{"id":33917,"date":"2019-04-22T00:00:00","date_gmt":"2019-04-22T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/caritas-brasileira-braco-forte-da-acao-solidaria-da-igreja-no-brasil\/"},"modified":"2020-03-11T17:09:31","modified_gmt":"2020-03-11T20:09:31","slug":"caritas-brasileira-braco-forte-da-acao-solidaria-da-igreja-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/caritas-brasileira-braco-forte-da-acao-solidaria-da-igreja-no-brasil\/","title":{"rendered":"Esperan\u00e7a e vida: C\u00e1ritas Brasileira, bra\u00e7o forte da a\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria da Igreja no Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/caritas-brasileira-braco-forte-da-acao-solidaria-da-igreja-no-brasil\/agricultor\/\" rel=\"attachment wp-att-218440\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-218440 alignleft\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/agricultor-300x190.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"190\" \/><\/a>Hist\u00f3rias humanas tecidas de Norte a Sul do pa\u00eds comp\u00f5em o grande mosaico que forma a Rede C\u00e1ritas no Brasil. Na luta pela garantia de direitos, acesso aos bens da terra, participa\u00e7\u00e3o direta nas inst\u00e2ncias de decis\u00e3o e de controle social, e amplia\u00e7\u00e3o das potencialidades de pessoas e territ\u00f3rios, homens e mulheres tecem novas trajet\u00f3rias e abrem caminhos de esperan\u00e7a e vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cEu trabalhava no lix\u00e3o aqui de Caic\u00f3 [PE]. Era uma pessoa que bebia muito e l\u00e1 no lix\u00e3o voc\u00ea sabe a pessoa n\u00e3o \u00e9 vista pela sociedade. Mas o pessoal da C\u00e1ritas da diocese de Caic\u00f3 fazia um trabalho de inclus\u00e3o social com a gente. Se n\u00e3o fosse esse movimento de formar associa\u00e7\u00e3o acho que eu j\u00e1 tinha at\u00e9 morrido. Hoje, gra\u00e7as a Deus, j\u00e1 fazem tr\u00eas anos que n\u00e3o bebo e at\u00e9 me casei, o importante \u00e9 isso\u201d. Conta Alcides Belamirno, que atualmente est\u00e1 na sua segunda gest\u00e3o como presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Catadores de Materiais Recicl\u00e1veis de Caic\u00f3 (Ascamarca).<\/p>\n<figure id=\"attachment_218438\" aria-describedby=\"caption-attachment-218438\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/caritas-brasileira-braco-forte-da-acao-solidaria-da-igreja-no-brasil\/alcides-belarmino-site\/\" rel=\"attachment wp-att-218438\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-218438\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Alcides-Belarmino-site-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-218438\" class=\"wp-caption-text\"><em>A partir do engajamento nas a\u00e7\u00f5es lideradas pela assessoria da C\u00e1ritas, Alcides Belamirno se tornou presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Catadores de Materiais Recicl\u00e1veis de Caic\u00f3 (Ascamarca) | Foto: Arquivo C\u00e1ritas Diocesana de Caic\u00f3<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">A C\u00e1ritas diocesana de Caic\u00f3 presta assessoria t\u00e9cnica, administrativa e o acompanhamento social dos catadores e catadoras de materiais recicl\u00e1veis e suas fam\u00edlias, como afirma a articuladora das a\u00e7\u00f5es com catadores, Paula Salmana: \u201cEste \u00e9 um trabalho de assist\u00eancia social que busca resgatar a dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras da coleta seletiva, para que se sintam importantes enquanto pessoas e profissionais, e valorizadas pela a sociedade\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O trabalho junto aos catadores e catadoras de materiais recicl\u00e1veis constitui uma das \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o da C\u00e1ritas Brasileira e est\u00e1 fundamento na Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos (PNRS). Neste sentido, a C\u00e1ritas busca fomentar a organiza\u00e7\u00e3o de cooperativas para que estes grupos possam participar ativamente da elabora\u00e7\u00e3o, por exemplo, dos planos estaduais e municipais de res\u00edduos s\u00f3lidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De acordo com o Perfil dos Munic\u00edpios Brasileiros (Munic 2017), divulgado Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) em julho deste ano, quase\u00a0metade das 5.570 cidades brasileiras ainda n\u00e3o tem um plano integrado para o manejo dos res\u00edduos e o prazo para que todos os munic\u00edpios dessem destino correto ao