{"id":33333,"date":"2019-02-08T00:00:00","date_gmt":"2019-02-08T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-apoio-da-igreja-a-campanha-para-o-combate-a-hanseniase\/"},"modified":"2019-02-08T00:00:00","modified_gmt":"2019-02-08T02:00:00","slug":"o-apoio-da-igreja-a-campanha-para-o-combate-a-hanseniase","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-apoio-da-igreja-a-campanha-para-o-combate-a-hanseniase\/","title":{"rendered":"O apoio da Igreja \u00e0 campanha para o combate \u00e0 hansen\u00edase"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Vital Corbellini<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Marab\u00e1 (PA)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 muito importante o engajamento de todos para o combate \u00e0 hansen\u00edase, conhecida como a lepra, doen\u00e7a infecciosa que ataca os nervos e pele. A Igreja ap\u00f3ia as iniciativas sociais para a supera\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Alguns sintomas s\u00e3o conhecidos como formigamento, manchas brancas ou avermelhadas, a perda da sensibilidade ao tato e ao calor. Vejamos a seguir a atitude de Jesus em rela\u00e7\u00e3o aos leprosos, a sua compaix\u00e3o para com eles, e tamb\u00e9m uma considera\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Greg\u00f3rio de Nazianzo, bispo do s\u00e9culo IV em rela\u00e7\u00e3o aos leprosos no seu tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como Jesus tratou os leprosos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Encontramos diversos relatos da cura de Jesus com os leprosos. Encontramos em Marcos o relato onde um leproso se aproximou de Jesus e de joelhos suplicava-lhe \u201cse queres, podes purificar-me!\u201d. A atitude de Jesus foi de compaix\u00e3o de modo que tocou nele e disse que sim, que era poss\u00edvel a purifica\u00e7\u00e3o (cfr. Mc 1,40-41). Temos tamb\u00e9m em Mateus a passagem do pedido de um leproso a Jesus para que fosse curado. Jesus prontamente lhe concede esta gra\u00e7a (cfr. Mt 8,1-3). Temos tamb\u00e9m em Lucas as mesmas considera\u00e7\u00f5es de um leproso a Jesus que o curou da lepra (cfr. Lc 5,12-13). Percebemos tamb\u00e9m em Lucas o caso dos dez leprosos que suplicaram a Jesus que tivesse miseric\u00f3rdia deles. Jesus os mandou aos sacerdotes e enquanto estavam a caminho, ficaram curados. Somente um voltou para agradecer a Jesus o dom da cura, na qual mereceu um elogio da parte do Senhor na qual poderia levantar-se e ir para casa e a sua f\u00e9 lhe salvou (cfr. Lc 17,11-19). A atitude de Jesus \u00e9 de inclus\u00e3o do leproso na comunidade, na sociedade, uma vez que ele era exclu\u00eddo de tudo, por ser a lepra uma doen\u00e7a contagiosa. Jesus tocava neles como forma pr\u00f3xima de que ele amava os pobres e os sofredores. Assim a sua miss\u00e3o \u00e9 dada no sentido pleno diante de outros sofredores da sociedade: os cegos recobram a vista, os paral\u00edticos andam e os leprosos s\u00e3o purificados (cfr. Mt 114-5; Lc 7,22). A miss\u00e3o do Messias era tamb\u00e9m a purifica\u00e7\u00e3o dos leprosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Exorta\u00e7\u00e3o \u00e0 piedade com os leprosos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e3o Greg\u00f3rio de Nazianzo fala dos leprosos no sentido de serem homem mortos e vivos, mutilados nos membros do corpo, devendo a recorrer a outros para dizer quem eram os leprosos na \u00e9poca em que esse Bispo viveu em Nazianzo ou mesmo em Constantinopla. O bispo falava dessa maneira porque aquelas pessoas faziam desta maneira porque n\u00e3o tinham mais uma fisionomia verdadeira que os fazia reconhecer. S\u00e3o homens devastados, privados dos bens, de seus parentes, dos amigos e do mesmo corpo. S\u00e3o pessoas destru\u00eddas da doen\u00e7a, abandonados pela doen\u00e7a. O Bispo falava aos seus que os leprosos eram abandonados por todos, porque n\u00e3o se podia suportar o cheiro de suas feridas e sangue que eram percebidos em seu corpo. A doen\u00e7a dividia o posicionamento de filhos para com os seus pais e dos pais com os seus filhos. Os pais gostariam de abra\u00e7ar os seus filhos e filhas, mas como a doen\u00e7a estava muito forte, via as carnes dos filhos como inimigos. Greg\u00f3rio reconhecia a import\u00e2ncia de acolher os leprosos e as leprosas na comunidade, para assim abra\u00e7ar a crueldade como nobreza, e