{"id":33144,"date":"2019-01-21T00:00:00","date_gmt":"2019-01-21T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/caritas-acompanha-saga-de-migrantes-venezuelanos-que-cruzam-a-fronteira-para-o-brasil\/"},"modified":"2020-03-11T17:09:36","modified_gmt":"2020-03-11T20:09:36","slug":"caritas-acompanha-saga-de-migrantes-venezuelanos-que-cruzam-a-fronteira-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/caritas-acompanha-saga-de-migrantes-venezuelanos-que-cruzam-a-fronteira-para-o-brasil\/","title":{"rendered":"C\u00e1ritas acompanha saga de migrantes venezuelanos que cruzam a fronteira do Brasil"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_206430\" aria-describedby=\"caption-attachment-206430\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-206430 size-medium\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Venezuelanos3-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-206430\" class=\"wp-caption-text\">Fam\u00edlia Martines Gomes ao cruzar a fronteira Venezuela\/Brasil seguem a p\u00e9 para Boa Vista (RR). Foto: Osnilda Lima\/C\u00e1ritas<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Debaixo de uma \u00e1rvore l\u00e1 estavam os quatro. Era por voltas das 15 horas. Sob o sol forte, com o agravante de ser pr\u00f3xima \u00e0 Linha do Equador, regi\u00e3o que apresenta clima com temperaturas maior em rela\u00e7\u00e3o a outras. Eles j\u00e1 haviam caminhado aproximadamente 30 quil\u00f4metros, sa\u00edram de Pacaraima (RR) na tarde do dia anterior. Passaram \u00e0 noite \u00e0s margens da BR 174 que liga \u00e0 cidade de Boa Vista (RR).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A fam\u00edlia Martines Gomes tinha percorrido cerca de 690 quil\u00f4metros desde San F\u00e9lix, na Venezuela, at\u00e9 chegar ao Brasil. &#8220;Tenemos mucha hambre y sed&#8221;, disse Adriana Gomez, 18 anos, ao nos contar que estavam sem for\u00e7as para prosseguir a caminhada, pois sentiam muita fome e sede, n\u00e3o tinham comido nada naquele dia. Algu\u00e9m no caminho doou alguns biscoitos, mas estavam reservando para o pequeno Jos\u00e9 Armando, 3 anos, que no colo da m\u00e3e Eglis, 36, tentava sugar o leite do peito, mas aparentava sem for\u00e7a e Eglis disse que n\u00e3o tinha mais leite. Edson, 15 anos, sentado na raiz da \u00e1rvore, n\u00e3o pronunciou uma palavra. Olhar triste, distante. A inten\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia era chegar a Boa Vista. Pela frente, tinham ainda, aproximadamente, 211 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim \u00e9 a saga de boa parte dos migrantes venezuelanos que cruzam a fronteira entre as cidades venezuelana de Santa Elena de Uair\u00e9n para a brasileira Pacaraima. Eles fugem da mis\u00e9ria deixada pela crise social, pol\u00edtica e econ\u00f4mica de sua terra. \u00a0Segundo o ACNUR, Ag\u00eancia da ONU para Refugiados e a OIM, a Ag\u00eancia da ONU para as Migra\u00e7\u00f5es, o n\u00famero de refugiados e de migrantes oriundos da Venezuela j\u00e1 atingiu a soma de tr\u00eas milh\u00f5es de pessoas no mundo todo. Estima-se que cinco mil pessoas arrumem suas malas e saiam do pa\u00eds todos os dias, fugindo do colapso econ\u00f4mico e da crise humanit\u00e1ria que assola a na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pa\u00edses da Am\u00e9rica Central e do Caribe registram aumento na chegada de refugiados e migrantes venezuelanos. O Panam\u00e1, por exemplo, abriga 94 mil venezuelanos atualmente. Mas de acordo com o ACNUR, pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul acolhem o maior n\u00famero. A Col\u00f4mbia abriga mais de um milh\u00e3o de migrantes e refugiados venezuelanos. Em seguida vem o Peru, com mais de meio milh\u00e3o, o Equador com mais de 220 mil, a Argentina com 130 mil, o Chile com mais de 100 mil e o Brasil com 85 mil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No Brasil, entre as cidades de Pacaraima e Boa Vista, foram constru\u00eddos 13 abrigos com a capacidade para 6.070 pessoas. Calcula-se que cerca de dois mil venezuelanos est\u00e3o vivendo em situa\u00e7\u00e3o de rua em Boa Vista. \u00a0Os desafios enfrentados nesta crise humanit\u00e1ria incluem a falta de abrigamento, acesso a servi\u00e7os b\u00e1sicos e desconhecimento das leis brasileiras. Os venezuelanos chegam com pouca informa\u00e7\u00e3o sobre o Brasil. Os desafios de sobreviv\u00eancia s\u00e3o imensos, a maioria n\u00e3o tem dinheiro para moradia e acabam em situa\u00e7\u00e3o de rua, fam\u00edlias inteiras. H\u00e1 outros agravantes, como a integra\u00e7\u00e3o e o enfrentamento \u00e0 xenofobia em um contexto de tens\u00f5es e polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica; a qualifica\u00e7\u00e3o desperdi\u00e7ada em empregos informais com baixa remunera\u00e7\u00e3o; a barreira da revalida\u00e7\u00e3o