{"id":33944,"date":"2019-04-22T00:00:00","date_gmt":"2019-04-22T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-pedagogia-da-cruz\/"},"modified":"2019-04-22T00:00:00","modified_gmt":"2019-04-22T03:00:00","slug":"a-pedagogia-da-cruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-pedagogia-da-cruz\/","title":{"rendered":"A pedagogia da Cruz"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Jaime Spengler<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo metropolitano de Porto Alegre (RS)<\/p>\n<p><\/strong>A Cruz est\u00e1 associada a todas as formas de sofrimento, fraqueza e priva\u00e7\u00f5es da vida humana e crist\u00e3. No entanto, para o cristianismo ela n\u00e3o \u00e9 um mero ornamento ou s\u00edmbolo. Ela \u00e9 express\u00e3o do mist\u00e9rio do Amor de Deus.<strong><\/p>\n<p><\/strong>Ao longo da hist\u00f3ria, a f\u00e9 e a piedade crist\u00e3 descobriram no mist\u00e9rio da Cruz uma fonte inesgot\u00e1vel de ensinamentos e motiva\u00e7\u00f5es para a vida dos disc\u00edpulos de Cristo.<strong><\/p>\n<p><\/strong>Contudo, em tempos recentes, em distintos setores da sociedade, surgem vozes exigindo a retirada da Cruz de lugares p\u00fablicos. Junto com isso, se chega ao absurdo de exigir que n\u00e3o se fa\u00e7a qualquer refer\u00eancia ao evento crist\u00e3o, sobretudo nas escolas e ambientes universit\u00e1rios.<strong><\/p>\n<p><\/strong>\u00c9 certamente verdadeiro o fato de que a hist\u00f3ria do cristianismo est\u00e1 marcada por situa\u00e7\u00f5es obscuras. Mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que \u00e0 sombra da Cruz se desenvolveu uma compreens\u00e3o do divino e do humano, do c\u00e9u e da Terra que marcaram \u2013 e continuam marcando! \u2013 a sociedade ocidental.<strong><\/p>\n<p><\/strong>Os disc\u00edpulos do Crucificado n\u00e3o exigem dos n\u00e3o crentes viver ao seu modo, mas pedem a estes que lhes permitam viver livre e respeitosamente segundo a sua f\u00e9; ou seja, que possam continuar seu itiner\u00e1rio existencial \u00e0 sombra da Cruz.<strong><\/p>\n<p><\/strong>O crist\u00e3o \u00e9 convidado a contemplar a Cruz de Cristo a fim de alcan\u00e7ar a gra\u00e7a da fidelidade e assim ser no mundo testemunho do amor do Senhor que \u201cnos amou e se entregou por n\u00f3s\u201d (Ef 5,2).<strong><\/p>\n<p><\/strong>Um escrito do segundo s\u00e9culo ilustra o que significa ser fiel e viver \u00e0 sombra da Cruz. Os crist\u00e3os \u201cn\u00e3o se distinguem das outras pessoas, nem por sua terra, nem por sua l\u00edngua ou costumes. Com efeito, n\u00e3o moram em cidades pr\u00f3prias, (&#8230;) nem t\u00eam algum modo especial de viver. Sua doutrina n\u00e3o foi inventada por eles. (&#8230;) Testemunham um modo de vida admir\u00e1vel e, sem d\u00favida, paradoxal. (&#8230;) Casam-se como todos e geram filhos, mas n\u00e3o abandonam os rec\u00e9m-nascidos. P\u00f5em a mesa em comum, mas n\u00e3o o leito; est\u00e3o na carne, mas n\u00e3o vivem segundo a carne; moram na Terra, mas t\u00eam sua cidadania no c\u00e9u; obedecem \u00e0s leis estabelecidas, mas com sua vida ultrapassam as leis; amam a todos e s\u00e3o perseguidos por todos; s\u00e3o desconhecidos e, apesar disso, condenados; s\u00e3o mortos e, deste modo, lhes \u00e9 dada a vida; s\u00e3o pobres e enriquecem a muitos; carecem de tudo e t\u00eam abund\u00e2ncia de tudo; s\u00e3o desprezados e, no desprezo, tornam-se glorificados; s\u00e3o amaldi\u00e7oados e, depois, proclamados justos; s\u00e3o injuriados, e bendizem; s\u00e3o maltratados, e honram; fazem o bem, e s\u00e3o punidos como malfeitores; s\u00e3o condenados, e se alegram como se recebessem a vida\u201d (Carta a Diogneto).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jaime Spengler Arcebispo metropolitano de Porto Alegre (RS) A Cruz est\u00e1 associada a todas as formas de sofrimento, fraqueza e priva\u00e7\u00f5es da vida humana e crist\u00e3. No entanto, para o cristianismo ela n\u00e3o \u00e9 um mero ornamento ou s\u00edmbolo. Ela \u00e9 express\u00e3o do mist\u00e9rio do Amor de Deus. Ao longo da hist\u00f3ria, a f\u00e9 &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-pedagogia-da-cruz\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">A pedagogia da Cruz<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[854,748],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/33944"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=33944"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/33944\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=33944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=33944"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=33944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}