{"id":32612,"date":"2018-11-20T00:00:00","date_gmt":"2018-11-20T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/evangelizacao-e-pastoral-afro\/"},"modified":"2018-11-20T00:00:00","modified_gmt":"2018-11-20T02:00:00","slug":"evangelizacao-e-pastoral-afro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/evangelizacao-e-pastoral-afro\/","title":{"rendered":"Evangeliza\u00e7\u00e3o e Pastoral Afro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Zanoni Demettino Castro<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo de Feira de Santana, Bahia<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo referencial da Pastoral Afro Brasileira<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">\u201c<em>Ide fazei disc\u00edpulos todos os povos\u201d<\/em>(Mt 28,19). Esta \u00e9 a miss\u00e3o que o Nosso Mestre e Senhor, Jesus Cristo, nos confiou. Fiel a este mandato, a Igreja da Am\u00e9rica Latina e do Caribe, no caminho aberto pela V Confer\u00eancia de Aparecida, se prop\u00f4s realizar, com todas as suas for\u00e7as vivas, o ambicioso projeto de uma Miss\u00e3o Continental. Como enfrentar este desafio em nossas Igrejas particulares?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Pastoral Afro Brasileira, tendo presente o Dia Nacional da Consci\u00eancia Negra e a prof\u00e9tica Declara\u00e7\u00e3o da D\u00e9cada do Afrodescendente (2015-2024) pela Comunidade Internacional, reconhecendo que os povos afrodescendentes representam um grupo distinto, cujos direitos humanos precisam ser promovidos e protegidos, levanta uma importante quest\u00e3o: Como anunciar o Evangelho de vida e salva\u00e7\u00e3o a todo este povo? Como dar uma not\u00edcia boa a essa gente?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e3o cerca de 200 milh\u00f5es de pessoas que se auto identificam como afrodescendentes nas Am\u00e9ricas. O texto base de prepara\u00e7\u00e3o ao XIV Encontro de Pastoral Afro americano, realizado em Cali na Col\u00f4mbia afirma que 10 milh\u00f5es de africanos foram escravizados nas Am\u00e9ricas entre 1492 e 1870\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, de fato, \u201cfoi uma das maiores e mais complexas empresas mar\u00edtimas e comerciais da hist\u00f3ria, que trouxe nossos irm\u00e3os e\u00a0 nossas irm\u00e3s para o trabalho for\u00e7ado nas planta\u00e7\u00f5es de tabaco, cana-de-a\u00e7\u00facar, caf\u00e9 , algod\u00e3o, arroz, em minas de ouro e de prata e ao servi\u00e7o dom\u00e9stico.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> Quase metade dos africanos que cruzaram o Atl\u00e2ntico veio da \u00c1frica Central. Eles foram para todos os lugares: de Buenos Aires a Col\u00f4mbia e Peru, ao vasto Caribe, assim como Suriname e as Guianas, e a regi\u00e3o costeira dos Estados Unidos, de Nova Orleans a Nova York, at\u00e9 alcan\u00e7arem, finalmente, a Nova Esc\u00f3cia, no Canad\u00e1. Isso contrasta de certa forma com os africanos da Costa Ocidental, que tenderam a se estabelecer em pequenos n\u00facleos: Bahia e Haiti, vindo da plan\u00edcie da Guin\u00e9, ou Jamaica, por povos oriundo do que \u00e9 hoje considerado Gana.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Foram trezentos anos de escravid\u00e3o, um crime de lesa humanidade, que at\u00e9 hoje n\u00e3o foi suficientemente reparado. As condi\u00e7\u00f5es sociais dos afro-descendentes, comprovadamente adversas, decorrem desta realidade e do posterior processo de exclus\u00e3o dos negros dos mecanismos de inser\u00e7\u00e3o social. <a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> No Brasil, o Estado n\u00e3o efetivou nenhuma pol\u00edtica de apoio \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra que emergia da servid\u00e3o. A escravid\u00e3o passou, por\u00e9m ficou para a popula\u00e7\u00e3o negra a realidade de marginaliza\u00e7\u00e3o e pobreza.