{"id":32211,"date":"2018-10-18T00:00:00","date_gmt":"2018-10-18T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/educar-para-que\/"},"modified":"2018-10-18T00:00:00","modified_gmt":"2018-10-18T03:00:00","slug":"educar-para-que","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/educar-para-que\/","title":{"rendered":"Educar para qu\u00ea?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Leomar Brustolin<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo auxiliar da arquidiocese de Porto Alegre<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p>H\u00e1 poucos dias comemoramos o dia do professor. Essa indispens\u00e1vel e n\u00e3o suficientemente valorizada profiss\u00e3o, nos faz repensar o modelo educativo que produzimos. A evolu\u00e7\u00e3o repentina e por vezes contradit\u00f3ria do nosso tempo suscita desafios que interpelam a comunidade educativa. Eles induzem a encontrar respostas adequadas n\u00e3o s\u00f3 em \u00e2mbito dos conte\u00fados e dos m\u00e9todos did\u00e1ticos, mas tamb\u00e9m em n\u00edvel da experi\u00eancia comunit\u00e1ria que caracteriza a a\u00e7\u00e3o educativa.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia destes desafios transparece do contexto de complexidade social, cultural e religiosa na qual crescem concretamente as jovens gera\u00e7\u00f5es, e influencia significativamente a sua vida. Tratam-se de fen\u00f4menos amplamente difundidos, tais como o desinteresse pelas verdades fundamentais da vida humana, o individualismo, o relativismo moral e o utilitarismo.<\/p>\n<p>Torna-se urgente oferecer aos jovens um percurso de forma\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se limite \u00e0 frui\u00e7\u00e3o individualista e instrumental de um servi\u00e7o apenas em vista de um t\u00edtulo que deve ser obtido. Al\u00e9m da aprendizagem dos conhecimentos, \u00e9 necess\u00e1rio que os estudantes fa\u00e7am uma experi\u00eancia de forte partilha com os educadores. O ser humano, como pessoa, se realiza dinamicamente mediante a abertura de si \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com o outro.<\/p>\n<p>No atual contexto \u00e9 necess\u00e1rio formar sujeitos capazes de respeitar a identidade, a cultura, a hist\u00f3ria, a religi\u00e3o e, sobretudo os sofrimentos e as necessidades dos outros, na consci\u00eancia de que &#8220;todos somos verdadeiramente respons\u00e1veis por todos.&#8221; Grandes quest\u00f5es antropol\u00f3gicas ficam escondidas na reflex\u00e3o cotidiana at\u00e9 na escola e na universidade: qual \u00e9 o significado de pessoa humana hoje? Qual o sentido de nossos trabalhos? Sobre o que funda a nossa esperan\u00e7a?<\/p>\n<p>Os altos \u00edndices de frustra\u00e7\u00e3o, estresse e depress\u00e3o e os preocupantes dados sobre suic\u00eddio entre adolescentes e jovens nos impelem a questionar o atual modelo de sociedade, educa\u00e7\u00e3o e cultura que estamos sustentando. Educar para a vida e rejeitar a cultura da morte, do vazio e do cansa\u00e7o, implicam em rever nossa sociedade baseada no desempenho, sucesso e progresso a qualquer custo. O grito alarmante do planeta, nossa Casa Comum, sobre a sustentabilidade da vida (e vida humana) na Terra, deveria nos acordar dessa sonol\u00eancia e distra\u00e7\u00e3o que h\u00e1 muito tempo est\u00e1 se mantendo.<\/p>\n<p>Acordemos! Eduquemos nosso olhar para valores que todos reclamamos a falta, mas pouco nos empenhamos em come\u00e7ar pela nossa casa e escola. A vida continua bela e plena de sentido, mas muitos n\u00e3o est\u00e3o sendo educados nessa perspectiva. Que nossos educadores sejam reconhecidos na arte de humanizar uma sociedade que\u00a0 tanto clama por sentido e \u00e9tica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Leomar Brustolin Bispo auxiliar da arquidiocese de Porto Alegre H\u00e1 poucos dias comemoramos o dia do professor. Essa indispens\u00e1vel e n\u00e3o suficientemente valorizada profiss\u00e3o, nos faz repensar o modelo educativo que produzimos. A evolu\u00e7\u00e3o repentina e por vezes contradit\u00f3ria do nosso tempo suscita desafios que interpelam a comunidade educativa. 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