{"id":30625,"date":"2018-06-12T00:00:00","date_gmt":"2018-06-12T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/chamada-a-santidade-no-mundo-atual-01\/"},"modified":"2018-06-12T00:00:00","modified_gmt":"2018-06-12T03:00:00","slug":"chamada-a-santidade-no-mundo-atual-01","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/chamada-a-santidade-no-mundo-atual-01\/","title":{"rendered":"Chamada \u00e0 santidade no mundo atual &#8211; 01"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong><em>Dom Alo\u00edsio A. Dilli<br \/>\n<\/em><em>Bispo de Santa Cruz do Sul<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Caros diocesanos. Na primeira mensagem do m\u00eas de junho, refletimos sobre o chamado de todos os crist\u00e3os \u00e0 santidade, como voca\u00e7\u00e3o comum e normal, a partir do nosso batismo, dentro do estado de vida a que pertencemos. Por vezes o tema da santidade parece ter ficado muito distante de n\u00f3s, mais longe como as imagens dos santos e das santas nas alturas dos altares. O Papa Francisco de novo nos surpreende com documento, trazendo este tema bem perto de n\u00f3s, com o t\u00edtulo: <em>Chamada \u00e0 Santidade no Mundo Atual<\/em> (<em>Gaudete et Exsultate<\/em>). Vamos ocupar-nos com esta tem\u00e1tica nas pr\u00f3ximas mensagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Santo Padre deixa claro que todos\/todas fomos chamados por Deus \u00e0 santidade e como ela pode acontecer no contexto atual. No primeiro cap\u00edtulo, sem desconsiderar os sinais de heroicidade na pr\u00e1tica das virtudes daqueles santos\/as que passaram pelos processos de beatifica\u00e7\u00e3o e canoniza\u00e7\u00e3o, por vezes doando sua vida como <em>m\u00e1rtires<\/em> ou pelo <em>mart\u00edrio quotidiano<\/em>, o pont\u00edfice fala dos santos e santas \u201c<em>ao p\u00e9 da porta<\/em>\u201d, dos que testemunham a santidade em meio ao Povo de Deus, no dia-a-dia de sua vida: \u201c<em>Gosto de ver a santidade no povo paciente de Deus: nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos homens e nas mulheres que trabalham a fim de trazer o p\u00e3o para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir&#8230; Esta \u00e9 muitas vezes a santidade \u2018ao p\u00e9 da porta\u2019, daqueles que vivem perto de n\u00f3s e s\u00e3o um reflexo da presen\u00e7a de Deus<\/em>\u201d (GE 7). Este chamado \u00e0 santidade, que \u00e9 para todos\/todas, a partir da gra\u00e7a do batismo, precisa frutificar nos pequenos gestos ou passos da vida di\u00e1ria (cf. GE 15-16), onde santificamo-nos no exerc\u00edcio respons\u00e1vel e generoso da nossa miss\u00e3o de construir com Cristo o seu Reino de amor, justi\u00e7a e paz para todos (cf. GE 25-26), como diz Bento XVI: \u201c<em>A santidade n\u00e3o \u00e9 mais do que a caridade plenamente vivida<\/em>\u201d (GE 21). O Papa Francisco ainda prop\u00f5e uma integra\u00e7\u00e3o entre momentos ativos e contemplativos na busca da santidade: \u201c<em>Precisamos de um esp\u00edrito de santidade que impregne tanto a solid\u00e3o como o servi\u00e7o, tanto a intimidade como a tarefa evangelizadora, para que cada instante seja express\u00e3o de amor doado sob o olhar do Senhor<\/em>\u201d (GE 31). E termina o primeiro cap\u00edtulo dizendo que n\u00e3o devemos ter medo na busca da santidade, pois na vida h\u00e1 uma s\u00f3 tristeza: a de n\u00e3o ser santo\/santa (cf. GE 34).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No segundo cap\u00edtulo do documento Francisco chama aten\u00e7\u00e3o especial para dois inimigos sutis da santidade: o <em>gnosticismo<\/em> e o <em>pelagianismo<\/em>. S\u00e3o duas heresias que surgiram nos primeiros s\u00e9culos do cristianismo, mas que continuam atuais e atraem a muitos com suas propostas sedutoras. O <em>gnosticismo<\/em> n\u00e3o privilegia a caridade para medir a perfei\u00e7\u00e3o das pessoas, mas a quantidade dos dados e o grau de conhecimento, enveredando para abstra\u00e7\u00f5es sem encarna\u00e7\u00e3o, preferindo \u201c<em>um Deus sem Cristo, um Cristo sem Igreja, uma Igreja sem povo<\/em>\u201d, domesticando o mist\u00e9rio, com explica\u00e7\u00e3o para tudo e sentimento de superioridade (maior santidade) em rela\u00e7\u00e3o aos outros (cf. GE 37, 40 e 45). O <em>pelagianismo<\/em> n\u00e3o privilegia o conhecimento (gnosticismo), mas a vontade humana e o esfor\u00e7o pessoal, esquecendo que n\u00e3o somos justificados pelas nossas obras ou pelos nossos esfor\u00e7os, mas pela gra\u00e7a (miseric\u00f3rdia) do Senhor que toma a iniciativa (cf. GE 48 e 52). Enfim, a Igreja lembra que o dom da gra\u00e7a ultrapassa as capacidades da intelig\u00eancia e as for\u00e7as da vontade humana (m\u00e9rito); os santos evitam p\u00f4r a confian\u00e7a nas suas a\u00e7\u00f5es (cf. GE 54). Nas pr\u00f3ximas mensagens continuaremos a refletir esta tem\u00e1tica.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio A. Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul &nbsp; &nbsp; Caros diocesanos. Na primeira mensagem do m\u00eas de junho, refletimos sobre o chamado de todos os crist\u00e3os \u00e0 santidade, como voca\u00e7\u00e3o comum e normal, a partir do nosso batismo, dentro do estado de vida a que pertencemos. 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