{"id":32978,"date":"2018-12-20T00:00:00","date_gmt":"2018-12-20T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-novo-do-natal\/"},"modified":"2018-12-20T00:00:00","modified_gmt":"2018-12-20T02:00:00","slug":"o-novo-do-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-novo-do-natal\/","title":{"rendered":"O novo do Natal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Jaime Spengler<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo de Porto Alegre (RS)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Natal! Esta palavra est\u00e1 relacionada a todo um universo de elementos: o pres\u00e9pio, a \u00e1rvore de Natal, os doces, as estrelas, a vela, as luzes coloridas, o carpinteiro Jos\u00e9, Maria de Nazar\u00e9, o menino Jesus, a mesa, o conv\u00edvio, a alegria, a fraternidade. Tudo isso recorda o maior evento da hist\u00f3ria: a encarna\u00e7\u00e3o de Deus. Eles nasceram da f\u00e9 e da tradi\u00e7\u00e3o, e falam ao cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Apesar do secularismo que envolve o tempo do Natal, o povo n\u00e3o perdeu a profundidade do mist\u00e9rio. Celebrando o nascimento do Menino Jesus, a f\u00e9 celebra a pr\u00f3pria Vida e ensina o modo como Deus comunica o seu Mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>O Natal ensina o modo como Deus entra na hist\u00f3ria humana: de forma discreta, simples, despojada e pobre. A iniciativa foi divina; houve pessoas que souberam acolher tal iniciativa, inaugurando assim uma nova e mais profunda compreens\u00e3o de Deus, da pessoa e da vida humana.<\/p>\n<p>A festa da Encarna\u00e7\u00e3o de Deus expressa a sacralidade inviol\u00e1vel do evento hist\u00f3rico, como tamb\u00e9m da pr\u00f3pria vida. Assumindo a carne humana Deus recorda que a vida na carne \u00e9 sagrada e, por isso, toda agress\u00e3o ao corpo humano e \u00e0 vida \u00e9 uma agress\u00e3o ao pr\u00f3prio Deus. A pessoa humana possui verdade, beleza, rosto e identidade concedidos pelo Criador.<\/p>\n<p>Entretanto, o ser humano vive na tens\u00e3o entre o poder controlar e manipular a verdade, a beleza e a si mesmo, e o modo como a verdade e a beleza se oferecem. Embora se promova a ideologia de que tudo depende de escolhas humanas, n\u00e3o raramente a beleza e a verdade inesperadamente surpreendem.<\/p>\n<p>Nem sempre \u00e9 f\u00e1cil deixar-se surpreender pela beleza e pela verdade, pois elas desestabilizam, exigindo atitudes, decis\u00f5es, convers\u00e3o. O mesmo acontece com os sinais de contradi\u00e7\u00e3o presentes no cotidiano.<\/p>\n<p>O tempo que antecede o Natal do Senhor \u00e9 tempo de reflex\u00e3o, medita\u00e7\u00e3o, discernimento, ora\u00e7\u00e3o, convers\u00e3o. Torna-se um imperativo despertar para a realidade que sofre as consequ\u00eancias de pr\u00e1ticas s\u00f3cio-politico-econ\u00f4micas equivocadas por meio das quais a dor, a pobreza, a mis\u00e9ria, e \u00e0s vezes a pr\u00f3pria morte, s\u00e3o impostas a parcelas consider\u00e1veis da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em um ano, aproximadamente 65 mil pessoas no Rio Grande do Sul entraram para a parcela da sociedade que vive com renda per capita inferior a R$ 7,50 por dia ou em extrema pobreza. As estat\u00edsticas afirmam que aqui no Estado aproximadamente 383 mil ga\u00fachos (ou 3,4% da popula\u00e7\u00e3o) vivem assim. Al\u00e9m disso, h\u00e1 de se considerar as taxas de desemprego e subemprego. Os dados apontam para a perda de f\u00f4lego da economia ga\u00facha. Como promover a estabilidade de programas p\u00fablicos, facilitar a abertura de empresas, combater a corrup\u00e7\u00e3o, tornar o Estado mais \u00e1gil, construir um projeto para o Estado que se sobreponha a interesses mesquinhos e superar posi\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-partid\u00e1rias que se antep\u00f5em ao salutar desenvolvimento, a fim de promover a vida e o bem estar social? Com quem pode a sociedade contar?<\/p>\n<p>O Natal desperta sentimentos de considera\u00e7\u00e3o e respeito, proximidade e fraternidade. Jamais \u00e9 tarde para dispor-se a colaborar na promo\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es de vida digna para todos. \u00c9 sempre tempo de retornar ao essencial.