{"id":321615,"date":"2021-06-25T11:37:01","date_gmt":"2021-06-25T14:37:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=321615"},"modified":"2021-06-25T11:37:27","modified_gmt":"2021-06-25T14:37:27","slug":"jesus-cristo-medico-e-salvador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/jesus-cristo-medico-e-salvador\/","title":{"rendered":"Jesus Cristo: m\u00e9dico e salvador"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Vital Corbellini<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Marab\u00e1 (PA)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Senhor Jesus \u00e9 Deus, homem e Salvador. A sua presen\u00e7a \u00e9 ainda mais suplicada na atualidade frente \u00e0 crise sanit\u00e1ria mundial decorrente do novo corona v\u00edrus e outras doen\u00e7as do corpo e da alma. Os fi\u00e9is recorrem ao Senhor pedindo aux\u00edlio e cura para seus sofrimentos e suas ang\u00fastias, assim como clamam a Deus para que o Esp\u00edrito Santo ilumine os cientistas e profissionais da sa\u00fade no desenvolvimento de vacinas e medicamentos para a supera\u00e7\u00e3o da pandemia. Assim como os m\u00e9dicos oferecem aos doentes os medicamentos necess\u00e1rios \u00e0 cura das enfermidades, Cristo Jesus, que \u00e9 o verdadeiro m\u00e9dico, oferece muito mais, sarando todos os males do corpo e da alma, pois Ele \u00e9 o salvador da humanidade. Apresentamos, a seguir, na vis\u00e3o dos primeiros padres da igreja, a concep\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo na sua miss\u00e3o de m\u00e9dico e salvador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cristo, o ungido do Pai<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Igreja nascente enfatizou a dimens\u00e3o do Messias, o Ungido do Senhor, <em>Christ\u00f2s<\/em>, Cristo, pr\u00e9-anunciado pela tradi\u00e7\u00e3o judaica, o qual fora concebido na sua dimens\u00e3o humana e, portanto, capaz de sofrer e de morrer. Ele foi predito como o Filho de Deus, sendo Deus Ele mesmo, por meio do qual o mundo foi criado e tamb\u00e9m foi redimido<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Jesus Cristo, o Verbo Divino que se fez carne (cfr. <em>Jo<\/em> 1,14) veio ao mundo para a remiss\u00e3o da humanidade, marcada pela sombra do pecado, de modo a prevalecer a vida sobre a morte. Nesta perspectiva, Ele formou os seus disc\u00edpulos, curou muitos doentes e evangelizou os pobres, anunciando-lhes o Reino de Deus. Pela sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o, restaurou a humanidade deca\u00edda, reconciliando-a com o Deus Criador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Filho se encarnou na realidade humana<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tertuliano, padre do s\u00e9culo III, seguindo o credo apost\u00f3lico, asseverou que todas as coisas foram criadas pelo Senhor Jesus. Ele foi enviado pelo Pai e se encarnou no seio da Virgem Maria, dela nascendo como homem e Deus, Filho do Homem e Filho de Deus, chamado Jesus Cristo, o qual sofreu, morreu, foi sepultado segundo as Escrituras, ressuscitado pelo Pai, elevado ao c\u00e9u, sentou-se \u00e0 direita do Pai e vir\u00e1 para julgar os vivos e os mortos<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. A encarna\u00e7\u00e3o do verbo de Deus \u00e9 a dimens\u00e3o de vida e de salva\u00e7\u00e3o para o g\u00eanero humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Senhor Deus assumiu a natureza humana<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Or\u00edgenes, padre do s\u00e9culo III, afirmou que o Senhor Deus assumiu o corpo e a alma para a salva\u00e7\u00e3o humana. Para o alexandrino, na pessoa do Cristo, \u00e9 poss\u00edvel afirmar a troca das propriedades como ser humano e como Deus. O Filho de Deus morreu, isto \u00e9, pela natureza que de fato podia sofrer a morte; e \u00e9 chamado Filho do Homem, o qual retornar\u00e1 na gl\u00f3ria de Deus Pai com os santos anjos<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cristo, m\u00e9dico