{"id":327935,"date":"2021-06-29T10:52:33","date_gmt":"2021-06-29T13:52:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=327935"},"modified":"2021-06-29T10:53:08","modified_gmt":"2021-06-29T13:53:08","slug":"a-comunhao-no-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-comunhao-no-tempo\/","title":{"rendered":"A comunh\u00e3o no tempo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Adelar Baruffi<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Cruz Alta (RS)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A celebra\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo, ap\u00f3stolos, nos ajuda a compreender o significado da comunh\u00e3o e sinodalidade eclesiais. O Papa Bento XVI, assim disse: \u201cA Tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 o rio vivo que nos liga \u00e0s origens, o rio vivo no qual as origens est\u00e3o sempre presentes. O grande rio que nos conduz ao porto da eternidade\u201d (26 de abril de 2006). A cada ano que celebramos estes dois grandes pilares, olhamos para nossa realidade e dizemos que somos portadores n\u00e3o de pontos mortos, mas de vida, da vida que recebemos de Deus, em Cristo, para vivermos hoje, no mundo esta vida, para a eternidade. Somos hoje, como sempre, enviados a sermos petrinos e paulinos. A comunh\u00e3o dos homens com Deus Trindade e a consequente comunh\u00e3o dos homens entre si, s\u00e3o sempre um grande dom, uma gra\u00e7a de Deus e fruto do Esp\u00edrito Santo. A raiz da comunh\u00e3o humana est\u00e1 na comunh\u00e3o com Deus, pelo batismo, e se expressa no respeito e acolhida aos irm\u00e3os e irm\u00e3s entre si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quem produz esta comunh\u00e3o com as origens e hoje \u00e9 o Esp\u00edrito Santo. Santo Irineu disse: \u201cOnde est\u00e1 a Igreja, ali tamb\u00e9m est\u00e1 o Esp\u00edrito de Deus; e onde est\u00e1 o Esp\u00edrito de Deus, ali est\u00e1 a Igreja e todas as gra\u00e7as; porque o Esp\u00edrito Santo \u00e9 verdade\u201d (<em>Adversus haereses<\/em>, III, 24,1). No primeiro sum\u00e1rio da f\u00e9 crist\u00e3, a comunh\u00e3o nasce da f\u00e9 suscitada pela prega\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica, alimenta-se no partir do p\u00e3o e da ora\u00e7\u00e3o e expressa-se na caridade fraterna. Deste modo, viveram os primeiros crist\u00e3os, pois \u201ceram ass\u00edduos ao ensino dos Ap\u00f3stolos, \u00e0 uni\u00e3o fraterna, \u00e0 fra\u00e7\u00e3o do p\u00e3o e \u00e0s ora\u00e7\u00f5es\u201d (At 2,42).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nosso Papa Francisco nos ensina que nossa \u201chist\u00f3ria d\u00e1 sinais de regress\u00e3o\u201d, com \u201cconflitos anacr\u00f4nicos que se consideravam superados\u201d, bem como com o ressurgimento de \u201cnacionalismos fechados, exacerbados, ressentidos e agressivos\u201d (FT, n.11). Continua dizendo que \u201cmesmo nos <em>media<\/em> cat\u00f3licos, \u00e9 poss\u00edvel ultrapassar os limites, tolerando-se a difama\u00e7\u00e3o e a cal\u00fania e parecendo excluir qualquer \u00e9tica e respeito pela fama alheia\u201d (FT, n. 46). Assim, lembremos que a Tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 simplesmente a transmiss\u00e3o de alguns pontos, sinais, doutrinas, mas \u00e9 a transmiss\u00e3o de uma verdade que nos une a todos. Nela somos uma &#8220;\u00fanica fam\u00edlia\u201d. \u201cEla n\u00e3o \u00e9 a simples transmiss\u00e3o material de quanto foi doado no in\u00edcio aos Ap\u00f3stolos, mas presen\u00e7a eficaz do Senhor Jesus, Crucificado e Ressuscitado, que acompanha e guia no Esp\u00edrito a comunidade por ele reunida\u201d (Bento XVI, 26 de abril de 2006).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sem d\u00favidas, a sucess\u00e3o apost\u00f3lica se d\u00e1 pela comunh\u00e3o eclesial com os ap\u00f3stolos. Sempre a Igreja se re\u00fane com os ap\u00f3stolos. A apostolicidade desta vida se d\u00e1 na comunh\u00e3o com seu bispo local, da sua Diocese. \u00c9 sempre este testemunho eclesial, de vida, que d\u00e1 a garantia do caminho com toda a Igreja. \u201cMediante a sucess\u00e3o apost\u00f3lica \u00e9 Cristo que nos alcan\u00e7a: na palavra dos Ap\u00f3stolos e dos seus sucessores \u00e9 Ele quem nos fala; mediante as suas m\u00e3os \u00e9 Ele quem age nos sacramentos; no olhar deles \u00e9 o seu olhar que nos envolve e nos faz sentir amados, acolhidos no cora\u00e7\u00e3o de Deus\u201d (Bento XVI, 10 de maio de 2006).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A celebra\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Pedro e de S\u00e3o Paulo s\u00e3o motivos reais para vivermos a comunh\u00e3o no tempo, no hoje. Hoje somos anunciadores do Cristo a todos e, ao mesmo tempo, propagadores de uma vida de unidade eclesial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Adelar Baruffi Bispo de Cruz Alta (RS) \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A celebra\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo, ap\u00f3stolos, nos ajuda a compreender o significado da comunh\u00e3o e sinodalidade eclesiais. 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