<\/p>\n<p>O Menino de Bel\u00e9m ensina um caminho de vida e de conv\u00edvio humano, por meio do qual todos podem ter vida e vida em plenitude.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Natal! Esta palavra est\u00e1 relacionada a todo um universo de elementos: o pres\u00e9pio, a \u00e1rvore de Natal, os doces, as estrelas, a vela, as luzes coloridas, o carpinteiro Jos\u00e9, Maria de Nazar\u00e9, o menino Jesus, a mesa, o conv\u00edvio, a alegria, a fraternidade. Tudo isso recorda o maior evento da hist\u00f3ria: a encarna\u00e7\u00e3o de Deus. Eles nasceram da f\u00e9 e da tradi\u00e7\u00e3o, e falam ao cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Apesar do secularismo que envolve o tempo do Natal, o povo n\u00e3o perdeu a profundidade do mist\u00e9rio. Celebrando o nascimento do Menino Jesus, a f\u00e9 celebra a pr\u00f3pria Vida e ensina o modo como Deus comunica o seu Mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>O Natal ensina o modo como Deus entra na hist\u00f3ria humana: de forma discreta, simples, despojada e pobre. A iniciativa foi divina; houve pessoas que souberam acolher tal iniciativa, inaugurando assim uma nova e mais profunda compreens\u00e3o de Deus, da pessoa e da vida humana.<\/p>\n<p>A festa da Encarna\u00e7\u00e3o de Deus expressa a sacralidade inviol\u00e1vel do evento hist\u00f3rico, como tamb\u00e9m da pr\u00f3pria vida. Assumindo a carne humana Deus recorda que a vida na carne \u00e9 sagrada e, por isso, toda agress\u00e3o ao corpo humano e \u00e0 vida \u00e9 uma agress\u00e3o ao pr\u00f3prio Deus. A pessoa humana possui verdade, beleza, rosto e identidade concedidos pelo Criador.<\/p>\n<p>Entretanto, o ser humano vive na tens\u00e3o entre o poder controlar e manipular a verdade, a beleza e a si mesmo, e o modo como a verdade e a beleza se oferecem. Embora se promova a ideologia de que tudo depende de escolhas humanas, n\u00e3o raramente a beleza e a verdade inesperadamente surpreendem.<\/p>\n<p>Nem sempre \u00e9 f\u00e1cil deixar-se surpreender pela beleza e pela verdade, pois elas desestabilizam, exigindo atitudes, decis\u00f5es, convers\u00e3o. O mesmo acontece com os sinais de contradi\u00e7\u00e3o presentes no cotidiano.<\/p>\n<p>O tempo que antecede o Natal do Senhor \u00e9 tempo de reflex\u00e3o, medita\u00e7\u00e3o, discernimento, ora\u00e7\u00e3o, convers\u00e3o. Torna-se um imperativo despertar para a realidade que sofre as consequ\u00eancias de pr\u00e1ticas s\u00f3cio-politico-econ\u00f4micas equivocadas por meio das quais a dor, a pobreza, a mis\u00e9ria, e \u00e0s vezes a pr\u00f3pria morte, s\u00e3o impostas a parcelas consider\u00e1veis da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em um ano, aproximadamente 65 mil pessoas no Rio Grande do Sul entraram para a parcela da sociedade que vive com renda per capita inferior a R$ 7,50 por dia ou em extrema pobreza. As estat\u00edsticas afirmam que aqui no Estado aproximadamente 383 mil ga\u00fachos (ou 3,4% da popula\u00e7\u00e3o) vivem assim. Al\u00e9m disso, h\u00e1 de se considerar as taxas de desemprego e subemprego. Os dados apontam para a perda de f\u00f4lego da economia ga\u00facha. Como promover a estabilidade de programas p\u00fablicos, facilitar a abertura de empresas, combater a corrup\u00e7\u00e3o, tornar o Estado mais \u00e1gil, construir um projeto para o Estado que se sobreponha a interesses mesquinhos e superar posi\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-partid\u00e1rias que se antep\u00f5em ao salutar desenvolvimento, a fim de promover a vida e o bem estar social? Com quem pode a sociedade contar?<\/p>\n<p>O Natal desperta sentimentos de considera\u00e7\u00e3o e respeito, proximidade e fraternidade. Jamais \u00e9 tarde para dispor-se a colaborar na promo\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es de vida digna para todos. \u00c9 sempre tempo de retornar ao essencial.<\/p>\n<p>O Menino de Bel\u00e9m ensina um caminho de vida e de conv\u00edvio humano, por meio do qual todos podem ter vida e vida em plenitude.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jaime Spengler Arcebispo de Porto Alegre (RS) Natal! 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