lixo venceu h\u00e1 quatro anos. \u00a0Cada brasileiro gera em m\u00e9dia 378 kg de res\u00edduos ao ano, um volume que daria para cobrir um campo e meio de futebol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Pastoralidade transformadora<br \/>\n<\/strong>Desde 1953 a C\u00e1ritas tem marcado a hist\u00f3ria do Brasil, principalmente pelas suas a\u00e7\u00f5es de solidariedade, como destaca o arcebispo de Aracaju e presidente da C\u00e1ritas Brasileira, dom Jo\u00e3o da Costa. \u201cNos \u00faltimos tempos um dos trabalhos desenvolvidos com grande esfor\u00e7o e buscando a integra\u00e7\u00e3o de toda Igreja \u00e9 o servi\u00e7o junto \u00e0s pessoas em situa\u00e7\u00e3o de migra\u00e7\u00e3o e ref\u00fagio. Estamos olhando para os pa\u00edses que est\u00e3o em nossas fronteiras, especialmente neste momento para a Venezuela, e buscando formas de ajuda, acolhimento e integra\u00e7\u00e3o das pessoas que chegam ao Brasil em busca de uma vida melhor. Assim, a C\u00e1ritas tem procurado viver cada vez mais a solidariedade e o compromisso com os mais empobrecidos\u201d, afirma o arcebispo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo dom Jo\u00e3o, a C\u00e1ritas Brasileira de diversas formas expressa sua miss\u00e3o de testemunhar Jesus Cristo no mundo de hoje. \u201cProcuramos atuar nas realidades da pol\u00edtica, nas realidades de exclus\u00e3o e nos espa\u00e7os onde surgem apelos fortes para a solidariedade. Testemunhar Jesus na pessoa de tantos irm\u00e3os que est\u00e3o com fome, doentes ou abandonados conforme est\u00e1 no Evangelho de Mateus, cap\u00edtulo 25: \u2018Vinde benditos de meu Pai!\u2019, essa \u00e9 nossa grande miss\u00e3o. \u00a0\u00c9 com essa perspectiva de esperan\u00e7a que olhamos para a C\u00e1ritas Brasileira, para seus agentes contratados e volunt\u00e1rios que buscam viver o amor encarnado nas diversas realidades de exclus\u00e3o\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Comunidades mais seguras<br \/>\n<\/strong>Em uma a\u00e7\u00e3o que envolveu nove dioceses, a C\u00e1ritas Brasileira, no Regional Rio Grande do Sul, mobilizou grupos e pessoas na recupera\u00e7\u00e3o de 400 fontes e nascentes na regi\u00e3o, al\u00e9m de movimentar as comunidades no processo de constru\u00e7\u00e3o de cisternas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/caritas-brasileira-braco-forte-da-acao-solidaria-da-igreja-no-brasil\/foto-campo\/\" rel=\"attachment wp-att-218436\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-218436 alignleft\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/foto-campo-168x300.jpg\" alt=\"\" width=\"168\" height=\"300\" \/><\/a>Inicialmente a perspectiva deste trabalho no campo socioambiental era o debate com as comunidades sobre quest\u00f5es como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, o atual modelo de desenvolvimento predat\u00f3rio, al\u00e9m de ver em cada territ\u00f3rio, quais eram as ocorr\u00eancias de eventos de emerg\u00eancia, quais as causas desses eventos e o que poderia ser feito no campo da preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A assessora da C\u00e1ritas Brasileira, no Regional Rio Grande do Sul, Jacira Dias, conta que o levantamento junto \u00e0s comunidades chamou aten\u00e7\u00e3o para uma quest\u00e3o pouco visibilizada, mas muito recorrente regi\u00e3o, a estiagem: \u201cMuitas comunidades sofrem com a falta de \u00e1gua para o consumo humano, para a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e cria\u00e7\u00e3o de animais. A gente come\u00e7ou a refletir sobre isso, sentimos a necessidade e vimos a possibilidade de trabalharmos para a identifica\u00e7\u00e3o das fontes de \u00e1gua, a situa\u00e7\u00e3o dessas fontes, que em sua maioria estavam abandonadas, impuras, sujas\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com a ajuda t\u00e9cnica da Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural (Emater), as comunidades mobilizadas pelas C\u00e1ritas iniciaram um trabalho de identifica\u00e7\u00e3o das nascentes e estabeleceram a\u00e7\u00f5es para prote\u00e7\u00e3o desses espa\u00e7os, com pequenas interven\u00e7\u00f5es como limpeza da \u00e1rea e planta\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores nativas ao redor. \u201cN\u00f3s procuramos intervir o m\u00ednimo poss\u00edvel nessas fontes, mas iniciamos um processo em vista da reabilita\u00e7\u00e3o para que pudessem voltar a produzir um volume maior de \u00e1gua e para que essa \u00e1gua fosse pot\u00e1vel. Ao