jamais desprezar a compaix\u00e3o como vergonha. Ele dizia que sentia tanta dor por eles e por elas, os leprosos e as leprosas porque eram expulsos das cidades, das casas, das pra\u00e7as, das estradas, das festas e dos banquetes. Ele dizia que eram afastados por pessoas de bem considerados como uma maldi\u00e7\u00e3o, sendo afastados de suas casas, alimentos, nem era poss\u00edvel darem curas para as suas feridas, nem panos para serem cobertos. Eles pediam a ajuda \u00e0 comunidade p\u00e3o, alimentos, panos, roupas para cobrir o pudor e suportar as feridas. Era preciso segundo o Bispo ajud\u00e1-los nas suas necessidades e jamais afast\u00e1-los como fez Jesus Cristo com os leprosos. Quem n\u00e3o se sente rasgar o cora\u00e7\u00e3o aos seus lamentos que elevam como um canto doloroso? Quem pode fechar a vista diante do sofrimento dos leprosos? Quando eles falam de seus males, sentimos compaix\u00e3o. Alguns at\u00e9 se deitam diante das pessoas para que pudessem receber alguma ajuda. Eis a sorte dos leprosos. No entanto dizia S\u00e3o Greg\u00f3rio, \u00e9 preciso dizer que s\u00e3o os nossos irm\u00e3os, tem a mesma natureza, foram estruturados com ossos e nervos como cada um de n\u00f3s, recobertos de carne e de pele. Eles s\u00e3o imagens e semelhan\u00e7a de Deus e talvez conservam melhor do que todos n\u00f3s. S\u00e3o revestidos do mesmo Cristo como ser humano e possuem o mesmo penhor do Esp\u00edrito Santo como n\u00f3s. Tamb\u00e9m para eles morreu Cristo que tira o pecado do mundo, como eles s\u00e3o herdeiros da vida divina, foram sepultados com Cristo e ressuscitar\u00e3o enquanto com o Senhor sofrem para assim serem glorificados (cfr. Rm 8,17). Por isso S\u00e3o Greg\u00f3rio de Nazianzo pedia para que os leprosos fossem inclu\u00eddos na comunidade, assim como Jesus Cristo acolheu os leprosos, porque a sociedade de ent\u00e3o os exclu\u00eda. O Bispo recomendava nas suas comunidades para que houvesse compaix\u00e3o, amor de verdade, para com os leprosos e leprosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A atitude da Igreja<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0Como a doen\u00e7a est\u00e1 presente em muitas de nossas comunidades, bairros, \u00e9 preciso que a Igreja incentive os familiares para que n\u00e3o fiquem parados, mas procurem o tratamento medico. A Igreja ap\u00f3ia as iniciativas comunit\u00e1rias e sociais que levam a supera\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, no sentido de encaminhar as pessoas com lepra ou que tenham algum sintoma da doen\u00e7a aos postos de sa\u00fade e fa\u00e7am o tratamento, porque a doen\u00e7a \u00e9 cur\u00e1vel. Ela est\u00e1 ao lado dos sofredores da sociedade, dos pobres assim como fez Jesus Cristo. O fato \u00e9 que a doen\u00e7a \u00e9 transmitida de um paciente que n\u00e3o tem a lepra por uma pessoa que tem lepra. O bacilo por viver em ambientes fechados \u00e9 propagado atrav\u00e9s do espirro ou da tosse. \u00c9 poss\u00edvel a cura desde que se sigam os tratamentos m\u00e9dicos fazendo com que haja acolhida para com os leprosos e fraternidade, amor mesmo diante das dores das pessoas. O Senhor nos pede essas atitudes de compaix\u00e3o e de amor para com os leprosos e as leprosas de nossas comunidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Vital Corbellini Bispo de Marab\u00e1 (PA) &nbsp; \u00c9 muito importante o engajamento de todos para o combate \u00e0 hansen\u00edase, conhecida como a lepra, doen\u00e7a infecciosa que ataca os nervos e pele. A Igreja ap\u00f3ia as iniciativas sociais para a supera\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Alguns sintomas s\u00e3o conhecidos como formigamento, manchas brancas ou avermelhadas, a perda &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-apoio-da-igreja-a-campanha-para-o-combate-a-hanseniase\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">O apoio da Igreja \u00e0 campanha para o combate \u00e0 hansen\u00edase<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/33333"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=33333"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/33333\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=33333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=33333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=33333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}