da alma<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pseudo-Mac\u00e1rio, um monge do Egito do s\u00e9culo IV, afirmou que o Senhor Deus \u00e9 o \u00fanico m\u00e9dico que sara as nossas almas pela Sua paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o. Ele bate \u00e0 porta de nosso cora\u00e7\u00e3o a fim de que repouse em nossas almas e acalente todo o nosso ser. Por essa raz\u00e3o, o Senhor aceitou sofrer a morte, com o fim de resgatar-nos da escravid\u00e3o do pecado e de permanecer em nossas almas. Ele nunca desiste do ser humano. O autor pede que n\u00f3s O acolhamos e que Ele seja introduzido na nossa intimidade, pois Ele \u00e9 o nosso alimento, a nossa bebida, a nossa vida eterna<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os merecimentos de Cristo Jesus<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pseudo-Mac\u00e1rio sustentou, ainda, que a alma humana alcan\u00e7ar\u00e1 o rem\u00e9dio para sarar as cont\u00ednuas e incur\u00e1veis feridas, adquiridas pelas suas faltas, atrav\u00e9s dos merecimentos de Cristo. Desta forma, o Senhor se faz presente na humanidade para fornecer-lhe todas as curas, Ele que \u00e9 o \u00fanico e verdadeiro m\u00e9dico e sara as almas dos fi\u00e9is, libertando-os das paix\u00f5es e de suas mal\u00edcias<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ad\u00e3o encontrou em Cristo a gl\u00f3ria perdida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Efr\u00e9m, o S\u00edrio, te\u00f3logo do s\u00e9culo IV, afirmou que o nascimento de Cristo Jesus concedeu \u00e0 Ad\u00e3o a gl\u00f3ria que tinha perdido por causa do pecado original. De sua infinita grandeza, Deus se fez pequeno, habitando entre n\u00f3s, por amor ao ser humano. Ele deixou-se humilhar para vencer o mal, que no princ\u00edpio da cria\u00e7\u00e3o enganou o ser humano, para elev\u00e1-lo at\u00e9 o c\u00e9u. Gra\u00e7as \u00e0 divina miseric\u00f3rdia que foi derramada sobre os habitantes da terra, o mundo doente sarou pelo m\u00e9dico divino e humano que nela apareceu<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A miss\u00e3o do Cristo m\u00e9dico e salvador<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santo Agostinho, bispo dos s\u00e9culos IV e V, exaltou a miss\u00e3o do Cristo m\u00e9dico e salvador, que oferta uma medicina para toda a humanidade, a qual reprime todos os tumores, reanima tudo o que \u00e9 fraco, arranca todos os crescimentos, guarda tudo o que \u00e9 essencial, repara todas as perdas e corrige todas as deprava\u00e7\u00f5es. Desta forma, o reino dos c\u00e9us n\u00e3o \u00e9 fechado, pois os publicanos e as prostitutas ouviram a mensagem do Precursor e do Senhor e O seguiram pelo caminho da convers\u00e3o (cfr. <em>Mt<\/em> 21,32)<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cristo veio para dizer que Deus ama o ser humano<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo o ap\u00f3stolo S\u00e3o Jo\u00e3o, Santo Agostinho exaltou o amor infinito de Deus pelo ser humano, a fim de que este se inflamasse de amor para com aquele que o amou primeiro (cfr. <em>1 Jo<\/em> 4,10-19) e tamb\u00e9m amasse o pr\u00f3ximo, a exemplo daquele que, por amor, se fez pr\u00f3ximo de quem n\u00e3o lhe era pr\u00f3ximo. O Senhor Jesus Cristo, Deus homem, \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o do amor divino para conosco e o exemplo de humildade junto a n\u00f3s. O orgulho humano foi curado por um rem\u00e9dio ainda maior, o amor de Deus. Se o ser humano, quando \u00e9 orgulhoso, diz Santo Agostinho, converte-se em uma grande desgra\u00e7a, o Deus humilde torna-se fonte de infinita miseric\u00f3rdia<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A encarna\u00e7\u00e3o do Verbo como Salvador<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Teodoreto de Cirro, bispo na S\u00edria do s\u00e9culo V, assegurou que a encarna\u00e7\u00e3o de nosso Salvador \u00e9 o atestado eloq\u00fcente de seu projeto de amor para com