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>\u00c9 alarmante a desigualdade entre a popula\u00e7\u00e3o negra e a popula\u00e7\u00e3o branca. O \u00edndice de analfabetismo na popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 praticamente o dobro. Os negros tinham menos oportunidades de emprego do que os brancos. A Igreja do Brasil tem chamado aten\u00e7\u00e3o para essa terr\u00edvel realidade do povo negro. Recentemente, no Brasil, em audi\u00eancia p\u00fablica, na C\u00e2mara Federal, representantes do Governo e de organiza\u00e7\u00f5es sociais afirmaram que o n\u00famero de jovens negros assassinados no pa\u00eds \u00e9 tr\u00eas vezes maior do que o de jovens brancos e destacaram que todos s\u00e3o afetados pelo genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como cuidar deste povo? Como zelar dos pobres e abandonados? Na Igreja, chamamos de Pastoral a a\u00e7\u00e3o que tem esse fim. Pastoral \u00e9 a evangeliza\u00e7\u00e3o no seu sentido pleno. Evangelizar \u00e9 a miss\u00e3o da Igreja, \u201canunciando o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o Reino, o mist\u00e9rio de Jesus de Nazar\u00e9, Filho de Deus\u201d <a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> Jesus Cristo, o Bom Pastor, que veio para que tiv\u00e9ssemos vida em abund\u00e2ncia. (Jo 10,11-14). Nele, se fundamenta toda a a\u00e7\u00e3o evangelizadora. Neste sentido, a Pastoral Afro \u00e9 o pastoreio de Jesus, a a\u00e7\u00e3o do seu corpo, a Igreja, junto ao povo negro, compreendendo sua cultura de origem africana presente em nosso Continente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desde Medell\u00edn (1968) o conceito de evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e9 ampliado. Promo\u00e7\u00e3o humana e liberta\u00e7\u00e3o s\u00e3o elementos constitutivos deste processo.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> A vida concreta das pessoas, o cotidiano pessoal e social \u00e9 conte\u00fado essencial do anuncio do Evangelho. O homem a ser evangelizado n\u00e3o \u00e9 um ser abstrato, \u00e9 sim um ser concreto condicionado pelo conjunto dos problemas sociais e econ\u00f4micos<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a> As pessoas s\u00e3o o eixo central da evangeliza\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3prio Jesus Cristo, iniciando sua miss\u00e3o p\u00fablica na Sinagoga de Nazar\u00e9, retoma a profecia de Isaias, identificando seus destinat\u00e1rios: \u201c<em>O Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim, porque me conferiu a un\u00e7\u00e3o; a anunciar a Boa Nova aos pobres me enviou<\/em> (Lc 4,18,cf Is 61,1). Esta \u00e9 a miss\u00e3o de Jesus, esta \u00e9 a miss\u00e3o da Igreja. Ela deve atingir, como nos ensina S\u00e3o Paulo VI, modificando por sua for\u00e7a, os crit\u00e9rios de julgamento, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamentos, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus e com o des\u00edgnio de salva\u00e7\u00e3o.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a> \u00a0A \u00a0a\u00e7\u00e3o do homem para sua liberta\u00e7\u00e3o integral, o seu emprenho na busca de uma sociedade mais solid\u00e1ria e mais fraternal e, sobretudo, as lutas pela justi\u00e7a e pela constru\u00e7\u00e3o da paz s\u00e3o elementos constitutivos da a\u00e7\u00e3o evangelizadora da Igreja.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a> Neste contexto, o Evangelho \u00e9 anunciado, a cultura do povo \u00e9 assumida e a reden\u00e7\u00e3o acontece. Nesta perspectiva, entendemos muito bem a afirma\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Greg\u00f3rio de Naziazeno, \u00a0que aquilo \u201c<em>que n\u00e3o \u00e9 assumido n\u00e3o \u00e9 redimido<\/em>\u201d.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assumir a concretude da vida do nosso povo, a realidade sofrida da nossa gente \u00e9 o grande desafio da a\u00e7\u00e3o evangelizadora da Igreja neste mundo pluralista e secularizado<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>. A f\u00e9 crist\u00e3 n\u00e3o pode ficar indiferente \u00e0s situa\u00e7\u00f5es de mis\u00e9ria e opress\u00e3o em que vive a maioria da humanidade: o trabalho escravo, as press\u00f5es sociais e pol\u00edticas de todo tipo, a explora\u00e7\u00e3o do homem sobre o homem, e tamb\u00e9m as aliena\u00e7\u00f5es que se exprimem na injusti\u00e7a, na fome, na pobreza, no isolamento, condi\u00e7\u00f5es nas quais vivem a grande maioria das popula\u00e7\u00f5es<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Pastoral Afro deve despertar em toda a Igreja o cuidado com essa