{"id":31993,"date":"2018-10-01T00:00:00","date_gmt":"2018-10-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/desejo-de-contribuir-para-mudar-a-realidade-social-atraiu-missionarios-de-outros-paises-ao-brasil\/"},"modified":"2020-03-11T20:03:41","modified_gmt":"2020-03-11T23:03:41","slug":"desejo-de-contribuir-para-mudar-a-realidade-social-atraiu-missionarios-de-outros-paises-ao-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/desejo-de-contribuir-para-mudar-a-realidade-social-atraiu-missionarios-de-outros-paises-ao-brasil\/","title":{"rendered":"Desejo de contribuir para mudar a realidade social atraiu mission\u00e1rios de outros pa\u00edses ao Brasil"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_201506\" aria-describedby=\"caption-attachment-201506\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-201506 size-medium\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Eugenio.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"179\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-201506\" class=\"wp-caption-text\">Dom Eug\u00eanio: &#8220;Quis colocar meus dons \u00e0 servi\u00e7o da Igreja no Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">A pedido do ent\u00e3o bispo da diocese de Lins (SP), dom Pedro Paulo Koop, o ent\u00e3o padre da B\u00e9lgica Eug\u00eanio Rixen chegou ao Brasil em janeiro de 1980, como padre \u201cFidei Donum\u201d da diocese de Liege. O termo em latim \u00e9 usado para designar um padre mission\u00e1rio diocesano, descrito na enc\u00edclica &#8220;Fidei Donum&#8221; de abril de 1957, do papa Pio XII. Em 1996, dom Eug\u00eanio se tornou bispo e continuou como bispo auxiliar de Lins por mais 3 anos. Ele veio como mission\u00e1rio para o Brasil num contexto em que a Igreja contava com poucos padres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cQuis colocar meus dons a servi\u00e7o desta Igreja, principalmente na Pastoral Catequ\u00e9tica e no trabalho com os jovens\u201d, refor\u00e7a. J\u00e1 h\u00e1 19 anos, dom Eug\u00eanio Rixen \u00e9 bispo da diocese de Goi\u00e1s (GO). O religioso tamb\u00e9m exerceu a presid\u00eancia da Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral para a Anima\u00e7\u00e3o B\u00edblico Catequ\u00e9tica na Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). \u201cTrabalhei muito para uma renova\u00e7\u00e3o da catequese na linha de uma verdadeira inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 vida crist\u00e3\u201d, disse. Em sua terra por \u201cado\u00e7\u00e3o\u201d, como se refere ao Brasil, o religioso sempre procurou estar perto do sofrimento das pessoas, dos sem terra e dos soropositivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Luz para os presos<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-201505 alignleft\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Petra2-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/>Em janeiro de 1991 quem desembarcou no Brasil para dedicar-se como mission\u00e1ria \u00e0s causas sociais foi a alem\u00e3 irm\u00e3 Petra Silvia Pfaller, da Congrega\u00e7\u00e3o Mission\u00e1rias de Cristo. \u201cDesde que entrei na comunidade das irm\u00e3s, em 1986, eu sempre queria ir al\u00e9m fronteiras, morar e trabalhar com o povo mais pobre e exclu\u00eddo\u201d, disse. Inicialmente seu desejo era ir para a \u00c1frica. Um fato que aconteceu, em seu noviciado em Munique, a fez mudar de rota. Ela se encantou pelo relato de religiosas brasileiras que trabalhavam com as comunidades eclesiais no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Seu trabalho no Brasil come\u00e7ou na regi\u00e3o do Bico do Papagaio, no extremo norte do Tocantins. \u201cL\u00e1 conheci o povo pobre e esquecido, sem acesso a direitos, apesar das leis que existem\u201d, relatou. E foi isto que a fez ir para a arquidiocese de Goi\u00e2nia cursar a faculdade de direito. Nesta Igreja local, a pedido do ent\u00e3o arcebispo dom Ant\u00f4nio Ribeiro, aceitou o convite para fundar a Pastoral Carcer\u00e1ria em Goi\u00e2nia, miss\u00e3o a qual se dedica at\u00e9 hoje. Irm\u00e3 Petra atualmente