a humanidade. Se todas as obras da cria\u00e7\u00e3o s\u00e3o importantes, muito mais importante foi a bondade do Salvador, pelo fato que o mesmo Unig\u00eanito Filho de Deus, que possui a natureza divina (cfr. <em>Fl<\/em> 2,6), esplendor da sua gl\u00f3ria, express\u00e3o da sua subst\u00e2ncia (cfr. <em>Hb<\/em> 1,3), que existia desde o princ\u00edpio e estava junto de Deus, e Ele mesmo Deus do qual foi criada todas as coisas (cfr. <em>Jo<\/em> 1,1-3), foi revelado com o aspecto de um escravo (cfr. <em>Fl<\/em> 2,7) para ser semelhante ao ser humano na apar\u00eancia exterior, para assumir em si as nossas enfermidades e superar os nossos males<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cristo morreu por n\u00f3s<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ainda em Teodoreto de Cirro, que seguiu tamb\u00e9m o ap\u00f3stolo S\u00e3o Paulo, afirma-se que Cristo morreu por n\u00f3s ainda que sejamos pecadores (cfr. <em>Rm<\/em> 5,8). S\u00e3o Jo\u00e3o enaltece que Deus amou o mundo ao ponto de sacrificar o seu Filho Unig\u00eanito, para que todo aquele que Nele cr\u00ea, n\u00e3o pere\u00e7a, mas tenha a vida eterna (cfr. <em>Jo<\/em> 3,16). Deus amou de fato o mundo ao enviar o seu Filho, que se fez m\u00e9dico e salvador da humanidade. O Criador veio ao nosso encontro para a nossa salva\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>, dando-nos a vida e a sa\u00fade necess\u00e1rias para a continuidade da nossa exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A doutrina de Cristo como m\u00e9dico e salvador completa-se no Senhor Jesus Cristo que se fez carne, humano como n\u00f3s em tudo, menos no pecado (cfr. <em>Hb <\/em>4,15). Tal doutrina est\u00e1 presente nos evangelhos, nos primeiros escritores crist\u00e3os e no mundo atual, especialmente neste momento delicado de pandemia e tantos outros males, sejam eles materiais ou espirituais, em que a presen\u00e7a do Senhor Jesus \u00e9 essencial para a cura de todas as doen\u00e7as e salva\u00e7\u00e3o da humanidade, preparando-nos para a vida eterna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Cfr. M. Simonetti, <em>Cristologia<\/em>. In: <em>Nuovo Dizionario Patristico e di Antichit\u00e0 Cristiane<\/em>, diretto da Angelo Di Berardino. . Marietti, Genova-Milano, 2006, pg. 1283.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Cfr. Tertulliano, <em>Contro Prassea<\/em>, 2,1, a cura di Giuseppe Scarpat, Societ\u00e0 Editrice Internazionale, Torino, 1985, pgs. 145-147.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Cfr. Or\u00edgenes, <em>Tratado sobre os Princ\u00edpios<\/em>, 6,3. Paulus, SP, 2012, pg. 163.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Cfr. Pseudo-Macario, <em>Omelie spirituali<\/em>, 30,9. In: <em>Idem<\/em>, pg. 99.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Cfr. <em>Idem<\/em>, 48,1-3, pg. 180.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Cfr. Efrem, Siro, <em>Inno per la nascita di Cristo<\/em>, 1. In: <em>Idem<\/em>, pgs. 162-163.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Cfr. <em>Il Combattimento Cristiano<\/em>, 11,12. In: <em>Opere di Sant`Agostino. Morale e Ascetismo Cristiano<\/em>, VII\/2. Nuova Biblioteca Agostiniana, Citt\u00e0 Nuova Editrice, Roma, 2001, pg. 97.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Cfr. Santo Agostinho, <em>Primeira Catequese aos n\u00e3o crist\u00e3os<\/em>, IV, 8. Paulus, SP, 2013, pgs. 79-80.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Cfr. Tedoreto di Ciro, <em>La provvidenza divina<\/em>, 10. In: <em>La teologia dei padri<\/em>, v.<em> 2<\/em>. Citt\u00e0 Nuova Editrice, Roma, 1982, pg. 52.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Cfr. <em>Idem<\/em>, pg. 53.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Vital Corbellini Bispo de Marab\u00e1 (PA) &nbsp; \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Senhor Jesus \u00e9 Deus, homem e Salvador. 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