{"id":32648,"date":"2018-11-22T00:00:00","date_gmt":"2018-11-22T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/ouvi-o-clamor-deste-povo-2\/"},"modified":"2018-11-22T00:00:00","modified_gmt":"2018-11-22T02:00:00","slug":"ouvi-o-clamor-deste-povo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/ouvi-o-clamor-deste-povo-2\/","title":{"rendered":"Ouvi o clamor deste povo!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Roberto Francisco Ferreria Paz<br \/>\n<\/strong><strong>Bispo de Campos (RJ)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">H\u00e1 30 anos, acontecia a primeira Campanha da Fraternidade com o tema do Negro e com o Lema: \u201cOuvi o clamor deste povo!\u201d. Com a lei, 10639, de 09 de janeiro de 2003, se institui o feriado facultativo (ficava a crit\u00e9rio dos Estados decidir a obrigatoriedade) do 20 de novembro como o Dia da Consci\u00eancia Negra; tamb\u00e9m esse diploma legal instaurou o Ensino de Hist\u00f3ria e Cultura Afro- brasileira. Queria-se, com esta legisla\u00e7\u00e3o, superar os malef\u00edcios sofridos pelos cidad\u00e3os negros na hist\u00f3ria brasileira. Ao mesmo tempo, refletir sobre a verdade da escravid\u00e3o e do processo abolicionista, que n\u00e3o concluiu totalmente. Superar argumenta\u00e7\u00f5es falaciosas a respeito da suposta benignidade da escravid\u00e3o brasileira, e da aboli\u00e7\u00e3o, como um presente recebido pelos negros sem lutas ou resist\u00eancias. Basta olhar os arquivos e registros das \u00faltimas d\u00e9cadas, anteriores a 1888, que se descobrir\u0101o: fugas, queimadas e homic\u00eddios, de uma viol\u00eancia estrutural opressiva contra o negro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desfazer o preconceito racial expresso no discurso do ministro Jos\u00e9 Pedro Dias de Carvalho no Senado: O Brasil n\u00e3o ganha com a Introdu\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie da popula\u00e7\u00e3o, entendo que o maior cuidado e empenho do governo deve ser introduzir colonos brancos, para assim arredar essa popula\u00e7\u00e3o heterog\u00eanea que n\u00e3o deixa de inspirar alguns receios. Dia de reconcilia\u00e7\u00e3o, pois muitos ainda discriminam, esquecendo o que Jaime Pinsky coloca com propriedade: Olhamos os negros com rancor, como se eles tivessem escolhido vir para c\u00e1 manchar a sociedade branca. Ap\u00f3s escraviz\u00e1-los, reclamamos de seu car\u00e1ter submisso. Ap\u00f3s esmag\u00e1-los de trabalho por s\u00e9culos, falamos de sua pregui\u00e7a. Depois de deix\u00e1-los na rua, quando da Aboli\u00e7\u00e3o, n\u00e3o nos conformamos com sua pobreza. O problema do negro deve ser explicado pela Hist\u00f3ria, nunca pela biologia (12 faces do preconceito, pag. 23). \u00c9, de veras, pouco, uma data para fazer tantas considera\u00e7\u00f5es; nos EEUU, que gostamos de imitar, \u00e9 todo um m\u00eas o Black History Month, celebrado em fevereiro. Chegar\u00e1 um dia, como falava Martin Luther King \u00e0 sua filha, que n\u00e3o se falar\u00e1 mais de racismo, de discrimina\u00e7\u00e3o racial, de Dia da Consci\u00eancia Negra, mas, at\u00e9 l\u00e1, com os irm\u00e3os negras e negros, os crist\u00e3os e todos os homens e mulheres de bem, estaremos lado a lado caminhando juntos pelo Reino. Deus seja louvado!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Roberto Francisco Ferreria Paz Bispo de Campos (RJ) &nbsp; H\u00e1 30 anos, acontecia a primeira Campanha da Fraternidade com o tema do Negro e com o Lema: \u201cOuvi o clamor deste povo!\u201d. 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