{"id":33469,"date":"2019-02-22T00:00:00","date_gmt":"2019-02-22T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/doenca-expressao-da-fragilidade-humana\/"},"modified":"2019-02-22T00:00:00","modified_gmt":"2019-02-22T03:00:00","slug":"doenca-expressao-da-fragilidade-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/doenca-expressao-da-fragilidade-humana\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7a: express\u00e3o da fragilidade humana"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\">Dom Jaime Spengler<br \/>\nArcebispo de Porto Alegre<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\nA fragilidade \u00e9 algo inerente \u00e0 natureza humana. Quando nasce, para viver teve necessidade dos cuidados dos pais; de forma semelhante, em cada fase e etapa da vida, cada um nunca conseguir\u00e1, de todo, ver-se livre da necessidade e da ajuda alheia, nunca conseguir\u00e1 arrancar de si mesmo o limite da impot\u00eancia face a algu\u00e9m ou a alguma coisa. O reconhecimento leal desta verdade \u00e9 um convite a permanecer humilde e a praticar com coragem a solidariedade, como virtude indispens\u00e1vel \u00e0 exist\u00eancia.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a \u00e9 express\u00e3o da fragilidade humana. Encontrando-se doente, o ser humano se esfor\u00e7a por alcan\u00e7ar a cura. Sentindo-se atingido pela doen\u00e7a, ele adquire um sentido dos limites de suas for\u00e7as, luta e n\u00e3o se resigna \u00e0 pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando a situa\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a necessita de atendimento hospitalar, a solid\u00e3o marca o cotidiano da pessoa. Ali, usualmente, ela se torna um n\u00famero ou um caso. Estuda-se o caso e se faz o poss\u00edvel para resolver a situa\u00e7\u00e3o, a partir do diagn\u00f3stico m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Diante da disciplina hospitalar, o enfermo se sente subjugado. Compreende, talvez, como a institui\u00e7\u00e3o hospitalar segue um ritmo cadenciado de regularidade. Ele sofre a situa\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a, a frustra\u00e7\u00e3o dos contatos familiares e das necessidades da sua personalidade, que \u00e9 absorvida na engrenagem de uma grande vida comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p>A Igreja, ao longo dos s\u00e9culos, construiu uma rede de obras de caridade, cujo objetivo maior \u00e9 a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e da vida humana. Pessoas consagradas, especialmente mulheres \u2013 mas n\u00e3o s\u00f3! \u2013 se empenham por ser uma presen\u00e7a amig\u00e1vel, compartilhando com os enfermos seu drama e sua solid\u00e3o.<\/p>\n<p>Se, hoje, por um lado se percebe a redu\u00e7\u00e3o de consagrados e consagradas que se dedicam ao cuidado dos enfermos, por outro lado se constata o n\u00famero crescente de volunt\u00e1rios que se disp\u00f5em a colaborar para que eles lutem por sua sa\u00fade e seu bem-estar.<\/p>\n<p>H\u00e1 27 anos a Igreja, celebra no dia 11 de fevereiro o \u201cDia Mundial do Doente\u201d. Na mensagem que o Papa Francisco escreveu este ano para esse dia, ele agradece e encoraja os volunt\u00e1rios que se dedicam ao transporte e assist\u00eancia dos doentes; aqueles que promovem e providenciam doa\u00e7\u00f5es de sangue, tecidos e \u00f3rg\u00e3os. Destaque especial merece a dedica\u00e7\u00e3o na tutela dos direitos dos doentes, sobretudo dos afetados por patologias que exigem cuidados especiais, seja nas estruturas hospitalares, seja nos domic\u00edlios.<\/p>\n<p>Cuidar da sa\u00fade \u00e9 algo custoso. Contudo \u00e9 preciso, de algum modo, superar a cultura do lucro e do descarte. As estruturas que se dedicam ao cuidado para com os doentes n\u00e3o deveriam cair no estilo empresarial. Afinal a grandeza do ser humano \u201cdetermina-se essencialmente na rela\u00e7\u00e3o com o sofrimento e com quem sofre\u201d (Bento XVI).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jaime Spengler Arcebispo de Porto Alegre A fragilidade \u00e9 algo inerente \u00e0 natureza humana. 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