados\/"},"modified":"2018-06-07T00:00:00","modified_gmt":"2018-06-07T03:00:00","slug":"dia-dos-namorados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dia-dos-namorados\/","title":{"rendered":"Dia dos Namorados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Rodolfo Lu\u00eds Weber<\/strong><br \/>\n<strong> Arcebispo de Passo Fundo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Faz alguns anos, uma jovem me perguntou se ela deviria casar com seu namorado. Se era a pessoa certa? Se estavam preparados depois de v\u00e1rios anos de namoro? Ainda me lembro desta conversa, pois se tratava de uma jovem sincera, queria ajuda e desejava ir ao sacramento do matrim\u00f4nio mais segura. Daquele di\u00e1logo retomo tr\u00eas convic\u00e7\u00f5es que transpareceram na jovem: o namoro tem um tempo; precisava de crit\u00e9rios para fazer o discernimento e ela queria fazer uma op\u00e7\u00e3o duradoura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma vez lan\u00e7ados do mundo, todas as pessoas precisam fazer escolhas para construir a pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Algumas escolhas s\u00e3o mais simples e com pouca repercuss\u00e3o na vida; outras s\u00e3o determinantes e que marcar\u00e3o toda a vida. S\u00e3o op\u00e7\u00f5es exist\u00eancias das quais n\u00e3o se pode fugir. \u00c9 poss\u00edvel at\u00e9 protelar, encontrar novos argumentos para fugir, mas chega uma hora que a falta de escolha cria um vazio, uma ang\u00fastia e uma falta de sentido na vida. Mesmo que, aparentemente, seja \u00e9 um estilo de vida agrad\u00e1vel e confort\u00e1vel. Gosto da reflex\u00e3o que o fil\u00f3sofo e poeta crist\u00e3o Soren Kierkegaard faz sobre este modo de viver.\u00a0 Diz o pensador: Se tu n\u00e3o fizeres a escolha, a vida decide por ti. Se isto acontecer, \u00e9 bem prov\u00e1vel que a tua vida v\u00e1 tomar um rumo que n\u00e3o desejavas. \u00c9 o que aquela jovem estava constando que o tempo de namoro j\u00e1 era suficiente e estava na hora de se definir. N\u00e3o podiam simplesmente continuar namorando, pois, o tempo do namoro \u00e9 provis\u00f3rio e limitado. \u00c9 um tempo importante para permitir escolher um modo de viver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No di\u00e1logo a jovem procurava crit\u00e9rios para orientar o discernimento. J\u00e1 se havia dado conta das qualidades e das fragilidades de seu namorado. J\u00e1 n\u00e3o era mais algu\u00e9m idealizado, mas algu\u00e9m real. Diante disto ficava a d\u00favida se era sobre o namorado ideal ou sobre aquele real que deveria projetar o futuro. No ritual do sacramento do matrim\u00f4nio cat\u00f3lico, a primeira pergunta que \u00e9 feita para o casal \u00e9 a seguinte: \u201c\u00c9 de livre e espont\u00e2nea vontade que o fazeis\u201d? Um dos elementos de um ato livre \u00e9 o conhecimento. Neste caso, parte-se do princ\u00edpio que o casal se conhe\u00e7a e saiba dos compromissos inerentes o casamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Percebi na jovem o drama entre o idealizado e a realidade. Havia uma excessiva idealiza\u00e7\u00e3o.\u00a0 Os sonhos s\u00e3o necess\u00e1rios para n\u00e3o se acomodar com a situa\u00e7\u00e3o atual e a mediocridade. Mas eles necessitam ser conjugados com a possibilidade de serem concretizados. Tanto ela quanto o namorado eram limitados. Ao se casarem estavam assumindo as limita\u00e7\u00f5es de ambos. As expectativas para a vida futura no matrim\u00f4nio n\u00e3o podiam ser colocadas num horizonte t\u00e3o distante que gerasse cada dia frustra\u00e7\u00f5es, tristeza e um sentimento de n\u00e3o conseguir realizar um belo projeto de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A jovem tinha consci\u00eancia que a forma\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia era uma op\u00e7\u00e3o duradoura. Vivendo num contexto de \u201ccultura do provis\u00f3rio\u201d, onde tanta coisa \u00e9 descart\u00e1vel, inclusive as pessoas e as rela\u00e7\u00f5es afetivas passam a ser descart\u00e1veis. Ela acreditava na unidade, na fidelidade e no sim dado por toda vida, mas tamb\u00e9m tinha medo de arriscar. Sendo uma jovem com viv\u00eancia religiosa, queria formar uma fam\u00edlia crist\u00e3 e via na fam\u00edlia um dom, isto \u00e9, um presente de Deus, um santu\u00e1rio de vida, uma comunidade de vida e de amor conjugal, um lugar destinado para o bem dos esposos, um lugar para gerar filhos. Um projeto que exigia entusiasmo, hero\u00edsmo e coragem, por\u00e9m somente as for\u00e7as humanas n\u00e3o seriam suficientes, por isso precisam da b\u00ean\u00e7\u00e3o divina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Rodolfo Lu\u00eds Weber Arcebispo de Passo Fundo &nbsp; Faz alguns anos, uma jovem me perguntou se ela deviria casar com seu namorado. Se era a pessoa certa? Se estavam preparados depois de v\u00e1rios anos de namoro? Ainda me lembro desta conversa, pois se tratava de uma jovem sincera, queria ajuda e desejava ir ao &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dia-dos-namorados\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Dia dos Namorados<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/30594"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=30594"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/30594\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=30594"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=30594"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=30594"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}