{"id":33236,"date":"2019-01-29T00:00:00","date_gmt":"2019-01-29T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-comunidade-de-jesus-e-a-minha-comunidade\/"},"modified":"2019-01-29T00:00:00","modified_gmt":"2019-01-29T02:00:00","slug":"a-comunidade-de-jesus-e-a-minha-comunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-comunidade-de-jesus-e-a-minha-comunidade\/","title":{"rendered":"A comunidade de Jesus e a minha comunidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Adelar Baruffi<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Cruz Alta<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O relato evang\u00e9lico de Jesus na sinagoga de Nazar\u00e9, sua comunidade (cf. Lc 4, 11-24), nos permite compreender a import\u00e2ncia do lugar \u201conde se tinha criado\u201d (v.16). S\u00e3o grandes as diferen\u00e7as culturais que nos separam da Palestina do tempo de Jesus, bem como a compreens\u00e3o do conceito de fam\u00edlia, cultura e religi\u00e3o. Contudo, alguns elementos continuam a nos desafiar hoje. Nazar\u00e9, na Galil\u00e9ia, \u00e9 o pequeno e insignificante lugarejo onde Jesus viveu a maior parte de sua vida. Para Jesus e para n\u00f3s indica o lugar onde pisamos, o nosso tempo, a nossa terra natal, nossa hist\u00f3ria pessoal, nossa fam\u00edlia, nossa realidade, a nossa cultura e nossa comunidade de f\u00e9. O caminho humano e crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 virtual, mas feito da concretude real de pessoas, fatos, alegrias e sofrimentos. \u00c9 o fragmento do tempo e do espa\u00e7o que, como pura gra\u00e7a, nos foi dado poder viver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cConforme o seu costume, entrou na sinagoga no s\u00e1bado\u201d (v. 16). Era a sua comunidade de f\u00e9 onde todos iam no dia sagrado, que para n\u00f3s \u00e9 o Domingo. Aqui cabe-nos a pergunta sobre a import\u00e2ncia que damos ao Dia do Senhor. \u201cLevantou-se para fazer a leitura\u201d (v.16); \u201cabriu o livro\u201d (v.17), indicam que a partir da Sagrada Escritura a comunidade se encontrava e esta era familiar a Jesus. Ali aprendeu a escutar a Palavra e a compreend\u00ea-la com as prega\u00e7\u00f5es. A f\u00e9 cresce e se alimenta constantemente com a Palavra. N\u00e3o somos n\u00f3s que lemos a Palavra de Deus, mas \u00e9 a Palavra de Deus que nos l\u00ea. N\u00e3o somos n\u00f3s que a interpretamos, mas \u00e9 ela que nos examina, revelando tudo o que habita em nosso cora\u00e7\u00e3o e no mundo. Ali aprendeu a hist\u00f3ria do seu povo, suas tradi\u00e7\u00f5es. Ali encontrou sentido para viver e compreender que sua hist\u00f3ria pessoal estava inserida numa hist\u00f3ria maior, a do seu povo, o povo eleito, na din\u00e2mica das alian\u00e7as de Deus e das profecias. A comunidade revelou a Jesus o rosto do Deus libertador e da Alian\u00e7a, o Deus que caminha com seu povo. S\u00f3 podemos ser crist\u00e3os na comunidade, no grupo, como Igreja. Ser crist\u00e3o \u00e9 ser-com, o contr\u00e1rio de ser individualista. O individualismo \u00e9 um v\u00edrus letal para a vida crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cO Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim, porque ele me consagrou com a un\u00e7\u00e3o\u201d (v.18). Na profecia de Isa\u00edas, Jesus compreende sua identidade e sua miss\u00e3o. Ele \u00e9 o \u201cungido\u201d, o Messias. Seu projeto \u00e9 claro: tem um olhar preferencial pelos sofredores, por aqueles que vivem angustiados, pois Deus se compadece deles. Jesus mostrou o rosto compassivo de Deus por eles. A identidade e a miss\u00e3o de Jesus nos dizem com clareza que a salva\u00e7\u00e3o n\u00e3o consiste somente no perd\u00e3o dos pecados, mas tamb\u00e9m na proximidade misericordiosa com todos os tipos de sofrimento. Esta postura n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma exig\u00eancia evang\u00e9lica. \u00c9 o Esp\u00edrito que habita em n\u00f3s pelo nosso batismo que nos consagra e envia para vivermos as obras de miseric\u00f3rdia hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cTinham os olhos fixos nele\u201d (v.22). Partir sempre de Jesus, voltar sempre a Ele. Pois nossa f\u00e9 tem um nome, um rosto, um projeto, \u00e9 uma pessoa: Jesus Cristo. Manter-se sempre no caminho com Ele. Ir fazendo um processo permanente de conhecimento e \u201ccon-figura\u00e7\u00e3o\u201d a Ele. \u201cCorro para alcan\u00e7\u00e1-lo, pois j\u00e1 fui alcan\u00e7ado por Cristo Jesus\u201d (Fl 3,12). A voca\u00e7\u00e3o batismal \u00e9 um chamado \u00e0 santidade, sermos como Ele. Quando n\u00e3o colocamos Jesus Cristo e seu Reino no centro, criamos divis\u00f5es e disputas. Nele \u201csomos todos irm\u00e3os\u201d (Mt 23,8). Seu projeto de amor pela humanidade acontece hoje, comigo, conosco. Somos contemplados neste projeto. Qual a minha resposta? \u00c9 imposs\u00edvel ficar indiferente diante de Jesus Cristo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Adelar Baruffi Bispo de Cruz Alta &nbsp; O relato evang\u00e9lico de Jesus na sinagoga de Nazar\u00e9, sua comunidade (cf. Lc 4, 11-24), nos permite compreender a import\u00e2ncia do lugar \u201conde se tinha criado\u201d (v.16). 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