gente sofrida. \u00c9 o povo que constitui uma das ra\u00edzes da identidade da gente latino americana. Conduzi-lo \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o plena e integral \u00e9 a finalidade da Pastoral Afro. Como Igreja, somos desafiados a <em>\u201cconhecer os valores culturais, a hist\u00f3ria e as tradi\u00e7\u00f5es dos afro-americanos, \u00a0entrar em di\u00e1logo fraterno e respeitoso como eles, \u00e9 um passo importante na miss\u00e3o evangelizadora\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><strong>[14]<\/strong><\/a><\/em> A Pastoral Afro tem a responsabilidade de conseguir que os valores do Reino de Deus sejam fermento no processo de gesta\u00e7\u00e3o do novo modelo cultural. Ajudar que o compromisso com o povo negro, assumido em Aparecida, permane\u00e7a no horizonte evangelizador da Igreja. <a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Texto base \u2013 A espiritualidade afro-Americana e os desafios do s\u00e9culo XXI p. 9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Texto base \u2013 A espiritualidade afro-Americana e os desafios do s\u00e9culo XXI p. 9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> A palavra \u201cdi\u00e1spora\u201d, embora indique situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas na tradi\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e2, por analogia, pode ser muito bem empregada para expressar a realidade vivida pelos milh\u00f5es de negros e negras que viveram essa situa\u00e7\u00e3o cf. Heiwood, Linda M. <em>Di\u00e1spora Negra no Brasil, <\/em>ed. Contexto , S\u00e3o Paulo, 2013, p7<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> CNBB. Pastoral Afro-brasileira \u2013 Princ\u00edpios de orienta\u00e7\u00e3o, Ed. CNBB,\u00a0 p. 15<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> CNBB. Pastoral Afro-brasileira \u2013 Princ\u00edpios de orienta\u00e7\u00e3o, Ed. CNBB,\u00a0 p. 15<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Paulo VI. <em>Evangelii Nuntiandi <\/em>Ed. Paulinas, 1981 n 22<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Galli, Carlos Maria, <em>A Teologia latino americana da cultura \u00e0s v\u00e9speras do terceiro mil\u00eanio <\/em>in O Futuro da reflex\u00e3o teol\u00f3gica nma Am\u00e9rixca Latina. Tradu\u00e7\u00e3o: Jos\u00e9 A. Ceschin, Ed. Loyola, S\u00e3o Paulo, 1998 ,p 194<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Paulo VI. <em>Evangelii Nuntiandi<\/em> Ed. Paulinas, 1981,\u00a0 31<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Paulo VI. <em>Evangelii Nuntiandi<\/em> Ed. Paulinas, 1981, 21-22<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Jo\u00e3o Paulo II. <em>Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica \u201cCatechesi Tradendae\u201d.<\/em>Ed. Paulinas. S\u00e3o Paulo, 1980,p37<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> O Papa Francisco ao tratar do tema da\u00a0 cultura, pensamento e educa\u00e7\u00e3o relembra esse axioma que aparece tamb\u00e9m em Puebla n. 400. Francisco. <em>Exorta\u00e7\u00e3o Apst\u00f3lica Evangelii Gaudium,\u00a0 n 132<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Cf. C. Geffr\u00e9, op. Cit.<em>\u00a0 <\/em>p.44;50.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Cf. G. Greshake,. O Homem e a Salva\u00e7\u00e3o de Deus, in K.H. Neufeld.(Org.), op. Cit,p.237.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> CELAM. Documento de Aparecida(DAp). Texto conclusivo da V Conferencia Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. Bras\u00edlia-S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Paulus-Paulinas, 2007 n. 532<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> Texto da Pastoral afro-brasileira apresentado na 46\u00aa Assembl\u00e9ia dos Bispos do Brasil. Comunicado Mensal. Ano 57, n\u00ba 614 pp.215<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Zanoni Demettino Castro Arcebispo de Feira de Santana, Bahia Bispo referencial da Pastoral Afro Brasileira \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0 \u201cIde fazei disc\u00edpulos todos os povos\u201d(Mt 28,19). Esta \u00e9 a miss\u00e3o que o Nosso Mestre e Senhor, Jesus Cristo, nos confiou. 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