{"id":31396,"date":"2018-08-16T00:00:00","date_gmt":"2018-08-16T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/nao-escondam-esta-esperanca-lumen-gentium-35\/"},"modified":"2018-08-16T00:00:00","modified_gmt":"2018-08-16T03:00:00","slug":"nao-escondam-esta-esperanca-lumen-gentium-35","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/nao-escondam-esta-esperanca-lumen-gentium-35\/","title":{"rendered":"N\u00e3o escondam esta esperan\u00e7a&#8230; (Lumen gentium, 35)\u00a0"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Ricardo Hoepers<br \/>\nBispo do Rio Grande (RS)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Doutrina Social da Igreja \u00e9 uma das preciosidades que os crist\u00e3os precisam desempoeirar, resgatando assim, o seu brilho. Um brilho que poder\u00e1 iluminar e muito, os debates que est\u00e3o na agenda do dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Digo isso, porque diante das controv\u00e9rsias da ADFP 442, criou-se um cen\u00e1rio de incertezas e de grandes confus\u00f5es sobre o papel a ser desempenhado pelos Poderes do Estado Democr\u00e1tico e os limites de atua\u00e7\u00e3o pertencentes a cada um deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando ouvimos falar em ativismo jur\u00eddico, juridiciza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, corrup\u00e7\u00e3o no Legislativo, Executivo como ref\u00e9m do Legislativo, come\u00e7amos a perceber a tens\u00e3o dessa corda que est\u00e1 ficando a cada dia mais apertada e o som da Democracia, cada dia mais estridente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Comp\u00eandio da Doutrina Social da Igreja (CDSI), n. 408, afirma que: <em>\u201c\u00c9 prefer\u00edvel que cada poder seja equilibrado por outros poderes e outras esferas de compet\u00eancia que o mantenham no seu justo limite. Este \u00e9 o princ\u00edpio do \u2018Estado de direito\u2019 no qual \u00e9 soberana a lei, e n\u00e3o a vontade arbitr\u00e1ria dos homens\u201d<\/em> (S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, <em>Centesimus annus<\/em>, 44). A crise de credibilidade dos poderes e sua instabilidade vem sendo aprofundada pela ininterrupta corrup\u00e7\u00e3o que golpeia e rouba os cofres p\u00fablicos comprometendo a integridade do pa\u00eds. Corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 um desvio de conduta, e etimologicamente significa quebrar aos peda\u00e7os, decompor ou deteriorar algo. Assim, podemos dizer que nossa crise \u00e9 mais profunda. A tens\u00e3o entre os Poderes \u00e9 apenas um sintoma, um sinal, um alerta de um problema maior: o esfacelamento dos valores \u00e9ticos e dos componentes morais que deteriorou a vida humana e sua organiza\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Valores \u00e9ticos como componentes da estabilidade democr\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II j\u00e1 apontou uma causa de toda essa crise moral que vem crescendo e se desenvolvendo no cora\u00e7\u00e3o das na\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas: um ataque desenfreado contra a fam\u00edlia, a c\u00e9lula da sociedade, o santu\u00e1rio da vida. A fam\u00edlia <em>\u201c\u00e9 o lugar onde a vida, dom de Deus, pode ser convenientemente acolhida e protegida contra os m\u00faltiplos ataques que est\u00e1 exposta e, pode desenvolver-se segundo as exig\u00eancias de um crescimento humano aut\u00eantico\u201d<\/em> (S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, <em>Centesimus annus<\/em>, 39). Com a crise da fam\u00edlia, a sociedade toda entra em colapso. Por isso, o Papa apresentava a fam\u00edlia como um valor imprescind\u00edvel: <em>\u201cDeterminante e insubstitu\u00edvel \u00e9 e deve ser considerado o seu papel para promover e construir a cultura da vida <\/em>(S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, <em>Evangelium vitae<\/em>, 92) <em>contra a difus\u00e3o de uma autociviliza\u00e7\u00e3o destruidora\u201d <\/em>(S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, <em>Gratissimam sane<\/em>, 13).