{"id":31134,"date":"2018-07-26T00:00:00","date_gmt":"2018-07-26T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/por-a-prova\/"},"modified":"2018-07-26T00:00:00","modified_gmt":"2018-07-26T03:00:00","slug":"por-a-prova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/por-a-prova\/","title":{"rendered":"P\u00f4r a prova"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Rodolfo Lu\u00eds Weber<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo de Passo Fundo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 muito conhecida a passagem do Evangelho da multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es (Jo\u00e3o cap. 06), tamb\u00e9m relatada pelos outros evangelistas. Numa leitura r\u00e1pida, e talvez superficial, destaca-se somente o sinal da multiplica\u00e7\u00e3o de cinco p\u00e3es e dos dois peixes que foram capazes de alimentar uma multid\u00e3o. \u00c9 uma parte do conjunto dos ensinamentos, al\u00e9m disso os desdobramentos do fato provocam a sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O p\u00e3o \u00e9 s\u00edmbolo do alimento que mata a fome, seja ela f\u00edsica, interior, emocional, de paz, de unidade, etc. O ser humano tem, por primeira necessidade, matar a fome de cada dia. Saciar-se cotidianamente \u00e9 poss\u00edvel porque existe a colabora\u00e7\u00e3o m\u00fatua, e ela \u00e9 indispens\u00e1vel. Basta lembrar as necessidades n\u00e3o satisfeitas, algumas delas inclusive vitais, durante a greve dos caminhoneiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O evangelista conta que uma multid\u00e3o avan\u00e7a e Jesus provoca o disc\u00edpulo Filipe. Como resolver o problema da fome daquelas pessoas? O texto b\u00edblico afirma que a pergunta era \u201cpara p\u00f4-lo \u00e0 prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer\u201d (Jo 6,6). Resolver o problema da fome e das outras necessidades humanas \u00e9 responsabilidade de quem? Ao envolver os disc\u00edpulos que v\u00e3o a campo para encontrar uma sa\u00edda, fica expl\u00edcito que a preocupa\u00e7\u00e3o e a busca de solu\u00e7\u00f5es para os problemas da humanidade n\u00e3o podem ficar restritos a algumas pessoas, ou institui\u00e7\u00f5es, ou governos. Na verdade, cada um \u00e9 respons\u00e1vel por todos e todos por cada um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A primeira proposta que Filipe apresenta \u00e9, simplesmente, uma quantidade de dinheiro que seria necess\u00e1ria para matar a fome naquele momento. Por\u00e9m este dinheiro n\u00e3o estava dispon\u00edvel, n\u00e3o estava em suas m\u00e3os. Deu a entender que tendo dinheiro se resolve o problema da fome da humanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outro disc\u00edpulo, de nome Andr\u00e9, vai busca de algu\u00e9m que tivesse comida consigo e encontra um menino com cinco p\u00e3es e dois peixes. J\u00e1 \u00e9 uma outra atitude, pois vai ao encontro das pessoas famintas e procura entre elas alguma sa\u00edda. Vale o famoso ad\u00e1gio: \u201cNingu\u00e9m \u00e9 t\u00e3o pobre que nada possa dar e ningu\u00e9m \u00e9 t\u00e3o rico que n\u00e3o precise receber\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Foi a colabora\u00e7\u00e3o e o envolvimento dos necessitados que abriu o caminho a solu\u00e7\u00e3o da fome. O menino, talvez ainda n\u00e3o contaminado pela gan\u00e2ncia, abriu m\u00e3o da sua refei\u00e7\u00e3o. Correu o risco de n\u00e3o se fartar e da incerteza do que viria pela frente. A atitude dele permitiu que fosse realizada uma grande partilha. Uma partilha, n\u00e3o voluntariosa, mas organizada. Jesus pediu as pessoas que se sentassem e se organizassem e somente depois o alimento fosse distribu\u00eddo de forma organizada. O que foi feito indica a necessidade de planejamento. Uma na\u00e7\u00e3o com planejamento consegue incluir e repartir, e sem planejamento, somente os primeiros v\u00e3o se fartar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 provocativa a seguinte ordem: \u201crecolhei os peda\u00e7os que sobraram\u201d. O que \u00e9 desperdi\u00e7ado far\u00e1 falta para algu\u00e9m. N\u00e3o faltam estudos indicando a quantidade de alimentos que v\u00e3o para o lixo. Para quem fica um pouco atento percebe facilmente que em qualquer festa, mesmo aquelas promovidas pelas nossas comunidades, ao final, uma boa parte do sagrado alimento \u00e9 jogado fora. O que vai fora n\u00e3o me pertence, mas \u00e9 de quem passa necessidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Aquele que envolveu os disc\u00edpulos, a multid\u00e3o faminta, ensinou a repartir e a n\u00e3o desperdi\u00e7ar \u00e9 reconhecido, somente por alguns, como \u201caquele que deve vir ao mundo\u201d. Outros n\u00e3o aprenderam esta li\u00e7\u00e3o e preferiram ver em Jesus um m\u00e1gico, por isso Ele foge deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Rodolfo Lu\u00eds Weber Arcebispo de Passo Fundo &nbsp; \u00c9 muito conhecida a passagem do Evangelho da multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es (Jo\u00e3o cap. 06), tamb\u00e9m relatada pelos outros evangelistas. 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