{"id":326271,"date":"2021-06-28T11:17:46","date_gmt":"2021-06-28T14:17:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=326271"},"modified":"2021-06-28T11:17:46","modified_gmt":"2021-06-28T14:17:46","slug":"maior-doenca-falta-de-amor-papa-angelus-27-junho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/maior-doenca-falta-de-amor-papa-angelus-27-junho\/","title":{"rendered":"&#8220;A maior doen\u00e7a da vida \u00e9 a falta de amor, \u00e9 n\u00e3o ser capaz de amar&#8221;, afirma o Papa no Angelus"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;A maior doen\u00e7a da vida \u00e9 a falta de amor, \u00e9 n\u00e3o ser capaz de amar. E a cura mais importante \u00e9 a dos afetos&#8221;. Assim pode ser resumida a reflex\u00e3o do Papa Francisco sobre o Evangelho do 13\u00ba Domingo do Tempo Comum, antes da ora\u00e7\u00e3o mariana do Angelus, deste domingo 27 de junho. Francisco quis destacar aos fi\u00e9is e peregrinos reunidos na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro a cura de Jesus \u00e0 mulher que sofria de hemorragia h\u00e1 12 anos.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Hoje, no Evangelho, Jesus se depara com as nossas duas situa\u00e7\u00f5es mais dram\u00e1ticas, morte e doen\u00e7a\u201d, disse o Papa. Delas ele liberta duas pessoas: uma menina, que morre enquanto o pai foi pedir ajuda a Jesus; e uma mulher, que perde sangue h\u00e1 muitos anos. Jesus se deixa tocar pela nossa dor e morte, e realiza dois sinais de cura para nos dizer que nem a dor nem a morte t\u00eam a \u00faltima palavra. Ele nos diz que a morte n\u00e3o \u00e9 o fim. Ele vence este inimigo, do qual n\u00e3o podemos nos libertar sozinhos\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<p class=\"article__innerTitle\"><span style=\"font-size: 16px;\">&#8220;Concentremo-nos, no entanto, neste per\u00edodo em que a doen\u00e7a ainda est\u00e1 no centro das cr\u00f4nicas, no outro sinal, a curada mulher&#8221;, sublinhou. \u201c<\/span><i style=\"font-weight: inherit;\">Mais do que sua sa\u00fade, eram seus afetos a serem comprometidos: ela tinha perda de sangue e, portanto, de acordo com a mentalidade da \u00e9poca, era considerada impura. Ela era, portanto, marginalizada, n\u00e3o podia ter rela\u00e7\u00f5es, um marido, uma fam\u00edlia e rela\u00e7\u00f5es sociais normais. Ela vivia sozinha, com o cora\u00e7\u00e3o ferido&#8221;.<\/i><\/p>\n<p class=\"article__innerTitle\"><span style=\"font-size: 16px;\">&#8220;A hist\u00f3ria desta mulher sem nome, na qual todos n\u00f3s podemos nos ver, \u00e9 exemplar&#8221;, explicou o Papa Francisco. O texto diz que ela tinha feito muitas curas, &#8220;gastando todos os seus bens sem nenhuma vantagem&#8221;, ao contr\u00e1rio, piorando. <\/span><i style=\"font-weight: inherit;\">\u00a0&#8220;A maior doen\u00e7a da vida \u00e9 o c\u00e2ncer, a tuberculose, a pand\u00eamia? N\u00e3o!&#8221; <\/i>disse o Papa<i style=\"font-weight: inherit;\">. &#8220;\u00c9 a falta de amor \u00e9 n\u00e3o conseguir amar. Esta pobre mulher estava doente pela falta de amor, pois n\u00e3o podia estar socialmente com os outros. E a cura mais importante \u00e9 a dos afetos&#8221;,<\/i><span style=\"font-size: 16px;\"> disse Francisco, perguntando em seguida: &#8220;<\/span><em>Podemos pensar nos nossos afetos: est\u00e3o doentes ou s\u00e3o saud\u00e1veis? Est\u00e3o doentes? Jesus \u00e9 capaz de os curar!&#8221;<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<blockquote><p><i>\u201cTamb\u00e9m n\u00f3s, quantas vezes nos lan\u00e7amos em rem\u00e9dios errados para satisfazer nossa falta de amor\u201d. \u201cPensamos que a nos fazer felizes sejam o sucesso e o dinheiro, mas o amor n\u00e3o se compra \u00e9 gratuito. Refugiamo-nos no virtual, mas o amor \u00e9 concreto. N\u00f3s n\u00e3o nos aceitamos como somos e nos escondemos por detr\u00e1s dos truques da exterioridade, mas o amor n\u00e3o \u00e9 apar\u00eancia. Procuramos solu\u00e7\u00f5es em magos e gurus, para depois nos encontrarmos sem dinheiro e sem paz\u201d.<\/i><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<p class=\"photo_embed--Title\"><span style=\"font-size: 16px;\">Francisco disse ainda que muitas vezes \u201cgostamos de ver as coisas ruins das outras pessoas. Quantas vezes ca\u00edmos na tagarelice, que \u00e9 fofocar sobre os outros. Que horizonte de vida \u00e9 este?&#8221;. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o julgar a realidade pessoal e social dos outros, deixar os outros viverem. <\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"photo_embed--Title\"><span style=\"font-size: 16px;\">&#8220;Olhe ao seu redor: voc\u00ea ver\u00e1 que tantas pessoas que vivem ao seu lado se sentem feridas e sozinhas, elas precisam se sentir amadas. D\u00ea o passo. Jesus lhe pede um olhar que n\u00e3o se det\u00e9m na exterioridade, mas vai ao cora\u00e7\u00e3o; um olhar que n\u00e3o julga, deixemos de julgar os outros, Jesus nos pede um olhar que n\u00e3o julga, mas acolhedor. Porque s\u00f3 o amor cura a vida. Que Nossa Senhora, finalizou o Papa Francisco, consoladora dos aflitos, nos ajude a levar uma caricia aos feridos no cora\u00e7\u00e3o que encontramos em nosso caminho&#8221;.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<pre>Com informa\u00e7\u00f5es de Vatican News<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reflex\u00e3o do Papa Francisco sobre o Evangelho do 13\u00ba Domingo do Tempo Comum, antes da ora\u00e7\u00e3o mariana do Angelus, deste domingo 27 de junho: Francisco quis destacar aos fi\u00e9is e peregrinos reunidos na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro a cura de Jesus \u00e0 mulher que sofria de hemorragia h\u00e1 12 anos. &#8220;Jesus se deixa tocar pela nossa dor e morte, e realiza dois sinais de cura para nos dizer que nem a dor nem a morte t\u00eam a \u00faltima palavra. Ele nos diz que a morte n\u00e3o \u00e9 o fim. 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