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Testemunhar o Evangelho da vida numa sociedade necr\u00f3fila \u00e9 uma verdadeira e corajosa profecia. A DSI conclama as fam\u00edlias para que, <em>\u201corganizadas em apropriadas associa\u00e7\u00f5es, se empenhem por que as leis e as institui\u00e7\u00f5es do Estado n\u00e3o lesem, de modo algum, o direito \u00e0 vida, desde a sua concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 a morte natural, mas o defendam e promovam\u201d<\/em> (<em>Evangelium vitae<\/em>, 93).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A autociviliza\u00e7\u00e3o destruidora da fam\u00edlia tem o seu \u00e1pice na defesa pela libera\u00e7\u00e3o do aborto. A car\u00eancia dos valores morais devido a desestrutura\u00e7\u00e3o familiar se projeta nas estruturas sociais e no poder p\u00fablico. A cultura da morte ganha for\u00e7a \u00e0 medida que o aborto se torna uma bandeira dos direitos humanos. O que \u00e9 uma dor e um drama, um crime, transforma-se em conquista em nome de uma falsa autonomia, pois veicula somente os direitos da mulher sem levar em considera\u00e7\u00e3o dos direitos do nascituro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esse ataque cont\u00ednuo e permanente contra a fam\u00edlia desencadeou um enfraquecimento dos valores morais, uma crise de autoridade e um baixo desempenho na forma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia reta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O relativismo \u00e9tico entrou em todas as esferas da sociedade com uma vis\u00e3o individualista e autoreferencial onde as pessoas s\u00e3o empoderadas por uma juridiciza\u00e7\u00e3o da vida cotidiana reivindicando direitos sem medir as consequ\u00eancias e desprezando deveres. Esse \u00e9 um sinal do enfraquecimento dos valores e da consci\u00eancia deles. Na aus\u00eancia de valores morais, a pol\u00edtica pode ser facilmente instrumentalizada para fins de poder. <em>\u201cUma democracia sem valores converte-se facilmente num totalitarismo aberto ou dissimulado como a hist\u00f3ria demonstra\u201d<\/em>(<em>Centesimus annus<\/em>, 43).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Os componentes morais da representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O n. 394 do CDSI nos lembra que <em>\u201ca autoridade pol\u00edtica deve garantir a vida ordenada e reta da comunidade, sem tomar lugar da livre atividade dos indiv\u00edduos e dos grupos, mas disciplinando-a e orientando-a e, na tutela da independ\u00eancia dos sujeitos individuais e sociais para a realiza\u00e7\u00e3o do bem comum\u201d<\/em>. Esse exerc\u00edcio da autoridade pol\u00edtica, por\u00e9m, deve ser realizado dentro dos limites da ordem moral, de acordo com a ordem jur\u00eddica estabelecida. Fundamental \u00e9 dizer que <em>\u201co sujeito da autoridade pol\u00edtica \u00e9 o povo, considerado na sua totalidade, detentor da soberania\u201d<\/em> (CDSI, 395). Nos Regimes Democr\u00e1ticos essa soberania \u00e9 transferida para aqueles que o povo elege livremente como seus representantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Espera-se, portanto que a autoridade reconhe\u00e7a, respeite e promova os valores humanos e morais essenciais (CDSI, 397): <em>\u201cA autoridade deve reconhecer, respeitar e promover os valores humanos e morais essenciais. Estes sa\u0303o inatos, \u00abderivam da pro\u0301pria verdade do ser humano, e exprimem e tutelam a dignidade da pessoa: valores que nenhum indivi\u0301duo, nenhuma maioria e nenhum Estado podera\u0301 jamais criar, modificar ou destruir\u00bb<\/em> (<em>Evangelium vitae<\/em>, 71). <em>Estes na\u0303o encontram fundamento nas \u00abmaiorias\u00bb de opinia\u0303o proviso\u0301rias e muta\u0301veis, mas devem ser simplesmente reconhecidos, respeitados e promovidos como elementos de uma lei moral objetiva, lei natural inscrita no corac\u0327a\u0303o do homem (cf. Rm 2,15), e ponto de refere\u0302ncia normativo da mesma lei civil\u201d<\/em>(<em>Evangelium vitae<\/em>, 70).