{"id":30684,"date":"2018-06-18T00:00:00","date_gmt":"2018-06-18T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dom-jaime-spengler-festas-juninas-promovem-comunhao-e-unidade\/"},"modified":"2020-03-11T17:15:01","modified_gmt":"2020-03-11T20:15:01","slug":"dom-jaime-spengler-festas-juninas-promovem-comunhao-e-unidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dom-jaime-spengler-festas-juninas-promovem-comunhao-e-unidade\/","title":{"rendered":"Festas juninas promovem comunh\u00e3o e unidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">O m\u00eas de junho \u00e9 marcado pelas festas juninas. Em muitos lugares o povo costuma se reunir para festejar Santo Ant\u00f4nio, S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo. Durante o m\u00eas acontece um fen\u00f4meno natural interessante: o hemisf\u00e9rio sul tem o dia mais curto e a noite mais longa do ano e no hemisf\u00e9rio norte, o contr\u00e1rio: o dia mais longo e a noite mais curta do ano. Tal fen\u00f4meno era motivo de celebra\u00e7\u00f5es em meio aos povos antigos: pedia-se colheita farta e agradecia-se as j\u00e1 realizadas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_195523\" aria-describedby=\"caption-attachment-195523\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-195523 size-medium\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/9458094156478628-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-195523\" class=\"wp-caption-text\">Arcebispo de Porto Alegre, dom Jaime Spengler<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Em seu artigo \u201cFestas Juninas\u201d, o arcebispo de Porto Alegre, dom Jaime Spengler, afirma que o festejo \u00e9 marcado por alegria, m\u00fasica, dan\u00e7as t\u00edpicas, fogueira grande, casamento caipira, bandeirinhas coloridas, fogos de artif\u00edcio e comidas t\u00edpicas como rapadura, pinh\u00e3o, pipoca, quent\u00e3o e canjica. \u201cEssas festas s\u00e3o oportunidade privilegiada para o encontro de pessoas e recorda\u00e7\u00e3o de um estilo de vida, por vezes, distante no tempo, mas sempre marcado por saudades, devido \u00e0 simplicidade, o encontro amigo, a alegria, a partilha, a descontra\u00e7\u00e3o e a f\u00e9\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dom Jaime enfatiza tamb\u00e9m que a festa junina \u00e9 express\u00e3o da obra divina realizada em figuras da tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Ele explica que Santo Ant\u00f4nio \u00e9 invocado especialmente nas dificuldades. S\u00e3o Jo\u00e3o \u00e9 aquele que \u201cfoi enviado para preparar os caminhos do Senhor\u201d. S\u00e3o Pedro \u00e9 \u201ca rocha escolhida sobre a qual o Senhor edificou sua Igreja\u201d. S\u00e3o Paulo \u00e9 \u201cevangelizador intr\u00e9pido\u201d. \u201cEstes homens, por caminhos distintos, cooperaram e cooperam para que a obra de Jesus continue no tempo. Um intercede nas dificuldades, outro inaugura caminhos, outro \u00e9 garante da unidade da comunidade de f\u00e9, e outro ainda, intrepidamente, vai ao encontro de diversos povos e culturas\u201d, afirma dom Jaime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para o arcebispo esses homens s\u00e3o santos e, por isso, s\u00e3o venerados \u2013 isto \u00e9, merecem respeito, considera\u00e7\u00e3o, reconhecimento pelo bem que realizaram ao longo de suas vidas na rela\u00e7\u00e3o com Deus, no seguimento de Jesus Cristo, no testemunho e an\u00fancio do Evangelho e na rela\u00e7\u00e3o com os irm\u00e3os e irm\u00e3s. \u201cNeste per\u00edodo do ano, de um lado, o povo canta, festeja e se diverte, dan\u00e7ando e partilhando pratos t\u00edpicos. De outro, a comunidade de f\u00e9, na liturgia, faz mem\u00f3ria de homens que se destacaram no caminho da f\u00e9\u201d, salienta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No encontro com as diversas tradi\u00e7\u00f5es regionais, segundo dom Jaime, as festas juninas foram adquirindo contornos caracter\u00edsticos. \u201cO povo cultiva um sentido, por vezes dilu\u00eddo, que d\u00e1 unidade a tudo o que existe e sucede na experi\u00eancia. <em>Este sentido se coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de todos atrav\u00e9s das tradi\u00e7\u00f5es culturais que representam a hip\u00f3tese de realidade com que cada ser humano pode olhar o mundo em que vive<\/em>. Isso se expressa na religiosidade popular! Entretanto, num mundo onde tudo se torna motivo de neg\u00f3cio, at\u00e9 mesmo as tradi\u00e7\u00f5es culturais e religiosas com sua simplicidade e sabedoria v\u00e3o perdendo a caracter\u00edstica de oferecer significado \u00e0 vida e ao mundo\u201d, aponta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ainda de acordo com o arcebispo, nas festas juninas se expressa o desejo de um mundo melhor, marcado por paz e justi\u00e7a, fraternidade e conc\u00f3rdia. \u201cPor isso, o povo n\u00e3o se cansa de lutar para superar todo tipo de dificuldades (Santo Ant\u00f4nio); empenha-se por cooperar na prepara\u00e7\u00e3o de caminhos, em vista de um mundo um pouco melhor para as novas gera\u00e7\u00f5es (S\u00e3o Jo\u00e3o); deseja um fundamento firme sobre o qual possa construir um projeto de na\u00e7\u00e3o (S\u00e3o Pedro), ousado e propositivo (S\u00e3o Paulo)\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dom Jaime finaliza o seu artigo afirmando que esse tipo de festa expressa, ainda, o desejo humano de confraterniza\u00e7\u00e3o, promovendo comunh\u00e3o e unidade. \u201cElas s\u00e3o espa\u00e7o de cultivo da possibilidade de um mundo transformado, no qual dificuldades imputadas possam ser superadas; bloqueios e empecilhos desfeitos; a unidade, reconstru\u00edda; a fraternidade e a paz experimentadas\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arcebispo de Porto Alegre (RS) escreve sobre os alegres festejos do m\u00eas<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":30685,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/30684"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=30684"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/30684\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/30685"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=30684"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=30684"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=30684"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}