{"id":31339,"date":"2018-08-13T00:00:00","date_gmt":"2018-08-13T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/vitorias-da-vida\/"},"modified":"2018-08-13T00:00:00","modified_gmt":"2018-08-13T03:00:00","slug":"vitorias-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/vitorias-da-vida\/","title":{"rendered":"Vit\u00f3rias da Vida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Gil Ant\u00f4nio Moreira<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo de Juiz de Fora<\/strong><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\">\n<p>Na semana que findou, o mundo teve boas not\u00edcias sobre a vida humana. Dia 9 de agosto, o Papa Francisco, depois de uma longa reflex\u00e3o j\u00e1 dos tempos de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II (1978-2005) e de Bento XVI (2005-2013), modificou para melhor o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica que, no artigo 2267, trata sobre a pena de morte. Na evolu\u00e7\u00e3o da humanidade, sobretudo a respeito da dignidade da pessoa humana e inviolabilidade da vida, o novo texto torna inadmiss\u00edvel qualquer tipo de pena capital aos seres humanos. Reconhece que, por pior que fosse um criminoso, sempre lhe restaria um pouco de dignidade e a possibilidade de convers\u00e3o. Sendo o Pont\u00edfice forte defensor da vida, afirma: \u201cA Igreja ensina, \u00e0 luz do Evangelho, que a pena de morte \u00e9 inadmiss\u00edvel e se compromete com determina\u00e7\u00e3o por sua aboli\u00e7\u00e3o em todo o mundo\u201d.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify\">Na mesma ocasi\u00e3o, o Senado da Argentina desaprovou a inclus\u00e3o de leis abortistas em sua Constitui\u00e7\u00e3o, o que traz novas esperan\u00e7as para que o mundo reconhe\u00e7a que a vida humana \u00e9 inviol\u00e1vel. Mais uma vez, a vida venceu a morte. A corret\u00edssima decis\u00e3o do Senado Argentino vem ao encontro das palavras do Papa, na P\u00e1scoa passada, quando proclamou na b\u00ean\u00e7\u00e3o <em>Urbi et Orbi<\/em>, falando da ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo: \u201c&#8230; a vida venceu a morte, a luz afugentou as trevas!\u201d.<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">A vida \u00e9 o dom mais precioso que a natureza nos oferece. \u00c9 b\u00e1sico para todos os demais dons. Olhando pelo prisma da f\u00e9, verificamos que o Senhor nos criou para viver. Cristo, ao assumir a vida humana, afirmou: \u201cEu vim para que todos tenham vida e a tenham em abund\u00e2ncia\u201d (Jo 10,10). Morrer \u00e9 uma conting\u00eancia natural, embora cause dor aos que permanecem. Por\u00e9m, a exist\u00eancia da vida eterna, ap\u00f3s a experi\u00eancia traum\u00e1tica da morte terrena, conforta a mente humana e lhe d\u00e1 o completo entendimento das palavras de Cristo acima citadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tirar a pr\u00f3pria vida \u00e9 sinal de desespero e constitui algo n\u00e3o aceit\u00e1vel pela natureza. O bom senso ensina que a vida humana deve ser sempre protegida desde a fecunda\u00e7\u00e3o at\u00e9 o seu fim natural. Independente do sentido religioso, uma s\u00e3 consci\u00eancia reconheceria a dignidade pr\u00f3pria da exist\u00eancia humana e a sua inviolabilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nestes dias em que no Brasil est\u00e3o sendo tratados assuntos relacionados ao pretenso direito de abortar, a vit\u00f3ria da vida proclamada nos dois fatos acima citados torna-se sinal de \u00e2nimo para os defensores das crian\u00e7as ainda acomodadas no seio materno, esperando o momento exato para nascer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os argumentos favor\u00e1veis \u00e0 vida s\u00e3o racionais, incontest\u00e1veis e infinitamente mais fortes que os contr\u00e1rios. Por\u00e9m, h\u00e1 pessoas abalizadas que, curiosamente, tamb\u00e9m defendem a legaliza\u00e7\u00e3o do aborto. Frente aos aplausos que o Papa recebeu de todas as partes do mundo quando anunciou a inadmissibilidade da pena de morte, chega-se a perguntar: o que h\u00e1 neste mundo que faz acontecer estas contradi\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c0 coer\u00eancia dos dois acontecimentos da semana que passou, conclui-se que ningu\u00e9m, absolutamente ningu\u00e9m, tem o direito de tirar a vida de um ser humano. Nem mesmo os que governam, ou os que det\u00e9m o poder judici\u00e1rio, nem mesmo a decis\u00e3o de um plebiscito, t\u00eam tal poder, pois trata-se de uma causa moral inalter\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A verdade \u00e9 que a progress\u00e3o do mundo nem sempre anda igual para todos, sobretudo nas quest\u00f5es morais. H\u00e1, por\u00e9m, os mais evolu\u00eddos que caminham \u00e0 frente e garantem a vit\u00f3ria dos valores inalien\u00e1veis j\u00e1 criados pela natureza e que n\u00e3o podem ser destru\u00eddos nem mesmo pela op\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Gil Ant\u00f4nio Moreira Arcebispo de Juiz de Fora Na semana que findou, o mundo teve boas not\u00edcias sobre a vida humana. 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