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estamos vivendo um tr\u00e1gico obscurecimento da consci\u00eancia que destr\u00f3i os princ\u00edpios fundamentais da verdade sobre o ser humano. O aborto volunt\u00e1rio e provocado, neste caso, \u00e9 o maior ato de corrup\u00e7\u00e3o do ser humano contra ele mesmo. Destr\u00f3i o ser humano no seu direito mais fundamental que \u00e9 o direito \u00e0 vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Doutrina Social da Igreja nos lembra que <em>\u201ca autoridade deve exarar leis justas, isto \u00e9, em conformidade com a dignidade da pessoa humana e com os ditames da reta raz\u00e3o\u201d<\/em>(CDSI, 398). Quando a lei se afasta da raz\u00e3o se torna in\u00edqua e violenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Portanto, aqueles que tem a responsabilidade pol\u00edtica n\u00e3o devem esquecer ou subestimar a dimens\u00e3o moral da sua representa\u00e7\u00e3o. A usurpa\u00e7\u00e3o da autoridade come\u00e7a quando ela \u00e9 exercida somente para o prest\u00edgio ou para aquisi\u00e7\u00e3o de vantagens pessoais ou pela corrup\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Trata-se da mais grave deforma\u00e7\u00e3o do sistema democr\u00e1tico porque trai dois princ\u00edpios ao mesmo tempo: da moral e da justi\u00e7a social (<em>Sollicitudo rei socialis<\/em>, 44).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em rela\u00e7\u00e3o a legaliza\u00e7\u00e3o do aborto, os regimes democr\u00e1ticos est\u00e3o passando por essa polui\u00e7\u00e3o do relativismo \u00e9tico, advindo da poeira das ideologias que foram implodidas na hist\u00f3ria, mas que ainda pairam no ar. O desprezo pela vida, e a exacerba\u00e7\u00e3o da cultura da morte refletem uma crise \u00e9tica mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No Brasil, vemos uma situa\u00e7\u00e3o bem mais delicada, pois al\u00e9m da perda dos valores, temos uma crise de credibilidade moral de nossos representantes. O equil\u00edbrio das inst\u00e2ncias que garantem a soberania do povo est\u00e1 em tens\u00e3o. Percebe-se um grande desencantamento pela pol\u00edtica e pelo sistema de (des)ordenamento criado pela incompet\u00eancia e\/ou irresponsabilidade dos organismos representativos no cumprimento do seu dever.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Participa\u00e7\u00e3o como componente de garantia da Democracia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os valores universais e o car\u00e1ter moral dos princ\u00edpios democr\u00e1ticos n\u00e3o s\u00e3o garantias autom\u00e1ticas da nossa organiza\u00e7\u00e3o social. Precisamos participar e resgatar, a cada dia, a riqueza da nossa tradi\u00e7\u00e3o e de nossos valores para que eles n\u00e3o sejam apagados da consci\u00eancia moral daqueles que nos representam e governam em nosso nome. A Doutrina Social da Igreja reconhece a necessidade de um controle dos organismos representativos por parte do corpo social (Cf. CDSI, 395).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00f3s crist\u00e3os, n\u00e3o podemos nos omitir diante da tr\u00e1gica condu\u00e7\u00e3o dos nossos representantes no destino da na\u00e7\u00e3o. Em nome de uma laiciza\u00e7\u00e3o do Estado, fomos nocauteados dentro da nossa pr\u00f3pria casa e desrespeitados em nossas tradi\u00e7\u00f5es. N\u00e3o podemos permitir que uma raz\u00e3o inerte e uma consci\u00eancia laxa e relativista dominem sobre a reta raz\u00e3o, o bom senso e a \u00e9tica dos valores. O senso de responsabilidade que exige nossa f\u00e9 chama-nos para um despertar de consci\u00eancia e uma resposta clara e propositiva: \u201cescolhe pois, a vida\u201d (Dt 30,19).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sendo assim, repetiremos em alto e bom som tantas vezes quantas forem necess\u00e1rias a nossa <em>\u201cposi\u00e7\u00e3o em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 a morte natural. O direito \u00e0 vida \u00e9 o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido. Ele \u00e9 um direito intr\u00ednseco \u00e0 condi\u00e7\u00e3o humana e n\u00e3o uma concess\u00e3o do Estado. N\u00e3o compete a nenhuma autoridade p\u00fablica reconhecer seletivamente o direito \u00e0 vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9 in\u00edqua e excludente\u201d<\/em>(Nota da CNBB, 11 de abril de 2017).