verem os impactos positivos, as pessoas se entusiasmaram, come\u00e7aram a desenvolver e multiplicar essa tecnologia social da recupera\u00e7\u00e3o das fontes\u201d, relata a assessora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tudo come\u00e7ou com o apoio da C\u00e1ritas Alem\u00e3 no Projeto Preven\u00e7\u00e3o de Emerg\u00eancias Construindo Comunidades mais Seguras, depois o projeto recebeu tamb\u00e9m apoio do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) e ampliou sua atua\u00e7\u00e3o na perspectiva do desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es para o saneamento b\u00e1sico rural. \u201cFizemos semin\u00e1rios e a\u00e7\u00f5es voltadas para o saneamento b\u00e1sico rural, isso foi bem inovador porque o tema do saneamento \u00e9 visto como uma a\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria apenas no mundo urbano. As a\u00e7\u00f5es de instala\u00e7\u00e3o de saneamento b\u00e1sico rural foram feitas nas dioceses de Santa Maria, Santo \u00c2ngela, Vacaria e Santa Cruz do Sul\u201d, conta Jacira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma das fam\u00edlias integradas nas a\u00e7\u00f5es apoiadas em projetos da C\u00e1ritas Brasileira e beneficiadas com os recursos do Fundo Nacional de Solidariedade, hoje produz alimentos org\u00e2nicos onde antes cultivava fumo. Isso foi poss\u00edvel gra\u00e7as h\u00e1 uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es com a comunidade. \u201cAntes disso n\u00f3s t\u00ednhamos muitas dificuldades com \u00e1gua limpa para o consumo. Os benef\u00edcios s\u00e3o muitos, hoje tomamos \u00e1gua de qualidade em minha casa, hoje produzimos alimentos que geram vida!\u201d, conta Miraci Terezinha Sippert Schu, ex-produtora de fumo que agora colhe alimentos org\u00e2nicos em sua propriedade que fica em Agudo (RS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cEntre as a\u00e7\u00f5es socioambientais que fizemos juntos me marcou o plantio de \u00e1rvores na beira de um riacho que atravessa toda a propriedade, envolvendo a escola da localidade. As crian\u00e7as participaram. Outro momento importante foi a recupera\u00e7\u00e3o de fontes e a constru\u00e7\u00e3o da cisterna envolvendo os ind\u00edgenas, num dia de campo deu at\u00e9 banho de sanga, foi maravilhoso\u201d, complementa Miraci.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo Jacira Dias, toda a mobiliza\u00e7\u00e3o tem tamb\u00e9m como objetivo chamar aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas que viabilizem essas a\u00e7\u00f5es, mas mesmo sem recursos as comunidades seguem em atividade. \u201cN\u00f3s continuamos buscando recursos para prosseguir essas a\u00e7\u00f5es, mas neste momento n\u00e3o temos nenhuma ajuda para tocar o projeto. A recupera\u00e7\u00e3o de fontes \u00e9 muito simples e exige pouco recurso, j\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de cisternas e o saneamento b\u00e1sico rural demandam mais recursos financeiros porque precisam de materiais. Uma quest\u00e3o muito relevante \u00e9 o fato de que procuramos fazer essas a\u00e7\u00f5es em mutir\u00e3o, chamando a comunidade, convocando as pessoas para participar, como uma forma de resgate da coopera\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria e tamb\u00e9m como algo pedag\u00f3gico, porque ficam os aprendizados e o fortalecimento dos la\u00e7os comunit\u00e1rios. Ter o recurso do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) em 2017 foi fundamental para esta a\u00e7\u00e3o ganhar for\u00e7a e uma forma de colocar em pr\u00e1tica o que discutimos durante a Campanha da Fraternidade\u201d, conclui Jacira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para mobilizar comunidades e chamar aten\u00e7\u00e3o dos poderes p\u00fablicos para quest\u00f5es no setor socioambiental, a C\u00e1ritas Brasileira desenvolve projetos por meio da \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o Meio Ambiente Gest\u00e3o de Riscos e Emerg\u00eancias (Magre).