coordena, na Pastoral Carcer\u00e1ria nacional, o trabalho voltado para as mulheres presas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cDesde 1996 visito os por\u00f5es da humanidade, junto com outros agentes da Pastoral Carcer\u00e1ria. A partir de 2010, colaboro com a Coordena\u00e7\u00e3o Nacional nesta miss\u00e3o desafiadora, bonita, complexa e prof\u00e9tica\u201d, relembra. Neste trabalho, a religiosa se depara com realidades duras. \u201cNestes por\u00f5es encontramos pessoas jogadas em celas superlotadas, escuras, fedorentas, muitas vezes sem contato com as fam\u00edlias ou qualquer possibilidade de falar com um advogado e sem assist\u00eancia de sa\u00fade\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p>Atualmente existem no Brasil aproximadamente 725 mil pessoas presas, sendo 45 mil mulheres. \u201cQueria ser luz nestas celas escuras, com estas pessoas esquecidas e odiadas pela sociedade\u201d, assim define seu chamado mission\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><strong>Supera\u00e7\u00e3o dos abismos da injusti\u00e7a\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-201502 alignright\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Thierry-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/>O padre jesu\u00edta Thierry Linard de Guertechin tamb\u00e9m mudou de rota. Em 1974 queria ir para a \u00cdndia fato desaconselhado pelo seu padre geral dada as dificuldades de conseguir visto para o pa\u00eds. Os padres brasileiros que conheceu no curso de teologia na B\u00e9lgica o estimularam a vir ao Brasil dedicar-se \u00e0 miss\u00e3o. Ele chegou ao pa\u00eds em novembro de 1975. Trabalhou por 20 anos no Rio de Janeiro, na favela da Rocinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">H\u00e1 20 anos encontra-se em Bras\u00edlia, onde dedicou parte do seu tempo ao extinto Instituto Brasileiro de Desenvolvimento (Ibrades). Hoje no Centro Cultural de Bras\u00edlia, institui\u00e7\u00e3o dos padres jesu\u00edtas, est\u00e1 por tr\u00e1s da organiza\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio de Justi\u00e7a Socioambiental Luciano Mendes de Almeida. \u201cEste trabalho pretende analisar a realidade social e contribuir para a supera\u00e7\u00e3o do abismo da injusti\u00e7a social que n\u00e3o se alterou no Brasil desde que cheguei por aqui\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Padre Thierry colabora com a CNBB como assessor especial e integra o grupo de peritos que produz a An\u00e1lise de Conjuntura mensal para a entidade. O religioso destaca que o desafio de saber falar o portugu\u00eas foi uma de suas maiores dificuldades. \u201cN\u00e3o perdi o sotaque mesmo depois de 40 anos morando aqui. O que me consola \u00e9 que a pessoas s\u00e3o muito am\u00e1veis e dizem que o meu sotaque \u00e9 charmoso\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sua forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u00e9 nas \u00e1reas de Filosofia e Teologia, com mestrado em Demografia, pela Universidade Cat\u00f3lica de Lovaina e em Geografia na Universidade de Li\u00e8ge, B\u00e9lgica. Foi professor na PUC\/RJ de 1976 a 1996, no departamento de Sociologia e Ci\u00eancias Pol\u00edticas. Na Rocinha, foi assistente espiritual da A\u00e7\u00e3o Social Padre Anchieta (ASPA).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Religiosos falam dos desafios e dificuldades encontradas em deixar seu pa\u00eds de origem para viver uma experi\u00eancia mission\u00e1ria no Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":6872,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[854,878],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/31993"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=31993"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/31993\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/6872"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=31993"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=31993"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=31993"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}