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>N\u00e3o escondamos nossa esperan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Acreditamos na justi\u00e7a social, na cultura da vida, na civiliza\u00e7\u00e3o do amor, e como diz o Papa Francisco na Audi\u00eancia Geral de 14\/09\/2016, <em>\u201cningu\u00e9m pode nos roubar a esperan\u00e7a\u201d<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A DSI confirma o valor desta virtude na vida do crist\u00e3o: <em>A esperanc\u0327a crista\u0303 imprime um grande impulso ao compromisso em campo social, infundindo confianc\u0327a na possibilidade de construir um mundo melhor, na conscie\u0302ncia de que na\u0303o pode existir um \u00abparai\u0301so terrestre\u00bb<\/em> (S\u00e3o Jo\u00e3o XXIII, <em>Mater et magistra<\/em>, 451)<em>&#8230; Na\u0303o escondam esta esperanc\u0327a no interior da alma, mas exprimam-na mesmo atrave\u0301s das estruturas da vida social, por uma renovac\u0327a\u0303o conti\u0301nua e pela luta \u201ccontra os dominadores deste mundo tenebroso e contra os espi\u0301ritos do mal\u201d (Ef 6,12)\u00bb<\/em>(Conc\u00edlio Vaticano II, <em>Lumen gentium<\/em>, 35)<em>. As motivac\u0327o\u0303es religiosas de tal empenho podem na\u0303o ser compartilhadas, mas as convicc\u0327o\u0303es morais que dele decorrem constituem um ponto de encontro entre os crista\u0303os e todos os homens de boa vontade<\/em> (CDSI, 579).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em tempos de relativismo, de descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto, de viol\u00eancia social, de corrup\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, de imposi\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gicas da cultura da morte, de desagrega\u00e7\u00e3o familiar, todos n\u00f3s, crist\u00e3os, possamos nos empenhar no servi\u00e7o da caridade como fundamento da tutela dos vulner\u00e1veis, dos indefesos e inocentes, pois <em>\u201cs\u00f3 a caridade pode transformar completamente o homem\u201d<\/em> (S\u00e3o Joa\u0303o Paulo II, <em>Novo millennio ineunte<\/em>, 49-51). A nossa consci\u00eancia crist\u00e3 nos chama \u00e0 responsabilidade de defendermos a vida integralmente desde a concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 a morte natural, fundamentados no supremo amor de Cristo: <em>\u201cA caridade representa o maior mandamento social. Respeita o outro e seus direitos. Exige a pra\u0301tica da justic\u0327a, e so\u0301 ela nos torna capazes de pratica\u0301-la. Inspira uma vida de autodoac\u0327a\u0303o: \u00abQuem procurar ganhar sua vida vai perde\u0302-la, e quem a perder vai conserva\u0301-la\u00bb (Lc 17,33)\u201d<\/em> (Catecismo da Igreja Cato\u0301lica, 1889).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E, sabendo que estamos aqui de passagem por este mundo, ao defendermos a vida, n\u00e3o estamos conquistando nenhum m\u00e9rito pessoal, mas realizando o projeto maior do Autor da vida, Jesus Cristo, que veio ao mundo para que todos tenham vida e a tenham em abund\u00e2ncia (Cf. Jo 10,10). Diante dele, um dia, poderemos dizer como Santa Tereza do menino Jesus: <strong><em>\u00abAo entardecer desta vida, comparecerei diante de Vo\u0301s com as ma\u0303os vazias, pois na\u0303o Vos pec\u0327o, Senhor, que contabilizeis as minhas obras. Todas as nossas justic\u0327as te\u0302m manchas aos Vossos olhos. Quero, portanto, revestir-me da Vossa justic\u0327a e receber do Vosso amor a posse eterna de Vo\u0301s mesmo&#8230;\u00bb<\/em><\/strong> (Santa Teresa do Menino Jesus, Ato de oferecimento ao Amor misericordioso: Preghiere: Opere complete, Libreria Editrice Vaticana, Cidade do Vaticano 1997, p. 942-943, citado no Catecismo da Igreja Cato\u0301lica, 2011).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Ricardo Hoepers Bispo do Rio Grande (RS) A Doutrina Social da Igreja \u00e9 uma das preciosidades que os crist\u00e3os precisam desempoeirar, resgatando assim, o seu brilho. Um brilho que poder\u00e1 iluminar e muito, os debates que est\u00e3o na agenda do dia. 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