{"id":33643,"date":"2019-03-20T00:00:00","date_gmt":"2019-03-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/21-3-racismo-continua-reforcando-desigualdades-e-sendo-desafio-para-a-igualdade-no-brasil\/"},"modified":"2019-03-20T00:00:00","modified_gmt":"2019-03-20T03:00:00","slug":"21-3-racismo-continua-reforcando-desigualdades-e-sendo-desafio-para-a-igualdade-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/21-3-racismo-continua-reforcando-desigualdades-e-sendo-desafio-para-a-igualdade-no-brasil\/","title":{"rendered":"21\/3 \u00e9 declarado o Dia Internacional para a Elimina\u00e7\u00e3o da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\">\n<p>Na quinta-feira, 21 de mar\u00e7o, celebra-se mundialmente a luta contra o Racismo, dia em que ficou conhecido como o Dia Internacional de Luta pela Elimina\u00e7\u00e3o da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial. A data criada em 1992, recorda o brutal massacre de 68 negros sul-africanos, ocorrido em Shaperville em 1960 durante um protesto contra a \u201cLei do Passe\u201d que \u00a0proibia a livre circula\u00e7\u00e3o dos negros no pa\u00eds. Em mem\u00f3ria \u00e0 trag\u00e9dia, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) instituiu a data.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<p>Em 21 de mar\u00e7o de 1960, em Joanesburgo, na \u00c1frica do Sul, 20.000 pessoas faziam um protesto contra a Lei do Passe, que obrigava a popula\u00e7\u00e3o negra a portar um cart\u00e3o que continha os locais onde era permitida sua circula\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, mesmo tratando-se de uma manifesta\u00e7\u00e3o pac\u00edfica, a pol\u00edcia do regime de apartheid abriu fogo sobre a multid\u00e3o desarmada resultando em 69 mortos e 186 feridos.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">A legisla\u00e7\u00e3o brasileira instituiu os primeiros conceitos de racismo em 1951 com a Lei Afonso Arinos (1.390\/51) que classificava a pr\u00e1tica como contraven\u00e7\u00e3o penal. Somente a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, em seu artigo 5.\u00ba, XLII, \u00e9 que classificou a pr\u00e1tica do racismo como crime inafian\u00e7\u00e1vel e imprescrit\u00edvel, sujeitando o delinquente a pena de reclus\u00e3o. No ano de 2006 foi aprovado projeto de Lei do Senador Paulo Paim (PT-RS), que prev\u00ea pena de reclus\u00e3o de dois a cinco anos e multa aos respons\u00e1veis por crimes de discrimina\u00e7\u00e3o divulgados via internet.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<blockquote><p><strong>Racismo no Brasil<\/strong>\u00a0&#8211;\u00a0Alguns n\u00fameros explicam como o racismo ainda continua arraigado na sociedade brasileira. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) os negros ganham 59,2% do rendimento dos brancos ou seja, eles recebem perto da metade dos ordenados dos brancos; 10% dos personagens das novelas da TV Globo entre 1995 e 2014 foram classificados como negros em levantamento da Universidade Estadual do\u00a0Rio. Entre os protagonistas, apenas 5% s\u00e3o negros; 0,9% dos m\u00e9dicos formados em 2015 no Estado de S\u00e3o Paulo s\u00e3o pretos, segundo o Conselho Regional de Medicina do Estado. J\u00e1 os diplomados brancos foram 85% no ano passado, sendo que eles representam 63% dos moradores paulistas.<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<p><strong>Igreja no Brasil<\/strong> &#8211;\u00a0Nas Diretrizes Gerais da A\u00e7\u00e3o Evangelizadora da Igreja no Brasil 2015 \u2013 2019, a Igreja no Brasil, no cap\u00edtulo IV, que aponta as perspectivas de a\u00e7\u00e3o, no n\u00ba117, defende que como Igreja \u201cadvogada da Justi\u00e7a e dos pobres\u201d, cabe-nos denunciar toda pr\u00e1tica de discrimina\u00e7\u00e3o e de racismos em suas diferentes express\u00f5es e apoiarmos a reivindica\u00e7\u00f5es pela defesa, reconhecimento e demarca\u00e7\u00e3o de seus territ\u00f3rios, afirma\u00e7\u00e3o de seus direitos, sua cidadania, seus projetos e de sua cultura.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><strong>A Pastoral afro-brasileira<\/strong> &#8211;\u00a0A pastoral afro-brasileira nasceu da necessidade de dar uma organicidade as diferentes iniciativas dos negros cat\u00f3licos que marcam presen\u00e7a na vida e miss\u00e3o da Igreja. Tamb\u00e9m \u00e9 fruto da consci\u00eancia das necessidades que v\u00e3o surgindo a partir do aprofundamento do compromisso com a caminhada das comunidades negras. A pastoral \u00e9 compreendida como zelo apost\u00f3lico para como o povo, sobretudo para com os povos pobres e os abandonados. Assim, as diversas iniciativas dos negros cat\u00f3licos encontram na pastoral afro-brasileira um espa\u00e7o de reflex\u00e3o, articula\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo voltados para a vivacidade e dinamicidade da a\u00e7\u00e3o evangelizadora da Igreja[25]. A pastoral afro-brasileira integra a Comiss\u00e3o Episcopal para o Servi\u00e7o da Caridade, da Justi\u00e7a e da Paz e as demais Pastorais Sociais da CNBB e tem um Bispo como referencial. Existem outros grupos de a\u00e7\u00e3o que est\u00e3o ligados \u00e0 pastoral afro-brasileira.<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo sendo considerado crime inafian\u00e7\u00e1vel pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, pr\u00e1tica ainda \u00e9 recorrente nas rela\u00e7\u00f5es sociais no pa\u00eds<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":869,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[841],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/33643"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=33643"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/33643\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/869"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=33643"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=33643"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=33643"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}