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Juventudes na cena<br \/>\n<\/strong>\u201cA Fam\u00edlia Hip-Hop a gente criou quando adolescentes, a gente era um grupo de pichadores, ent\u00e3o a gente teve uma ideia um dia de formar a Fam\u00edlia Hip-Hop. Na \u00e9poca, em Bras\u00edlia, o hip- hop estava muito em evid\u00eancia, todo mundo tinha ideia de cantar <em>rap<\/em> e a gente falou: Vamos cantar <em>rap<\/em>? N\u00e3o, vamos fazer melhor, vamos juntar os grupos da cidade e fazer um coletivo, vamos chamar v\u00e1rios grupos. Assim que a gente formou a Fam\u00edlia Hip-Hop, ali\u00e1s, n\u00e3o era nem Fam\u00edlia Hip-Hop, era outro nome, Cl\u00e3 Hip-Hop\u201d. O relato \u00e9 de Alex Martins, um dos idealizadores do projeto, hoje produtor cultural e diretor do N\u00facleo de Forma\u00e7\u00e3o Popular Fam\u00edlia Hip-Hop. \u201cA princ\u00edpio era divers\u00e3o para n\u00f3s, eu tinha 17 anos, era divers\u00e3o para n\u00f3s cantar <em>rap<\/em> nos bairros e tal, a\u00ed o tempo foi passando, come\u00e7amos a entrar em escolas, fazer oficinas nas escolas e a coisa foi tomando um tempo da nossa vida\u201d, relata o diretor que hoje lidera uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es na sede do coletivo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_218437\" aria-describedby=\"caption-attachment-218437\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/caritas-brasileira-braco-forte-da-acao-solidaria-da-igreja-no-brasil\/alex-martins_site\/\" rel=\"attachment wp-att-218437\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-218437\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Alex-Martins_site-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-218437\" class=\"wp-caption-text\"><em>Alex Martins, um dos idealizadores e diretor do N\u00facleo de Forma\u00e7\u00e3o Popular Fam\u00edlia Hip-Hop tornou-se produtor cultural e lidera diversas iniciativas de forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e educa\u00e7\u00e3o popular, em Santa Maria (DF) | Foto: Osnilda Lima<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Foi com o incentivo de moradores de Santa Maria, regi\u00e3o administrativa do Distrito Federal, onde o projeto est\u00e1 sediado, que os membros do coletivo pensaram pela primeira vez em tornar aquela a\u00e7\u00e3o de jovens entusiastas em um projeto estruturado e com reconhecimento como Organiza\u00e7\u00e3o N\u00e3o Governamental (ONG). \u201cA ideia agora \u00e9 trazer mais jovens e ampliar o coletivo, sempre ampliar, trazer para c\u00e1 e fazer parte do coletivo, atendemos as pessoas e fazemos um trabalho para a comunidade. A comunidade tem que saber que isso existe e saber que \u00e9 dela, saber que ela pode utilizar o espa\u00e7o\u201d, afirma Martins.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A partir dos incentivos e assessoria t\u00e9cnica da C\u00e1ritas Arquidiocesana de Bras\u00edlia, o coletivo Fam\u00edlia Hip-Hop passou a conhecer e utilizar os princ\u00edpios da Economia Popular Solid\u00e1ria, primeiro por meio de um bazar organizado no bairro, depois com a produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de materiais como relata Martins. \u201cA ideia \u00e9 essa, gerar renda para n\u00f3s, desenvolver as coisas para n\u00f3s, e a ideia de Economia Solid\u00e1ria, al\u00e9m de pensar uma economia diferente da que t\u00e1 ai, \u00e9 trabalhar em redes, fortalecer as redes, a ideia das redes para n\u00f3s \u00e9 fundamental\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Atualmente o grupo cria pe\u00e7as como camisetas, bon\u00e9s e copos usando a arte da serigrafia, os recursos da venda desses materiais permitem a sustentabilidade do projeto que promove integra\u00e7\u00e3o social e participa\u00e7\u00e3o da comunidade em processos de forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica, sempre valorizando o vi\u00e9s cultural e as potencialidades das juventudes locais.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><em>Texto: Jucelene Rocha<\/em><br \/>\n<em>Colabora\u00e7\u00e3o: Fabiana Silva e Osnilda Lima<\/em><br \/>\n<em>Rede de Comunicadores\/as da C\u00e1ritas Brasileira<\/em><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atuando com pessoas em situa\u00e7\u00e3o de exclus\u00e3o e vulnerabilidade social, agentes da C\u00e1ritas fortalecem a\u00e7\u00f5es que promovem dignidade humana<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":33918,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[1],"tags":[1256],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/33917"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=33917"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/33917\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/33918"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=33917"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=33917"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=33917"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}