de diploma; a falta de acesso ao aprendizado da l\u00edngua; a explora\u00e7\u00e3o de trabalhos em fazendas, minas de carv\u00e3o e ind\u00fastria madeireira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A migra\u00e7\u00e3o no mundo<\/strong> \u2013 De acordo com o papa Francisco, em sua Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2018, o encontro com o outro n\u00e3o para no acolher, mas envolve mais tr\u00eas a\u00e7\u00f5es: proteger, promover e integrar. \u201cNo verdadeiro encontro com os outros, seremos capazes de reconhecer Jesus Cristo que pede para ser recebido, protegido, promovido e integrado? O encontro com Cristo \u00e9 a fonte da salva\u00e7\u00e3o, uma salva\u00e7\u00e3o que deve ser anunciada e trazida a todos\u201d, afirmou o santo padre. \u201cRepetidas vezes expresso especial preocupa\u00e7\u00e3o pela triste situa\u00e7\u00e3o de tantos migrantes e refugiados que fogem das guerras, das persegui\u00e7\u00f5es, dos desastres naturais e da pobreza. Trata-se, sem d\u00favida, dum \u2018sinal dos tempos\u2019\u2019\u2019, afirma Francisco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo o ACNUR e Departamento de Assuntos Econ\u00f4micos e Sociais das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UN DESA &#8211; 2017), ao redor do mundo, 173 milh\u00f5es de refugiados s\u00e3o deslocados por guerras e conflitos, mais que na II Guerra Mundial. E, para cada grupo de 113 pessoas no planeta, 1 \u00e9 solicitante de ref\u00fagio e 4 s\u00e3o migrantes internacionais ou deslocados internos. 12% da popula\u00e7\u00e3o mundial \u00e9 constitu\u00edda de migrantes internos, deslocados, desplazados. No mundo, 13% do total de migrantes s\u00e3o latino-americanos. Na Am\u00e9rica Latina h\u00e1 57,5 milh\u00f5es de migrantes internacionais, j\u00e1 os refugiados s\u00e3o 804 mil. Os deslocamentos internos no continente Americano chegam a 5,4 milh\u00f5es. 6,1% da popula\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina \u00e9 constitu\u00edda por migrantes internacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Resposta humanit\u00e1ria <\/strong>\u2013 Como estrat\u00e9gia de resposta humanit\u00e1ria, o governo brasileiro iniciou em 2018 o processo de interioriza\u00e7\u00e3o da qual o ACNUR e OIM e entidades da Igreja Cat\u00f3lica, demais Igrejas e sociedade civil se somam \u00e0 iniciativa no processo de integra\u00e7\u00e3o.\u00a0Ao todo, 3.077 venezuelanos foram para outras cidades brasileiras. Todos os que viajam com a ajuda do governo e da ONU aceitam voluntariamente participar do processo, s\u00e3o instru\u00eddos sobre as cidades de destino, vacinados e devidamente regularizados em suas documenta\u00e7\u00f5es, inclusive com carteira de trabalho e CPF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para garantir \u201cacolhida, prote\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o\u201d, a C\u00e1ritas Brasileira criou Programa Pana com o apoio da C\u00e1ritas Su\u00ed\u00e7a e o do Departamento de Estado dos Estados Unidos. O Pana visa contribuir com a assist\u00eancia humanit\u00e1ria e a integra\u00e7\u00e3o de migrantes e refugiados, em especial os venezuelanos, que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social e que buscam reconstruir a vida no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pana \u00e9 uma palavra popular na Venezuela que significa amigo\/a, parceiro\/a, pessoa pr\u00f3xima. E, nesse sentido, a inciativa tem como objetivo, ao longo de um ano, favorecer mais de 3.500 pessoas, sendo, pelo menos, 1.224 delas migrantes venezuelanas, a partir da integra\u00e7\u00e3o em sete capitais do pa\u00eds: Boa Vista (RR), Bras\u00edlia (DF), Curitiba (PR), Florian\u00f3polis (SC), Porto Velho (RO), Recife (PE) e S\u00e3o Paulo (SP). O programa oferece uma estrutura de acolhimento que passa pela concess\u00e3o de alugu\u00e9is sociais, itens de primeira necessidade \u2014 alimentos, roupas, medicamentos, kits de higiene \u2014, bem como apoio jur\u00eddico e psicossocial. O Pana conta com parceiros locais, em cada capital, que contribuem para a integra\u00e7\u00e3o dos migrantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ainda em sua Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2018 o papa Francisco tamb\u00e9m ressaltou que: \u201cCada forasteiro que bate \u00e0 nossa porta \u00e9 ocasi\u00e3o de encontro com Jesus Cristo, que se identifica com o forasteiro acolhido ou rejeitado de cada \u00e9poca. O Senhor confia ao amor materno da Igreja cada ser humano for\u00e7ado a deixar a sua p\u00e1tria \u00e0 procura dum futuro melhor. [&#8230;] Trata-se de uma grande responsabilidade que a Igreja deseja partilhar com todos os crentes e os homens e mulheres de boa vontade, que s\u00e3o chamados a dar resposta aos numerosos desafios colocados