{"id":32814,"date":"2018-12-10T00:00:00","date_gmt":"2018-12-10T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/maria-a-virgem-de-nazare-mulher-orante-parte-1\/"},"modified":"2018-12-10T00:00:00","modified_gmt":"2018-12-10T02:00:00","slug":"maria-a-virgem-de-nazare-mulher-orante-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/maria-a-virgem-de-nazare-mulher-orante-parte-1\/","title":{"rendered":"Maria, A Virgem de Nazar\u00e9, Mulher Orante (Parte 1)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><strong>Dom Gil Ant\u00f4nio Moreira<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora (MG)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O\u00a0 \u00a0livro dos Atos do Ap\u00f3stolos diz que os primeiros crist\u00e3os, depois que o Senhor subiu para o c\u00e9u, permaneciam unidos e n\u00e3o deixavam nunca de rezar. Com eles estava Maria, a M\u00e3e do Senhor: \u201c<em>Todos perseveravam na ora\u00e7\u00e3o em comum, junto com algumas mulheres, entre elas, Maria, a m\u00e3e de Jesus e com os parentes dele<\/em>\u201d (At 1, 14). Mais adiante, relata o mesmo livro b\u00edblico que os disc\u00edpulos estavam reunidos no mesmo lugar quando desceu sobre eles o Esp\u00edrito Santo (cf At 2, 12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Vemos que, para a vinda do Esp\u00edrito Santo, o ambiente prop\u00edcio estava preparado. Na abertura para Deus o Esp\u00edrito se manifesta. A vida de ora\u00e7\u00e3o era um legado precios\u00edssimo que os ap\u00f3stolos herdaram de Jesus. Certo dia, eles mesmos pediram ao Senhor: \u201c<em>Ensina-nos a rezar\u201d<\/em>\u00a0(Lc 11, 1). Deus j\u00e1 havia colocado no cora\u00e7\u00e3o do povo judeu agu\u00e7ado esp\u00edrito de ora\u00e7\u00e3o. Foi este povo que o pai escolheu para enviar seu Filho \u00e0 humanidade. E foi atrav\u00e9s de Maria, \u00edntegra na observ\u00e2ncia dos princ\u00edpios da f\u00e9 de Abra\u00e3o, que se realizou a encarna\u00e7\u00e3o do Verbo. \u201c<em>E o Verbo se fez carne e habitou entre n\u00f3s\u201d<\/em> (Jo 1, 14). Comtemplemos Abra\u00e3o, Mois\u00e9s, todos os patriarcas, reis e profetas. Todos s\u00e3o inspiradores de ora\u00e7\u00e3o, mostrando que sem esta pr\u00e1tica \u00e9 imposs\u00edvel estar em sintonia com Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Maria, mulher hebreia de convic\u00e7\u00f5es plenas, filha de Joaquim e Ana, fam\u00edlia observadora das Leis sagradas, tinha em sua alma a predile\u00e7\u00e3o pelas coisas do alto. Como toda mulher de Israel, come\u00e7a seu dia bendizendo a Deus com a \u201cBerak\u00e1\u201d: \u201cBendito sejais, V\u00f3s, Senhor que me criastes segundo a vossa vontade\u201d. Como todo hebreu fiel, tinha \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o a pequena sinagoga de Nazar\u00e9, onde podia ir todos os dias ouvir a \u201cShem\u00e1 Israel\u201d (Escuta Israel) (Dt 6), lida em voz alta por algum Rabino que explicava o sentido da Palavra de Deus. Aberta ao alto, como sempre acontecia com jovens amorosos de Jav\u00e9, aprendiam de cor salmos, c\u00e2nticos e outros trechos da Tor\u00e1, ou seja, o conjunto dos primeiros 5 livros da B\u00edblia Sagrada. Assim \u00e9 que entendemos que, ao ser anunciada pelo Arcanjo Gabriel, ela saiu apressadamente para encontrar sua prima Isabel, que residia sobre o monte Arim Karem, nos arredores de Jerusal\u00e9m, h\u00e1 cerca de 100 km de Nazar\u00e9. Foi l\u00e1 que, no di\u00e1logo com outra mulher orante, j\u00e1 idosa, esposa de Zacarias, que Maria cantou o seu Magnificat com termos muito parecidos com o c\u00e2ntico de Ana, presente no livro mais antigo das Escrituras, 1\u00ba livro de Samuel (Sam 2, 1 ss).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Antes disso, contudo, como costume de toda fam\u00edlia judaica, Joaquim e Ana a levavam a Jerusal\u00e9m tr\u00eas vezes ao ano, para visitar o \u00fanico templo dos israelitas que se localizava em Jerusal\u00e9m, a cidade da Paz, a capital religiosa do povo de Israel, e celebrar os grandes feitos do Senhor. Iam para a festa das cabanas, conhecida como \u201cSukkot\u201d, no in\u00edcio do ano hebraico, chamado \u201cRosh Hashan\u00e1\u201d. As cabanas representavam as tendas do deserto quando o povo estava em marcha para a Terra Prometida, sob a lideran\u00e7a de Mois\u00e9s que o tirou da escravid\u00e3o do Egito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nas festas de Pentecostes, as mulheres se reuniam no \u2018p\u00e1tio das mulheres\u2019 e podiam oferecer aos sacerdotes as prim\u00edcias de suas colheitas. Iam, por fim, para a grande festa da Pesh\u00e0, a P\u00e1scoa, com a qual celebravam o principal fato de sua hist\u00f3ria que foi a liberta\u00e7\u00e3o total da escravid\u00e3o no Egito e a entrada na Terra Prometida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As informa\u00e7\u00f5es sobre a vida cotidiana da fam\u00edlia de Nazar\u00e9 podem ser encontradas, com muita beleza, no precioso livro \u201cMaria, M\u00e3e da Humanidade\u201d, de autoria de Frei Bruno Varriano &#8211; OFM, frade brasileiro que vive hoje em Nazar\u00e9, como guardi\u00e3o e reitor da Bas\u00edlica da Anuncia\u00e7\u00e3o, da Cust\u00f3dia da Terra Santa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Prosseguiremos semana que vem com estas reflex\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Gil Ant\u00f4nio Moreira Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora (MG) O\u00a0 \u00a0livro dos Atos do Ap\u00f3stolos diz que os primeiros crist\u00e3os, depois que o Senhor subiu para o c\u00e9u, permaneciam unidos e n\u00e3o deixavam nunca de rezar. Com eles estava Maria, a M\u00e3e do Senhor: \u201cTodos perseveravam na ora\u00e7\u00e3o em comum, junto com algumas &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/maria-a-virgem-de-nazare-mulher-orante-parte-1\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Maria, A Virgem de Nazar\u00e9, Mulher Orante (Parte 1)<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/32814"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=32814"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/32814\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=32814"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=32814"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=32814"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}