{"id":31118,"date":"2018-07-25T00:00:00","date_gmt":"2018-07-25T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/vida-longa-e-interrogacoes\/"},"modified":"2018-07-25T00:00:00","modified_gmt":"2018-07-25T03:00:00","slug":"vida-longa-e-interrogacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/vida-longa-e-interrogacoes\/","title":{"rendered":"Vida longa e interroga\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Jos\u00e9 Gislon<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Erexim<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estimados Diocesanos! No ciclo da vida, precisamos do amor e da ternura de quem nos acolhe no mundo e nos ensina a conhecer, nos pequenos gestos e atrav\u00e9s de pequenos passos, as luzes e as sombras presentes na hist\u00f3ria da humanidade. Quando crian\u00e7as, ach\u00e1vamos que os nossos pais eram as pessoas mais importantes da nossa vida, nos ofereciam prote\u00e7\u00e3o e, segurando em suas m\u00e3os nos julg\u00e1vamos salvos de todo perigo. Passar alguns dias com os nossos av\u00f3s, ou ter a oportunidade de visit\u00e1-los por algumas horas, j\u00e1 era motivo de alegria.\u00a0 Mas, no curso da vida, n\u00f3s crescemos, fomos nos sentindo mais seguros, dispensando aos poucos a m\u00e3o paterna e materna que nos dava seguran\u00e7a e visitar os av\u00f3s j\u00e1 n\u00e3o era um programa t\u00e3o interessante. Responder \u00e0s perguntas de sempre nos aborrecia e t\u00ednhamos outras prioridades para consumir o tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na medida em que fomos crescendo, come\u00e7amos a ter vontade de conquistar o mundo, julgando que o nosso lar era um espa\u00e7o muito pequeno para realizar os nossos grandes sonhos. Por isso, aos poucos, fomos nos distanciando n\u00e3o s\u00f3 do lar, mas tamb\u00e9m da vida das pessoas que julg\u00e1vamos serem as mais importantes. Retornar ao lar, doce lar, para estar em companhia dos nossos pais, passou a ser cada vez mais espa\u00e7ado, podendo chegar ao ponto de ser uma obriga\u00e7\u00e3o mais for\u00e7ada do que uma oportunidade de encontro, para demonstrar afeto e gratid\u00e3o \u00e0queles que nos acolheram para a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A nossa sociedade brasileira precisa ir assimilando os dados das estat\u00edsticas, que nos apresentam um pa\u00eds que num futuro pr\u00f3ximo ter\u00e1 uma alta porcentagem da sua popula\u00e7\u00e3o na faixa da terceira idade. Sempre julgamos que morrer jovem ou na meia idade \u00e9 uma perda para a fam\u00edlia e a sociedade. Mas confesso que t\u00eam me questionado profundamente as atitudes de alguns familiares, que na fam\u00edlia possuem pessoas com mais de noventa anos, ou at\u00e9 menos, e parecem sentir-se incomodadas pela longevidade dos seus. Parece que tem um peso para suportar, mais do que algu\u00e9m para amar e cuidar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Diante do valor sagrado da vida, n\u00e3o podemos seguir a lei do mercado, efici\u00eancia\/produ\u00e7\u00e3o\/consumo\/descarte. \u00c9 triste tomarmos conhecimento, atrav\u00e9s dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, de que na calada da noite, alguns familiares despejam e abandonam seus idosos diante das casas de repouso. Como sociedade, corremos o risco de acompanharmos com indiferen\u00e7a a viol\u00eancia das ruas que ceifam a vida de milhares de pessoas, todos os anos em nosso pa\u00eds, e no ambiente familiar lamentarmos a longevidade dos nossos av\u00f3s e dos nossos pais. Onde est\u00e1 o valor da vida?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jos\u00e9 Gislon Bispo de Erexim &nbsp; Estimados Diocesanos! No ciclo da vida, precisamos do amor e da ternura de quem nos acolhe no mundo e nos ensina a conhecer, nos pequenos gestos e atrav\u00e9s de pequenos passos, as luzes e as sombras presentes na hist\u00f3ria da humanidade. 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