pelas migra\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas com generosidade, prontid\u00e3o, sabedoria e clarivid\u00eancia, cada qual segundo as suas possibilidades\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O ACNUR refor\u00e7a que o Brasil deve manter as fronteiras abertas, garantindo o acesso ao pedido de ref\u00fagio, a identificacao das necessidades de prote\u00e7\u00e3o especialmente \u00e0s pessoas com perfis vulner\u00e1veis como crian\u00e7as, mulheres e idosos. \u00a0Para a OIM, embora as migra\u00e7\u00f5es sejam uma caracter\u00edstica natural da humanidade e tenham gerado avan\u00e7os importantes no desenvolvimento, o foco na seguran\u00e7a dos pa\u00edses receptores, a falta de oportunidades nos pa\u00edses de origem geram uma das maiores crises humanit\u00e1rias migrat\u00f3rias da hist\u00f3ria. De acordo com a Doutora em Sociedade e Cultura na Amaz\u00f4nia, M\u00e1rcia Maria de Oliveira, h\u00e1 alguns paradoxos na quest\u00e3o migrat\u00f3ria, \u201cpois permanece a garantia do direito de migrar, contudo as sociedades negam esse direito. A mesma sociedade que produz os meios de expuls\u00e3o est\u00e1 produzindo o recha\u00e7o e a xenofobia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">M\u00e1rcia lembra o soci\u00f3logo polon\u00eas Zygmunt Bauman, no livro \u201cTempos l\u00edquidos\u201d em que afirma de um lado crescer as economias mundiais e o avan\u00e7o das tecnologias encurtarem o tempo e as dist\u00e2ncias, de outro lado \u201ccada vez mais, os refugiados se veem sob fogo cruzado, mais exatamente, numa encruzilhada, expulsos \u00e0 for\u00e7a ou afugentados de seus pa\u00edses nativos, mas sua entrada \u00e9 recusada em todos os outros\u201d. Ainda segundo Bauman, \u201cas migra\u00e7\u00f5es e os refugiados representam um sintoma das desigualdades sociais, das injusti\u00e7as econ\u00f4micas, dos processos de exclus\u00e3o, das guerras, das crises pol\u00edticas e da escandalosa concentra\u00e7\u00e3o da economia mundial nas m\u00e3os de uns poucos grupos econ\u00f4micos\u201d. E assim os migrantes s\u00e3o obrigados a movimentar-se, nem sempre por op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os Martines Gomes, que estavam a caminho, na BR 174, conseguiram carona e chegaram at\u00e9 Boa Vista, na tarde daquele mesmo dia. Juntaram-se aos demais 12 membros da fam\u00edlia que estavam vivendo em uma casa alugada de tr\u00eas c\u00f4modos. Havia grande preocupa\u00e7\u00e3o, pois s\u00f3 uma pessoa da fam\u00edlia estava com empregada. O aluguel estava atrasado e o dinheiro do m\u00eas n\u00e3o ia dar para pagar, j\u00e1 tinham recebido aviso que, se n\u00e3o pagassem, seriam despejados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>#Eumigrante<\/strong> \u2013 Migrar \u00e9 um direito humano universal! Migrar diz respeito \u00e0 mobilidade espacial das pessoas, ou seja, trocar de casa, de cidade, de regi\u00e3o, de estado ou pa\u00eds. Esse processo ocorre desde o in\u00edcio da hist\u00f3ria da humanidade. Uns migram por escolhas, outros s\u00e3o for\u00e7ados a migrar. \u00a0O Brasil \u00e9 formado por movimentos migrat\u00f3rios j\u00e1 com os povos origin\u00e1rios, depois, com a chegada dos colonizadores, e, consequentemente com as pessoas que vieram escravizadas. A P\u00e1tria, n\u00e3o obstante a investida pol\u00edtica contr\u00e1ria, continua acolhendo gente de diversos pa\u00edses que chega em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. Partindo dessa reflex\u00e3o, a pedido da C\u00e1ritas Brasileira, o grupo da Signis Brasil Jovem criou a campanha #EuMigrante para mostrar a realidade migrat\u00f3ria, o drama vivido pelos migrantes venezuelanos que chegam ao Brasil. A campanha quer, tamb\u00e9m, sinalizar caminhos para ajud\u00e1-los no processo de acolhida e integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outras informa\u00e7\u00f5es, acesse:<a href=\"http:\/\/www.eumigrante.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> eumigrante.org<\/a><\/p>\n<p>Por Osnilda Lima \u2013 C\u00e1ritas Brasileira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto Pana, coordenado pela C\u00e1ritas Brasileira, visa contribuir com a assist\u00eancia humanit\u00e1ria e a integra\u00e7\u00e3o de migrantes e refugiados<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":31520,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/33144"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=33144"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/33144\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/31520"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=33144"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=33144"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=33144"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}